Don't Need a Love Potion
3 O teste da morte da Sra. Gonzáles-Parte 1
Notas iniciais
A Sra. Gonzáles era nossa professora substituta de química E professora responsável da sala de detenção. Ela é o tipo de professora que você queria e não queria ter. Ela poderia ser até bonita, se não tivesse um olhar malvado, imaginando a pior maneira de nos torturar, a boca gigante recoberta de não sei quantas camadas de batom vermelho, e o corpo gigante, fazendo-a parecer mais uma halterofilista do que uma professora de ensino médio.
E lá estávamos nós na sala de detenção junto com a Sra. Gonzáles. Eu e Percy estávamos sentados lado a lado revisando (sem sucesso) nossas anotações de espanhol. Annabeth estava a duas cadeiras de distância de nós lendo um livro de arquitetura greco-romana. Claro que Anna fosse ler mesmo aquilo teria uma baita dificuladade, mas o olhar dela era animado, brilhante. O mesmo olhar que ela tem quando vê um foto do Parthenon ou quando vê o Percy suado e sem camiseta na aula de educação física... Thalia batucava ritmadamente na mesa, seguindo a melodia da música que ainda tocava alto no MP3. Dessa vez, a música que tocava era Numb, do Linkin Park. E Alex, bom, estava distraído, desenhando coisas sem sentido na capa do caderno. De vez em quando olhava pra mim, mas eu fechava a cara e tentava me concentrar na revisão com Percy.
-Eu sei o quanto isso vai ser complicado, mas vamos tentar essa aqui de novo. Qual é o pretérito do presente de empezar?
-Acho que é... Ai, eu sei lá, Isa. É você quem fala espanhol aqui. Você deveria saber.
-Certo... Bom, acho que é... Bem... -Eu não podia ter certeza da minha resposta. Claro, espanhol era a língua que eu dominava, mas graças a dislexia, minhas dúvidas sobre a matéria continuavam sem respostas.
-Preocupada com uma pergunta de resposta tão fácil, Srta. Pasquali? -Até aquele momento, eu nem me tocava que a Sra. Gonzáles estava ouvindo a revisão de espanhol entre mim e Percy.
-É sim, Sra. Gonzáles... -Respondi bem devagar enquanto sentia um cheiro esquisito e muito mais nauseante do que o mofo saturar o ar da sala. Percy parecia estar em alerta- Está sentindo cheiro de sangue?
-Tô, claro que eu tô... -Percy olhava desconfortável para a Sra. Gonzáles enquanto seus dedos apertavam na caneta da sorte dele. Eu nunca o vira escrever com ela, mas ele me disse que ela transmitia segurança a ele. O engraçado era que o nome da caneta do Percy era a única coisa que eu conseguia ler sem as letras ficarem flutuando: Anaklusmos. Contracorrente.
-Sabe, algumas pessoas quase sempre hesitam diante de perguntas tão simples com essa na minha frente... -Sra. Gonzáles se levantou da sua cadeira e foi até a frente da mesa pra olhar pra nós- E quando erram, faço questão que eles paguem caro pela ignorância...
-Ah, que bom... -Não sabia o que a professora queria dizer com aquele papo todo esquisito, mas dava pra notar que algo estava errado. Os dedos de Percy se fecharam com mais força na Contracorrente. Annabeth vasculhava a mochila despreocupada, mas dava pra ver no olhar dela que ela estava desesperada. Thalia tirava os fones de ouvido e esfregava seu bracelete de prata, curvada em cima da carteira dela pronta para atacar. E Alex, assim como eu, estava confuso.
-Pois é, eu me lembro da única vez que alguém acertou uma pergunta minha... Ah, mas esse teve um fim trágico. Ele estava marcado para a tragédia desde o começo, assim como vocês dois, Isabella Pasquali e Alexandro Ruíz...
Alex congelou. Ninguém, ninguém mesmo, o chamava pelo nome verdadeiro dele, nem mesmo os professores. Foi então que a coisa mais assustadora e estranha no mundo aconteceu.
A professora começou a se transformar. O corpo gigante cesceu ainda amais, tomando as proporções de um corpo de leão. Das costas dela, saiam asas de águia, com as pontinhas das penas recobertas de sangue seco. O rosto se deformou em uma máscara de terror e seus lábios estavam mais vermelhos do que nunca, mas ao invés de ser o vermelho do batom de marca barata, era o vermelho brilhante de sangue fresco. Diante daquela figura, não consegui me mexer nem correr. Só fiquei parada gritando. E foi naquele estado de choque que vi o outro lado dos meus amigos.
Percy destampou a caneta dele e antes que eu pudesse fazer meu cérebro mandar eu parar de gritar pra poder formular uma pergunta decente (tipo assim, "o que uma caneta vai fazer com uma coisa daquelas?"), vi a caneta se transformar em uma espada longa de bronze. Olhei pro lado de Annabeth, mas não consegui ver ela em lugar nenhum. Isso me deixou angustiada. Tentando procurar Anna pela sala, vi Alex olhando para aquele monstrengo com medo e curiosidade enquanto Thalia empunhava um escudo no pulso direito e um arco prateado com uma flecha pronta para atirar.
-Mas... O que é aquela coisa???
-Aquilo é uma esfinge, Alex. Ela está aqui atrás de dois semideuses que estudam nessa escola
-Como assim, semideuses? Que história é essa?
-É uma história muito longa, mas pra encurtar as coisas, essa esfinge está aqui pra destruir você e Isa...
-Destruir a mim e ao Alex? Tá de brincadeira, não é? -Perguntei com a minha voz de pânico. Pelo jeito, Annabeth, Thalia e Percy tinham que nos explicar muita coisa.
-Eu só irei perguntar uma vez, Perseu Jackson, e se preza sua vida, é melhor responder! -A esfinge rugiu, os dentes afiados e ensanguentados a poucos centímetros do rosto do meu amigo- Onde está o filho de um dos três grandes?
-Sou eu quem você quer... Ou pode ser a Thalia ou Nico. São nós três quem você procura!
-Não, tolo filho do deus do mar... -Eu ouvi errado ou aquela coisa disse que Percy era filho de Poseidon?- Um desses dois que você e seus amigos tentam proteger tão inutilmente é filho de um dos três grandes...
Percy ficou paralisado e se virou pra mim, como se de repente eu fosse a nova ameaça. O monstro me encarava também e se resetou pra me atacar. Vi refletido nos olhos da esfinge os rostos de quem estavam atrás de mim. Thalia também estava paralisada com Percy, mas não baixou a guarda. Alex ainda parecia confuso, mas suas mãos vasculhavam o chão a sua volta, procurando qualquer coisa que pudesse improvisar como arma pra deter o monstrengo. E eu vi nos olhos do monstro o meu próprio rosto moldado pelo medo. Meus olhos verdes estavam quase vermelhos pelas lágrimas que não quis derramar. Sabia que ia morrer. Só fechei meus olhos e esperei pelo fim...
CONTINUA...
Notas finais
Preciso de mais leitores, então recomendem a história em outrqas fanfics de Percy Jackson e Isa TKM (Claro, sem ser chata. Pra fazer a propaganda é melhor um MP...)
Kissies, kissies!!!
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