Don't Forget Us
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem :)
A noite caía em Las Vegas. O ar abafado deixava ainda mais evidente o cheiro de putrefação no ar.
A equipe de CSIs, liderada por DB Russell, dobrava o turno tentando finalizar uma gigantesca cena de crime. Em uma casa afastada da cidade, foram encontrados 7 corpos, todos cobertos por tantos insetos que mal conseguiam ver seus rostos.
—Eu já coletei dezenas de pupas diferentes. -Greg disse enjoado. -Nick, como vai analisar tudo isso?
Stokes, o CSI que mais estudava sobre insetos, também parecia perdido.
—Acho que vou fazer hora extra esse mês.
—Boa noite, pessoal. -Ecklie saudou, entrando na cena do crime. -Convoquei o turno do dia para ajudar vocês. A imprensa está alucinada lá fora. A casa pertence a Jake Legace…
—O Jake Legace? -Morgan o interrompeu.
Conrad assentiu e continuou:
—Jake Legace é um cantor famoso. Seremos pressionados aqui. -Explicou. -A família está pedindo que um especialista acompanhe nossas investigações para garantir que o culpado seja preso. Estão cotando alguns peritos da área, mas provavelmente indicarão Philip Gerard para isso.
—Ele já acompanhou uma investigação nossa. --Greg disse. -Eu ainda era rato de laboratório, mas o vi se esgueirando atrás do pessoal.
Os CSIs se entreolharam, se lembrando do tal Philip Gerard.
—Precisamos acelerar tudo e não podemos deixar nenhum detalhe passar. -Ecklie disse sério.
—Vamos precisar de alguns especialistas, Conrad. -DB pediu. -Um entomologista viria a calhar. Tem alguém para indicar?
Todos olharam para Sara, que desviou o olhar e focou novamente sua atenção no corpo a sua frente. Ecklie começou:
— Sara…
Mas a morena respondeu taxativa:
—Nós damos conta.
—O que eu perdi? -DB indagou confuso.
—Grissom é o entomologista mais qualificado do país. -Ecklie explicou.
Sara finalmente os encarou.
—Existem outros, Conrad. Eu mesma posso lhe indicar alguns nomes.
O sub xerife a encarou por alguns segundos e disse:
—Vou conversar com a Xerife Reston. Vamos procurar o melhor entomologista. Esse caso está sendo observado de perto. Ela vai querer especialistas também.
A morena arqueou uma sobrancelha e voltou sua atenção para os potes com insetos coletados. O silêncio reinou na cena, até ser quebrado por Greg:
—Concordo com a Sara. Nós damos conta disso.
—Eu tenho estudado muito, DB. -Nick tomou partido.
—Vamos cuidar disso sozinhos, por enquanto. -Se se virou para Conrad. -Se não der certo, podemos procurar alguém.
Ecklie, sem se dar por vencido, acenou com a cabeça e saiu da sala.
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Na noite seguinte, os CSIs chegaram para o novo turno mais descansados. Exceto Sara, pois esta não conseguira pregar os olhos o dia todo.
Nick, DB, Sara e Jules catalogavam os insetos e os separavam por espécies, tentando identificá-los. Já estavam ali há horas, mas o trabalho parecia se multiplicar. Empenhada para não precisar de ajuda externa, Sara levou diversos livros da coleção de Grissom que ficaram em sua casa após o divórcio.
—Mais um que eu não conheço… -Greg disse cansado, colocando um vidro na mesa.
—Vamos fazer uma pa… -DB falava quando foi interrompido.
Ecklie e a Xerife entraram com semblante sério na sala de análises.
—Boa noite, Xerife. -DB saudou curioso.
—Boa noite. -Respondeu educadamente. -Estamos aqui para acompanhar o andamento da investigação do caso Jake Legace.
Os CSIs pararam o que estavam fazendo e Russell respondeu:
—Estamos no processo de identificação dos insetos encontrados. -Apontou para as pilhas. -Morgan, Greg e Hodges estão responsáveis pela análise das demais evidências encontradas na cena do crime.
—Você designou quatro CSIs para análise dos insetos e só identificaram aqueles? -Apontou para a menor pilha.
Os peritos se entreolharam aflitos.
—Estamos avançando bastante com os livros que a Sara trouxe de sua biblioteca particular e os conhecimentos de Nick.
A xerife olhou os dois e se demorou em Sara.
—Há uma hora a família da vítima designou Phillip Gerard parar acompanhar as investigações e garantir que o culpado seja preso.
—Ele nos acompanhou no caso do Tom Haviland… Não é um sujeito muito simpático.--Nick comentou.
A Xerife assentiu e continuou:
—Exatamente. Por isso, nós convidamos o entomologista Gil Grissom para nos auxiliar nesse caso.
Todos se viraram para Sara com olhares embaraçados, mas a morena nada disse.
—Sidle, se você tiver algum problema quanto a isso, deve se afastar do caso. -Ecklie foi taxativo.
Sara respirou fundo e controlou sua raiva ao responder:
—Se fomos profissionais enquanto estávamos em um relacionamento, seremos ainda mais divorciados. --Ela olhou nos olhos da Xerife. -Não vou sair do caso.
—Bem, se está tudo certo pra você, continue. -Reston concordou.
—Grissom virá? -Nick perguntou.
Ecklie respondeu:
—Ele ficou muito feliz em colaborar em um caso tão complexo. Chegará aqui amanhã a noite.
—Vou providenciar uma cópia dos arquivos do caso. -Russell se prontificou.
A Xerife e Ecklie agradeceram e se retiraram. O clima estava tenso na sala de análises, até que Sara não aguentou e disse:
—Vocês não precisam me olhar como se eu fosse explodir. -Ela deu de ombros. -Estou acostumada a estar separada do Gil. Foi assim por um longo tempo. Vamos ser profissionais.
Mas aquela última frase não convenceu nem o mais estúpido dos insetos.
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Mais tarde, naquele mesmo turno, Russell chamou Sara para uma conversa em sua sala. Os demais peritos estavam absortos em suas tarefas quando a morena entrou discretamente na sala de seu supervisor.
—-Me chamou, DB?
—-Sente-se, Sara. --A morena obedeceu. --Acho que precisamos conversar.
Sara respondeu na defensiva:
—-Russell, eu não vou estragar o caso. Nós sabemos nos comportar. Além disso…
Mas o supervisor a interrompeu:
—-Hey, Sara. Me escute. --Ela se calou. --Não estou preocupado com o caso. Estou preocupado com você.
Ela o olhou surpresa, mas incomodada. Desviou seu olhar para os cogumelos nas estantes da sala e lembrou com carinho da Miss Pig.
—-Eu estou bem. As pessoas estão mais preocupadas com isso do que eu. --Ela disse baixinho.
—-Sara, não quero ultrapassar os limites profissionais aqui, mas eu sei que você tem passado por momentos difíceis. O divórcio, Basderic, sua mãe… --Ele deu uma pausa, mas ela nada disse. --Se você não estiver bem com isso, posso intervir com a Xerife. Ou você pode tirar uns dias de descanso.
Ela negou com a cabeça efusivamente e se aprumou na cadeira.
—-De jeito nenhum, Russell! Eu agradeço pela preocupação, mas eu vou ficar bem! Eu… eu sempre fico bem.
Ele a olhou incerto.
—-Se as coisas saírem do seu controle, saiba que você pode encontrar um amigo aqui.
Ela finalmente sorriu e segurou as lágrimas. A tensão a estava consumindo.
—-Obrigada, Russell.
Notas finais
Beijos!
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