Dont Look Back In Anger.
4 O plano continua.
Notas iniciais
30 minutos mais tarde:
Eles já haviam saído da ópera e seguiram em direção do carro. Eles estavam em três. O pai, a mãe e a filha.
Depois que o carro deles saiu, seguimos logo atrás. Depois de alguns minutos seguindo eles, acelerei o carro até estar do lado do dele.
Chaz e Scooter atiraram nos pneus do carro. Fazendo assim, este parar abruptamente.
– Isso vai ser mais fácil do que imaginei. – sussurrei.
Saímos do carro já armados e com as máscaras já postas em nossos rostos.
A família Scarter já estava fora do carro.
– O que você quer desgraçado?- O senhor Scarter disse com raiva.
Ri e mirei a arma contra sua cabeça. – Quero a sua vida...Senhor Scarter.
– Como é? — Ele ainda não tinha entendido.
Gargalhei cinicamente — Talvez a minha arma disparando uma bala em sua cabeça possa fazer o senhor captar melhor a mensagem. — Foi ótimo ver o medo em seus olhos quando disse isso.
– O que você quer? — Ele parecia desesperado, então começou a tirar vários objetos do seu bolso. — Você quer meu dinheiro? Minhas jóias? Tome — Ele entregou-me esses objetos, mas joguei os mesmos ao chão.
Ele paralizou confuso — Por que fez isso?
Eu continuei sorrindo. Aquilo estava me animando, ou melhor esse tipo de tortura psicológica era bem o meu gênero. — Hmm...Eu não quero essa mixaria senhor Scarter... Tenho outros planos para o senhor e sua linda família. Que tal passearmos um pouco? O que vocês acham garotos? — olhei para Chaz e Scooter e os mesmos sorriram diabolicamente.
– Faz um bom tempo que não temos uma diversão de verdade. — Chaz sorriu ao dizer isso e encarou a garota com malícia e a mesma se abraçou a mãe que não tinha abrido a boca em nenhum momento.
Scooter seguiu o olhar de Chaz e um brilho de maldade surgiu em seu olhar. — Faz muito tempo que não brinco de médico, Chaz. Talvez hoje eu tire meu atraso.
A menina empalideceu parecia que ia desmaiar, mas isso não estava me preocupando no momento.
Agora eu só precisava ter o que eu queria. Não iria ser tão difícil conseguir isso, já que já tinha o Senhor Scarter a minha mercê. O primeiro passo era ser o mais discreto possível em relação ao seqüestro. — Levem eles para o carrinho do Scarter. — falei para Scooter e Chaz. — Os dois assentiram e foram em direção das garotas.
– Vamos, nós não vamos morder vocês, garotas. — Chaz ironizou.
A garota estava olhando para os lados da rua, planejava fugir provavelmente, o que seria muita idiotice da parte dela. — Chaz deixe a garotinha comigo, agora quero que cuide do papai — ironizei.
Adorava apelidar minhas vítimas. Chaz sorriu e fez o que eu mandara. Trocamos de lugar e segui em direção da garota que agora estava mais tensa.
– Eu sei o que você ia fazer. — segurei seu rosto fino e encarei seus olhos. Olhos incrivelmente lindos, num tom de caramelo raro. — Qual o seu nome, querida?
A garota hesitou um pouco, mas sabia que não estava em direto algum de me evitar pelas circunstâncias em que se encontrava.
– Anne. Anne Marie. — Ela engoliu em seco e abaixou a cabeça. Ela era incrivelmente amável, espera. O que há de errado comigo? Desde quando eu acho uma garota ‘’amável’‘?
Fiquei com raiva de mim e mais raiva dela por ser a culpada de ter provocado esses sentimentos estúpidos. — Então escuta aqui sua cadelinha. — puxei seus cabelos com força e em resposta ela gritou assustada. — Se tentar fugir eu acabo com a sua linda carinha — dei ênfase ao ''carinha''.
Eu já conseguia ver as lágrimas brotando em seus olhos, era assim que eu queria vê-la. Puxei seus cabelos com ainda mais força e abri o porta-malas.
– Cara, não exagera, nós podemos amarrá-la e colocá-la no banco de trás-
– Chaz cale a boca! — ordenei.
– Por favor não faça isso com a minha Anne — A mulher que devia ser a mãe da garota chorava. — O que há de errado com você? É um monstro sem escrúpulos! — A mulher berrava até que Scooter interveio com um pedaço de pano umidecido de perfume que ele pressionava contra a boca da mulher, logo a mesma tinha desmaiado, caindo aos braços de Scooter.
– Mulher pesada. — Ele reclamou enquanto colocava a mulher no banco de trás de qualquer jeito.
Agora só faltavam mais dois. Eu já tinha abrido o porta-malas, mas a garota ainda não tinha entendido o recado.
– Entre. — ordenei.
– Cara, faz isso não — Agora era o Scooter que enchia o saco.
Ignorei-o, pois já estava com minha paciência contada. Não pensei duas vezes em jogar a garota no porta-malas.
– Ah! Não! — gritou ela enquanto trancava o porta-malas. Agora só se ouvia um som abafado dos gritos dela.
Virei-me e sorri diabolicamente para o último Scarter.
– Você é tão infeliz. Nunca será amado por ninguém. — Ele disse com a voz embargada.
Gargalhei — E quem disse que eu preciso de amor? Tenho tudo que eu quero...Dinheiro e poder. — Em parte era verdade. Mas em algo ele estava certo. Eu não era feliz, pois a minha felicidade foi tirada de mim injustamente. Como uma onda violenta que leva tudo sem pestanejar.
– Quer que eu dê uma lição nele J? — Scooter interveio. — Se quiser eu... — ele mostrou um soco Ingles.
– Só cuide das Scartezinhas — falei impacientemente. — Deixe que eu cuido do Scarter. — olhei para ele — Vamos, agora entre no carro. Consegue fazer isso? — ironizei. — Já está muito velho.
– Se sou velho ou não o problema é meu. — rebateu o Scarter.
– Scooter acho que vou aceitar a sua proposta — falei enquanto acendia um cigarro. — Talvez ele te ajude a dobrar essa sua língua.
Scooter sorriu e veio em direção do Scarter dando o primeiro soco que levou o velho ao chão. — Esse cara é fraco.
– Ele é velho, aposto que nem sabe mais o que é ejacular. Agora coloque-o no banco do passageiro. — falei e joguei o cigarro no chão.
–Beleza. — Scooter fez o que eu mandei e depois foi ao banco de trás.
–Tem certeza que quer deixar o velho no banco da frente? — Chaz perguntou hesitante.
Entrei no carro e liguei o motor — Fique tranquilo Chaz...O senhor Scarter não vai fazer nada. — Dei um tapa no rosto do velho
– Não ,é?
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– Aonde está me levando?
– Vamos passear um pouquinho...Quero conhecer melhor o seu renomado banco.
– Desgraçado.
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