Dont Let Me Fall

41 Essas marcas...


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕ Aviso: Lemon.

Capítulo 41 – Essas marcas...

Narrado por Matheus

Comecei a pensar que ele estava brincando, mas ele juntou meus pulsos acima da minha cabeça, e com uma de suas mãos os segurou firme. Fiquei assustado com sua ação inesperada, ele estava sentado sobre meu corpo quando se inclinou em minha direção.

—Me solta Leonardo! O que deu em você? –Gritei, respirando ofegante.

—Não faça tanto barulho...

Ele me olhava com tanta frieza, que chegava a gelar todo o meu corpo de medo. Eu odiava me sentir vulnerável, eu me mexia, tentando empurrá-lo, mas ele era forte, e aquilo me apavorava.

—Me solta, estou falando sério!

—Como você é escandaloso.

Ele apertou ainda mais meus pulsos, e trilhava meu corpo com sua outra mão.

—Vai me dizer que não gosta disso? –Leonardo sussurra, indo para baixo da minha camiseta.

—P-Para com isso! Me solta!

—Calma, já vou soltar você, mas seja bonzinho primeiro...

Ele se aproximou ainda mais, ficando próximo ao meu rosto, virei a cara para o outro lado e ele segurou em meu rosto, me forçando a encará-lo.

—Diga olhando para mim que você não gosta.

—E-Eu não quero... –Falei sentindo seus dedos apertando as laterais do meu rosto com força.

Leonardo se deitou completamente por cima de mim, colocando uma de suas pernas encaixadas por dentro das minhas, para que dificultasse minha fuga, e me forçou a beijá-lo, enquanto eu tentava mexer meu rosto para os lados, mas ele ainda o segurava.

—Fique parado!

—E-Eu não quero... –Falei desviando meus lábios dos dele.

Ele soltou minhas mãos, e o encarei. Leonardo se apoiou na cama, ainda por cima de mim, e disse:

—Experimente antes de se decidir, Matheus.

Respirei aliviado, ele não parecia querer me forçar alguma coisa, como antes.

—Tudo bem, eu tento... –Falei engolindo seco.

Leonardo nada disse, eu estava começando a me arrepender, nada mudaria o fato de ele não gostar realmente de mim.

Ele avançou para o meu pescoço, me provocando com beijos e mordidas, até que ele passa sua língua vagarosamente naquela área, me arrepiando por completo, e logo o sinto abocanhando minha pele, a sugando com força.

—L-Leo, p-pare...

Ele continuou por um tempo antes de parar, deixando minha pele formigando, Leonardo desceu sua mão diretamente ao cós da sua calça, fazendo menção de tirá-la.

Me assustei, por que tão rápido?

—Não posso, não posso... –Disse me levantando rapidamente.

No fundo, eu não queria continuar com aquilo.

Aproveitei que ele estava distraído e o empurrei para o lado, conseguindo me levantar e correr até as escadas, desci com pressa e fui até a sala, onde tinha o botão do interfone que abria o portão, o apertei e fui correndo até a porta da frente, que ele tinha deixado somente encostada.

Ouvi ele se aproximando com passos rápidos, com sorte, fui mais rápido, dessa maneira consegui passar pela entrada e bater o portão quando saí. Não era que eu estava com medo dele, mas eu tinha começado tudo aquilo, e morria de vergonha de deixá-lo na mão dessa maneira, mas eu não era aquele tipo de pessoa, que dormia com alguém apenas por prazer ou hobby.

Não saberia nem o que falar quando o visse na faculdade, mas eu evitaria ao máximo cruzar meu caminho com o dele.

Entrei no carro, tirei a chave do bolso e dei partida, eu ainda estava um pouco abalado, mas minha ficha ainda não tinha caído, não acreditava que o Leonardo era realmente aquele tipo de pessoa, ele sempre pareceu tão... Não sei dizer, mas tudo se resumia em “boa pinta”, o que explicava tudo.

Eu ia para a casa, mas não deixava de olhar no retrovisor para ver se alguém me seguia, mas felizmente não, acho que o orgulho dele não permitia aquilo. Mas no fundo, eu realmente esperava que ele viesse atrás de mim, mas Leonardo não tinha motivos para aquilo, eu era uma pessoa qualquer para ele, não era?

Cheguei em casa, estacionei na garagem, abri o porta-malas e tirei o smoking de dentro dele com cuidado e o levei para dentro. Fui diretamente para o meu quarto, e coloquei-o dentro do guarda-roupa.

Logo depois me joguei na cama, eu estava sem saber o que fazer, minha vida parecia que tinha perdido todo o sentido, eu estava sem chão.

—Matheus? –Minha mãe chamou.

—Oi? –Falei com a cabeça enterrada no travesseiro.

—Ouvi você chegando. Está com fome? Você saiu sem almoçar.

—Eu comi fora. –Menti.

Tudo aquilo tinha me deixado sem apetite.

—Está tudo bem?

—Tô. Só quero dormir um pouco, estou cansado.

POV MATHEUS OFF

Ana saiu do quarto do filho e se dirigiu até a sala de estar. Chegando, pegou o telefone e discou alguns números.

—Alô?

—Felipe, como foi? O que você e o Matheus conversaram?

—Estou sem falar com ele desde aquele dia. Por quê?

—Mas eu conversei com ele faz um tempo, e ele me parecia falar sobre você... –Ana diz confusa.

—O que ele disse? –Felipe pergunta.

—Bom, ele parecia um pouco nervoso, mas pediu meu conselho sobre algumas coisas, e disse que queria tentar algo, me pareceu que estava se referindo a se desculpar com você, e hoje ele ficou o dia todo fora, achei que ele tinha ido te visitar...

—Ele não veio aqui, e não recebi nenhuma ligação ou mensagem.

—Tem certeza? Ai meu Deus... –Diz Ana, colocando a mão sobre a boca. –Acho que eu cometi um engano terrível. Felipe, venha para cá agora mesmo, vamos resolver isso de uma vez por todas.

Narrado por Thiago

Eu, Renato e Eduardo tínhamos ido fazer uma sessão de fotos, e o cenário era em uma montanha que ficava nos arredores de uma cidade pequena, a duzentos e trinta quilômetros de distância daqui, não tinha sido uma viagem longa, mas tinha sido cansativa, todo esse ritmo era novo para mim.

As fotos iriam para e edição, e seriam destinadas à pôsteres, wallpapers, camisetas e outras coisas. Eu estava contente, não imaginava que tínhamos tanto potencial, demoraria um pouco para me acostumar com tudo aquilo, mas era bom.

Quando retornamos da sessão de fotos, estávamos quebrados. Eduardo foi para sua casa, e eu passaria a noite novamente na casa de Renato. Chegando, fui pegar algumas peças de roupa no quarto dele para tomar banho, depois daquilo eu iria diretamente para a cama.

Renato me seguiu, fomos até seu quarto, e ele logo sentou na cama, tirando os sapatos.

—Você quer jantar? –Pergunta ele.

—Não, estou sem fome.

—Tudo bem, vou ir tomar banho com você. –Renato diz pegando as toalhas no armário.

Entramos no banheiro, e Renato foi tirando a camisa, ele era tão desprovido de timidez que aquilo me deixava ainda mais envergonhado. Mesmo depois de tanto tempo, eu não conseguia ficar nu em sua frente sem ficar vermelho igual a um pimentão, mas não o questionava.

Ele virou-se para encher a banheira e aproveitei aquele momento pequeno de distração da parte dele para me despir, e ao terminar, cobri a parte inferior do corpo com uma toalha envolta em minha cintura.

Renato se virou para mim e riu, como ele sempre fazia, parecia que era divertido para ele me ver envergonhado.

—O que foi? –Perguntei emburrado.

—Nada.

—Tá rindo de que então?

—Você tá todo vermelho.

—Ah, deixa pra lá! Vou tomar uma ducha lá embaixo. –Digo indo até a porta.

Renato levanta e me segura pelas costas antes que eu saísse.

—Desculpa amor, desculpa. –Diz ele me enchendo de beijos na bochecha. –Fica aqui comigo?

—Só se você parar de rir.

—Tudo bem, já parei... –Diz ele me virando para encará-lo. –Vem cá, olha pra mim.

Mordi o lábio inferior, segurando a vergonha e tentando não olhar para baixo, porque ele estava completamente nu. Renato segurou em minhas mãos e me guiou até a banheira.

—Tira isso aqui... –Diz ele puxando a toalha que cobria a parte debaixo do meu corpo e a pendurando. –Viu? Não precisa ter vergonha, você tem um corpo lindo...

Entramos na banheira e tentei ficar no lado mais espumado, para tampar meu corpo, mas Renato se aproximou, me atacando com beijos e mordidas, tentei pará-lo, mas era sempre a mesma coisa quando tomávamos banho juntos.

Abaixei até ficar submerso na água para molhar os cabelos, e levantei novamente, chacoalhando a cabeça e passando a mão no rosto, para tirar o sabão dos olhos. Renato estava somente relaxando, não parecia ter pressa para terminar o banho, seus braços estavam apoiados atrás da cabeça, encostado na beirada da banheira e continuou calado.

Peguei a esponja mergulhada no sabonete líquido e me aproximei dele vagarosamente, passei aos poucos a esponja em seu peito, e ele me olhou.

—Parece que eu vou ter que dar banho em você...

Ele sorriu e disse.

—Se você quiser.

—Folgado.

Renato segurou minhas mãos, me puxando, fazendo com que eu escorregasse e parasse sentado em seu colo.

—Assim é melhor.

—Não é não, é desconfortável.

—Por quê?

—Sinto você por baixo da água.

—E isso não é bom? –Diz ele rindo.

Senti minhas bochechas queimarem de vergonha, quis tampar meu rosto com aquela esponja, mas ela era pequena demais para isso.

Ele colocou os braços atrás do meu pescoço e me fez aproximar dele, senti seu membro roçar ainda mais em mim por baixo d’água e mordi o lábio inferior. Renato estava com a expressão que eu conhecia muito bem, ele estava louco para fazer ali mesmo.

O beijei, com desejo, ele estava se sentindo da mesma maneira, meu corpo queimava por dentro e por fora, eu estava envergonhado, mas aquilo não iria me impedir. Senti suas mãos acariciando meu corpo, logo descendo para o meu membro, enterrei minha cabeça na curva de seu ombro, estava com muita vergonha.

Ele percebeu que eu também estava excitado, e começou a acariciar meu membro, logo o envolvendo com sua mão forte e o movimentando.

—Nós nunca tentamos debaixo d’água, certo? –Pergunta ele, mas seria óbvio que eu não responderia aquilo. –Será nossa primeira vez então.

Fiquei nervoso, eu nunca tinha tentado nada parecido, mas não podia negar que estava com vontade.

Enquanto ele movimentava sua mão, pensei em fazer o mesmo nele, segurei em seu membro com vontade e comecei a masturbá-lo no mesmo ritmo que ele fazia em mim. Renato passou as mãos em minha coxa, as abrindo gentilmente e já soube qual seria a próxima etapa.

—Você está com pressa hoje... –Falei mordendo sua orelha.

—Não posso evitar, você me deixa maluco.

Segurei em seus cabelos e me levantei um pouco, para ajudá-lo, assim que o senti sendo encaixado em mim, voltei a me sentar, e com um pouco de dificuldade, seu membro ia me penetrando, aos poucos escorregando para dentro de mim.

Acabei soltando um gemido agudo ao senti-lo completamente, que ecoou pelo banheiro, Renato mordeu o lábio inferior e suspirou, embriagado de volúpia.

Era uma sensação boa, sentir a água abraçando nossos corpos enquanto nos movimentávamos, nosso som estava isolado, só nós poderíamos ouvir o barulho da água e dos gemidos preenchendo o banheiro, e aquilo era de certo modo excitante.

Renato segurava na parte de trás do meu corpo, e eu ia cavalgando deliciosamente em seu membro, alternando o ritmo.

—Ah, isso é... –Gemi, sem completar a frase.

—Isso é?

—M-Muito bom... –Falei envergonhado.

Apoiei minhas mãos no peito de Renato e me ajeitei em seu colo, o olhando nos olhos.

POV THIAGO OFF

Narrado por Felipe

Fiquei assustado com a atitude da mãe de Matheus, o que será que ela tinha feito de tão errado?

Por outro lado, quando desliguei o telefone, estava ansioso, eu até estava um pouco fora de mim, não conseguia me controlar, só de pensar que iria vê-lo, meu coração disparava, eu estava muito inquieto.

Mesmo que eu estava com pressa para ir para a casa dele, eu tinha que me controlar, fui primeiramente para o banheiro, tomei um banho rápido e escovei os dentes, depois disso, coloquei uma roupa casual e finalmente peguei a chave da moto, indo despedir rapidamente da Samanta, e ela perguntou o porquê da minha pressa, mas falei que não tinha tempo para falar naquele momento e que depois explicaria.

POV FELIPE OFF

Ana, ouvindo o interfone tocar, recebeu Felipe em sua casa, explicando rapidamente a situação, e que Matheus talvez tinha interpretado suas palavras de outra maneira, logo se lembrando que ele tinha comentado não fazia muito tempo que jantaria na casa de Leonardo, e por isso Felipe tinha que falar com Matheus antes que ele fosse longe demais.

Felipe ficou repreensivo, não estava com um pressentimento bom daquilo.

—Suba Felipe, acho melhor você conversar com ele...

—Mas ele sabe que eu estou aqui?

—Não.

—Ele não ficaria nervoso como da última vez?

—Venha comigo. –Diz Ana.

Narrado por Matheus

Eu continuava deitado, dessa vez, olhando o teto branco do quarto, até que ouço a voz da minha mãe na porta.

—Filho, chegou visita para você.

—Não quero falar com ninguém.

—É urgente, vou deixar vocês conversando... –Diz ela saindo.

Estranhei, olhei para a porta, não tinha ninguém, até que Felipe aparece, meu coração quis pular para fora do meu corpo, e paralisei. Tentei recuperar minha força, mas ele se aproximava de mim, e eu não conseguia fazer nada.

Ele ficou parado em minha frente, e antes que ele dissesse algo, o interrompi:

—O que você tá fazendo aqui?! –Me levantei.

—Temos que conversar.

—Eu já disse, não temos nada para conversar! Vá embora!

Felipe continuou me olhando sério, embora meu coração batesse forte como um louco, eu não conseguia controlar meu afobamento, eu não queria gritar, mas minha voz saía esganiçada, minha respiração estava descompassada, minhas mãos estavam suadas e minhas pernas tremiam, eu não sabia o que significava aquela mistura de sentimentos, não saberia dizer se era coisa boa ou ruim.

Continuei proferindo palavras rudes para ele, e tentando expulsá-lo dali, mas ele olhou para baixo, respirando fundo e indo até a porta.

Fiquei observando paralisado, fiquei esperando que ele fosse embora, mas Felipe encostou a porta do meu quarto, trancando-a e colocando a chave dentro do seu bolso.

—Agora eu quero que você me escute. –Diz ele, vindo em minha direção.

Dei alguns passos para trás, e ele continuava a se aproximar, sentei em minha cama e ele parou em minha frente, olhei para baixo, não queria encará-lo.

—Você sabe a verdade Matheus, eu tentei te dizer naquele dia, mas eu sei que você estava tão irritado que não queria me ouvir, mas saiba que se eu estivesse mentindo, não estaria aqui, eu não vou descansar até você me perdoar.

—Eu não quero te ouv...

—Me escuta! –Diz ele chacoalhando meus ombros. –Eu sei que foi errado não contar que Aline tinha dormido lá! Sei que foi errado esconder minha amizade com ela de você, eu só estava com medo de você entender errado! E olha no que deu! Eu sei que ela não presta! Eu não estou defendendo ela! Mas eu só queria que você entendesse que eu te amo! Eu não faria aquilo com ela, e nem com ninguém! Por favor, Math...

Respirei fundo, por que era tão difícil acreditar naquilo? Mas sua voz me abalava, toda vez que ele falava meu nome, meu coração palpitava, eu realmente queria ver sua expressão naquele momento.

Aos poucos, levantei minha cabeça, ele me encarava, e eu me prendi naqueles lindos olhos azuis, que estavam avermelhados e encharcados.

—Felipe...

—Espera Math, o que é isso... –Diz ele fazendo-me virar o rosto para o lado, observando meu pescoço. –Essas marcas...

Notas finais
Pessoal, esse capítulo não ficou tão bom, e nem tão grande como eu esperava, mas eu terminei de escrevê-lo hoje, isso explica o atraso também, eu fiquei até madrugada escrevendo no caderno e fiquei passando a limpo, mas tive que completar com muitas coisas, porque quando escrevemos de madrugada não saí quase nada bom. Sei que também deve ter muitos erros porque reli somente uma vez, mas me perdoem, minhas provas estão chegando e estou atolada de trabalhos, mas nunca vou faltar com meu compromisso com vocês. Beijocas, vou fazer o meu melhor no próximo, prometo.Fanfic nas retas finais... ♕