Dont Cry
7 Eu Te Amo
Notas iniciais
Quando terminou a musica, acabou dormindo por cima das folhas e do violão.
Ela estava em um local diferente, não reconhecia muito bem. Fazia frio e nevava no local. Era uma floresta, e os raios de sol um pouco fracos mostravam as arvores. Andou afastando os galhos que estavam no caminho e chegou ate uma casa. Ela reconheceu. Era a sua casa de férias, a casa da floresta.
A neve cobria boa parte do quintal, que tinha um pequeno balanço e um escorregador. Um homem e uma menininha corriam pelo local. Eles riam. Ela se reconheceu, porque aquela menina era ela. Se pai estava jovem, vivo. A mãe chamou a filha e o pai da porta, para eles irem comprar alguma coisa, que ela não ouviu.
Mais saia que seria fatal aquilo. Tentou correr e impedir. Mais o sonho foi se dissolvendo e ela voltou para a sua casa.
Acordou-se assustada e percebeu que estava no escuro. Já tinha anoitecido e ela se levantou correndo para o banheiro.
Depois que saiu do banho, começou arrumando o cabelo. Prendeu em um coque de lado, deixando umas mechas soltas. Passou fixador e saiu. Não tinha comprado uma roupa, mais acabou pegando uma de seu armário. [n/a : http://www.polyvore.com/cgi/set?id=27037332&.locale=pt-br]
Vestiu-se e olhou no espelho. Lembrou-se do que tinha falado na outra noite, que nunca tinha se arrumado para nenhum garoto daquele jeito. Mais ela havia crescido, amadurecido. Se sua mãe a olhasse agora, não acreditaria que aquela era a sua pequena garotinha, a pequena Lilly.
Por ultimo passou uma maquiagem leve no rosto. Olhou no relógio mais uma vê, e ele deveria chegar em 2 minutos. Ficou contando os minutos passando e quando deu 18:00 no relógio, a campainha tocou. Correu para a porta. Ele estava bem vestido, com uma calça azul escura, quase preta, uma blusa branca com uma blusa xadrez preta e branca por cima e sneakers nos pés.
- Oi – disse ela
- Oi – falou ele, entregando uma rosa que trazia nas mãos – Dessa vez só tenho uma rosa vermelha. Você esta linda.
- Obrigada e não tem problema – disse rindo. Ela entrou e depositou a rosa vermelha entre as rosas brancas no vaso – Então vamos?
- Claro – respondeu ele, lhe estendendo a mão. Ela segurou e eles desceram pelo elevador.
Entraram juntos no carro, onde estava um motorista.
- Boa Noite Srª Smith – disse o motorista – Sou Kenny Hamilton, mais pode me chamar só de Kenny
- Prazer Kenny – disse ela para ele – Pode me chamar de Lilly
Justin revirou os olhos e eu ri. Ele fez aquilo como se o estivesse repreendendo, ou apenas alertando. E Kenny só deu de ombros. Seguimos de carros, ate pararmos em frente à um dos mais luxuosos restaurantes de Atlanta.
- Vem – disse ele me dando a mão novamente para segurar. Ele abriu a porta e uma enxurrada de fashers quase me cegaram.
Uma fileira de fotógrafos era formada ate a porta principal do restaurante. Assim que adentraram o local, não escutaram mais nenhum barulho de flash e sim um som de pianos e violinos.
Lilly se admirou pela decoração, todas em um estilo retro dos anos 50, combinando com as paredes em tons de nude. Justin trocou algumas palavras com a recepcionista, que nos levou ate uma mesa. Sentaram-se nas cadeiras e ficaram se encarando.
- Então – perguntou ele olhando para as mãos – Gostou do restaurante?
- É simplesmente lindo – respondeu ela
- Sempre gosto de vir aqui – disse ele – Primeiramente pela musica
- A musica é agradável – falei – Mais ainda preferiria se fosse um rock
- Eu também – sussurrou ele, assim como ela tinha feito – Então gosta de rock. E de qual mais outro gênero você gosta?
- Alem de rock, gosto de Pop, Country, R&B, Indie Rock, Eletrônica e Bandas de outros países - disse ela
- Uau – disse ele impressionado – Você gosta mesmo de musica
- Eu amo musica – disse rindo – Meu maior sonho é ser uma cantora
- Então porque não vira uma? – perguntou ele – Sua voz deve ser linda
- Para – disse ela envergonhada – Minha voz não é tão bonita assim
- Vamos comprovar – disse ele – A senhorita poderia cantar um trecho de uma musica? Pode ser de qualquer uma
- Ok. Um trecho de Kissin’ U, musica de Miranda Cosgrove – disse e ele assentiu — 'Cuz when I'm kissin' you my senses come alive, Almost like the puzzle piece I've been tryin' to find, Falls right into place, Your all that it takes, My doubts fade away, When I'm kissin' you
Quando terminei de cantar, encontrei um Justin perplexo na minha frente. Ri da cara dele, porque estava de um jeito muito engraçado.
- Sua voz é...linda – disse ele
- Ah ta – disse ela – Vou acreditar
Uma mulher bem vestida chegou próximo a mesa e nos entregou o cardápio. Pedimos o mesmo prato: “Macarrão, com filé de peixe” afirmando que era o preferido dos dois. O resto do jantar foi tranqüilo, e de sobremesa comeram sorvete de chocolate. Ele pagou a conta e nos levantamos. Assim que saímos do restaurante, a fileira de paparazis nos seguiram ate o carro.
- Odeio paparazzi – disse ela assim que entraram no carro
- Odeia? – perguntou ele curioso
- É. Meu pai, era o dono de uma das marcas mais famosas de Nova York – disse ela – Os fotógrafos no começo me perseguiam, mais depois foram parando. Ai quando meu pai morreu, recomeçaram tudo novamente. E o pior, não nos deixaram em paz nem no enterro dele
- Desculpe – disse ele – Não deveria ter tocado nesse assunto
- Não tem problema não – respondi dando um pequeno sorriso – Às vezes nos acostumamos em sentir angustia e dor
- Talvez – disse ele
- Para onde estamos indo? – ela perguntou olhando para ele, quando percebeu que não estava indo para casa
- Não posso dizer – disse ele rindo – É um segredo
Depois de alguns minutos no carro paramos. Eu reconhecia aquele lugar, era uma das diversas praias de Atlanta.
- Porque a praia? – perguntei confusa
- É a minha praia favorita de Atlanta – disse ele – Gosto muito de vir aqui para pensar
- Pensar é muito bom – disse para ele. Sentou-se em um dos muros baixos que havia a beira-mar e abaixou a cabeça. Algumas lagrimas desceram dos seus olhos.
Estava triste, pois o garoto que a amava não gostava dela da mesma forma. Esta triste porque aquele sonho que tivera a perturbara. E também estava triste por não ter amigos ou alguém para compartilhar toda a tristeza.
- Lilly – chamou ele, puxando delicada mente o rosto dela para cima – Porque você esta chorando?
- Não é...nada – disse ela se levantando e enxugando algumas das lagrimas que caiam
- Lilly, não é muito legal ficar guardando sentimentos assim – disse ele preocupado — Isso não faz bem a ninguem
- É so que eu estou gostando de um garoto, e ele não gosta de mim – disse ela voltando a chorar – Você sabe o que é isso?
- Acho que sei – disse ele olhando de lado – Mais quem é? Eu mato ele, porque não gosto de ver você sofrendo assim
- Suicídio é uma covardia – disse olhando para ele, quem me olhou confuso – Eu Te Amo, Justin Drew Bieber
Eles se beijaram. Os lábios se tocaram pela primeira vez, e os dois esperavam isso por muito tempo. Ele passou os braços pela cintura dela e ela pelo pescoço dele. Ela estava feliz. Ele estava feliz. Sabiam que se amavam, e que ninguém nunca os separaria.
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