Notas iniciais
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Apenas assim, ao ouvir as palavras obscenas de Sanji enquanto seu pau pulsava naquela bundinha, Zoro gozou forte. Tão forte que desabou para trás na cama e levou o garoto junto. Se Zoro achava que Sanji era injustamente excitante quando estava provocando de propósito, era porque não lembrava do quão enlouquecedor ele era quando estava perdido em seu próprio prazer. Quando ficava tão desesperado e falava coisas tão sujas como se precisasse daquilo para respirar.

Sanji estremeceu ao sentir sua bundinha sendo melada com o gozo do moreno, aquilo apenas o deixou ainda mais desesperado e necessitado, e o desejo absurdo em ser preenchido aumentou.

Só de lembrar das palavras era o suficiente para fazer seu pau que havia acabado de gozar, surpreendentemente pulsar minimamente em interesse, para derreter seu cérebro completamente e para fazer dele o homem mais patético do universo. Enquanto respirava fundo com o garoto acima de si ainda tremendo um pouco, Zoro pensava que talvez não tivesse sido ruim gozar só escutando aquilo. Porque caso não tivesse, não tinha certeza de como faria para se controlar e não atender aos pedidos e súplicas do garoto, como faria para se negar a meter com tudo naquele cuzinho virgem.

Sanji ainda molhava seu corpo com as lágrimas e as mãozinhas manhosas haviam descido até seu peito, basicamente se agarrando ali como um salva-vidas. Zoro acariciava suas costas tentando acalmar o garoto que parecia ter quase entrado num transe durante seu orgasmo, mas agora apenas se deixava ser carregado até o centro da cama e ainda se agarrava em Zoro com as pernas, basicamente usando seu corpo como um travesseiro gigante. Zoro não fazia ideia de quantos minutos haviam passado naquela posição, Sanji ainda afundado em seu peito e ele acariciando o garoto repetidamente.

— Se acalmou? — Ele perguntou depois de notar que Sanji parecia ter recobrado a compostura e agora fazia círculos com os dedos nos pelos do seu peito.

— Uhn… — Sanji apenas balançou a cabeça em resposta, se sentindo bem mais leve depois de se recuperar do orgasmo intenso. Era vergonhoso pensar que palavras tão obscenas escaparam de sua boca, ele realmente não tinha controle nenhum quando estava sentindo tanto prazer.

Havia percebido que não tinha mais coragem de levantar o rosto para encarar o moreno. Céus, como se deixou agir de forma tão patética? Implorando para que fosse fodido, tão necessitado, como se ter o pau de Zoro em sua bunda fosse tão necessário quanto respirar. Mesmo assim, ele não estava realmente arrependido, por mais que tenha se desesperado, era o que desejava já há algum tempo, só não tinha coragem para pedir e Zoro era muito lerdo para entender seus desejos se não fossem pronunciados em voz alta.

As pontas de seus dedos enrolavam alguns pelinhos do peito do marimo e sorria bobamente ao sentir a maciez. Diferente da barba, os outros pelos naquele corpo eram bem macios, Sanji gostava de se divertir com eles. Ainda achava estranha a ideia de sentir atração pelo corpo masculino, mas a cada dia que se passava ele pensava menos nisso como algo esquisito.

— Eu quero… — Sanji sussurrou, os lábios quase encostando no peitoral alheio para a voz ser abafada. Sua mão deslizou até o pau moreno e ele apertou de leve toda a extensão. — Isso… — Em seguida puxou a mão grande que o acariciava até sua bundinha e empurrou os dedos no meio das nádegas até que encostassem em seu cuzinho que se contraiu ao sentir o toque. — ...Aqui.

— Cook. — Zoro respirou pesadamente ao ouvir as palavras do garoto e ao ser incentivado a tocá-lo. Ele realmente não deveria se surpreender, já que tinha ouvido dos lábios de Sanji diversas vezes o quanto queria há apenas alguns minutos. — Tem certeza?

— Uhn… Hm… — Sanji murmurou e concordou com a cabeça, totalmente calmo e são, transmitindo a certeza e confiança necessária para Zoro seguir em frente.

O mais velho suspirou pela resposta positiva e deixou com que sua mão relaxasse no meio da bundinha de Sanji, os dedos agora acariciando tão delicadamente quanto ele conseguia aquela parte pouco explorada do corpo do loiro, circulando a entrada fechadinha de leve e ouvindo a respiração do loiro falhar. Zoro sabia que a pergunta era redundante. Mas ainda assim poderia ser um impulso, algo no qual o moleque não estava pensando direito. Algo que ele achava que tinha que fazer para satisfazê-lo, mas que ele realmente não precisava, por mais que Zoro obviamente quisesse bastante.

— Sabe, não é algo que eu faça casualmente. — Zoro continuou acariciando Sanji com cuidado, sua outra mão afundada nos cabelos dourados, penteando-os com os dedos. — Até porque, não ouse rir, eu realmente estou velho demais pra isso.

— Você é realmente um velho idiota, sabia? — Sanji se moveu preguiçosamente nos braços do maior, deitando em cima do tronco dele e segurou seu rosto delicadamente com as duas mãos. — Acha mesmo que seria apenas sexo casual?

O loirinho estava bem calmo e tranquilo, em outro momento teria dado um merecido chute na bunda enorme de Zoro para que ele não ficasse pensando coisas estúpidas, mas a forma que o moreno afirmou, fazendo até piada com sua extrema idade super avançada o tranquilizava. Parecia que nem o idiota conseguia levar a sério aquela afirmação, por mais burro que fosse, Zoro também sentia que estava ficando séria a relação dos dois e a preocupação era justificável. Ainda assim, Sanji forçou seu corpinho para cima e atacou a bochecha dele, pressionando os dentinhos para marcá-lo.

— O que você tem de velho, tem de burro. Se acha mesmo que é só casual, é ainda mais burro do que aparenta. Além disso, já mandei não me tratar como se eu fosse imaturo, maldito idiota.

— Seu pai deveria ter lavado essa sua boca com sabão quando era pequeno, pirralho. — Zoro franziu a testa, pensando em quantas vezes era possível ser chamado de burro numa mesma frase. Ainda cogitou acrescentar algo sobre respeito a alguém mais velho, mas obviamente aquilo só faria ele ser ainda mais aloprado, então desistiu da ideia.

Entretanto, Zoro sabia que o loiro tinha razão. Bom, não sobre ele ser velho e burro. Mas sobre a relação deles. O que estavam fazendo naquele exato segundo comprovava isso. O nível de intimidade e o quão confortáveis se sentiam um com o outro, ter Sanji deitado em si enquanto o acariciava, não tinha como ficar mais íntimo. Zoro sabia disso. Ele só precisava ter uma certeza. Era idiota, mas de certa forma precisava alertá-lo e ouvir que Sanji também sentia que estavam naquele patamar. Era só uma confirmação, então não era difícil dar uma resposta ao garoto, embora talvez não fosse exatamente a que aquele pirralho apressado gostaria.

— Mas, ainda assim, eu não vou te foder hoje. — Sanji olhou para Zoro com a cara mais feia que ele já tinha visto o menor fazer, e um biquinho tão infantil e malcriado que precisava ser mordido, e foi exatamente o que Zoro fez. — Eu disse hoje, moleque. Nem temos lubrificante. Tem pouco tempo sobrando para ficarmos aqui e eu não vou fazer isso sem te preparar direito antes.

Não havia cara feia que fosse convencer Zoro, estava decidido. Não queria se apressar, fazer aquilo com limite de tempo, precisando agilizar o processo e correndo o risco de não ser bem feito o suficiente. Era a primeira vez que Sanji seria penetrado e Zoro sabia que iria dar trabalho para prepará-lo, deixá-lo confortável.

E nem era apenas pelo garoto, mas também por si mesmo. Não iria desperdiçar tudo por um impulso apressado quando poderia ir devagar e deflorá-lo lentamente como desejava há tanto tempo.

A constatação de que precisava ser preparado caiu como um raio na cabeça de Sanji, até então ele não tinha pensado por esse lado. Era realmente estranha a ideia de ser preparado para ter algo enorme socado em seu cu, não que ele fosse desistir apenas por isso. Por mais que estivesse acostumado com pornô em que tudo entrava muito fácil e não existia nenhuma dificuldade, apenas prazer sem dor, não era um garoto iludido que achava que na vida real funcionava assim, só não tinha se tocado ainda. Por um instante ele pensou em questionar Zoro como funcionava aquilo, mas se lembrou que o velhote havia afirmado com todas as letras que nunca havia dado.

— Hmm… Eu nunca me toquei ou fui tocado nessa parte… — Ele disse pensativo, já planejando tudo em sua mente para agilizar as coisas e que pudesse ser penetrado com o mínimo de dor possível. O que Sanji queria era apenas o prazer desesperador que os passivos sentiam naqueles vídeos, gritar de prazer, ficar em transe durante o orgasmo. Sanji mal havia se dado conta de que o moreno havia afirmado que ele faria isso, não que era para ele fazer sozinho. — Então amanhã eu vou me explorar antes de ir para sua casa…

— Não. De jeito nenhum. — Zoro disse tão rapidamente que nem deu tempo de controlar a ansiedade naquela fala, de parecer menos desesperado. Mas no segundo que ouviu aquilo precisava impedir a qualquer custo, por mais irracional que fosse. — Eu vou fazer.

Zoro já sabia que Sanji nunca havia dado, mas ouvi-lo falando daquele jeito, que ele próprio nunca havia se tocado, que ninguém mais o havia tocado, era demais para os ouvidos de um pobre velho aguentar. Sua mão ainda estava posicionada bem acima dele enquanto conversavam e Zoro conseguia sentir o quão pequenino era e tão apertado que parecia estar lacrado. Virgem. Esperando por ele. Só por ele.

— Prometa que não vai tocar. — O mais velho disse enquanto olhava nos olhinhos azuis, como se precisasse dessa garantia para continuar vivendo.

— Wow. Que velhote mais tarado. — Sanji mostrou um enorme sorriso provocante com a reação exagerada do moreno, isso mostrava que Zoro talvez estivesse desejando fodê-lo bem mais do que o próprio loiro desejava ser fodido, talvez até há mais tempo. Pensando bem, se lembrava daquele pervertido dizendo que sempre fodia seu fleshlight imaginando que estava fodendo sua bundinha. Como havia ignorado um detalhe tão importante desses?

O toque do maior fazia aquela parte tão minúscula se contrair, não sabia se aguentaria até o dia seguinte. Maldito hotel concorrido sem quartos vagos, deveriam ter ido direto para a casa de Zoro de uma vez, assim poderiam começar a explorar seu corpo. O pensamento de fazer algo naquele mesmo dia o fazia pulsar contra o abdômen do maior, denunciando sua nova ereção.

— Eu prometo apenas se me der um gostinho de como vai ser. — O loirinho sorriu injustamente lindo e perfeito e roubou um beijo dos lábios carnudos. — Não vou conseguir aguentar de ansiedade caso não ganhe nada. Afinal, é meu aniversário, nada mais justo que um pequeno presente.

— Um gostinho? — Zoro riu um pouco da insistência do garoto para ganhar alguma coisa, mesmo que não fosse exatamente o que queria. O mais velho sentiu a ereção nada discreta do loiro babando na sua barriga e segurou o corpo leve pela cintura, posicionando de forma que ficassem alinhados. Manteve uma das mãos apertando uma das coxas fortes e macias do loiro, e a outra se esgueirou por baixo de Sanji. Agarrou o pau do garoto juntamente com o seu próprio, ainda não tão duro, movendo a mão sobre os dois e fazendo Sanji o melar todo com seu pré-gozo que jorrava cada vez mais. — Parece que alguém está desesperado para ser preenchido.

— Fuck… — Sanji mordeu os lábios para conter um gemido obsceno e manhoso, Zoro falando coisas sujas sempre o fazia pulsar gostoso.

Sanji poderia se envergonhar do seu próprio desespero ou negar o quanto quisesse, mas Zoro conseguia sentir muito bem na sua mão como o pau pulsava ao ouvir aquilo. Então o mais velho apenas continuou a estimular os dois lentamente, por tempo o suficiente para que ficasse duro outra vez, mas não para que Sanji gozasse precocemente, o que não era o objetivo. Interrompeu o que fazia e tirou o garoto magro de cima do seu corpo com facilidade, saindo da cama e se posicionando na beirada. Seu pau estava melado de pré-gozo, principalmente o de Sanji, mas ele ainda não estava satisfeito com o quanto.

— Me chupa um pouco. — Incentivou. Quanto mais melado, mais fácil seria deslizar. — Eu vou foder suas coxas.

Sanji estremeceu ao ouvir aquilo. Seu pau pulsou tão dolorido que ele choramingou e apertou as mãos nas coxas do maior enquanto se colocava de quatro em cima da cama, bem empinadinho, o rosto próximo da ereção maior. Só o pensamento de suas coxas sendo fodidas pelo moreno o deixava prestes a gozar. Zoro era tão safado e o excitava tanto falando coisas que nunca imaginou que sairiam de sua boca. No fim era mesmo um velho pervertido.

Em momento algum hesitou em abocanhar a rola, deixando toda a extensão deslizar em sua boquinha faminta que queria muito sugá-lo até gozar, mas a ideia da porra melando suas coxas era ainda melhor, então precisou se conter para não estimular muito, só queria deixá-lo ainda maior e bem molhado, pronto para o trabalho duro.

O loiro babou tanto que até as bolas do moreno estavam encharcadas, assim como as coxas grossas que se contraíam para o prazer do garoto em saber o quanto estava cada vez melhor em um boquete. Sua bundinha empinada se movia de um lado para o outro sem ele perceber o que fazia, não queria provocar nem nada do tipo.

— Cook… — Zoro tentou afastar a cabeça de Sanji, mas o garoto parecia tão concentrado que não deu ouvidos, bom, não que ele estivesse se esforçando muito para afastar aquela boca faminta do seu pau. Era muito difícil dizer para Sanji parar quando ele tinha se tornado tão injustamente bom naquilo e fazia com tanta vontade, ainda por cima arrebitando aquele rabinho de um lado para outro a fim de hipnotizá-lo. — Chega, é suficiente.

Ele conseguiu dizer com muito autocontrole e o garoto se afastou, com aquela expressão convencida no rosto, expressão de quem sabe exatamente o quão habilidoso é. Zoro gostaria muito de tirar aquela arrogância do rostinho lindo, de vê-lo com uma expressão completamente diferente. Mas não era hora para isso.

— Fica de quatro pra mim. — Zoro pediu, fazendo o pobre loirinho morrer de vergonha ao concordar com a cabeça. Achou que seria melhor estar de costas mesmo, assim seu rosto ficaria escondido.

Então Sanji se posicionou de costas para ele, de modo que Zoro não podia mais ver seu rosto de qualquer forma. A única coisa à sua frente eram as coxas brancas e Zoro não perdeu tempo em aproximar seu pau delas, encaixando-se gentilmente entre as duas.

— Consegue imaginar, Cook? — Zoro disse acariciando a bundinha empinada e metendo lentamente entre as coxas, à medida que o garoto relaxava para o acomodar entre elas. Sanji estava pela segunda vez naquela noite excessivamente exposto a ele, mas dessa vez Zoro não tinha que evitar tocá-lo. Continuou apertando as nádegas branquinhas, cheias de marcas vermelhas dos seus dedos, enquanto observava o cuzinho se contrair extremamente convidativo, o fazendo desejá-lo ainda mais.

— Seria assim se eu te fodesse. — O mais velho investiu contra as coxas de Sanji, xingando baixo pelo prazer do aperto, por pensar na força daqueles músculos agora o apertando deliciosamente, e, principalmente, por observar o buraquinho rosa de Sanji se contraindo a cada investida, quase como se estivessem sincronizados, ambos ansiando pela mesma coisa. A ideia de que Sanji queria tê-lo ali, queria ser fodido por ele, o tirava de si, mal conseguia se concentrar em seus movimentos.

No primeiro instante o garoto ficou bastante tenso, é claro. Era algo novo, uma invasão diferente de tudo que havia provado antes, mesmo assim ele tentou relaxar e com poucos minutos já estava apreciando os movimentos eróticos do marimo. A voz daquele pervertido parecia tentar de tudo para deixá-lo ainda mais morrendo de tesão, depois Zoro reclamava que gozava rápido, mas era claramente culpa daquele velho tarado. Não que estivesse reclamando, amava um bom dirty talk e o moreno estava elevando seu gosto a outro nível.

— Ma...rimo… — Sanji gemia baixinho, com os sons sendo abafados pela posição nova que estavam. Nunca imaginou se colocar de quatro empinado para um homem, ficar tão exposto e com a bunda arrebitada. Era tão estranho e gostoso.

Cada deslizada lenta o enlouquecia, estava a ponto de gemer implorando por mais. Suas mãos se agarravam nos lençóis brancos e quanto mais relaxado ficava, mais seu corpo deslizava até que seu peito estivesse colado no colchão. Suas costas estreitas estavam curvadas em um ângulo muito erótico para alguém que nunca tinha ficado assim antes. Sanji com certeza sabia o quão sensual era e sabia se aproveitar de seus atributos, por mais que tudo fosse de forma inconsciente.

— É bom… Fuck… — Sanji estava perdido em seu próprio prazer. Seu corpo discretamente investia para trás pouco a pouco em busca de maior fricção, tentando fazer os pequenos testículos roçarem na extensão do pau moreno e sempre que acontecia ele soltava gemidos ainda mais prazerosos. — Eu quero muito… Dentro…

— Você vai ter. Tudo que quiser. — Zoro observava Sanji se movimentando em direção a si e não conseguia deixar de pensar no que o garoto faria se estivesse sendo fodido. Se investiria com tanto gosto o engolindo por completo, se ficaria ainda mais perdido naquele ato do que estava no momento. E Zoro achava que nem poderia aguentar. Porque vê-lo tão fora de si era seu fraco, o fazia querer falar as coisas mais absurdas, dar tudo que o seu garoto pedisse.

O loiro sentia todo seu corpo pegar fogo e enfiou o rosto no colchão para se esconder, como se assim toda a vergonha fosse embora. Essa reação o deixava ainda mais empinado e exposto, deixando seu buraquinho intocado ainda mais livre para o moreno admirar.

Zoro não queria apenas olhar. Diferentemente de antes, quando Sanji se exibiu de propósito para que ele não o tocasse, Zoro tinha permissão. E ele tocou. Melou os dedos e tocou aquela entrada rosada que parecia implorar por ele. Tocou enquanto continuava a investir sem parar, cada vez mais rápido, ouvindo Sanji gemer coisas incoerentes enquanto o apertava cada vez mais com aquelas coxas deliciosamente poderosas.

Sanji mordeu os lençóis em uma tentativa frustrada de conter seus gemidos, mas a cada metida insana do moreno em suas coxas ele se contraía desesperado e tentava esmagar o pau grosso. Quando achou que a tortura estava terminada, tudo passou a ser pior e seu pequeno orifício intocado começava a ser estimulado. O loiro gritou com o primeiro toque, fazendo sua tentativa de ficar quieto ser totalmente frustrada. Seus olhos se encheram de lágrimas e ele estava implorando bem baixinho por mais daquele toque tão delicioso. Era tão diferente de tudo que já tinha feito, não sabia se aguentaria tamanho prazer.

Zoro podia sentir as contrações com a ponta dos dedos, ouvia o menor pedindo por mais e se forçava a não escutá-lo, a não ceder e não meter naquele cuzinho suculento e necessitado. Precisava se controlar e deixá-lo intacto e imaculado para o dia seguinte. Não conseguiu, entretanto, evitar de esporrar gostoso no meio das pernas do garoto, investindo forte contra o corpo pequeno e soltando todos os gemidos que eram somente de Sanji, somente para ele.

— Zoro… — O loirinho olhou para trás ao sentir suas coxas ficarem completamente meladas e escorregadias. Seu corpo estava tremendo e se sentia envergonhado daquela situação, mesmo que Zoro já tivesse gozado várias vezes em locais bem próximos, nessa posição era tudo diferente. Sentiu o leitinho escorrendo pelas coxas e enfiou mais fundo seu rosto no colchão, tentando se fundir com o móvel.

O mais novo perdeu as forças nos braços e o peito caiu na cama, levando o corpo pesado do moreno junto, quase o esmagando ao cair em cima de si. Zoro estava tão ofegante quanto ele, mas ainda assim esgueirou a mão por debaixo do corpo menor e começou a bater uma punheta gostosa ao pobre twink que estava quase em seu limite mesmo sem estímulos. O pau moreno havia se encaixado em sua bundinha, então quando contraia o cuzinho ainda conseguia senti-lo próximo.

— Goza gostoso pra mim. — Zoro sussurou em seu ouvido com a voz carregada e Sanji não aguentou ao ouvir aquilo, todo seu corpo se contraiu e só restou ao pequeno gritar em transe enquanto gozava na mão morena e investia seu quadril para frente com a intenção de fodê-la.

Seus gemidos ficavam mais altos a cada beijo gostoso em sua nuca, sentia a boca atacando seus pontos sensíveis e intensificando seu orgasmo, Zoro era injusto mesmo depois que ambos já tinham gozado.

— Você é escandaloso. — Zoro falou enquanto ainda beijava o pescoço suado de Sanji, que não parecia ter gostado do comentário e tentava se desprender dele e chutá-lo, em vão já que Zoro era muito mais pesado que ele e estava esmagando o garoto contra o colchão. — Eu não disse que era algo ruim, idiota.

E realmente não era. Geralmente os gemidos de Sanji eram essenciais para seus orgasmos e Zoro adorava cada som que saía daquela boquinha depravada durante o sexo. Só durante o sexo, óbvio, porque em todos os outros momentos Sanji falava asneiras demais para ele gostar.

Ele continuou esmagando o corpo de Sanji por um tempo até que a respiração de ambos tivesse se acalmado completamente e os dois agora estivessem quase sincronizados, respirando fundo e cansados, como se fossem dormir. O que eles certamente não poderiam fazer, porque não podiam pernoitar ali. E eles foram lembrados disso assim que o telefone tocou, o recepcionista avisando que suas três horas já haviam acabado, ou seja, educadamente solicitando que deixassem o aposento.

Zoro se vestiu e ficou aguardando Sanji se arrumar na frente do espelho até se considerar minimamente apresentável, enquanto praguejava algo sobre não ter tempo nem para tomar um banho. No táxi de volta para casa, Zoro quase esperava que Sanji aprontasse o mesmo que na ida, que o abusasse de alguma forma como aparentemente gostava de fazer em público. Mas o garoto só encostou a cabeça em seu ombro e cochilou, ou ao menos foi o que Zoro pensou já que o garoto estava de olhos fechados e completamente quieto. Zoro apenas segurou sua mão e ficou observando aqueles dedos longos durante a viagem. O garoto tinha mãos bonitas. Zoro não sabia se algum dia jamais pensou algo assim sobre mãos, mas as de Sanji com certeza eram.

Sanji estava satisfeito com aquela noite. Fez a social na formatura, comemorou seu aniversário ao lado de quem desejava estar, teve incontáveis orgasmos seguidos em um período curto e para terminar o dia com chave de ouro estava voltando para casa acomodado no peito de seu homem. Ele sorriu apaixonado ao ter sua mão tocada, os pequenos gestos carinhosos do moreno sempre o agradavam e o faziam agir como um completo idiota. Era confortável estar nos braços do mais velho.

Infelizmente, logo chegaram na casa de Zoro e o menor teve que deixar de fingir estar dormindo. Ele se agarrou completamente manhoso nos ombros do maior e encostou os lábios levemente, nem tentando iniciar um beijo, só desejava tocá-lo. Seu coração estava tão acelerado que ainda parecia que estavam fazendo o mesmo esforço de minutos atrás, mas ele sabia que não era por isso. Sanji sorriu com o pensamento e acariciou o maxilar do marimo antes de se despedir com mais um beijo rápido.

— Eu te vejo amanhã, então. — Ele sorriu de leve com as bochechas esquentando de vergonha. Sua voz não tinha nenhuma malícia, por mais que fosse óbvio ao que estava se referindo.

Quando Zoro saiu do carro, pediu para que o motorista esperasse até que ele entrasse no prédio e só então permitiu que fossem embora. Só queria chegar em casa e tomar um bom banho para relaxar, depois cair na cama para dormir e esperar o dia seguinte. Pensou em mandar mensagem para o moreno, mas achou que este tinha os mesmos planos e por ser um idoso já havia passado da hora de dormir. Tudo bem, iriam se encontrar em algumas horas. Precisava lembrar de comprar camisinha e lubrificante para o caso de Zoro inventar esse tipo de desculpa outra vez.

Infelizmente, seus planos não saíram como planejado e, ao chegar em casa, havia uma festa surpresa o esperando, o que explicava Zeff ter recusado o convite para a formatura, assim como sua própria mãe. Aqueles malditos velhos, com exceção de sua mãe, claro. Mas ele ficou genuinamente feliz ao ver e assim que cumprimentou todos presentes, mandou uma mensagem para o marimo o convidando a ir até sua casa, mas a falta de resposta o fez deduzir que ele já estava dormindo. Ainda assim insistiu um pouco ao ligar para o celular dele, vendo que estava desligado ao cair na caixa de mensagens. Provavelmente Zoro chegou e capotou na cama de cansaço, mas pela primeira vez Sanji não o culparia, também estava exausto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.