Don't Panic

1 Amazing Day


Notas iniciais
Oii, pessoas tudo bem?

Depois de um hiatus de quase um ano de escrever fanfics, estou de volta... Ano passado dediquei ao meu curso de roteiro e acabei deixando as fanfics de lado infelizmente.
Hoje eu estou voltando a escrever. Essa ideia eu tive algum tempo atrás e finalmente consegui escrever. Não sei se vai ser uma fanfic com muitos capítulos. Mas vamos vendo.

O ar seco se instalava no ambiente. Na casa dos Yorozuya, está bastante quente. O samurai de cabelos prateados lia a shounen jump semanal, enquanto Shinpachi está sentado no sofá, jogado, se abanando com um leque.

Escutam-se três batidas na porta. Gintoki abaixou a revista do rosto e encarou o mais novo esperando que ele fosse abrir a porta. Shinpachi não se mexeu. Mais três batidas na porta. Shinpachi respira fundo e levanta do sofá, Gintoki sorri e volta a ler sua revista. Mas nem alguns segundo se passaram e Gintoki já se desconcentrou outra vez.

— Hijikata-san, Okita-san! — Shinpachi diz surpreso quando abre a porta. Gintoki aperta com força as folhas da revista e ao ver Hijikata em sua frente, joga sua shounen jump de lado encarando o policial com desgosto.

— Ei, o que fazem aqui? — Gintoki põe suas duas pernas sob a mesa a sua frente e coloca o dedo no nariz. — Eu já paguei tudo que precisava esse mês, ladrões de impostos.

— Quem dera que isso fosse verdade. — Hijikata sorri, anda até em frente da mesa e coloca as mãos nos bolsos na calça. Sougo encosta suas costas na parede perto da porta e fica encarando Hijikata com uma feição de tédio periodicamente olhando para os lados em busca de algo.

Shinpachi vem correndo até Hijikata e tenta acalmar o clima antes que os dois começassem a brigar.

— Vocês querem um chá? Alguma coisa?

— Patsuan, não oferecemos comida para pessoas indesejadas. — Gintoki se levanta e aproxima do policial, se apoiando na mesa para encarar os dois. — Diga o que querem porque estou bastante ocupado.

— Com certeza não queremos te atrapalhar chefe. — Foi a vez de Sougo falar. Andando até a shounen jump jogada no chão. — Afinal, esse capitulo de HunterxHunter deve estar muito bom.

— Ei! Ele voltou do hiatus! —Sougo da um sorriso sarcástico e ameaça rasgar a revista. Gintoki fica assustado com o gesto — Tudo bem, eu escuto o que vocês têm a falar! Shinpachi, traga chá para nossos queridos convidados. — Gintoki da um sorriso forçado para o garoto que sai da sala enquanto Sougo joga a revista para longe.

Os três se sentam e o garoto trás dois copos com chá, mas nenhum dos dois percebe. Shinpachi então senta na frente dos dois da shinsengumi.

— Eu tenho uma missão, preciso de ajuda de vocês. — Hijikata leva um cigarro a boca e acende.

— Que tipo de missão? — Gintoki pergunta, com uma cara de nojo ao ver o policial fumando em sua casa.

Antes de Hijikata responder, a porta da entrada é aberta, Sadaharu entra em casa correndo. Ele se chacoalha e deita no chão, cansado.

— Gin-chan, Patsuan, cheguei! — A voz de Kagura ecoa pelo ambiente enquanto fecha a porta de casa, deixa os sapatos e entra. Ela se assusta ao se deparar com os policiais em sua sala. — Ei, o que esses dois ladrões estão fazendo aqui?

— Tal pai, tal filha. — Uma veia da cabeça de Hijikata salta.

— Ei China, sua cara feia não muda, não? — Sougo se levanta e vai até a menina, que sorri e vira de frente para encarar o garoto.

— É porque vi uma criatura feia bem na minha frente. — Kagura fecha com força suas mãos, pronta para bater em Sougo se fosse necessário.

— Aqui dentro não! — Shinpachi sai correndo e entra no meio dos dois, colocando as mãos nos ombros de cada um antes que eles começassem a brigar.

Gintoki coloca outra vez o dedo do nariz, não ligando se Kagura começasse uma briga ali, se fosse para socar os ladrões de impostos, talvez ele até pudesse ajudar.

— Vocês podem falar o que querem de nós? O programa da minha amada Ketsuno Ana começa logo e não quero perder mais nenhum tempo com vocês. — O samurai prateado questiona.

Sougo volta a sentar e Kagura olha confusa ao redor enquanto senta ao lado de Shinpachi no outro sofá, mas não consegue parar de encarar o sadista a sua frente.

— Na verdade... — Hijikata afasta o cigarro da boca. — Precisamos da ajuda dela. — Disse, apontando para Kagura.

Ela fica confusa e não diz nada. Hijikata tira um papel do bolso e desdobra e coloca sobre a mesa, quase derrubando o chá, mas Shinpachi consegue segurar o copo. Gintoki levanta a cabeça para ver melhor o papel e percebe que aquilo é um mapa da região de Edo com alguns lugares marcados com cores diferentes.

— Meu grupo estava investigando vendas ilegais de uma droga. — O policial começou a explicar, apontando para os lugares marcados no mapa. — Depois de algum tempo conseguimos achar o fornecedor.

Sougo olha para Kagura e a mesma está com uma cara de entediada, colocando o dedo mindinho no nariz. O garoto loiro faz uma careta de nojo para ela, ela retribui com outra careta e Sougo mostra o dedo do meio para ela. Hijikata percebe e outra veia salta de sua testa. Os dois voltam ao normal rapidamente, fingindo que estão prestando atenção.

— A missão é prender o grupo que está fabricando e vendendo essa droga. — Hijikata termina a explicação colocando de volta o cigarro na boca.

— E por que vocês precisam da Kagura para essa missão? — Gintoki pergunta em um tom não tão sério.

Hijikata respira fundo.

— O fornecedor é um Yato.

Kagura fica surpresa. Um grupo de Yatos na Terra? Depois do último ataque em Edo, nunca mais tinha visto algum Yato por aqui. Menos seu pai, que fazia visitas frequentes a ela.

— E só porque os ladrões são da mesma raça que eu, significa que eu tenho que aceitar essa missão? — Kagura encara o chão, sorrindo sarcástica.

— Não. — Sougo respondeu se levantando do sofá e ficando de costas para ela. — Mas sei que vai aceitar porque você tem chances de saber sobre o paradeiro do seu irmão.

Kagura, surpresa, encara o loiro. Depois da última vez que salvaram Edo e eles se reencontraram depois de dois anos, Kagura não tinha visto seu irmão outra vez. Nem seu pai tinha noticiais de Kamui. Não estava preocupada e nem surpresa pelo sumiço do irmão, mas talvez, dessa vez, ela achava que as coisas poderiam ser diferentes entre os dois.

— Kagura-chan, você não precisa aceitar se não quiser. — Shinpachi reforçou. A garota ainda permanecia calada.

— Eu não vou deixar a Kagura ir com vocês para um lugar desconhecido, ela precisa de autorização, certo? Eu não estou autorizando! — Respondeu Gintoki, se levantando da cadeira.

— Vocês? Só o Sougo vai com ela. — Hijikata respondeu, sem olhar para o samurai de cabelos prateados, pois sabia que ele estava mais bravo agora.

Kagura ficou mais surpresa ainda. Encarou o sadista e o mesmo soltou um sorriso cínico. Ela devolveu com outra careta de nojo.

— Isso não vai dar certo... — Shinpachi diz pra si mesmo.

— Quanto menos gente nessa missão, melhor. — Concluiu o policial que olha para Kagura e fica esperando uma resposta.

Kagura olha para Hijikata e depois para Sougo, que não parava de tirar sarro da cara dela. Aturar o sadista seria um grande desafio. Mas não poderia dizer não. Ela levanta do sofá rapidamente e fecha as mãos com força.

— Tudo bem, eu vou. — Ela diz confiante.

— Kagura! — Gintoki vai até ela. — Você não precisa aceitar essa missão.

— Chefe, você não entende. Ela quer passar um tempo apenas comigo. — Sougo coloca a mão no ombro de Gintoki e irritando Kagura que empurra o loiro para longe.

— Dentro de casa não! — Shinpachi grita tentando acalmar os dois.

— Tudo resolvido, amanhã os dois vão partir para o interior de Edo. — Hijkata se levanta, pega seu mapa e guarda em seu bolso, limpa suas roupas se preparando para ir embora, mas percebe o olhar ameaçador de Gintoki.

— Não vou deixar Kagura viajar com um ladrão de impostos, ainda mais com um sadista catarrento como ele. — O samurai disse por fim. Hijikata respira fundo, tira algemas do bolso e prende um dos lados no braço de Gintoki.

— Não se você estiver preso. — Hijikata olha para Gintoki com um sorriso assustador.

— Gin-san!

— Relaxa chefe, não farei nada de errado com sua preciosa filha. — Sougo olha para Gintoki e sorri. Gintoki fica irritado, tenta se soltar de Hijikata, mas não consegue.

— Hijikata-san, ele está fazendo de proposito... — O samurai diz tentando acalmar o policial que está arrastando ele com uma algema para fora de casa.

Hijikata sai da casa dos Yorozuya puxando Gintoki pela algema, Shinpachi, preocupado, vai atrás deles. Só sobra Kagura e Sougo, que nem tinham percebido que os três tinham ido embora. Os dois se olham fixamente e Sougo se aproxima da garota.

— China, essa é uma missão séria. — O sadista fala com uma feição séria que Kagura até estranha. — Você sabe que não poderei te proteger, certo? — Ele coloca a mão sobre os cabelos e encara a garota.

— E quem disse que vou precisar de sua proteção? — A Yato sorri sarcástica.

Sougo retribui o sorriso, ele vira de costas para Kagura.

— Até amanhã, China, esteja preparada. — Sougo começou a andar, sem olhar para trás, apenas levantou a mão dando um aceno.

— Me preparar para ter que te aturar.