Dont Look Back In Anger.
11 Book Trailer Listen my Heart
Bom acabei de produzir um Book Trailer do gênero ''Original'', mas a história não é minha.
Isso mesmo a história não é minha. Ela foi criada por uma querida amiga minha chamada P. Araújo.
Então ela quis saber se eu poderia fazer um Book Trailer para a história dela...E como eu sou louca acabei fazendo!
Então por favor assistam ao vídeo que eu produzi para ela.
Prólogo da História
Sentada em um tronco caído de uma arvore qualquer eu me encontrava, com um caderno em coro vermelho e uma pena em minha mão eu escrevia a ele, alguém que eu provavelmente não conseguiria mais ver, ou beijar, ou abraçar, ou me aquecer junto de si, ou me fazer feliz. Gritava dentro de mim a dor e a solidão deixavam-me pior do que um dia eu poderia estar. Os sonhos que tive um dia se foram assim com o travar das laminas que eu tive que presenciar quando tinha apenas dezessete anos. Fora algo que nunca poderia esquecer. Nunca poderia esquecer a lamina de meu marido passar pela a garganta de meu amado Lucas.
Ver os olhos azuis mortos olhando para mim era algo que eu nunca esqueceria e muito menos os gosto de seus lábios rosados sobre os meus que eram cheios e vermelhos. O perfume das flores que ficaria em seu corpo para sempre e que ficaram na minha memória jamais sairia assim como a risada resplandecente que ele tinha estavam gravados com sangue em minha memória assim como o amor que eu tenho por ele que será imortal e que sempre estará em meu coração.
O vento trazia o cheiro da mata que estava em minha frente assim como os sons de pequenos animais que ali viviam. O medo entrou em mim quando ouvi a voz daquele que nunca será o quer e que nunca terá de mim o que quer. Meu coração era de Lucas e ninguém poderia o tirar dali nem mesmo o tirano de meu marido. Marcos. O cabelo negro mostrava o porque de seu mal humor estava sujo, os olhos avelãs que por muito tempo pensei que eram negros estavam com raiva. Eu não sabia o que havia dito ou feito para ele que o deixou transtornado daquele jeito:
–Quantas vezes vou ter que dizer que eu não quero você aqui neste lugar. – gritou ele.
–Perdão, eu estava apenas escrevendo. – baixei com medo de sua reação.
–Escrevendo o quê posso saber?
–Para os meus pais. – menti. Minhas cartas, meus pequenos textos nunca foram para meus pais sempre eram para ele e sempre serão.
–Tudo bem então- falou ele mais calmo e com um sorriso nos lábios. Eu já sabia o que ele queria desta vez.
Durante os dois anos em que estávamos casados pedia a Deus para que não me deixasse engravidar. Não queria para o meu filho o que eu tinha agora. Traição, dor, morte, surtos e até mesmo vê-lo apanhar de seu pai. Não queria que meu filho vivesse sobre isso, mesmo que eu tenha que mata-lo, não queria esta vida a ninguém nem mesmo para a minha adorada Martha. Minha melhor amiga, minha companheira, minha sorte, minha escrava. Nunca a chamei assim “escrava” sempre fora por irmã, porque era assim que eu a chamava e sempre será. Ela fora tirada de mim quando me casei com o maldito do Marcos, como alguém pode querer tanto uma coisa que é lhe dada de mão beijada. Sentia-me assim, meus pais me deram a Marcos devido a dividas que eles tinham com sua família, mas eu não era mercadoria, mas meus pais mesmo sem eu querer deram a minha mão a ele. Marcos pedia para ter um herdeiro que ficasse com a honra da família Castillos. Mas eu não daria este gosto e ele e muito menos a sua mãe que me maltratava verbalmente:
–Por que você não vem para casa comigo e me espera na cama enquanto eu tomo banho. – arrepiei-me toda quando suas palavras eram sussurradas em meu ouvido. Nada eu podia fazer, tinha que fazer o que ele me pedia.
Virei-me para ele quando começava a beijar o meu pescoço. Sentia nojo dele, tudo que o envolvia era nojento para mim e tudo que ele pedia tinha que ser atendido e nada poderia fazer a não ser fazer. Seus lábios cheios de terra vieram de encontro aos meus. Os beijos que ele me dava nunca foram retribuídos com o ardor que eu retribuía a Lucas. Ele estava me pegando no colo e deixei meu caderno cair durante o que acontecia ali. Varias paginas estavam voando junto com o vento que ali passava. Até um dos serventes de Marcos chegar:
–Mi lorde vamos ser atacados! — gritava ele ao longe.
–O que? – bradou Marcos jogando-me no chão. – tire-me daqui e minha mãe também.
–Sim mi lorde. Siga-me.
Fiquei para trás correndo atrás das minhas páginas. Cada palavra escrita ali, cada sentimento que eu havia colocado ali não poderia sair assim como o vento eles tinham que voltar, porque era o que me fazia lembrar tudo que nós já havíamos feitos juntos. O nosso encontro, quando me apaixonei, quando o abracei, meu aniversário de quinze anos, me primeiro beijo, o meu noivado feito por meus pais sem eu saber, a minha fuga com Lucas em fim a minha história que construí com ele.
O vestido verde claro que usava naquele dia estava me incomodando, não conseguia correr atrás das minhas preciosas páginas devido ao volume que ele tinha. “Maldita seja a mãe de Marcos” pensei enquanto corria atrás da última página que parara em uma arvore que eu conhecia bem. Ao longe se dava para ouvir os gritos de dor, uma luta travará bem ali na frente da grande residência dos Castillos. Os meus cabelos que antes estavam presos sobre um coque estavam soltos e bagunçados, eu não conseguia enxergar direito já que os fios castanhos atrapalhavam o a minha visão.
O cheiro da floresta entrava pela as minhas narinas deixando-me zonza, eu não sabia o que fazer ali devido a tontura que eu estava tendo. Corri atrás da página e a peguei, foi então que vi o que há muito tempo ele havia escrito para nós naquela mesma arvore. O tronco esverdeado mostrava as nossas iniciais que estavam numa cor muito forte assim como o sentimento que eu ainda tinha por ele.
Fechei os olhos castanhos escuros e respirei o ar da floresta e voltei a quatro anos atrás. Quando eu estava envoltas de tules brancos e com os cabelos caindo em lindas ondas na cor castanho, os lábios inchados pelo beijo que roubei de meu amado naquele mesmo lugar. Ele sorria de volta a mim e pós suas mãos fortes em meu rosto e me puxou para mais um. Soltamos-nos quando estávamos sem folego para ficar ali mais uma vez:
–Você é minha Paola, e não será de mais ninguém. – disse ele ainda com as mãos em meu rosto corado por suas palavras.
–Eu serei sua para sempre Lucas. – falei entre o sorriso que ali brotava.
Abro os meus olhos já com lágrimas querendo sair teimosamente. Os gritos aumentavam cada vez mais e tudo que eu queria era ele de volta para mim.
–Marcos, eu vou te matar, nem que seja a ultima coisa que eu faça neste mundo. – gritei. Passei a minha mão pelos nossos nomes e deixei que as lágrimas caíssem como a chuva que começara a cair.
O vestido estava pesado e eu não tinha mais forças para caminhar. Deixe-me perder os sentidos e cair num sono profundo onde a dor entrava fazendo-me reviver aquele momento de tensão, medo e angustia por minha parte. Eu não queria perder meu amado. Mas fora a espada de Marcos que o matou e ele tinha que pagar de algum jeito, mas eu não tinha a força que ele tinha. A única força que eu tinha ficava dentro de mim em meio a tantos músculos que separavam o meu coração do dele. Eu tinha força na fé que um dia eu poderia reencontra-lo em meio aos meus sonhos, ilusões e até mesmo na morte.
Esperava por isto há muito tempo, a morte era tudo que eu queria naquele momento, a minha morte seria aquele deixaria qualquer um com medo de viver ao lado do tirano que era o meu marido. Os roxos que o vestido escondia não eram muito mais fortes do que aquele que feriu o meu coração quando ele avançou a espada no pescoço de meu amado.
Acordei em meio ao nada, não havia mais gritos por onde eu estava. Caminhei até a casa em que antes eu vivia e encontrei nada amis que corpos de muitos homens no campo que eu tanto adorava. Sangue estava por toda a parte e por segundos eu pedi para que Martha estivesse aqui para me segurar em seus braços em forma de proteção.
Em meio a tudo aquilo, continuei a caminhar em direção a casa da grande família Castillos que estava pegando fogo. Meu pé tocou em algo que tive medo de olhar para baixo, mas a curiosidade é maior. Olho e levo um susto tremendo e deixo meu corpo cair sobre a criança morta em meio a tantos adultos. Aquele pequena criança me fez pensar se a minha teria que passar por isso. “Se um dia eu tivesse uma, não iria deixar que nada acontecesse a ela” pensei.
Sou despertada pelo som de cavalos e corro novamente para a floresta já que penso que é mais seguro lá. Para em meio a alguns arbustos que ali tinha, ouço o som de uma conversa nada amigável e corro mais ainda. Paro quando encontro a mesma arvore em que eu havia perdido os sentidos é quando escuto o som de apenas um cavalo.
Escondo-me atrás da grande arvore e fico tentando acalmar a minha respiração que estava muito rápida. Escuto o som de o cavalheiro deixar seu cavalo e se aproximar de da arvore. O cheiro que o vento me trás é agradável, porém bastante conhecido:
–Eu falhei com você meu anjo. – disse o cavalheiro. “Meu anjo” repeti em meus pensamentos. Apenas uma pessoa me chamava assim. Cheguei mais perto para poder ouvir. – Porque eu tive que deixa-la, por quê? Por que eu fui te abandonar meu amor, por quê? – gritava ele.
–Cavalheiro se aproxime. – disse atrás da arvore.
–Quem está ai? – perguntou retirando a espada.
–Dona das terras em que derramou sangue. – falei decidida.
–Meu anjo é você? – dito aquilo eu me apressei em ir a sua frente. O cavalheiro estava totalmente despreparado para um ataque, apenas tinha uma espada e escondia seu rosto atrás de um capuz velho.
–Quem é você? – perguntei arqueando as sobrancelhas. Escondido atrás de um capuz velho pude enxergar os olhos azuis que tanto me hipnotizavam, a boca rosada tremula pelo o meu aparecimento mostrou o sorriso que eu tanto amava. – Lucas – seu nome saiu em um sussurro quando tirou o capuz que deixava a mostra uma cicatriz em seu pescoço.
–Olá meu anjo.
Gostaram? Então leiam a história inteira aqui
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