Dont get too close, its dark inside
1 I want to hide the truth, i want to shelter you
Notas iniciais
POV Oliver
O que mais me entristecia era o que não estava no olhar dela. Faltava aquela luz, aquela alegria que me faziam um pouco mais leve sempre que a via.Eusabia que minha reação tinha sido exagerada, para não dizer absurda, mas não queria encarar a realidade. Foi aí que Diggle veio e a esfregou no meu rosto, fazendo impossível evitar de pensar no queeutinha feito com uma simples frase dita por nada menos do que ciúmes. E inveja. Ciúmes de Felicity passando seus dias com ele, se preocupando com ele. Inveja dele, por ter toda essa atenção e, antes dessa fatalidade, a real possibilidade de uma relação com ela, coisa longe da minha realidade.
Euhavia dito uma meia verdade quando finalmente tomei coragem e pedi desculpas. Sim,eudependia dela e confiava que ela estaria lá, por isso não tinha gostado de quando ela não estava. A verdade era queeuprecisava dela por perto e não só por causa de trabalho. Mas o que tinha mesmo me deixado nervoso era o fato de saber que ela também sentia alguma coisa por mim e não poder fazer nada, não poder falar o que realmente sentia. Saber que sefizesse isso seria o começo do fim e queeutinha que protege-la disso tudo.
Uma vez ela me disse que merecia algo melhor, mas a verdade é que ela merecia alguém melhor. Um cara descomplicado que a levaria para jantar e a faria rir. Que não colocaria a sua vida em mais risco do que já se encontrava, sem tantos demônios o atormentando, tentando jogar os dois na escuridão. Alguém como Barry Allen. Por isso apenas coloquei minha mão em seu ombro e resisti ao impulso de beijá-la quando a vi fechar os olhos por mais tempo do que seria o normal depois de falar que ela era minha parceira. Tantos significados em uma única palavra.
POV Felicity
Como ele consegue me fazer mudar de querer bater nele para querer beijá-lo tão rápido? Sim,dificultei um pouco o pedido de desculpas, mas conforme ele foi falando entendi o motivo de ter agido daquele jeito comigo. Na verdade, ele tinha uma certa razão para estar bravo,eutinha assumido um compromisso quando me juntei ao time e estava os decepcionando. Mesmo ele não tendo o direito de criticar meu trabalho daquele jeitoeurealmente não tinha estado lá na primeira bomba e não podia deixar de pensar em como as coisas teriam sido se estivesse. Ainda assim, ele conseguiu tirar um pouco dessa culpa dos meus ombros.
Depois teve a história de sermos parceiros.Eusabia que ele falava no sentido profissional da palavra, mas não pude deixar de imaginar, não pela primeira vez, em como seria se fôssemos parceiros em todos os aspectos da nossa vida. E quando ele colocou a mão no meu ombro, cheguei a achar mesmo que fosse me beijar. E a querer que o fizesse. Mas nada aconteceu, não até o dia seguinte. Já estava começando a anoitecer e o senti me olhar o dia todo quando achava que eu estava concentrada em outra coisa. O escritório já estava vazio e eu não aguentava mais tanta tensão. Foi então que resolvi tomar uma atitude e jogar tudo pro alto. Entrei decida no escritório dele, já perguntando:
- Parceira como?
- Como assim?
- Oliver, não somos mais crianças. Ambos sabemos que tem algo entre nós que vai além da amizade. Quer dizer, da minha parte é bem óbvio, mas as vezes você dá sinais de que corresponde, sabe? Então me fala: qual é o tipo de parceria que temos?
- Feliciy, você sabe que por causa da vida que eu...
- Para com isso, Oliver! Essa história de novo não. Já corro riscos por fazer esse trabalho aqui e...
- Exatamente, Felicity! É muito perigoso e...
- Não, agora eu vou falar. Já estou em risco por ser vista perto de você como sua assistente e por te ajudar aqui e correr esses riscos é uma escolha minha e só minha. É a minha vida e quem decide sou eu. Pode ter certeza de que se quisesse, eu teria ido embora logo depois de encontrar o Walter, mas fiquei porque quis, porque acredito no que fazemos aqui. Então, se não me quer simplesmente porque não nos vê como nada além do que já somos, vou entender, mas não tenta escolher a minha vida para mim.
- Felicity, todas as mulheres com quem saio acabam se machucando. Sarah, Helena, McKenna e Laurel, olha o que aconteceu com elas. Não quero ver você sofrer, não você.
- Mas Oliver, a Sarah foi viajar com você porque quis, não foi obrigada. E o que houve na viagem não foi culpa sua, você também passou cinco anos lutando para sobreviver. A Helena já tinha a vingança contra o pai planejada há muito tempo e me desculpa, mas seu poder de persusação nunca ia funcionar com ela sobre isso. A McKenna é uma policial e se machucou perseguindo um suspeito e não sei se você sabe, mas policiais tendem a se machucar com você por perto ou não. E a Laurel, bom a Laurel mais coloca a gente em problema do que a gente leva problema para ela. Sinto muito, mas é a verdade. Então não venha por em você a culpa pelas decisões de nenhuma delas e nem as minhas. Você não tem esse direito. Agora olha para mim e fala que você quer que a gente seja apenas bons amigos e nunca mais falo nesse assunto. Não vou te abandonar nem aqui nem na QC, mas vou seguir com a minha vida e fazer o possível para deixar de te amar.
- Eu... eu quero... Felicity...
- Eu sabia.
POV Oliver
Foi aí que ela veio para cima de mim com uma rapidez e uma força que nunca imaginei que ela tinha, me segurou pela lapela do terno, me puxou da cadeira e quando nossos lábios estavam quase encostados, ela parou e ficou me olhando, esperando que eu desse o passo final. E naquele momento, só naquele momento joguei toda a cautela pro espaço e a beijei. Tentei fazer o beijo ser suave e leve, mas assim que nossos lábios se encontraram percebi que seria inútil e a puxei para mim pela cintura, colando nossos corpos e aprofundando o beijo. Ela, então, me empurrou para a parede do escritório e começou a beijar o meu pescoço. Minha Felicity, tão doce, assumiu controle da situação. Ao menos até eu resolver que ela tinha se divertido o bastante e inverter as posições. Agora ela estava pressionada contra a parede e eu estava beijando seu pescoço, a fazendo gemer em meu ouvido e inclinar a cabeça para o lado, me dando mais acesso sem ao menos perceber.
Quando ela levantou uma das pernas e a enlaçou na minha cintura, achei que seria isso, que finalmente a teria como queria ali mesmo, contra a parede da minha sala. Uma das minhas mãos já estava percorrendo essa mesma perna e levantando a saia que ela usava quando meu celular tocou e me fez voltar à realidade. Não o atendi, mas foi como se um balde de água fria tivesse sido jogado sobre mim e me feito perceber o que estava fazendo. Por mais que ela me dissesse que a escolha era dela e tudo o mais, não podia fazer aquilo. Não podia arriscar quando era ela quem estava em jogo. Não podia arriscar vê-la ferida, tão pouco me odiando. Mas o que mais me assustava era o medo de ver aquele olhar vazio nos olhos dela de novo e eu sabia que nunca me perdoaria se fizesse o que fosse que a deixasse daquele jeito.
No momento seguinte, estava pedindo desculpas e indo embora.
Notas finais
Me digam o q acham!
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