Notas iniciais
Aproveitem ^-^


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Se passou quase uma semana depois do meu aniversário, e um vento forte vinha da janela do meu quarto, logo de manhã, fui olhar o tempo, parecia que iria chover hoje, era Domingo, estava sem sono algum, meu celular vibrou, era uma mensagem de Aoi dizendo: "Nee, vocês não querem ir em algum lugar hoje? Se sim me ligue", liguei para ele, conversamos até que meu pai me chamou.
— Takanori — disse meu pai, na porta.
— O que foi pai? -
— Você já sabe se suas notas estão boas? — perguntou ele;
— Sim... Estão ótimas -
— Quero ter certeza, então liguei na escola, eles disseram que suas notas estavam realmente muito boas -
— Viu? Pai, eu sei ser responsável, não entendo porque me pressiona tanto -
— Eu faço isso para que você se esforce muito nos estudos -
— Eu sei, mas realmente é desnecessário, pai, eu fui muito bem todos esses anos, e esse não vai ser diferente -
— Não é isso... — o interrompi, outro sermão não dava;
— Pai, eu só te peço uma coisa, seja menos rígido comigo, me deixe tranquilo como eu sempre sou, não trarei problemas pra casa, e pare de teimar com meus amigos, eles sempre estão comigo, sempre me ajudam, por favor? — enfim ele decidiu me ouvir;
— Huum... — ele se calou por alguns segundos — Bom, vamos tentar, se funcionar, sei que vou poder confiar em você e nessa sua cabecinha — ele concordou;
Graças! Enfim ele me ouviu, agora sim pai, não se preocupe!
— Arigato Oto-san — eu disse, sorrindo;
Ele sorriu de volta, um sorriso meio torto, mas como era raro um sorriso dele pra mim, então decidi aproveitar, o abracei de leve e sai para encontrar com o pessoal.
Quando cheguei ao bosque onde marcamos de nos encontrar, como de costume, vi um grupinho pequeno, vi dois caras, eu os conhecia de algum lugar, vi Aoi chegando, os caras o viram e foram em sua direção, Aoi logo percebeu e de repente ficou irritado, fui em direção á eles, comecei a andar rápido, quando cheguei mais perto, me dei conta de quem era, eram os caras que implicaram com Reita e com Uruha no começo do ano, parecia que Aoi discutia com eles, quando um deles partiu para a agressividade, comecei a correr, quando me aproximei, empurrei o cara para longe.
— Que merda é essa? — disse um deles;
— Eu que pergunto — eu disse;
— Vaza ameba, o papo aqui é com ele ali — outro deles disse;
— Dá licença folgado, mas se é treta que seja justo — dois contra dois palerma!
— Calado pulga — disse o cara, se aproximando de mim;
Ele se aproximava de mim, parecia querer me empurrar, continuei em meu lugar, não tenho nem um pouco de medo de levar surra, mas se vier eu também arrebento a cara dele, e veio, já vi esses caras brigarem antes, tentou um soco, eu não sou idiota! Desviei, mas sou lerdo pra perceber a outra mão, levei um soco no rosto, não doeu tanto quanto imaginei, o outro cara foi direto em Aoi, realmente não queria briga, mas se mexer com um de meus amigos a coisa fica feia, e ainda mais falando da minha altura, era soco pra lá, soco pra cá, até que ouvi alguém gritar.
— Taka! — gritou Reita, acompanhado de Uruha;
Apenas vi Uruha correndo, agarrou o cara á frente de Aoi, Reita se aproximava quando o viado me deu um soco e me jogou no chão, comecei a levar chutes no estômago, já sentia a falta de ar subir, eu era pequeno, mas não sou marica, aguento uma dor aqui ou ali, mas no estômago é mesmo ruim, todo garoto que já apanhou na vida sabe disso, Reita chegou e empurrou o cara, fazendo-o cair no chão, Reita me ajudou a levantar quando ouvi Kai chegar.
— O que tá acontecendo?! — disse Kai;
Estava sem fôlego para falar, Reita segurava um de meus braços, Aoi não saiu muito machucado, só alguns cortes no rosto, e o braço com algumas marcas roxas, eu nem sabia como meu rosto estava, e nem queria saber, afinal eu sou pequeno, iria apanhar feio se Reita não ajudasse.
— Que porra é essa? — perguntou Uruha para os dois;
— Maricas, apanharam feio! — disse um deles;
— Ah é? Vamos ver quem é que vai apanhar — disse Reita;
Eles foram embora, insatisfeitos, bem feito para eles, até que consegui socar bem a cara daquele otário, será que quebrei o nariz dele? Estava com a mão sobre o nariz! Ótimo! Já o outro saiu com um corte enorme no rosto, boa Aoi, Reita também levou algumas pancadas no rosto, mas não ficou muito grave, só uns cortes pequenos, mas no fim, eu não me sai muito bem, estava morrendo de dor no estômago, ainda não conseguia falar direito, Reita me segurava, Uruha ajudava Aoi, que estava com o braço machucado, Kai ligava para alguém, não consegui ouvir pois Kai estava longe, estávamos indo até minha casa, era a mais perto do bosque, mesmo a de alguns deles também serem perto. Quando estávamos perto de minha casa, vi Reira correndo até ela, quando nos viu, arregalou os olhos.
— Meu Deus! O que aconteceu com vocês?! — disse assustada;
— Aqueles idiotas de sempre — disse Uruha;
— Não acredito eles de novo?! — disse Reira, com a mão na cabeça;
— Sim... — disse Aoi;
Reira foi até mim, colocou a mão em meu rosto, parecia preocupada, imaginei como eu estava, como meu rosto estava, consegui me recuperar dos chutes no estômago, entrei em casa, meu irmão estava na sala com minha mãe, assim que entramos, os dois arregalaram os olhos.
— Kami! Filho o que aconteceu?! — perguntou minha mãe;
— O que ouve com vocês? — perguntou meu irmão em seguida;
— Uns caras da escola, mãe pode pegar gelo pra gente? — eu disse;
— Claro — disse ela, correndo para a cozinha;
Meu irmão pediu que todos entrassem, eu fui em direção ao banheiro, lavei meu rosto, olhei no espelho, nem ficou muito ruim, só um roxo na cara e alguns cortes, voltei para a sala, minha mãe já trouxera os gelos, colocou em três saquinhos e nos entregou, coloquei no lugar onde ficou roxo, Aoi fez o mesmo no braço, não saiu tão ruim mas ele se defendeu dos socos com o braço e acabou ficando com dor, e Reita também colocara no rosto, minha mãe pegou uma caixa com alguns curativos, para a minha surpresa, ela entregou alguns á Reira, que estava ao meu lado, deu um sorrisinho para ela, ela sorriu de volta.
— Posso? — perguntou Reira;
Balancei a cabeça dizendo que sim;
— Vira pra cá — disse ela;
Ela começou cuidar dos cortes em meu rosto, alguns doíam muito.
— Ai — aquele doeu muito;
— Ah Desculpe! — disse Reira;
— Não tudo bem — eu disse rindo;
Ela riu junto, mas logo ficou séria, parecia concentrada, reparei em seus olhos, estavam atentos, quando acabou, olhou para mim, percebi suas pálpebras baixarem um pouco, acho que já estava mais relaxada, sorriu para mim e levantou, olhei para minha mãe, cuidava do rosto de Reita, mas logo acabou.
— Prontinho, Aki — disse minha mãe;
— Arigato — disse Reita;
— Aqui — disse Reira, entregando uma faixa para Aoi;
— Arigato — ele enrolou no braço, nem precisou de ajuda;
— O que houve? — perguntou meu pai, virando meu rosto para ele, nem vi ele chegar;
— Uns caras do 3º ano implicaram com a gente, e ai partiram pra surra... — expliquei;
— Mas o que vocês fizeram? -
— Esse é o detalhe, não fizemos nada para eles, nem para ninguém da escola, eles que implicam com a gente mesmo, faz um tempo que isso acontece — disse Aoi;
— Entendi — disse meu irmão;
— Mas só vocês três apanharam? — perguntou meu pai;
— Na verdade não, eles começaram a me irritar, ai o Taka chegou e perguntou o que eles queriam, ai eles começaram a briga, eu e ele apanhamos um pouco, mas o Kou, o Aki e o Yutaka chegaram pra nos ajudar — explicou Aoi;
— Você brigou mesmo Taka? — meu pai me perguntou;
— Claro! Eles querem mexer com meus amigos e eu vou deixar eles apanharem? -
— Vocês são fodas mesmo — disse meu irmão, sorrindo, satisfeito;
— Ei! — disse minha mãe, rindo;
— Ué, mas é verdade, quem é que entra numa briga só pra defender o amigo, até eu faria, gostei galera — disse meu irmão, subindo as escadas;
Vi meu irmão piscar para mim, valeu maninho, quem sabe assim meu pai para de chamar meus amigos de impertinentes.
— E quanto á você Reira? Estava lá também? — perguntou minha mãe;
— Na verdade não, o Yutaka me ligou avisando o que acontecera, então eu corri para cá — explicou ela;
— Entendi — disse minha mãe;
— Bom, vou conversar com a escola sobre esses alunos, depois a gente conversa rapazes — disse meu pai;
Ele saiu, calmo. Conversando na sala, comecei a me sentir mal, logo percebi o problema, levei vários chutes na barriga, claro que uma hora eu poderia vomitar, corri para o banheiro, ouvi alguém me chamar, mas não parei, entrei no banheiro e tranquei a porta, ouvi alguém bater na porta logo em seguida.
— Taka! Você tá bem? — dizia Reira, na porta, preocupada;
Não respondi, sabia que ia preocupá-la mais assim mas era melhor esperar.
— Taka! — ela continuou;
— Taka? Você tá bem cara? O que foi? — disse Uruha;
Já conseguia responder agora.
— To bem sim... J-já to saindo -
Lavei a boca, respirei e sai, assim que abri a porta logo vi Reira voando até mim, suas mãos estavam em meu rosto, uma delas em minha testa.
— Você tá bem? — ela perguntou;
— To sim, foi só os chutes na barriga -
— Ah, eles chutaram você?! — ela disse apavorada;
— Calma! Calma, eu to bem! — tentei acalmá-la;
Ela tirou as mãos do meu rosto, se afastou e sorriu de leve, quase não sorria direito, ainda preocupada. todos foram para casa, conversei com meu pai sobre os caras, e logo fui dormir, ou tentar, já que minha barriga doía e minhas pernas também, é, tenso, mas fazer o que.
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Notas finais
Vejo vocês no próximo capítulo!