Dont Look Back
5 Capítulo 4 - Friendships
Notas iniciais
POV Liz
– Ta mais calma? — a Tay perguntou quando parei em frente ao enorme colégio, quebrando o silêncio que tinha se instalado desde que havíamos saído do local do "incidente’’.
– Mais ou menos. – respirei fundo. – Ele consegue me tirar completamente do sério.
– Mas cá entre nós, ele é extremamente gato. O que são aquelas covinhas?
– São mesmo fofas não é? – ela me encarou com uma sombrancelha levantada enquanto eu me dava conta da loucura que tinha falado. – Quer... Quer dizer. Ele é totalmente irritante.
– Ai Lizzie, como você é teimosa. Mas quem sabe com o tempo você não vai acabar admitindo.
– Admitindo o que?
– Vou deixar que você descubra sozinha, minha cara. – ela falou naquele tom sombrio, o que me fez rir.
– Ok Tay, não discuto mais nada com você.
– Sábia decisão. – ela disse e suspirei enquanto tirava o meu cinto. – Mas você viu o topetudo? – ela falou bem empolgada, saindo completamente do foco.
– Topetudo? – fiquei confusa.
– É sua lerda, um dos meninos que estavam com o Sr. Irritante. – tentei me lembrar, mas eu não havia prestado muito atenção neles. Ela continuou, vendo que eu não pretendia responder: – Todos eram incrivelmente lindos, caramba! Mas tinha um com um topete enorme e os olhos meio que castanho-esverdeados que... Minha nossa.
– Se é amigo do Styles, deve ser tão insuportavél quanto. – conclui.
– Não vamos julgar sem ao menos conhecer, mocinha. – ela repreendeu.
– Tem razão. – dei de ombros e olhei no relógio. – Agora vamos logo, só temos cinco minutos.
Saímos do carro e caminhamos de braços dados para dentro do colégio, enquanto vários olhares eram direcionados em nossa direção. Ótimo, atenção. Era tudo o que eu precisava. A Tay apertou meu braço, sabendo que eu detestava aquilo.
– Liz! – ouvi alguém gritar meu nome ao longe e estanquei. – Liz! Liiiiiiizzie!
Olhei para trás e uma garota linda, com cabelos vermelhos como sangue que eram inconfundivéis, corria em nossa direção. Soltei um gritinho feliz antes de ser sufocada em um abraço esmagador.
– Mandy! Ah, Mandy! O que esta fazendo aqui?
– Eu é que pergunto, baby! Eu estudo aqui. – falou como se fosse óbvio, e só então reparei em sua farda.
– Ai meu Deus! E eu mudei definitivamente aqui pra Londres. – puxei a Tay pro meu lado. – E essa aqui é minha amiga Taylor, lembra?
– Claro que sim! A Famosa Tay. – ela riu enquanto abraçava-a como se fossem velhas amigas. Depois se virou para mim, brava. – Por que não me avisou que viria, sua vaca?
– Bom, foi tudo meio rápido, e eu não estava muito afim de vir, você sabe... – tentei me explicar.
– Tudo bem, eu entendo. – ela saiu arrastando a gente pelos braços. – Qual a primeira aula de vocês?
– Biologia. – respondemos juntas.
– Ótimo, é a minha também. – ela bateu palminhas, empolgada. Era tão tipíco da Mandy. – E fiquem sabendo que na hora do almoço nós vamos sair, colocar o papo em dia.
– E onde vamos? – a Tay perguntou. Já tinhamos entrado na sala, a professora ainda não tinha chegado. Sentamos lado a lado.
– Ao Nando’s. Tenho almoçado lá pelo menos duas vezes por semana.
– E por que?
– Bom, por causa do One Direction, claro. – ela deu de ombros.
– O que é isso? – perguntei.
– Como assim o que é isso?!! Vocês nunca ouviram falar? – apenas negamos com a cabeça, com medo de que ela fosse estrangular a gente. – Ai cara! One Direction é a melhor boyband de todos os tempos!
– Ah, e você é tipo, muito fã? – me senti idiota, a resposta já estava óbvia.
– Amo, sou louca por aqueles cinco meninos. E tem o Niall, e ele simplesmente adora o Nando’s, por isso estou sempre tentando encontra-los por lá. – ela deu um suspiro apaixonado.
– E pelo visto o seu favorito é esse Niall, não? – Tay perguntou prendendo o riso.
– É, ele é meu marido. – ela riu e nós a acompanhamos.
Bem nessa hora a professora, que parecia ser legal, entrou na sala, e não tivemos oportunidade de falar mais nada.
O resto da manhã foi bem divertida. Tivemos as outras aulas também juntas, e ficávamos sempre conversando no intervalo entre elas. Fiquei feliz em constatar que a Mandy e a Tay já haviam se tornado boas amigas. Seria legal andar em trio, sempre foi somente eu e a Taylor, no outro colégio as pessoas eram interesseiras demais pra merecer andar conosco.
No final da manhã, enquanto arrumávamos as mochilas para ir ao tal do Nando’s, a Mandy falava sem parar.
– ... e eu estou com o meu pen drive aqui, podemos ir escutando no caminho. – ela parou pra respirar. Estava falando da banda novamente. – O som do seu carro tem entrado USB, não é Liz?
– Tem sim.
– Ótimo. – sorriu empolgada. Era impossivél não se contagiar com a constante alegria dela.
Entramos no carro e a Tay foi comigo na frente, com a Mandy no banco de trás. Ela se enfiou no meio de nós e encaixou um pen drive rosa com pluminhas no meu som, mexeu em uns botões e uma música agitada começou a tocar e a Mandy se jogou no banco e começou a cantar. A música era incrivél, não tinha como negar.
– O nome dessa é Up All Night. – informou a Mandy quando a música acabou.
Outra começou a tocar, e era bem mais lenta. Chegou a parte de um solo e os pelinhos da minha nuca ficaram arrepiados com a voz rouca do garoto que cantava: “(...) If we could only have this life for one more day, If we could only turn back time (…)”
– Nossa. – murmurei baixinho.
– É incrivél, Mandy. – Tay concordou.
– Eu sei. – falou sonhadora. – O nome dessa é Moments.
Ela foi me explicando como chegar ao Nando’s, e uns 10 minutos depois paramos em frente a um belo restaurante. Nesse pequeno percusso já tinhámos viciado nas músicas da banda perfeita.
– Ai meu Deus, ai meu Deus. Eu to sentindo que é hoje. – a Mandy falou desesperada enquanto passava um gloss e ajeitava o cabelo. – Será que o Niall vai gostar de mim? Ai cara, acho que não. Olha pro meu cabelo!
– Amanda, olha pra mim! – ela parou de mexer frenéticamente no cabelo e me olhou, os olhos arregalados. — Vai dar tudo certo ta? A gente nem sabe se eles estão ai. As chances de que estejam são bem ruins... – a Taylor me lançou um olhar de “não acredito que disse isso” e tratei logo de tentar me consertar. – Mas é bem provavél que estejam também, isso acontece o tempo todo né? – ela assentiu. – Enfim, você esta lindo, seu cabelo esta perfeito como sempre e o Niall vai te amar logo de cara.
– Será? – me olhou desconfiada.
– Com certeza. – Tay falou.
– Ok ok, então vamos logo, não quero que ele espere muito por mim.
Dito isso ela saiu do carro, andando em nossa frente, me deixando chocada com a rápida mudança no humor dela.
– Ta né.
Sai do carro e tivemos que correr um pouco pra conseguir acompanha-la. Assim que entramos ela varreu todo o local com os olhos e sua expressão se tornou triste assim que terminou de analisar cada canto. Deduzi de cara que eles não estavam ali.
– Ei, ainda ta um pouco cedo Mandy, talvez ele ainda cheguem. – Tay tentou conforta-la.
– Tudo bem Tay, eu já estou acostumada a decepção. – ela deu um sorriso fraco. Nada tipico dela. – Mas eu não vou desistir. E estou realmente com fome, então vamos procurar um lugar pra sentar.
Sentamos em uma mesa mais afastada, aquelas que são rodeadas por um tipo de sofá, que apesar de ser enorme e ficar sobrando bastante espaço vago, era a única que não estava ocupada. Uma atendente veio e anotou os nossos pedidos. Começamos a conversar, tentando fazer a Mandy esquecer a decepção do dia.
Estavámos rindo de alguma besteira quando a Tay começou a beslicar meu braço, e tenho que dizer que aquilo doía de verdade. Olhei pra ela pronta pra mandar ela parar, caso contrário eu arrancaria a mão dela, mas sua expressão meio que me assustou. Ela estava com um sorriso travesso no rosto, e quando viu que tinha conseguido minha atenção apontou com o queixo em direção a porta.
Oh não não não. O que Harry Styles e seus fiéis seguidores estavam fazendo ali? Era perseguição ou o que? Tentei me encolher na cadeira, afim de me esconder, mesmo sabendo que aquilo não daria muito certo.
A Mandy, percebendo nossa agitação, olhou para a entrada e começou a ficar vermelha e hiperventilar. Me preocupei, e já estava pronta pra dar uns tapinhas em suas costas com medo de que ela estivesse entalada, com a saliva ou sei lá, quando um sorriso enorme surgiu em seus lábios e sua cor voltou ao normal.
– Nã... Não. Não acredito. — ela falou, quase quicando de empolgação na cadeira. – São eles!
Olhei pra Tay, sem conseguir processar direito aquela frase. Ao pouco minha mente foi clareando e me dei conta da triste realidade ao mesmo tempo que a Tay. Ela abriu e fechou a boca algumas vezes, sem conseguir falar. Por fim perguntei, mesmo já sabendo a resposta:
– Eles quem? – minha voz tremeu de leve.
– O One Direction!!
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