Dont Let Me Fall

44 Bônus: Sou eu quem manda.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕ Aviso: Lemon.

Capítulo 44 – Bônus: Sou eu quem manda.

Narrado por Matheus

Eu e Felipe estávamos planejando viajar com as crianças, tanto que combinamos de tirar duas semanas de férias, iríamos para a praia nos divertir um pouco, e pegar um pouco de sol também, isso porque Felipe falava que eu era “branquelo” demais.

Passamos o dia todo fazendo compras com Vinícius e Ana Lu, não era fácil sair com crianças, então decidimos parar em uma lanchonete para almoçar. Quando chegamos, todos saíram do carro e entramos no local.

Escolhemos uma mesa, deixei Ana Lu sentada em meu colo, Felipe sentou ao meu lado, e Vinícius na nossa frente. Esperamos uma garçonete vir até nós, e quando me deparei com a moça que vinha em nossa direção, a fitei cautelosamente, ela me lembrava alguém...

—Posso anotar o pedido de vocês?

Aquela voz... Tudo nela era familiar, até que Felipe diz:

—Aline?!

Quase engasguei com minha própria saliva, como eu não tinha reparado que era ela antes? Se bem que realmente estava mudada... E bem mais... Gordinha...

—F-Felipe?!

Ela nos encarou, com espanto.

—Vocês ainda estão juntos?!

—Faremos cinco anos de casamento em breve. –Falei sorrindo, para provocá-la.

—E quem são essas crianças?

—Nossos filhos. –Disse Felipe, apresentando-lhe os nomes logo após.

—São adoráveis... –Diz ela forçando o sorriso, e com voz cínica.

Por fim, quando ela saiu com o nosso pedido na mão, tive vontade rir, mas me controlei e disse:

—Como é que ela veio parar aqui?

—Não ficou sabendo? –Felipe disse. –Ela abandonou a faculdade por não conseguir acompanhar, todos descobriram que ela não tinha passado na prova e o único motivo de ela entrar na faculdade, foi porque a mãe bancava.

—Que garota doida... –Falei.

—Quem é ela? –Vinícius perguntou.

—Pergunta pro seu pai. –Falei. –Ele sabe explicar melhor do que eu.

Queria só ver o que ele iria falar.

Vinícius repetiu a pergunta para Felipe, que sem pensar duas vezes respondeu:

—É uma colega do papai...

Colega é? —Pensei.

POV MATHEUS OFF

Narrado por Thiago

Diria que os anos foram bons para mim e Renato, e é claro, para nossa banda, conquistamos com o tempo, o disco de ouro, platina, e platina duplo, agora o nosso próximo sonho era conquistar o disco de diamante.

Mas nunca que no início da nossa carreira, imaginaríamos chegar onde estamos agora, até tivemos desentendimentos, a quase terminar com a banda, mas tratamentos de fazer as pazes e continuar tudo como antes.

Os três amigos de infância, que realizaram seus sonhos.

POV THIAGO OFF

Narrado por Matheus

A hora de viajar chegou, passar horas dentro do carro, principalmente com duas crianças, não era nada agradável, mas quando chegamos, vimos que tinha valido a pena ter paciência.

Nos instalamos num hotel perto da praia, descarregamos nossas malas do carro e quando tudo já estava no nosso quarto, pensei em cochilar um pouco, mas Vinícius estava insistindo para irmos logo à praia. Felipe disse para eu ficar no hotel com a Ana Lu, que ele levava o Vini, mas imaginei-o sozinho na praia, e não queria ninguém se aproximando do que parecesse ser um “pai solteiro”, não, não mesmo!

Troquei a Ana Lu, e depois passei protetor solar em nós dois, agora só faltavam o Felipe e o Vinícius, mas os dois eram idênticos, muito teimosos. Eu parecia minha mãe, quando eu era mais novo, ela vivia correndo atrás de mim, insistindo que eu passasse protetor solar antes de sair de casa, e eu nunca queria, agora eu sei como ela sofria, sou eu quem corre atrás deles para passarem o protetor...

Depois de finalmente convencê-los, saímos e fomos à praia, tínhamos alugado um quiosque perto do mar, com churrasqueira particular, algumas redes para descanso, mesas e balcões.

Deixamos nossas coisas sobre a mesa, e Vinícius já estava ansioso, perguntando se podia ir nadar.

—Vão lá vocês... –Falei.

—Vê se pega um sol, branquelo. –Felipe diz e me dá um beijo rápido.

Ele tirou os óculos de sol, a camiseta e os chinelos, indo nadar com Vinícius.

Ao menos tinha a companhia de Ana Lu, decidi dar um passeio pela praia com ela, coloquei um chapeuzinho em sua cabeça, e começamos a caminhar na areia, só que eu tinha que ficar de olho para que ela não corresse para o mar, aquela garota era uma maratonista já aos dois anos de idade.

—Ei! Matheus! –Ouço me chamarem.

Olho para trás e percebo que era Thiago, e ao vê-lo se aproximar, abri um sorriso enorme, e ele abriu os braços, me abraçando apertado. E logo depois cumprimento Renato, que o acompanhava.

—Como essa menina tá grande! –Diz ele pegando Ana Lu no colo. -Por quanto tempo não nos falávamos? Eu realmente me lembro dela bem pequenininha...

Fazia mais ou menos um ano que eu tinha falado com Thiago pela última vez, foi na época que eu tinha acabado de adotar a Ana, mas nesse pouco tempo, tinha acontecido muita coisa, e ele havia mudado muito também, principalmente na aparência, ele vivia mudando de estilo.

Thiago havia feito um piercing na sobrancelha e mudado o corte de cabelo, já Renato, que estava ao seu lado, exibia sempre a mesma aparência.

—Está sozinho aqui? –Ele pergunta.

—Não, Felipe veio, ele e o Vini estão dando um mergulho.

—Ah! Se quiserem, dão uma passadinha lá em casa mais tarde para o almoço.

Continuamos conversando, e logo Felipe apareceu, se juntando na conversa, fomos para o quiosque, compramos sorvete, passamos a tarde conversando, e depois fomos até a casa de praia de Thiago para almoçar.

PO V MATHEUS OFF

Os dias passaram e tiveram que voltar, pois Vinícius teria aula, na ida de volta para casa, as crianças já dormiam, no banco de trás do carro, quando Matheus disse, baixinho:

—Você percebeu que essa semana estamos encontrando muitos conhecidos? Eu imaginei que nunca mais veria a Aline de novo na minha frente...

—Pois é, só falta agora aquele tal Leonardo aparecer.

—Pare de lembrar disso Felipe, você sabe que eu não gosto, e o que você fez naquela época também não foi certo...

—O quê? Vai me falar agora que aquela surra não foi bem merecida? Se eu pudesse até faria de novo...

Narrado por Matheus

Naquela noite todos chegamos cansados, até as crianças capotaram, dormiram sem ao menos jantar. Quando mal me deitei, percebi o despertador tocando, tive a impressão que dormi poucos segundos, aquela manhã foi a mesma rotina, mas ao menos não tinha que me preocupar em ir trabalhar, levei Vinícius para a escola, e Ana Lu na creche, voltando para casa.

Felipe ainda dormia, me deitei ao seu lado, o abraçando por baixo da coberta, e peguei no sono novamente. Mais tarde me levantei um pouco zonzo, tinha dormido demais, já passava do meio dia, escutei o barulho da televisão ligada, e fui até a sala.

Felipe estava no sofá quando cheguei por trás, o beijando na bochecha.

—Até que enfim, bela adormecida.

—Olha só quem fala... –Falei sentando ao seu lado.

—Ah, você levou a Ana Lu na creche hoje?

—Levei, por quê?

—É que não precisava, estamos em casa hoje...

—Eu sei. –Disse mordendo o lábio inferior.

Deitei a cabeça em seu ombro, mas ele se afastou.

—Não, não encoste, meu ombro tá doendo...

—Você bateu em algum lugar?

—Não, só devo ter dormido de mau jeito...

—Vem cá, dou um jeito nisso...

Levantei do sofá e o puxei pelo braço –o que não estava dolorido, claro-, guiando-o até o nosso quarto.

—Tire a camiseta e se deite...

—Vai fazer massagem em mim, é? –Perguntou ele, debochado.

Não respondi, e esperei Felipe se deitar, por fim, fiquei sobre ele na cama, Felipe estava deitado debruço quando derramei um pouco de óleo de massagem em suas costas, espalhei-o e logo comecei a massageá-lo com movimentos circulares, indo para os ombros.

—Isso é muito bom... –Falou ele com a cabeça enterrada no travesseiro. –Onde você aprendeu isso?

—Em lugar nenhum, eu sei onde ficam os músculos rijos...

—Eu também sei onde tem um... –Diz ele rindo.

—Pervertido.

—Estou falando sério...

Saí de cima dele, para que pudesse se virar.

—Você ainda não acabou. –Diz Felipe se deitando com o abdômen para cima, e dizendo cinicamente. –Estou tão dolorido...

—Onde dói? –Perguntei me sentando sobre ele, sabendo que ele fingia.

Felipe pegou minhas mãos e levou até seu tórax.

—Aqui dói? –Falei massageando aquela área.

—Um pouco mais pra baixo...

Desci lentamente minhas mãos por seu abdômen, sentindo seus músculos definidos, como se tivessem sido esculpidos perfeitamente em seu corpo.

—Aqui?

—Mais embaixo...

—Mas minhas mãos já estão em seu umbigo.

—Eu sei. –Disse ele mordendo o lábio inferior.

Ele percebeu que eu entendi o que ele quis dizer quando minhas mãos pararam no cós da sua calça, prontas para tirá-la. Não foi difícil convencê-lo, logo sua última peça de roupa já estava sendo jogada ao chão, junto as minhas.

Fui direto ao ponto que o interessava. Me abaixei, ainda sobre ele, e Felipe jogou a cabeça para trás quando sentiu minha boca sugando seu membro com força, eu adorava os gemidos que ele soltava sem mesmo perceber, que aumentavam conforme a intensidade.

Para provocá-lo, eu passava minha língua por toda a extensão de seu membro até chegar à glande, onde eu fazia movimentos circulares e contínuos, e logo após, rumava para seus testículos, onde eu os abocanhava e os sugava vagarosamente.

Felipe estava com as duas mãos sobre a minha cabeça, como se dissesse para não parar. E me empurrava cada vez mais contra seu membro, como se clamasse por mais. Eu gostava de controlá-lo dessa maneira, ele parecia tão frágil, tão vulnerável...

Parei quando percebi que ele estava próximo ao seu limite, era minha vez de aproveitar. Fiquei sobre ele e abri suas pernas, colocando uma de cada lado do meu corpo, mas Felipe me interrompeu, me lembrando de colocar o preservativo.

Quando o coloquei, e me posicionei novamente sobre seu corpo, o penetrei lentamente, e ele soltou um gemido ao me sentir entrando. Aproximei meu rosto ao dele e coloquei uma mão atrás de sua nuca, trazendo-o ainda mais perto, tocando seus lábios delicados com os meus, o beijando.

E em meio ao ósculo, decidi entrar completamente, forçando meu membro a escorregar todo para dentro dele, que soltou um ruído de dor. Me movimentei com cuidado, aproveitando para me inclinar. Felipe se deitou completamente, e fiquei sobre ele, com suas pernas ainda envoltas ao meu corpo.

Ao menos ele já havia abandonado a expressão dolorosa. Continuava me movimentando, agora aumentando aos poucos o ritmo. Felipe gemeu, agarrando-se ao meu ombro, e dizendo:

—Ah... M-Math vai com calma...

Dei um beijo em sua bochecha e comecei a me movimentar lentamente, ele mordeu o lábio inferior e gemeu, aquela expressão me deixou maluco, agora eu entendia o que ele queria dizer quando me chamava de “pequeno pervertido”.

Enterrei minha cabeça na curva de seu ombro, ele não reclamou de dor, vai ver que a massagem tinha funcionado. Continuei me movimentando, e deixei escapar alguns gemidos e suspiros pertos de seu ouvido, e percebi sua pele ficando arrepiada, parecia que eu tinha descoberto um ponto fraco...

Felipe se agarrou novamente em meu ombro, e segurei firme em suas coxas, que estavam laçadas ao meu corpo, aumentando a intensidade. Não pude me segurar mais, desmanchei-me dentro dele, e caí sobre seu corpo, exausto.

Ele passou as mãos em minhas costas, me abraçando. Me deitei ao seu lado, e assim que recuperei o fôlego, ele começou a devorar meus lábios, mas ao mesmo tempo com ternura, do jeito que só ele conseguia fazer.

Depois Felipe rolou para cima de mim, roçando seu membro no meu, e sorrindo travesso.

—Você pode até começar, mas sou eu quem manda, no final das contas... –Diz ele prendendo minhas mãos no topo da minha cabeça.

Ele desceu com mordidas leves até meu tórax, enquanto ainda segurava minhas mãos, parou quando chegou aos meus mamilos. Com sua língua, os contornando devagar, e soltei um gemido abafado quando ele os mordeu.

Ele retomou com sua boca a posse dos meus lábios e soltou minhas mãos, mas me obrigando a deitar debruço. Felipe segurou minha cabeça para que eu não a levantasse e puxou minha cintura o mais alto que pôde, segurando-a com as duas mãos, e dizendo que só era para levantar a cabeça quando ele dissesse.

Senti seu membro roçando em mim por trás, e logo ele tratou de abrir minhas pernas, mergulhando seu membro para dentro de mim com força, sem ao menos se preocupar em colocar preservativo.

Gemi com a voz sendo abafada pelo travesseiro, e sem poder reclamar por doer, porque se eu levantasse a cabeça, eu já saberia o que aconteceria, ele me daria uma “punição”, e nem queiram saber o que foi da última vez.

Felipe me penetrou novamente, com ainda mais força, dei outro grito sem querer, e senti seus dedos apertando minha cintura, e suas mãos me movendo freneticamente. Apertei o lençol e mordi a fronha do travesseiro, para conter os ruídos que saíam da minha boca sem que eu quisesse.

Ele foi com uma de suas mãos até meus cabelos e os puxou, para que eu levantasse a cabeça, e assim empinasse ainda mais o corpo para ele. Senti o peso de seu corpo sobre o meu, e apoiei minhas mãos na cama, para aguentá-lo.

Felipe continuou se movendo com força, e me lembrei de suas palavras, por mais que ele tinha aceitado a ideia de nos “revezarmos”, seria sempre ele que continuava no comando na cama, eu não achava aquilo ruim, e eu adorava o jeito brutal que ele tinha.

Eu estava com os joelhos na cama e apoiado nas mãos, enquanto ele estava com o corpo colado junto ao meu, gemendo perto do meu ouvido, para me provocar. Percebi que ele estava perto de seu ápice quando começou a morder meu pescoço, fazendo-me soltar ruídos involuntariamente.

—Ah... Math... –Diz ele apertando ainda mais minha cintura e aumentando o ritmo.

Apertei os lençóis, meus joelhos estavam ficando bambos, meu corpo se mexia, como se eu fosse cair a qualquer momento, mas quando menos esperava, senti algo quente me preenchendo. Os nossos gemidos se misturaram, e ele caiu sobre mim, demorando um pouco para se mover.

Quando ele se deitou ao meu lado, percebi a fina camada de suor cobrindo o corpo de Felipe, ele estava de olhos fechados, ainda respirando ofegante. Aproveitei para me aproximar e lotar seu rosto de beijos.

—Agora eu sei o porquê de você não querer que as crianças ficassem em casa... –Diz ele, exausto.

—Tem outro motivo também... –Falei o abraçando de lado.

—Eu sei... Eu sei... –Diz ele beijando o topo da minha cabeça. –Feliz aniversário de cinco anos de casamento, amor...

—Pensei que não se lembraria...

—Como eu poderia me esquecer, branquelo?

Notas finais
Olá lindos e maravilhosos leitores, eu sei que é muito triste nos despedir dos personagens que nos apegamos tanto, imagine então pra mim, eles são meus filhos, criações minhas. Foi quase um ano de fanfic, e só tenho a agradecer a todos vocês, mas eles sempre estarão vivos aqui, para serem relembrados muitas e muitas vezes. Só que não se entristeçam, não irei abandoná-los, eu prometi, e cumpri, já tenho uma nova fanfic para vocês se viciarem, e já está postada, para quem quiser o link direto, aqui está. http://fanfiction.com.br/historia/383753/Stranger/ Beijocas estou os esperando por lá... ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!