Notas iniciais
Muito obrigada WhosStiles pelo comentário no último capítulo, acabou fazendo com que eu publicasse esse capítulo. Está tudo muito corrido, sorry!

Harley foi forçada a ficar frente a frente com o Soldado Invernal. Pela sua aparência, ele parecia ter sido controlado pela HYDRA novamente.

—Sargento Barnes? — ela o chamou sentada.

Ele apenas a olhou, mas percebeu algo além daquilo. Já havia o estudado tanto que sabia dizer se estava fora do padrão. Esse era o caso.

—Como se sente? — perguntou iniciando devagar.

Buck demorou para dar a resposta, fazendo a dúvida se iria mesmo falar.

—Melhor — disse. -Quem é você?

—Doutora Harleen Quinzel, da SHIELD.

—SHIELD? A SHIELD acabou.

—Em partes — Harley deu um aceno.

—O que houve? — Bucky questionou.

Harley o olhou confusa.

—Com a SHIELD?

—Com Steve — Bucky disse.

—Steve está a sua procura ainda — respondeu prontamente.

—Por que?

—Iríamos começar aos poucos, eu iria contá-lo — respondeu incomodada.

—Sempre assim — ele disse simplesmente.

—Desculpe, Barnes.

Bucky a olhou rapidamente e viu que ela parecia incomodada com a situação, seja por estar mesmo arrependida ou por estar a sua frente. Ele tinha uma fama muito forte do que era capaz de fazer.

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Harley não cumpriu o combinado. Ela conversou com Bucky, eles desenvolveram uma ligação por aqueles minutos. Harley havia dito que precisava fazer isso, para então fazê-lo ao estado de Soldado Invernal. Eles não tinham mais a aparelhagem, provavelmente as pessoas que tinham conhecimento de como controlá-lo estavam todas mortas.

Doutora Harleen Quinzel pagou pelos seus erros. No começo era uma confusão, e ela podia ouvir a si mesma falando, gritando, informações e segredos que teria que manter consigo.

—Ela é filha de Tony Stark — um dos homens da sala onde estava deitada na maca disse após ouvi-la falar.

Harley passou por um longo tempo inconsciente.

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Doutora Harleen Quinzel. Harley para os íntimos, ela utilizava apenas o sobrenome materno. Com os olhos fechados ela permaneceu parada por alguns minutos de ponta cabeça. Em seguida se movimentou, pendurada em um balanço improvisado de tecido na cela. Ela estava em uma cela dentro de outra cela. Não havia nada para olhar, nada para fazer. Precisava de uma distração enquanto esperava a calmaria passar.

Harley não sabia se gostava ou não de quando ela passava. Quando ouvia alguma movimentação voltava a esperança de sair do local frio e úmido, mas também o pavor. Vinha sofrendo diversas situações difíceis. Por vezes se perguntava o que era real. Aquilo era real?

Quando era movimentada de um local para outro, vinha uma confusão em sua mente. Ela ria quando a machucavam, como se houvesse algum prazer naquilo. Imagens e sensações desconectas passavam rapidamente em sua mente. Tony Stark, perfume madeirado, SHIELD, pudim, Phil Coulson, medicina, Steve Rogers, cores diversas, rosa e azul, Bruce Banner. Pausa. Rhodes, HYDRA, Natasha Romanoff, "Sra. Quinzel" na voz de Jarvis, Thor, Ultron, Clint Barton. Pausa. Visão, armas, Loki, Industrias Stark, Wanda e Pietro Maximoff.

Quando se deu conta, Harley estava deitada no chão frio, sem entender como havia saído do balanço de tecidos no alto para lá. Ouviu um barulho alto na sua esquerda, a abertura das portas de ferro pesado. Tentou levantar mas não tinha muita firmeza, apenas o suficiente para sentar.

— Aproveite a companhia, Sargento Barnes — ouviu uma voz grave masculina vinda do lado externo.

Um homem grande foi empurrado para dentro do espaço, desnorteado. Ele tinha os cabelos escuros e até a altura dos ombros. Sargento Barnes tinha um braço de metal.

Harley não lembrava do que seus olhos poderiam ter visto.

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—Então é isso de informações que temos? — Steve disse na sala de reuniões de um edifício de apoio das Indústrias Stark na Europa.

Estavam presentes Tony, Natasha, Sam, Clint e Rhodes. Pensaram que seria melhor nem todos estarem nessa, levando em consideração que Wanda não tinha experiência e Visão ficava sempre desconfortável deixando-a sozinha.

—Harley foi pega com Barnes, ainda não temos a localização exata, presumimos ser nas proximidades — Coulson disse finalizando o contato com os Vingadores.

Tony e Steve se olharam seriamente.

—Vamos fazer uma varredura na região, alguma pista encontraremos — Steve disse por fim.

Tony estava se sentindo incapaz. Onde Harley estaria? A varredura se mostrou inútil, decidiram voltar para a sede dos Vingadores.

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Steve Rogers se manteve inquieto, analisando mais uma vez a pilha de papéis a sua frente. O Capitão procurava alguma pista, algum resquício que houvesse passado despercebido anteriormente. Respirou e parou. Natasha e Clint já haviam comentado que não havia nenhuma informação nova, Tony passou horas formentando teorias que logo em seguida eram confrontadas com informações divergentes.

A sala que Steve estava era grande o suficiente para ele, simples e moderna, com poucos objetos que refletiam sua personalidade. Anteriormente passava pouco tempo ali, estava sempre ativo no espaço externo, treinando a nova equipe dos Vingadores formada por Natasha, Sam, Rhodes, Wanda e Visão. Nos últimos tempos seu foco era outro, e havia se tornado um frequentador maior daquele espaço.

— E então? — Steve houve a voz de Tony vinda pela porta.

O Capitão levanta o olhar e percebe um Tony cansado, sem muita preocupação com o estilo ou vestuário.

— Nada, desculpe — ele responde enquanto Tony entra e puxa a cadeira a sua frente devagar, parecendo prolongar o momento antes de desabar na cadeira.

— Eu... — Tony hesitou, apoiando o cotovelo na mesa e colocando a mão sobre a boca — eu penso que isso é uma armadilha, uma trapaça. Algo para nos fazer focar tanto que deixamos o resto de lado. — ele troca de posição na cadeira

— Eu não duvido. Estamos buscando informação constante e nada. Como se estivéssemos correndo...

— Correndo atrás do rabo. Isso mesmo — após Tony finalizar o silencio se instala.

Aquele momento de calmaria faz com que ambos pensassem como aquilo era importante para eles pessoalmente. A equipe estava canalizada para aquilo, mas os maiores interessados ainda eram Tony e Steve.

No corredor ouviram passos com um som de "toc toc" apressado e Natasha apareceu na porta. Ambos olharam com atenção, esperando novidades.

— Sul da Indonésia. — Natasha soltou na mesa papéis com imagens de mapas e fachadas de edifícios — Identificamos um possível cativeiro e dessa vez temos informações mais consistentes. O pessoal antigo da SHIELD ajudou.

— Se vistam — Capitão deu as ordens indo em direção ao seu escudo e capacete próximos ao sofá do outro lado da sala — Peça para Hill preparar os outros. Cinco minutos.

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Harley havia acabado de arrumar seus cabelos, estavam separados ao meio e amarrados no topo da sua cabeça. Deu um sorriso ao enrolar as pontas com os dedos.

—Legal — ela disse ao se virar e perceber alguém no ambiente. — Não faz mais isso, assustou! — ela passou por Bucky sério.

O Soldado Invernal estava com seus óculos de proteção e máscara antigos, assim como uma arma grande em suas mãos, com diversas facas e explosivos no traje. Estava aguardando Harley terminar de se vestir, mas ainda estava sem blusa, desfilando de sutiã vermelho.

—Estarei na retaguarda — disse a observando.

Harley se virou, dando um sorrisinho. Vestiu uma blusa e prendeu suas armas nos suportes em suas costas, segurando em seguida um bastão de basebol em suas mãos.

—Vai ser divertido, Pudim.

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Aquele encontro entre eles havia destruído Steve. Harley estava completamente diferente, ele não conseguia racionalizar tudo o que havia ocorrido nos últimos dias. Harley era até então a pessoa que ele se sentia atraído, que vinha se convencendo a dar uma chance, criando sentimentos amorosos depois de tanto tempo.

Natasha não hesitou a lutar contra Harley, juntamente com Clint, assim como Tony com Bucky. Bucky. O amigo virara novamente um enigma para Steve. No início Harley apareceu, distraindo todos com seu comportamento incomum.

"Gostou da minha blusa, papai? Pensei em você!", Tony pensou no que havia ocorrido a pouco. Ela estava com roupas mínimas, sua aparência muito diferente. O que haviam feito com ela? A blusa de Harley tinha escrito "DADDY’S LIL MONSTER" (monstrinho do papai). Por um momento ficou paralizado, mas Sexta-feira localizou Barnes, fazendo com que ele pudesse focar em um alvo.

Todos estavam no quinjet, em silêncio. A base da HYDRA havia sido destruída, os Vingadores limparam a área. Harley estava deitada no piso, assim como Bucky. Ambos haviam ido vilmente contra todos eles, lutando com todos os seus recursos, com lutas, disparos e explosivos. Eles estavam em menor número e sabiam que perderiam. Jogaram baixo.

Harley e Bucky focaram em sair do local, que ficava no subsolo. Ao sair juntos, seguiram para a cidade, fazendo o caos. Dezenas foram mortos antes que qualquer um pudesse reagir. A contenção foi feita rapidamente, mas as vidas tiradas ficaram para trás.

Bucky foi contido com muito esforço, e Harley apenas se esquivou antes de ser pega. Ao ver Steve, com um semblante confuso e de pesar, ela deu uma gargalhada alta.

—Soldado — Harley provocou com um sorriso.

Natasha soltou um choque forte o suficiente para que ela ficasse desmaiada por um bom tempo.

Romanoff apenas observava com seus braços cruzados o Sargento Barnes e a Doutora Quinzel. O que ocorrera havia sido muito sério. Sentia como Steve estava abalado, assim como Tony que não conseguia desgrudar os olhos de Harley.

—Controle mental — Clint disse baixo perto dela.

—É uma droga — ela respondeu.

—Vai ser mais embaixo com esses dois — ele disse e Natasha compreendeu.

—Cuidaremos da situação.

—Expostos de novo, já não bastava o Ultron — ele disse, sugerindo uma intervenção do governo.

—Eu sei como vai acabar, Clint, mas vamos tentar conter. Ficaremos juntos.

—Quando chegar, vou voltar para a fazenda — disse direto.

Natasha apenas acenou com a cabeça. Clint havia feito sua parte, localizou Harley, voltaria para sua vida, afinal, ele tinha quem sentisse sua falta.

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Steve estava sentado ao lado da cama do amigo. Havia uma aparelhagem com fios fazendo contato com o corpo de Bucky. Steve suspirou. Ele sabia que quando voltasse a consciência, Bucky estaria confuso, e restaria a ele esclarecer o que havia acontecido. Pensou na luta que tiveram, nas diversas vezes que Bucky havia se colocado a frente de Harley para desviar os ataques. Ele a usara também contra Tony, pois sabia que ele não atacaria sua filha a sangue frio. Havia sim sangue frio vindo de Bucky, mas era relacionado com outras coisas que Steve não compreendia.

Na luta, Steve simplesmente não atacou nenhum deles, se manteve na retaguarda, apenas protegendo-se, assim como os civis. Mas não pode cobrar o mesmo dos outros Vingadores. Ele se sentia grato por isso, se não, Bucky não estaria ali, nem Harley.

Bucky ainda não havia voltado a consciência, e se tivesse não havia dado nenhum sinal. Steve levantou-se adiando o que deveria fazer em seguida, mas a hora havia chegado. Saiu do quarto de Bucky, indo para o do lado, onde Harley estava. Tony estava deitado na poltrona grande já fazia muito tempo e seu corpo não aguentou, adormecendo-o.

Steve aproximou-se devagar da cama de Harley, a observando estático. Em seguida ela abriu seus olhos, dando a entender que estava acordada antes dele aparecer.

—Steve — ela disse com a voz fraca.

—Como se sente? — Steve perguntou direto.

—Confusa, mas melhor — ela moveu a mão até encontrar a de Steve.

—Não é mais necessário — Steve disse duro com Harley, afastando seu toque devagar.

—Desculpe.

Permaneceram em silêncio.

—Foram dias terríveis — ela continuou, desviando o olhar. — Eu sabia que iam me matar, mas queriam tudo o que pudessem antes. Mas então — olhou para Tony — eu soltei que era filha dele, no meio daquele turbilhão.

—O que aconteceu? — Steve perguntou sabendo em partes.

—Basicamente? Depois disso, me colocaram contra Tony, sabiam que isso iria mexer com ele, e com Bucky o mesmo com você. Não foi simplesmente aquela luta, Steve, eles quiseram deixar algo que fosse além das suas malditas vidas.

Steve manteve-se em silêncio e notou como ela havia chamado o amigo, usou o apelido Bucky.

—Nós estávamos perturbados, não nos importamos quem matávamos, atacamos a eles também. Pelo menos isso, demos algumas baixas para eles, desgraçados — Harley tossiu ao terminar a frase rapidamente.

Aquilo despertou Tony de seu cochilo. Ele se ajeitou na poltrona e quando viu Steve levantou-se.

—E então, vai dividir comigo também?

—Você estava cansado, deixei que você dormisse.

—Ah que ótimo, me forcei acordado aqui por horas em vão, ótimo, ótimo. Essa poltrona é péssima.

—Eu sei, — Harley começou com um dos cantos da sua boca puxado — não combina com o resto do mobiliário.

—Vou dar licença para vocês — Steve saiu calmamente, e Tony o observou até sair.

—Eu esperava por isso, ele é realmente uma pessoa muito educada, me deixa nervoso — Tony disse para Harley com o maxilar tenso.

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Steve caminhou até encontrar um local que pudesse ficar sozinho. Ele se sentia cansado, mas não fisicamente. Teria que passar por tudo aquilo com Bucky? Lembrou-se de tudo o que havia ocorrido no passado com o Soldado Invernal, das vezes que lutaram juntos como amigos e quando ele foi sua missão. Suspirou, mantendo a cabeça baixa. Sobressaltou-se ao sentir um toque em seu ombro, abaixando até suas costas, e virou-se rapidamente.

—Como você está? – Natasha perguntou.

Steve balançou a cabeça negativamente e Natasha olhou-o diretamente. Enfim ele a encarou.

—O que fizeram com eles?

—Ela se meteu em algo que não deveria, Steve. E Barnes, o de sempre – Natasha suspirou.

—Espero que ele tenha lembranças claras agora.

—Creio que sim, se ficar conosco. Clint e eu conversamos, você sabe o que pode acontecer com tudo isso?

—Como assim?

—Eu soube... — ela mudou de posição. – O governo tem se reunido sobre nós, depois do que houve em Sokovia.

Steve a encarou, esperando.

—Tony, Quinzel... Eles sabem, — ela levantou as sobrancelhas – eu me infiltrei depois de ouvir uma conversa de Tony. Chama-se Acordo de Sokovia, querem nos restringir, nos controlar. Dizer como e quando devemos agir.

—Eles não podem – Steve teve uma reação mais agressiva do que pretendia.

—Vamos ver o que ela diz sobre estar metida com Barnes, mas creio que seja parte disso. Mas da aparência dela, estava caricata demais. Digo, por que aquela roupa, maquiagem?

—Ela gosta de arte circense – Steve disse simplesmente.

—Que? – Natasha não entendeu.

—Uma vez ela me disse, me mostrou no apartamento dela, fazia treinos com... cordas. Ela disse que gostava de arte circense. Talvez na loucura dela, tenha sido algo que chamou atenção deles.

—Quiseram chamar atenção de todos, enlouqueceram ela nesses dias, e quando souberam que era filha de Tony, criaram o circo, literalmente.

Steve ficou em silêncio perdido em seus pensamentos, seu olhar estava longe. Pensou repetidas vezes em Bucky e depois em Harley. Suspirou em pensar como tudo em sua vida era mais complicado. Natasha manteve-se pensativa também, e desviou seu olhar para Steve, mantendo-o ali por um bom tempo.

Notas finais
Obrigada pessoal! Comentários?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.