Don't Worry. Just Fight.
1 Lute.
Notas iniciais
É de um casal que eu gosto bastante embora já tenhamos um empecilho que tornou impossível o romance desses dois no mangá, o que me deixa triste, mas sem me abater, aqui estou eu escrevendo mais um drama básico.
Acho que se alguém aí já me conhece, já sabe como vai ser a coisa, né?
Boa leitura!
Mira.
Ele não sabia o quanto podia doer, e doía, doía muito.
Cabo Rivaille tinha sua cara séria e tediosa à mostra, mas com toda certeza ele sabia que era tudo um teatro, vira tantos morrerem, pensou que se chegasse a vez deles, a vez dela, não seria diferente. Oh, mas ele estava enganado, e como, seu coração acordara, lembrando-o de que ainda estava alí, afinal, fazia tanto tempo que ele não dava as caras, ah, mas quem lhe dera ele não estivesse, pois pouparia-lhe da dor absurda que sentia, da incrível vontade de simplesmente largar a mascara de homem controlado e chorar como faria uma criança.
Acontece que ele era de alto escalão, tinha uma patente alta, tinha uma grande responsabilidade, ele não podia embora quisesse, porque não tinha a menor dúvida de que se pudesse, traria-os de volta, e mais importante, traria-a de volta.
O desespero tomava conta dele a cada dia que se passava, e ele se lembrava de que fora assim antes, antes de ele conhecer o conforto do colo dela, antes do dia que provara o aroma dos lábios dela, antes do dia em que vira aquela pequena garota com tamanha determinação, tamanha garra, tamanho amor, por ele.
Ah sim, tinha que admitir, Cabo Rivaille gostava de ser amado, ele gostava de olhar nos olhos dela e saber que ela estava observando-o, gostava de vigia-la, gostava de vê-la protegê-lo, gostava de protegê-la, gostava de amá-la. Embora nem se desse conta do que fazia.
E agora via-se deslocado, irritado, fora de sua queriada zona de conforto, assim como sentia-se destruído e desmembrado, ele não tinha mais sua querida equipe, não havia mais declarações de superioridade, não havia mais o costumeiro "sim, capitão!", não havia mais nada, sem ela era o mesmo que nada.
O túmulo dela era pequeno, simples, bonito, exatamente como ela.
Sentia aquela súbita vontade de caçar, matar, aniquilar, liquidar, trucidar, qualquer coisa que a fizera mal, se ela se fora, e não havia mais nada a fazer contra isso, queria que ela descansasse em paz, queria que ela visse o mundo que ela tanto lutara para conseguir, que ela morrera para proteger as chances de sucesso, que ela fora mais uma vítima daquele extermínio.
As mãos apertaram-se contra os joelhos, e dando-se conta de que não havia ninguém alí, ele libertou as lágrimas, que deixara no fundo de seu ser para que não fizesse o ato, que ele considerava vergonhoso, o ato de chorar.
Permitiu-se rir, conhecia-a dês de pequeno, e ela estava sempre chorando, era como um pequeno apelo, para que ele fosse confortá-la, para que ele não mantivese-se como a rocha dura e fria que aprendera a ser, pois se ele era a pedra, ela era a água.
Água mole, pedra dura, tanto bate, até que fura.
Podia ouvi-la falar como fazia sempre, quando ele fazia essas comparações, e rindo terminar de dizer que nada daquilo fazia sentido, pois ele não era a pedra.
E se fosse, parecia que o árduo e determinado bater da água, havia finalmente conseguido furar-lhe a muralha, de tal modo, que agora ele chorava em um desespero puro, um choro sofrido e descompassado.
Volte, volte para mim.
O pensamento repercutia e ricocheteava em sua cabeça, e pouco mais ele não seria capaz de aguentar, seu conteúdo ia esvaindo-se sua vida não tinha mais sentido nenhum.
Pela primeira vez em toda sua destemida vida, ele queria que a morte lhe tirasse daquele sofrimento, que a morte levasse-lhe para junto dela, para que ele pudesse provar de seu gosto novamente, para que ele pudesse ver o tão amado sorriso.
Para que ele pudesse dizer á ela que a amava e que mais nada importava...
-Cabo... N-nós temos que ir...- A voz de Hanji alcançou-o, ele que mantinha-se banhado em lágrimas e com o sofrimento à mostra, pediu-lhe um segundo.
Secou as lágrimas que teimavam em sair, sufocou-se em sua máscara de frieza novamente, levantou-se, mas antes de sair disse à ela suas ultimas palavras:
-Vou lutar pelo mundo que você tanto sonhava. Eu vou te ver assim que tudo acabar.- Voltou a se agaichar tocando de leve o escrito bonito que formava o nome dela.- Se não conseguir, eu espero que me alente Petra...
Levantou-se e sem olhar para trás saiu dalí, para tentar cumprir o sonho que um dia fora da garota cujo nome estava gravado na pedra.
Ela olhava-o com um sorriso enorme no rosto, embora as lágrimas fizessem-se presentes, alí jazia a alma dela, e ela o esperaria, porque prometera esperá-lo.
-Lute.- Seu sorriso foi reprimido por um pequeno soluço.- Não se preocupe com o resultado, seja valente Cabo. Eu te amo.
E no fundo da alma, na consistencia de seu ser, as palavras foram gravadas, pois ele havia escutado, e ele lutaria.
Notas finais
Pelo menos nesse nem todo mundo morre.
No caso de erros ortográficos, vocês me desculpem, não tive tempo para fazer uma revisão.
Agradeço a aqueles que deixarem seus reviews dês de já agradeço, e um beijo para os amigos fantasmas.
Amigos fantasmas, comentem por favor! (vai de apelo emocional mesmo XD, embora não dê nada certo.)
Muito obrigado por lerem.
Mira.
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