Don't Stop Believing

1 O trem da meia-noite.


Notas iniciais
Nota Original: É primeira vez que eu escrevo um Capitulo Unico, então... E é primeira vez que eu posto uma fanfic Achele... estranho. Enfim, estou com uma historia na cabeça de Achele, mas não consigo escrever, então comecei a escrever uma delas - não esta - e no meio, ouvindo a musica Don't Stop Believing simplesmente comecei a escrever, acho que vai ser bom de como vocês, fãs, Faberry, (talvez, Achele?), aceitam isto. No isto quero dizer as possíveis fanfic Achele.Desculpem qualquer erro (e a historia toda...)

Rachel Berry estava cheia de sua patética vida. Da sua família querendo que ela seja uma pessoa na qual ela nunca vai ser.

Arrumou suas coisas, estava farta!

A última briga foi a gota d'água, seus pais queriam que ela deixe de namorar sua namorada.

Rachel Berry não era lésbica.
Era apenas uma fachada. Queria irritar mais seus pais, inventou uma namorada falsa.

Era perfeita. Fez a imagem de uma garota perfeita para ela. Se esta garota fosse real Rachel viraria lésbica por ela, sem pensar duas vezes.

Era uma loira, de cabelo curto, não passava dos ombros, estilo repicado, olhos de mel, ora verdes com luz, não chegava ser âmbar, um esverdeado e as vezes cor de mel.

Sem se importa com nada, brincalhona. Esta era sua namorada, ou como realmente deveria ser, caso ela fosse real.

Deu o nome de Dianna Agron.

–-

Terminou de arrumar suas coisas, saiu de casa pela janela, deixou apenas um bilhete.

"Vivendo apenas para encontrar emoções, me agarrando a este sentimento

Com amor, Rachel."

Antes de continuar seu caminho, já na rua, olhou para sua casa, as boas memórias voltaram com tudo, atingiram como mísseis.

Lágrimas.

Quase desistiu e voltou para sua casa, para sua cama, para sua antiga vida.

Mas não. Olhou no celular, quase meia-noite, andou até a única estação de trem da pequena cidade. Na cabine, pediu para sináptica moça vender um passe para, seja lá qual for, do próximo trem.

A moça, Rachel conhecia. Todos se conheciam nessa cidade.

Brittany, era seu nome, era loira, mas não era Dianna. Brittany era amiga de Rachel e, de primeiro, não quis vender, mas acabou vendendo. Seu turno acabava em cinco minutos.

Em cinco minutos era o trem de Rachel.

Em cinco minutos sua vida ia mudar.

Em cinco minutos iria ser meia-noite.

–-

Dianna Agron não era real, Rachel sabia disso, mas aquela garota de cabelo curto de gorro preto com um fone grande era a imagem de Dianna.

A garota estava olhando pela janela, na pequena cidade tinha começado a nevar. Rachel não saberia explicar quando tempo ficou olhando para garota.

A loira notou a pequena, olhou para ela, abaixou o fone.

— Posso ajudar?

Rachel não respondeu.

— Moça?

— Er, Dianna?

A loira continuou a olhar para Rachel.

— Desculpa, não, acho que me confundiu com outra pessoa, meu nome é Quinn. Quinn Fabray.
–-

A cidade grande sempre foi moleza para Quinn, todos seus desafios, medos e inseguranças não passava de brincadeira para Quinn, nascida e criada no sul Detroit.

Estava entediada.

Quinn suspirou, Santana, sua amiga sempre quis pegar este trem para ver sua namorada, o trem passava por todo país, precisava de novas aventuras, um novo bar enfumaçado com cheiro de vinho e perfume barato e uma música de qualquer cantor.

A família Fabray já não era a mesma, Quinn não sentia nada, precisava encontrar novas emoções, um novo sentido de vida.

Foi para casa de Santana, de lá a estação de trem, estava frio, resolveu usar uma touca punk, um blusa regada preta, uma blusa de frio xadrez vermelha, que foi para amarrada em sua cintura, uma shot curto preto e uma meia-calça preta grossa e uma bota. Mas antes de ir para estação, Santana lhe deu um casaco pesado de frio. Com as mãos no bolso do mesmo, Quinn olhava pro céu noturno ameaçado nevar, seu olhar já não tinha brilho.

O trem chegou, em ponto.

Meia-noite.

Não olhou para trás, não precisava disso. Ao sair de Detroit viu as Luzes da rua, Subindo e descendo a avenida, as sombras das pessoas vivendo apenas para encontrar emoções. Quinn não era diferente, estava procurando estas emoções.

E achou.

Uma garota a encarrando.

Tinha uma boina branca na cabeça, seu casaco colorido, sua calça marrom.

–-

— Desculpa. — Rachel falou um pouco tímida. Olhou para cabine, no vidro estava escrito, com letras horríveis, "Vivendo apenas para encontrar emoções, me agarrando a este sentimento", Quinn percebeu que a garota ficou encarrando a frase, levantou uma sobrancelha para garota.

— Posso ajudar?

— Esta frase...

— hum?

— Foi a mesma que eu deixei em casa — encarou Quinn — antes de fugir. Como as mesmas palavras.

Quinn tinha toda sua atenção voltada para morena agora.

— Eu acabei de escrever, quer dizer, escrevi quando sai de Detroit.

— Detroit?

Sem pedi, Rachel sentou no banco de frente a Quinn.

— É, hum, estamos muito longe?

— Mais ou menos, Detroit é um pouco longe, não é à toa que aqui seja uma hora menos que lá.

— Que horas são?

Rachel olhou para o celular.

— Meia noite e dez.

Quinn sorriu.

...Dianna?

— Parece que voltei no tempo, este trem eu peguei meia-noite.

Rachel sorriu com a piada tonta de Quinn. Quinn não achava estranho falar com pessoas que não sabia o nome, era normal em cidade grande. Rachel, não. Um estranho, em cidade pequena, são os piores humanos, mas já sabia nome e sobrenome da loira.

Conversaram sobre seus problemas, nenhuma com sono, Rachel não revelou nada em relação de Dianna, mas da frase sim.

–-

Santana andava em círculos, o maldito trem estava atrasado, nunca acreditou que Quinn fosse realmente capaz de deixar tudo e pegar o trem da meia-noite sem rumo. Justo ela, Quinn Fabray!

Santana resolveu pegar o trem das duas da manhã, não tinha onde comprar o passe, iria subir no mesmo trem de Quinn e rezar que amiga ainda não tenham decido.

O trem chegou, ficou quase uma hora olhando pelas cabines quando seu celular tocou.

— Britt? Péssima hora!

— Eu fiz uma coisa horrível! Os Berrys nunca vão me perdoar se souberem que foi eu vendi a passagem.

— Britt? Calma, amor — Brittany estava chorando — Olha, agora realmente não é uma boa hora-

— Por ser de madrugada?

— Não, anjo. Eu também fiz algo errado e-

— Santana Lopez, o que a senhora aprontou? — Brittany estava brava agora. — Você...por Deus do céu, você me traiu!?

— O quê? Não, não Britt, claro que não!

Brittany tinha razão de desconfiar de Santana, afinal Santana, de fato, já havia traind. O namoro das duas era complicado, já que Santana nunca se viu namorando sério, ainda mais uma garota que só vê uma vez por ano. O que elas tinham era como um namoro virtual.

Brittany conheceu Santana ainda no colégio, em uma viagem de fim de ano, Santana, assim como Quinn, era de Detroit, as duas se conheceram, ficaram e trocaram números. Por fim, elas resolveram ficar. Se viram duas vezes e no final de um ano Santana ficou muito bêbada e acabou dormindo com Quinn.

Ela contou para Brittany que pareceu nunca mais querer ver Santana.

Santana sofreu muito. Quinn resolveu ajudar, a família Lopez não era tão boa assim financeiramente com os Fabray (uns dos motivos das duas só se verem uma vez por ano), Quinn perguntou a Santana se ela amava esta tal de Brittany, não era gostar, era amar, com direito aqueles três palavras. Ela respondeu que sim, no outro dia, na casa de Brittany, tinhas rosas e um pedido de namoro bem estilo Quinn e Santana, e a última estava via skype.

Desse que começaram a namorar ainda não se viram.

Isto foi a três meses atrás.

— Foi com a Dianna? — Britt perguntou com tom de ciúmes.

Santana sabendo o quando Brittany era ciumenta, para não dar mais problemas falou que o nome da que tinha dormindo era Dianna, e não Quinn. E era.

Ou, melhor, era para ser.

A família Fabray tinha seus problemas, eram divorciados, a antiga Sra.Fabray traía o Sr.Faba=ray com namorado da época da escola, mas ela deve que casar com o Sr.Fabray, só que no meio da história a Sra.Fabray acabou engravidando do namoradinho de escola, eles até fizeram planos juntos, uma vida simples e perfeita, mas simples, a oferta dos Fabray parecia mais tentadora. A Sra.Fabray casou, então, com o Sr.Fabray alegando que estava grávida dele.

Como toda boa mentira, esta foi descoberta.

A mãe de Quinn deu alguns vídeos do seu verdadeiro pai, que depois da descoberta o mesmo sumiu do nada.

No vídeo, segundo Quinn, nunca viu a mãe tão feliz, tinha os olhos do seu verdadeiro pai. O vídeo era uma discussão sobre quais deveria ser o nome de Quinn.

Sua mãe queria Dianna.

Seu pai, o verdadeiro, queria Elise e, se fosse menino, queria Charlie.

O sobrenome de seu pai era Agron.

–-

— Não, Britt. Falamos que você iria esquecer esta história. — Viu uma loira ao longe, Quinn? — Depois de explico. E, er, te amo.

Quinn estava num bar no trem, um cantor ruim cantava blues barato, a loira, chegando mais perto, estava com os olhos vermelhos, segurando o celular olhando para uma mesa, na mesa tinha um casal apaixonado, supôs Santana.

Quando mais perto chegava da loira mais suas esperanças iam morrendo, Quinn não tenho cabelo loiro grande ou é tão alta assim.

Seu sono estava atrapalhando sua visão. Podia jurar que a garota parada em sua frente era Brittany. Impossível.

Estava a dois passo da garota. Era igual a Brittany.

Pegou o celular e discou o número de sua namorada, o celular da moça começou a tocar uma música da Britney Spears.

— Brittany...

–-

— Ambas fugimos de casa no trem da meia-noite, então um brinde a isto!

Depois de jogar conversa fora e descobrir que o nome da morena era Rachel Berry, elas resolveram explorar o trem e descobriam que tinha um bar, Quinn sorriu ao ver como era. Pediram vinho barato, não beberam muito, menos que tivesse bebido aquele vinho era muito fraco.

Quinn ergueu a taça, Rachel acompanhou.

— Você me confundiu com alguém, certo? Quando entrou na cabine. — Rachel concordou — Quem era?

Rachel bebeu um pouco mais de vinho.

— Minha namorada.

Quinn quase engasgou. Rachel riu dela e explicou toda historia da Dianna e de sua familia.

— Na sua cidade não tinha lésbica, não?

— Tinha, mas ela começou a namorar alguns meses.

Rachel revirou os olhos.

— Porque você escolheu este nome? — Quinn quis saber.

Rachel não fazia a mínima idéia, só gostava desse nome, ela realmente queria namorar uma garota com Dianna Agron. Ficou pensando demais e não viu quando Quinn se aproximou colocando o braço por cima dos ombros de Rachel.

— Tem certeza que não é lésbica?

Não, não tinha mais.

Os lábios de Quinn estava quase grudados a sua bochechas e próximos a seus lábios, Rachel podia sentir o cheiro de vinho.

Quinn queria Rachel, queria muito. Ela tinha sua atenção fácil, e isto era uma coisa rara, pelo menos para Quinn, quase nada tinha sua atenção nos últimos anos.

— Tenho — Rachel respondeu — Mas estou considerando ser bi...

Sentiu Quinn sorrir.

— O que você faz agora? — Rachel perguntou, estava testando.

Sentiu Quinn sorrir de novo que não demorou muito, Quinn estava beijando Rachel, devagar e calmo, diferente dos demais beijos que Quinn tava em moças desconhecidas em festa: feroz e querendo sexo.

As duas se olharam, Quinn afundou sua cabeça no pescoço de Rachel sorrindo e puxou as pernas de Rachel para cima das suas, quase sentada em cima de Quinn.

— Me sinto segura com você, Rachel. Eu sei, é louco isto, mas me sinto assim. E não me sinto assim faz um bom tempo.

Rachel sorriu, Quinn pegou sua mão e começou a fazer formas estranhas com seu dedo, carinho. Rachel não respondeu não por medo, mas porque se sentia assim também. Inteiramente assim.

–-

— Eu odeio esta situação. — Quinn reclamou.

— E eu te odeio, Dianna. — Santana falou bebendo um pouco de vinho.

— Quinn, meu nome é Quinn!

— Mas "Dianna" ia ser seu nome, então dá na mesma.

Santana falou dando os ombros.Rachel já sabia a história do nome “Dianna”, depois do beijo, começaram a desabafar, Rachel e Quinn acharam incrível a consistência do nome “Dianna Agron” por parte das duas e logo se beijaram, novamente, era quase quatro da manhã quando duas garotas se aproximaram. Uma loira e uma latina, Rachel achava que parecia uma latina.

A loira era Brittany, a latina era Santana.

Brittany começou a brigar com Rachel por ter fugindo de casa e que os Berrys iriam matar ela, nessa hora Santana olhou feio para Rachel.

Quinn e Rachel entenderam, suas melhores amigas namoram e tinha se encontram no trem graças a fuga dela, Quinn ficou falando que Santana deveria agradecer ela por que se não fosse ela só iria ver Brittany o ano que vem.

Santana, agora abraçada com Brittany, as vezes trocava insultos com Rachel. Elas não tinham gostado um da outra.

Santana tinha traindo sua melhor amiga. E Rachel queria assinar a sentença de morte de sua namorada.

Fora que Rachel estava nos braço de sua melhor amiga de infância fazendo a sorrir verdadeiramente, principalmente depois de um beijo roubado, o que sempre acontecia depois dos insultos de Santana.

Santana não gostava mesmo dessa tal de Rachel. Quinn chegou a defender quando Santana falou que iria matar ela por causa de Brittany. E elas não se conhecia a mais de vinte quatro horas!

— Parem de açúcar! — Santana disse brava — Vocês parecem um casal de namorados!

Quinn sorriu olhando para Rachel.

–-

O trem parou. Pelas janelas o sol nascia. Santana e Brittany já não estavam naquele bar, provavelmente estava se pegando em algum lugar. A vida sexual delas era bem ativa.

— No que esta pensando, Rachel?

— O que vai acontecer com a gente, o que vai acontecer comigo.

Quinn olhou para janela, se sentia viva, o sol queimando sua pela naquele inverno. Sorriu.

— Eu sei, é estranho, mas eu gosto de você. Mais do que isto, eu a amo. Não sei o que virá daqui para frente. — Rachel sorriu, Quinn falou que amava ela. Olhou para ela e a beijou. — A sua, a minha, famílias vão vir atrás de nós, fora que tem a Santana e a Brittany, mas eu quero ficar com você, somos duas garotas que pegamos o trem da meia-noite, ligada por um nome e pelas melhores amigas. Não quero pensar que é só mais uma consistência da vida, Rachel. Eu amo você e vou ter você, então... Don't stop believing.

Notas finais
Nota Final Original: Em minha defesa? Eu escrevi no celular. (Okay, esta não é desculpa!) E sinto que não dei tudo de mim, queria fazer uma continuação com as famílias ficar, queria aborta mais o tema do nome Quinn. Sei lá, amanha eu posto Somebody To Love...
~x~
Dentro das regras agora! Se acharem um Lea, Dianna, Naya e HeMo perdido por aí, me avisem.
xoxo, Maru. =3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!