Don't Stop
5 O irmão inesperado, herói e ciúmes de irmão
Notas iniciais
Nathy on:
Eu e Los tínhamos ido à casa do Kends, tínhamos que resolver duas confusões. Quando chegamos lá, Regina – mãe de Kendall – nos atendeu. Nós entramos e Rafael – pai de Kendall – estava a nos esperar.
– Oi Nathy, oi Los.
– Ola Senhor Knight . – falamos juntos
– Vamos para o meu escritório. Lá conversaremos melhor
Nós seguimos Rafael até seu escritório, ao entrarmos Los sentou e eu fiquei de pé ao lado dele. Rafael sentou e perguntou:
– O que querem saber primeiro?
– Bom, porque meu pai te odeia tanto?
– Bom, eu e seu pai fomos amigos quando estudamos juntos. Mas isso mudou quando ele conseguiu passar na faculdade de direito, Benjamin era como um irmão para mim, mas...
– Mas? – perguntou Los
– Mas quando ele conseguiu tudo o que queria, seu pai se meteu com caras bem perigosos. E ele queria me colocar nisso também. Mas eu não poderia perder minha carreira de empresário. Foi quando ele conhecer sua mãe, e ela pagou tudo o que ele devia.
– Quantos anos ele tinha nessa época?
– Acho que tinha uns 23 ou 24 anos.
– E o que mais aconteceu? – perguntou Los e eu sentei o seu lado
– Depois que sua mãe quitou tudo, ela engravidou.
– Ainda não vi o motivo da raiva. — falei
– O motivo da raiva é que, eu namorei com sua mãe, e ele com Regina, elas eram melhores amigas. E as duas engravidaram na mesma época, mas em meses diferentes. Com isso ele acha que o Kendall é filho dele.
– O Kendall filho dele? – eu fiquei apavorada
– Nunca fizemos tente de DNA pra saber se era verdade ou não.
– Por quê? – Los perguntou
– Porque eu tenho certeza que ele é o meu filho. Mas isso não quer dizer que eu esteja totalmente certo.
– Agora entendi. – disse Los – E teria alguma chance desses caras perigosos voltarem?
– Talvez. Por quê? – Rafael perguntou ficando de pé
– A nossa prima está sumida, e achamos que o papai fez alguma coisa, ou esteja metido com alguma coisa.
– Vou ligar para alguns amigos e falar sobre isso.
– Obrigado Sr. Knight .
Eu estava sem conseguir falar. Então, pigarreei, respirei fundo e perguntei:
– Posso ver o Kendall?
– Sim. Você sabe onde é o quarto dele?
– Uhum.
Sai do escritório e fui direto para o quarto de Kendall. Chegando a frente à porta, dei três batidinhas e entrei. Ele estava deitado, estava com uma bermuda azul, em camisa. Ele sentou quando me viu. Ele sorriu, mas eu não consegui. O sorriso de Kendall desapareceu e ele perguntou:
– O que houve amor?
Kendall estava com o olho roxo e inchado, sua boca estava cortada assim como sua testa. Ele tinha uma faixa enrolada em seu corpo, ele não conseguia se mexer muito bem. Eu sentei na beira da cama e disse:
– Nada. – menti
– Baixinha, eu posso estar todos quebrado, e com um olho inchado, mas ainda conheço sua voz quando está mentindo.
– Você me conhece mesmo.
– Então, o que houve?
– Kendall, eu e você não podemos mais namorar.
– O quê? Por quê? – ele se mexeu e gemeu de dor
– Você é meu irmão. – meus olhos ardiam em dizer isso
– Irmãos? Nós dois? – ele estava se sentindo confuso – impossível...
– Não é impossível. – disse Regina entrando no quarto
– Do que vocês estão falando?
Regina ficou ao meu lado e começou a falar:
– Você tem 50% de chance de ser filho de Benjamin Garcia, e ser irmão de Nathália e Carlos.
– IMPOSSÍVEL... – gritou ele — EU SOU UM KNIGHT , SOU FILHO DE RAFAEL KNIGHT ...
– Kendall... – tentei falar
– Eu não sou filho do Benjamin – gritou ele mais uma vez e as lágrimas escorriam pelo rosto
– Filho acalme-se, por favor... – Regina tentou chegar perto de Kendall
– Saia de perto de mim Regina... – disse ele
– Kendall – gritei e ele olhou pra mim
– Nathy... Eu e você somos irmãos? – perguntou ele chorando
– Não sei, mas enquanto isso, não podemos ficar juntos.
– Mas eu te amo Nathália, te amo... – ele chorava
– Eu também. – segurei o rosto dele – mas não podemos, desculpa Kendall – sai do quarto.
Enquanto me afastava do quarto de Kendall, ele gritava:
– Nathália, eu te amo, isso não e verdade...
Eu corri para fora da casa e chegando ao carro comecei a chorar. Acabei sentando no chão. Abracei minhas pernas e continuei chorando. Los apareceu depois de um tempo, me abraçou e disse:
– Calma tudo vai se resolver.
– Ele é nosso irmão. Eu o amo, e ele é nosso irmão Los.
– Vamos resolver isso. Eu prometo.
Nathy off — Logan On:
James estava me levando para a casa dele, mas tive a sensação que eu deveria parar aquele carro e ir à casa dos Garcia.
– James para esse carro. – gritei
– Aaaaah – gritou ele freando o carro – o que você está fazendo?
– Me leva para a casa dos Garcia.
– Que ideia maluca é essa?
– O pai da Nathy deve estar mantendo a Carly presa na casa, por isso ela não foi trabalhar hoje.
– Você pode ter razão.
– Então pega o retorno e vai para a cada deles.
– Tô indo.
James pegou o primeiro retorno e foi para a casa de Benjamin. Nós andamos por alguns minutos até ele estacionar o carro. Tirei o cinto e disse:
– Vai até a minha casa e fale para a minha mãe não falar com ninguém sobre mim.
– Pode deixar, qualquer coisa liga.
Sai do carro e James foi embora. Coloquei meu celular no silencioso e fui para a porta da casa. Toquei a campainha e um homem alto e moreno atendeu. Tentei olhar para dentro da casa e perguntei:
– A Nathy e o Los estão em casa?
– Aqui não tem ninguém com esses nomes. – disse ele sério e bravo
– Mas aqui não é a casa dos Garcias?
– Logan... – ouvi um grito
– Gritaram meu nome? – empurrei o cara e entrei na casa
O cara veio até mim e eu continuei ouvindo os gritos. Eu não estava conseguindo encontrar o lugar dos gritos. O cara então conseguiu me segurar pelo colarinho:
– Me solta seu... Seu idiota.
– Aqui não muleque.
O cara me levou para uma sala escura, mas era um tipo de escritório, ele me jogou lá dentro. Quando eu fiquei de pé eu ouvi uma voz que disse:
– Me tira daqui... — sussurrava
Tentei achar o botão para ligar a luz, achando o botão, eu vi Carly amarrada em uma cadeira. Ela estava machucada, seu corpo estava cortado, suas roupas rasgadas. Eu sinceramente não sabia o que fazer. Fui até Carly e segurando seu rosto perguntei:
– Carly? O que fizeram com você?
– Eu preciso do Logan, saia de perto de mim – ela gritou tentando me afastar dela.
– Sou eu Carly. – olhei seus olhos, mas eles não olhavam para mim, eles estavam vermelhos, vidrados.
– Logan? É você mesmo? – ela se jogou para frente e acabamos caindo
– Carly, o que fizeram com você? – eu tentava entender o que estava acontecendo
Ela de repente desmaiou. Eu estava totalmente sozinho ali, a tirei daquela cadeira e a coloquei deitada no sofá. E para não entrarem fechei a porta com a mesa que tinha ali. Fui até Carly e ela estava delirando, foi nessa hora que eu lembrei que eu tinha o meu celular. Liguei para James e falei sussurrando:
– Jay, achei a Carly.
– Onde vocês estão, e o celular tá no viva-voz.
– Ela tá trancada comigo em um tipo de escritório.
– O escritório do papai. – disseram Nathy e Los Juntos
– Tem como sair daqui? – perguntei
– Sim, atrás do sofá tem uma mini-porta que dá direto na rua. – disse Nathy
– Los, preciso que venha aqui, a Carly não está nada bem.
– O que ela tem? – perguntou Los
– Pelos meus estudos, a drogaram e a machucaram muito.
– Oh Deus! – falaram juntos
– Já estou indo. – disse Los
Desliguei e guardei meu celular. Eu estava acariciando o rosto de Carly quando a porta foi arrombada. Voaram pedaços de mesa e porta para todos os lados, eu protegi Carly, mas não por muito tempo, o cara que tinha me colocado ali, a pega e coloca nas costas e a leva para algum lugar. Eu ainda estava no chão, eu estava todo sujo, meu celular começou a vibrar, eu consegui colocar a mão no bolso e “atender”, eu comecei a perguntar:
– O que querem com ela?
– Só queremos pegar o tio dela.
– Pra que? – eu desejava muito que Los, Nathy e Jay estivessem ouvindo aquilo.
– Ele está devendo muita grana pra mim, e ele não quer me pagar.
– O que vocês fizeram com a Carly?
– Injetamos êxtase direto na veia dela, já cortamos os pulsos dela e um dos meus capagandas tentou estuprar ela, mas nessa hora o tio dela disse que me pagaria.
– Então porque a levaram daqui?
– Por precaução de ele desistir.
O cara nunca saia dali, eu não fazia ideia se meu celular estava ou não ligado. De repente ouvimos 4 tiros. Fiquei de pé e o cara saiu correndo, fui atrás dele. Quando chegamos na sala Benjamin estava morto com um tiro na cabeça, Carly estava nas costas do cara que a tinha levado minutos antes. O cara largou Carly no chão e junto com os seus capangas foram embora levando uma mala preta.
Logan off – Carly on
Quando acordei, vi Nathy e os meninos me olhando. Eu estava em um lugar estranho. A primeira pessoa que eu procurei foi Logan. Ele estava de braços cruzados sorrindo para mim. Eu tentei sorriu, mas meu corpo inteiro estada doendo. Nathy olhou para mim e disse:
– Bem vinda de novo Carly.
– De novo?
– Quando os médicos te encontraram você estava em estado catatônico.
– Como conseguiram me tirar de lá?
– O Logan te tirou da casa.
– Obrigada. – sorrimos
– Eu ouvi seus gritos e fui até eles. – disse ele com as mãos no bolso
– E eu fui te procurar. – falou James
– Pra que?
– Pra te pedir desculpas por causa de semana passada na casa do Loggie. – ele sorriu
– Semana passada?
– Sim. Você ficou internada uma semana pequena Carly. – disse Los
– Entendi. E Jay, você está perdoado.
Algumas horas se passaram e eu estava sozinha no quarto do hospital. Nathy entrou e sentando na cadeira disse:
– Descobrimos porque meu odeia, quer dizer, odiava o pai do Kendall.
– Serio? Por quê?
– Porque meu pai se meteu com caras bem perigosos, e porque o Kendall pode ter 50% se chance de ser filho do meu pai.
– O Kendall pode ser seu irmão?
– Sim. – ela estava com os olhos cheios de lágrimas
– Eu sinto muito Nathy.
– Tudo bem. Assim eu posso dar uma chance para o Jay.
– James?
– Sim – sorriu fraco – eu e ele já ficamos, mas na época eu não queria nada sério.
– Boa sorte então.
– Obrigada.
De repente Logan entrou no quarto, ele estava com roupa diferente, estava com uma camisa vermelha fraca gola V, um casaco preto, uma calça azul marinho e de boné com a aba para trás. Nathy ficou de pé e disse:
– Vou deixar vocês a sós.
– Obrigado. – disse Logan
E mais uma vez eu e Logan estávamos sozinhos. Ele sentou na cadeira que antes estava Nathy e eu apenas olhava para ele. Até que ele começou a dizer:
– Eu queria te pedir desculpas.
– Desculpas?
– Sim. Pelo beijo, por te convidar para sair e tudo mais.
– Não. – eu falei séria
– Não? Como assim “não”?
– Se você não tivesse me convidado para sair, nós não teríamos nos beijado e... – ele me interrompeu
– E você não teria sido vítima de caras perigosos? Era isso que iria dizer?
– Sim. Mas enquanto eu estava nas mãos deles, eu só pensava no nosso beijo. Isso era a única coisa que me mantinha viva.
– Você pensava no beijo? – ele sorriu de canto
– Sim. E só sabia falar seu nome. – eu tinha lágrimas nos olhos
Ele sentou na beira da cama e pegando em minha mão disse:
– Eu vou ser sincero com você, eu nunca gostei de uma garota como você. Aquele beijo na praia foi o melhor da minha vida.
– Logan... – tentei dizer
– Carly, talvez eu não seja o garoto mais perfeito do mundo, mas por você eu posso tentar qualquer coisa. – ele acariciou meu rosto e me beijou
Logan, Logan você está me deixando cada vez mais louco por você, os beijos que ele me dava não podia ser comparado com nada nessa vida. O nosso beijo estava perfeito, mas nos faltou oxigênio e tivemos que nos separar, ele colou nossas testas e ofegante pergunte:
– Ainda quer me pediu desculpas?
– Não. – ele sorriu e as covinhas perfeitas de Logan Mitchell apareceram
Ele se afastou mais um pouco, olhou para o relógio e disse:
– Tenho que ir.
– Já? Mas por quê?
– Eu e os outros temos que arrumar algumas coisas na casa dos Garcias.
– Vai voltar pra me ver? – perguntei olhando no fundo dos olhos dele
– Claro meu amor. – ele sorriu me beijou mais uma vez e saiu.
Carly off – Nathy on
Caramba, saber que a Carly foi drogada, machucada e outras coisas por culpa do meu pai estava me deixando maluca. Los parecia tão calmo com tudo isso que era até estranho. Eu estava voltando para casa, já que depois de tudo isso ainda teria que morar lá. Minha mãe não estava na cidade, ela tinha ido para Starbroke, parecia que ela sabia que iria acontecer alguma coisa. Jay estava me ajudando a tirar os pedaços de madeiras que tinham no antigo escritório – ele estava sem camisa e suado, imaginem a cena -, quando sem querer eu machuquei minha mão. Jay largou as madeiras e veio até mim:
– Você se machucou princesa?
– Não foi nada de mais Jay.
– Me deixa ver isso. – disse ele pegando a minha mão
Ele olhou e disse:
– É melhor colocar um curativo.
– Não precisa.
– Não discuta comigo. Vá e coloque um curativo. – ele me olhou sério
– Tudo bem.
Eu sai do escritório e fui para a cozinha, lá tinha uma pequena caixa de curativos, peguei um e coloquei na minha mão. Los estava entrando na casa – também sem camisa, nossa mãe, esses meninos querem me matar do coração – ele estava sorrindo e me disse:
– Maninha, o dia está lindo hoje, não acha?
– O que houve?
– Logan me disse que ele e a Carly estão bem, então eu to feliz. – ele sorriu me abraçou, me girou e me colocou no chão.
– Aaaah, seu maluco. – eu ria
– Mas como está o clima entre você, Jay e Kends?
– Entre eu e Kends não tem mais nada, Regina disse que ele não quer sair de casa. E o Jay? Não, não quero nada com ele.
– E já disse isso a ele?
– Não.
– É melhor dizer. – ele falou e saiu
De repente meu celular tocou, era Kendall:
– Oi.
– Oi Nathy.
– Tem como vim aqui em casa? Precisamos conversar.
– Sim. Já estou indo.
Desliguei e quando estava saindo, vi Logan e pedi:
– Loggie, me empresta sua moto?
– My Baby? Onde você pensa que vai?
– Falar com o Kends. – sorri
Logan então jogou a chave da moto e disse:
– Cuida dela hein!
– Pode deixar.
Peguei a chave e fui para a moto, coloquei o capacete e fui para a cada de Kendall.
Continua...
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