Dont Look Back
7 Capítulo 6 - Truce (part 2)
Notas iniciais
POV Liz
Era estranho estar conversando tranquilamente com o Harry. Nada de gritos, ofensas, sarcasmo e discussões. Aquilo não me incomodava nem um pouco, e foi conversando e descobrindo um pouco um sobre o outro que perdemos completamente a timidez. Minha mão já estava cansando de tanto cafuné, mas toda vez que eu fazia menção de parar, ele fazia um biquinho triste e não resistia.
– Ei! – ele protestou quando tirei a mão de seu cabelo.
– Calma, idiota. – ele me olhou de cara feia. – Ops. Velhos hábitos. – desculpei-me e dei um tapinha em meu ombro. – Vem, deita a cabeça aqui. E antes que eu me arrependa.
– Grossa. – murmurou, mas é claro que não resistiu aos meus carinhos e fez o que eu mandei. Voltei a alisar o cabelo dele, dessa vez com a outra mão, e deitei minha cabeça sobre a sua.
Só então notei que todos olhavam para nós, e comecei a ficar mais vermelha do que nunca. Eles começaram a dar aqueles risinhos nada inocentes, e o Lou, que pelo visto não perdia uma piada, falou:
– Muito bonitinho o casal. Que eu me lembre, o Harry nunca deixa que ninguém mexa no cabelo dele...
– Não é verdade, meu amor. Eu sempre deixo você mexer. – o Harry se defendeu, fazendo uma voz absurdamente gay.
– Você só deixa, ou melhor, manda, quando quer dormir e não consegue. Estou de mal, você vai dormir na sala. – se fingiu de magoado e empinou o nariz. – E você, Lili, achei que fosse minha amiga, mas tudo era um plano para roubar meu homem! – ele fazia uma cena tão convincente que arrancava risos de todos.
– Poxa Loulou. – mandei um beijinho, mas ele virou o rosto. – Eu sou sua amiga, mas a gente pode dividir o pequeno Harold aqui.
– Eu sei que sou irresistível. – quem mais teria dito uma babaquice dessas?
– Quer saber de uma, Haroldo? Não quero mais você. Agora eu tenho a minha Lili. – ele ergueu seu braço sobre a mesa para que eu segurasse sua mão, e usei a minha mão livre para isso.
– Ah, se for assim eu também quero. – o Liam falou fazendo biquinho. Comecei a rir feito idiota.
– Eu também. – foi o Niall.
– E eu também. Minha Lili. – me surpreendi em ver o Zayn falando. As meninas, em vez de me socorrerem, só sabiam rir.
– Pode ir calando a boca, seu preto! Eu que inventei esse apelido! – o Lou berrou, e eu escondi meu rosto no cabelo do Harry, morrendo de vergonha. Que cheiro maravilhoso era aquele? Parecia com... Chocolate? Tudo bem, me chamem de doida, mas era exatamente isso.
– Parem com isso agora, bando de gays. Ela é minha e é melhor ficarem calados. – o Harry falou, parecendo sério, mas no fundo também estava brincando.
– Queridos, eu posso ser de todas, é só vocês revezarem. – eu estava me achando, afinal de contas, não é todo dia que cinco garotos famosos e lindos disputam por você. Mesmo que de brincadeira.
– Ok. Segundas, terças, sábados e domingos ela é minha. Ah, e nas sextas também. E vocês se virem com os outros dias.
– Muito engaçado, Harold. – Lou fez mais um dos seus bicos indignados.
– Acho que o Teddy não vai gostar muito disso, dona Lizzie. – maldita Taylor. Corei mais nesse dia do que em toda a minha vida e mais uma vez escondi meu rosto nos cachos do Harry.
– Quem é Teddy, Lili? Ah fala sério, mais concorrente? – o Lou perguntou chateadinho.
– Eu. Vou. Te. Matar. Taylor. Vernech. – minha voz saiu abafada, mas ainda assim com a fúria que eu queria transmitir.
– Quem é, Lizzie? Seu namorado? – por que o Harry não parecia estar fingindo estar chateado como o Louis?
– Não... Não é ninguém... Especial. – eu queria um buraco pra me enfiar.
– Ah, é especial sim. O relacionamento deles é bem sério, eles já dormem agarradinhos e tudo. – “Bitch, vai sofrer essa noite. Pasta de dente vai ser bom perto do que eu estou planejando.”.
– Hmm. Lili danadinha. Essa cara de santa só engana. – cara, eu só não dizia que o Louis era gay por que tinha captado, no inicio da conversa, ele falando alguma coisa sobre a namorada. Eleanor, se não me engano.
– Que merda! – joguei meu cabelo pro lado, totalmente chateada. – O Teddy é... Bom... Cara, que vergonha! – respirei fundo, tentando fazer sumir o escarlate das minhas bochechas.
– É o panda de pelúcia dela, que ela diz ser o seu namorado. Ela dorme com ele desde os dez anos. – a Tay contou, tentando esconder o riso, e todos na mesa explodiram em gargalhadas. Cara, ela era mesmo minha amiga?
– Seus putos. – choraminguei e me encolhi. – Taylor, você sabe o que vai acontecer, não é mesmo?
– Pasta de dentes? – choramingou também.
– Não vai nem se comparar. Você vai implorar pela pasta. – falei malignamente.
– Se ferrou, baby. – o Zayn falou, ainda rindo. Fingido, fica se fazendo de tímido e ri de mim.
– Ai Lili. – o Lou parou pra respirar e enxugou uma lágrima. – Você parece tão durona. Mas dorme com o Teddy... – mais risada.
– Pois fique sabendo que eu sou muito sensível, ta?
– Ow, tadinha da minha sensívelzinha. – o Harry me abraçou de lado e beijou minha bochecha. Oi friozinho no estômago.
– Me solte, seu feio! Você também riu. – tentei me desvencilhar de seus braços. Harry 10 x Liz 0.
– Mas foi só um pouquinho. – riu em meu pescoço. Eu estava pirando.
– É Lili. É fofo dormir com um bichinho de pelúcia. – o Liam tentou me fazer feliz.
– Eu sei que é fofo. Me deixem em paz.
– É, deixem ela em paz ou ela vai contar pro Teddy. – aquele loiro fofo me paga.
– Cala a boca irlandês. Ta deixando ela constrangida. – enfim o Harry decidiu me defender.
– Irlandês? – meus olhos brilharam. – As pessoas de lá são incríveis. Mulligan é a melhor cidade do mundo.
– Eu sou de lá. É realmente incrível...
Começamos uma conversa animada sobre os lugares que eu e eles havíamos conhecido. Minha lista era um pouco mais extensa que a deles, mas eles também não tinham muito tempo depois da fama, e pelo o que eu soube eles haviam chegado recentemente de uma turnê, lotados de entrevistas e ainda produzindo um novo álbum. Coitadinhos.
A comida chegou, e, ignorando todas as possíveis regras de etiqueta, continuamos conversando e rindo, enquanto o Niall mal abria a boca de tanto que comia. Como cabia aquilo tudo dentro dele meu Deus?
– Seu irlandês gordo, termina logo pra gente poder ir embora! – reclamei. Já tinha uns cinco minutos que havíamos terminado e o Nini (sintam a intimidade) ainda estava com a cara enfiada no prato.
– Jáespotitormunando. – falou com a boca cheia e comecei a rir.
– Já esta terminando? – perguntei e ele assentiu.
– Isso é um milagre, senhor! Alguém entendeu o que o Niall falou de boca cheia! – Liam falou impressionado.
– Muito tempo com a Mandy, é o que da. – dei de ombros.
– Vaca! – exclamou surpresa.
– Também te amo.
– Eu sei. – me mostrou a língua.
– Liz. – o Harry chamou baixinho próximo ao meu ouvido, e senti cócegas com sua respiração em meu pescoço.
– Oi Haz. – falei no mesmo tom.
– Você não quer. Hmm... Me passar seu numero? – perguntou tímido. É isso ai. Tímido. Algo que eu julgava impossível.
– Claro. Salva ai. – falei e ele salvou no celular, tirou uma foto nossa fazendo careta pra colocar no contato e o guardou.
– Eu também quero. – reclamei e peguei o meu, tirei uma foto de nós dois, sorrindo dessa vez, e ele fez questão de que eu salvasse o seu numero também. Foi quando percebemos que os outros já começavam a se levantar. – Bom, acho que já vamos. – levantei e estiquei meus braços pra frente, me espreguiçando. Olhei no relógio e quase tive um treco. – Ai meu Deus, meninas, temos quinze minutos. (N.A: não sei se lembram, mas lá o colégio é pela manhã e tarde, e tem o horário do almoço, em que os alunos podem sair e retornar depois. Pelo menos é o que já vi em filmes.)
–Já? Merda, merda! – Mandy começou a bagunçar o cabelo, confusa.
– Liz, minha linda. Libere seu precioso cartão gold, agora. – a Tay “mandou”.
Revirei os olhos e peguei minha carteira na mochila, e já ia tirando o cartão quando o Harry segurou meu braço.
– Pode deixar com a gente. Você pagar alguma coisa esta fora de cogitação. – ele parecia ofendido.
– Mas... – tentei argumentar.
– Mas nada, Liz. Vocês não estão atrasadas? – assenti. – Então. Podem ir, a conta é nossa.
– Vai adiantar discutir? – sorri de canto. Eles eram bem atenciosos.
– Não. – os cinco responderam ao mesmo tempo.
– Ok, a gente aceita. – a Mandy falou.
– Tudo bem, agora vamos. – a Tay e a Mandy começaram a se despedir deles.
Fiz o mesmo, beijei a buchecha e abracei cada um, e quando cheguei no Harry ele me abraçou com tanta força que me ergueu do chão.
– Até quando vai durar a nossa trégua? – perguntou em meu ouvido, ainda me abraçando.
– Até quando eu quiser, Styles. – dei um beijo demorado em seu rosto e me soltei de seus braços. – Até mais.
Caminhei com as meninas para fora do restaurante e fomos em um silêncio estranho até o carro. Quando dei a partida contei mentalmente 1,2,3...
– AAAAAH caaara! – a Mandy berrou e começou a pular histericamente no banco. – Somos amigas dos meninos da One Direction!!
– Eu sei, não é incrivel?!! – uma Taylor completamente irreconhecível falou.
– O Niall é... – Mandy começou.
– Eu sei! – a Tay completou. Mas o que era aquilo? – O Zayn também... Nossa.
– O jeito tímido dele é muito fofo. – Mandy comentou sonhadora.
– E o Harry, Liz? – a Tay perguntou maliciosamente.
– O que tem ele? – me fiz de desentendida.
– Como ele é? Dã.
– Hm. Legal. – e fofo, perfeito, engraçado, entre diversas qualidades. Mas eu era muito durona pra falar isso.
– Só legal? – o tom da Mandy também não era decente.
– É, é. Não me encham, estou dirigindo.
Fingi estar concentrada no caminho, mas pude ver pelo canto do olho elas trocarem olhares cúmplices. Nem me importei, naquele momento eu precisava pensar um pouco.
Fale com o autor