Don't Stop Be Strong

10 Cleaning up the mess he made


Notas iniciais
Oie AGRADECIMENTO AOS COMENTÁRIOS E A RECOMENDAÇÃO PERFEITA DA KARINA NUNES ! OBRIGADA LINDA, MUITO OBRIGADA, VOCÊ ME FEZ CHORAR LENDO AQUELA PERFEIÇÃO *-* Até mais pessoas,, e tem mais capítulos hoje !

Alguns dias depois...

Violetta estava sentada em uma mesinha do seu quarto, fitando suas canetas esferográficas, como se ansiasse por demonstrar e descontar seus sentimentos naquela folha de papel branca. Apesar de alguns dias terem se passado, ela continuava ali, imaginando em como escreveria sua música para o teste. Ela tinha a ideia, apenas não teria a manha de escrever, ou a manha de compor. Tinha medo que ficasse um lixo, ou talvez que fosse julgada a escrever a letra, mais embora isso tenha sido uma completa distração, que só a atrapalhava de se expressar, ela continuava ali, parada, apenas vagando em seus pensamentos, lembrando do passado, das brigas. Não era um passado como aquele que a fez entrar em um mundo da mutilação. Era um passado, em que ela se esfregava na porta ouvindo os xingamentos de seus pais, a guerra da família.

Ela se pôs a lembrar de alguns acontecimentos marcantes que seu pai lhe disse, na época em que ele lhe aparentava amar, que ele lhe oferecia um carinho que ela não distinguia como falso ou verdadeiro, mais oferecia.

German tinha chegado mais cedo aquela noite. Como num passe de mágica ele surgiu batendo na porta de sua residência, sendo atendido por sua filha, que quando a viu abriu um enorme sorriso.

– Como vai a minha menininha ? — murmurou em um tom brincante, agarrando a cintura daquela criança e a pousando em seu colo, a levantando do chão.

– Bem papai. — afirmou aquela menina de cinco anos de idade, arrancando de seu pai um suspiro, quando se pôs a falar mais.

– Maria, uma bebida, por favor. — berrou ele, encontrando o som da doce voz de sua esposa na cozinha, na qual murmurou coisas que ele não distinguiu ou não se possibilitou de ouvir.

– Por que o senhor não para de beber? — Indagou a menininha, fitando os olhos de seu pai, mais quando sentiu os passos de sua mãe, levou seu olhar até ela, que permanecia de mal humor, talvez por servir seu pai que só se aproveitava dela.

– Por que não, querida. O papai tem que beber, pra ficar com um bom humor, pra poder brincar com você. — afirmou seu pai, descendo aquela vodka em sua garganta, a fazendo queimar, mais logo se acostumando a sensação perfeita de estar bebendo.

– E depois disso me xingar. — murmurou Maria, fazendo o homem da casa se virar para ela, largando a menina sentada em seu colo no sofá, e logo se guiando até aquela mulher.

– Como ? — Perguntou, como se ansiasse por ouvir aquela afirmação de novo.

– Para depois me xingar. — Afirmou em um tom desgostado, e berrou quando sentiu a palma de seu marido encontrar sua face, causando um estalo em todo o ambiente.

– Papai! Não bata nela! — gritou Violetta, olhando seu pai como se não acreditasse no que ele acabava de fazer, e em seguida fitando o olhar de sua mãe, um olhar avermelhado, mais sem nenhuma lágrima.

– Perto dela não, German. — murmurou sua esposa, sentindo a mão de seu marido agarrar seu pulso de uma maneira forte, que a fez gemer de dor mais logo se acostumar. Assim se sentiu ser guiada pela casa, gritando a Violetta umas palavras. — Depois a mamãe volta, querida! — Gritou com uma voz embargada, um tanto quanto trêmula.

Assim que os olhos daquela criança viram que seu pai havia trancado uma porta na qual haviam entrado, ela caminhou em passos lentos até a porta, botando sua orelha na madeira, ansiando por ouvir algo.

– Não, German. Não pode fazer isso comigo. — Murmurou Maria em um tom de desgosto, até que ela poderia dizer que seria um tom rouco, de quem havia gritado muito. — Você não nos ama! — gritou, fazendo a pequena Violetta pensar no pior que já havia pensado em seus poucos aninhos de vida.

– O papai não me ama. — murmurou, o mais baixo possível, sentindo coisas molhadas e quentes saírem de seus olhos, e secando as lágrimas que caiam de seus globos oculares o mais rápido possível.

– Estou cansado de sustentar você e a nossa filhinha, sem receber nada em troca. — berrou, e logo Violetta ouviu o barulho dos berros de sua mãe, cogitando que seu papai estava batendo em sua mãe.

Ela apenas ouviu alguns múrmuros, e logo um barulho que se identificaria com um rasgar de tecidos. Assim que saiu de perto da porta, ouviu gemidos de dor, e um choro abundante.

– O papai não me ama.. — afirmou em um tom baixo, subindo as escadas e entrando em seu quarto, em seguida deitando na cama, se desfazendo em lágrimas.

– Não Violetta. Espante seus pensamentos ruins — murmurou a contra gosto, limpando as poucas lágrimas que saiam de seus olhos. — Você desde pequena já sabia a verdade. — afirmou, fitando as canetas e o papel.

Por incrível que pareça ela sacou aquela caneta, e a posicionou sobre a folha branca, e logo se pôs a escrever bastante relatos de sua vida infantil, e amorosa sobre o amor paterno e materno, usando como um ponto de impacto, o pouco amor paterno que havia recebido por seu pai.

Four years old
With my back to the door
All I could hear
Was the family war
Your selfish hands
Always expecting more
Am I your child
Or just a charity award

Four years old

( Quatro Anos )

With my back to the door

( Com as minhas costas na porta )

All I could hear

( Tudo o que eu podia ouvir )

Was the family war

( Era a guerra da família. )

Your selfish hands

( Suas mãos egoístas )


Always expecting more

( Sempre em busca de mais )

Am I your child

( Sou sua filha ? )

Or just a charity award

( Ou um prêmio de caridade? )

You have a hollowed out heart

( Você tem um coração oco )

But it's heavy in your chest

( Mas é pesado em seu peito )

I try so hard to fight it but it's hopeless

( Eu tento tanto lutar contra isso mais é irremediável )

Hopeless

( Irremediável )

You're hopeless

( Você é irremediável )

Oh, father

( Oh, pai )

Please, father

( Por favor pai )

I'd love to leave you alone

( Eu adoraria te deixar sozinho )

But I can't let you go

( Mas eu não posso deixa-lo ir )

Oh, father

( Oh pai )

Please, father

( Por favor pai )

Put the bottle down

( Abaixe a garrafa )

For the love of a daughter

( Pelo amor de sua filha. )

It's been five years

( Faz cinco anos )

Since we spoken last

( Desde a última vez que nos falamos )

And you can't take back

( Você não pode ter de volta )

What we never had

( O que nós nunca tivemos )

Oh I can be manipulated

( Oh, eu posso ser manipulada )

Only so many times

( Apenas por algumas vezes )

Before even "I love you"

( Desde que o eu te amo )

Starts to sound like a lie

( Comece a soar como uma mentira )

You have a hollowed out heart

( Você tem um coração oco )

But it's heavy in your chest

( Mas é pesado em seu peito )

I try so hard to fight it but it's hopeless

( Eu tento tanto lutar contra isso mais é irremediável )

Hopeless

( Irremediável )

You're hopeless

( Você é irremediável )

( Oh, pai )

Please, father

( Por favor pai )

I'd love to leave you alone

( Eu adoraria te deixar sozinho )

But I can't let you go

( Mas eu não posso deixa-lo ir )

Oh, father

( Oh pai )

Please, father

( Por favor pai )

Put the bottle down

( Abaixe a garrafa )

For the love of a daughter

( Pelo amor de sua filha. )

Don't you remember

( Você não se lembra )

I'm your baby girl

( Sou a sua garotinha )

How could you push me

( Como pode me empurrar )

Out of your world

( Pra fora do seu mundo )

Lied to your flesh and your blood

( Mentiu a carne e seu sangue )

Put your hands on the ones

( Coloque suas mãos naqueles )

That you swore you loved

( Que você jurou que amava )

Don't you remember

( Você não se lembra )

I'm your baby girl

( Sou sua garotinha )

How could you throw me

( Como pode me expulsar )

Right out of your world

( Para fora do seu mundo ? )

So young when the pain had begun

( Tão nova quando a dor começou )

Now forever afraid of being loved

( E agora com medo de ser amada )

( Oh, pai )

Please, father

( Por favor pai )

I'd love to leave you alone

( Eu adoraria te deixar sozinho )

But I can't let you go

( Mas eu não posso deixa-lo ir )

Oh, father

( Oh pai )

Please, father

( Por favor pai )

Put the bottle down

( Abaixe a garrafa )

For the love of a daughter

( Pelo amor de sua filha. )

– Terminei ! — murmurou fitando sua bela criação, For The Love Of A Daughter! Ela fitou por mais alguns minutos aquela nova música, e pegou seu celular, discando o número de Leon. — Então, German. Abaixe a garrafa, se não quiser matar a sua filha. – afirmou e logo esboçou uma gargalhada, como se ela precisasse fazer aquilo.

Notas finais
Bom, agora sabem o significado do título do capítulo anterior, talvez :3 Até mais, e desculpe-me o capítulo, ele foi todo dedicado a música :/ Bom, até o próximo, que já estou escrevendo :3