Dont Be Afraid, Baby
1 Capítulo 1 - O Encontro Mais Que Inesperado
Don't Be Afraid – Written by: Vicky Jones e Cherry Black (Duda)
Capítulo 1
London – Telephone Mode on
- VÓ! – disse, praticamente gritando ao telefone com minha Avó. Coitada da Velhinha eu ainda vou deixar ela surda. Só por Deus mesmo, essa é a centésima vez no dia que me ligam de casa, eles acham que vou me matar ou o quê?
- Oh, bebê, o quê posso fazer estou com saudades e preocupada! – disse minha avó. Eu não disse? Eu nunca aprontei nada, desde criança sou Santa, qual o motivo de tanto "auê"? Falam como se eu fosse uma irresponsável maluca, que voltasse bêbada pra casa, que já tivesse sido presa e essas coisas de pessoas irresponsáveis.
- Eu sei vó, mas está tudo bem, eu ainda estou viva! – respondi pra ela, tentando confortá-la, coisa que já fiz várias vezes hoje com minha mãe.
- Mas, Brubs, você tem certeza? – fez voz de piedade e incerteza para mim. Isso já está me irritando. Qualé' pessoal?! Não tenho mais dez anos, não; eu cresci!
- Sim Vovó, eu tenho. Acredite, qualquer coisa que acontecer, a senhora vai ser a primeira, a saber! – já estou ficando impaciente com essa preocupação excessiva deles.
- Ok, tudo bem; Mas qualquer coisa mande-me um e-mail. – insistiu ela.
- Sim, senhora. Vovó, eu tenho que ir, está começando a escurecer. Dê um beijo e um abraço em todos por mim.
- Claro meu bem. I Love you! – disse Vovó despedindo-se de mim.
- I love you too, grandma; Bye.
- Bye. – coloquei fim na conversa incômoda que estava tornando-se. Só eu pra agüentar sem mandá-los pastar mesmo.
London — Telephone Mode Off
Será que é tão difícil acreditarem que eu ainda não morri ou fui presa? Ah, muito prazer. Eu sou Bruna Chandler, mas me chame de Brubs. Tenho 17 anos e neste exato momento estou saindo de uma cabine de telefone e andando pelas lindas ruas de Londres que está começando a escurecer e, indo diretamente para uma locadora alugar um filme. É eu sei que disse para minha Avó, que ia direto para casa, mas na verdade, eu queria acabar com aquela conversa — que já tive dez vezes a mesma com minha mãe hoje — de tentar convence ela e minha família toda que estou bem e, ainda não coloquei fogo em nenhum cômodo da casa. Andei perambulando pelas ruas Londrinas, até encontrar minha locadora predileta.
Entrei pelas portas da Locadora BCD. Eu sei, nome estranho, mas é a locadora mais barata e legal que conheço e, aliás, têm ótimos filmes em lançamento. A decoração também é legal, bizarra e doida, porém legal.
- Tlim! – fez a campainha do balcão, quando a toquei. A balconista estava abaixada, arrumando alguns filmes embaixo do balcão, provavelmente os que foram devolvidos da locação.
- Olá! Em que posso aj... Ah, olá, Brubs! – disse levando-se e esbanjando um sorriso amigável e alegre para mim.
- Oi Beth. – retribuí o gesto de forma carinhosa e alegre a moça à minha frente. Beth, é filha dos donos da locadora, não somos melhores amigas, mas somos bem chegadas. Ela é o tipo de garota bonita que não se arruma, o que a faz feia, conseqüentemente. Se ela parasse de usar esses óculos fundos de garrafa de armação vermelha e esse aparelho, ficaria a maior gata. Mas, fazer o quê, não é?
- E aí, Beth, algum lançamento? – perguntei com uma animação que acho que não é minha, que só sonho neste momento em assistir um filminho na minha cama, ainda mais com esse friozinho de Londres.
- Sim, e esse é da saga que adoramos: Breaking Dawn: Parte Dois.
- Oh meu Deus, sério?! Segura ele aí, eu vou ver outro filme para alugar junto com ele. – sai toda afobada — em busca de outro DVD — gritando isso à Beth.
- Pode deixar, eu ainda não coloquei nas prateleiras ainda por sua causa! – retribuiu meu grito. Mas não é um amor de pessoa?
Meu Deus! Mal posso acreditar! Vou ser a primeira a alugar Breking Dawn! Oh Meu Deus, Oh meu Deus, Oh Me…Ok, chega de A.D.P. — Ataque de plumas e/ou purpurina e/ou pelanca — Brubs. Vamos ver outro filme tão bom quando este para minha sessão cinema.
- Hum, shit… Já vi… Já vi… já vi... – falava comigo mesma, olhando os filmes das prateleiras; quem me visse, me chamaria de louca, com toda certeza… Eu e essa minha mania de falar sozinha. Ninguém merece! Passando os olhos pelos DVDs, até que vi um com selo dizendo: "Lançamento".
— AH, esse! Vai ser esse mesmo. – peguei "Terror no Cinema" em mãos e dirigi-me ao caixa. Adoro um terror. É tão… Assustador.
- Prontinho super B. – dispus o filme em cima do balcão, para que ela pudesse arquivar na minha ficha.
- Deixe-me ver qual filme vo... – Começou a falar Beth, de repente, parando sua fala, que foi substituída por um ataque insano de risos.
- Meu deus Bruna, você está de sacanagem, não é mesmo? Amor Ao Acaso? Você vai mesmo alugar este filme o qual diz odiar? – parou com o chilique momentâneo, substituindo sua expressão de insana, pela de surpresa e espanto, ao mesmo tempo com um sorriso divertido em seus lábios.
- Beth, não é este – apontei de "Amor Ao Acaso" — É esse – disse apontando agora para a caixa' "Terror No Cinema", indicando que é o filme certo a ela, esta maluca.
- Ah, bom. "Terror No Cinema" é um ótimo filme. Desculpe este aqui é a devolução de um cara que alugou para assistir com a mulher, e disse-me que deveriam queimá-lo.
- De boa. – retruquei, estava com uma cara sem graça, pelo deslize momentâneo. – Quanto deu? – falei abrindo minha bolsa, à procura de minha carteira em meio à bagunça.
- São £2.80, mas para você faço por £1.00. – respondeu-me com um brilho no olhar e uma cara um tanto quanto fofa. Já citei que é um amor de pessoa?! Ela não existe.
- Wow, muito obrigado Beth, agora tenho que ir, eu tenho que passar no mercado, você sabe, filme sem pipoca não é filme, fica sem graça. – disse dando o dinheiro a ela, o qual guardou no caixa.
- Claro, vá lá e, até mais. – respondeu sorrindo para mim, abanando a mão no ar em sinal de despedida — Tchau. Beth sentou-se atrás do balcão pegando uma revista e colocando seus fones de ouvido, ao momento em que pegava os filmes e arrumava-os (lê-se: jogava-os) em minha bolsa, finalizando fechando o zíper e colocando-a em meu ombro. Quando olhei para as portas de vidro, vejo o quão escuro já esta; fazendo-me sair apressada do local, querendo logo achar um mercado. Passando pela porta, inconscientemente começo a cantarolar uma de minhas músicas favoritas, que claro, é do McFly: — (Eh, eh, eh) Shine a light on her… — Ainda andando apressada, logo me deparei com as portas eletrônicas do mercado que tanto almejava por chegar. Que maravilha, acho que gosto tanto assim daqui, pelo aquecedor grande e quentinho.
- Pipocas, pipocas, onde estão vocês… — murmurava enquanto entrava no mesmo ritmo anterior, igualmente com a mania de falar só. Corredor das maravilhas deliciosas onde estão? – repeti olhando para as sessões.
- ACHEI! – praticamente gritei. Pipoca de carne? De caramelo? Definitivamente, não, nem pensar. Fiz careta de desprezo para os pacotes a minha frente, pegando os do lado, de chocolate e manteiga, meus favoritos.
— Aham! Eu achei! – fiz minha melhor cara de criança feliz, levantando os braços pra cima, dançando e cantando. Louca? Não, feliz. Essa sou eu dando vexame. No instante segundo, ouço uma gargalhada muito estranha. Viro-me e de me deparo com uma criança, com cara de ser bem pestinha que adora uma coisa mal feita. Tradução: riem de qualquer coisa que vêem, inclusive de uma adolescente feliz, dançando e catando por achar suas pipocas preferidas. Uma coisa normal! Ok, normal não é também, não. Shit. Estou no meio de um supermercado, obviamente que iriam notar. Tenho esse tipo desprezível de atitude só nas horas erradas. Podia esperar pra fazer esses "shows" em casa, quando estivesse sozinha. Só eu mesmo!
- Nunca viu uma adolescente feliz, com seu dia de criancice, não? – perguntei fazendo minha melhor expressão indignada.
- Calma Brus, dê um crédito, é só uma criança. É melhor ir embora logo, antes que escureça demais… E por falar nisso, que horas são? – isso, fale sozinha na frente dele, vai te achar mais louca ainda. Olhei para meu relógio de pulso e constatei que eram 20h59min.
- Nossa, estou mega atrasada. – Sai em disparada pelos corredores do supermercado, 1ogo encontrando um caixa aberto e vazio.
- Boa Noite – pronunciou a caixa, esboçando um sorriso simpático para mim, aparentado estar cansada. Essa vida de trabalhar é dura, deve estar aí desde manhã, coitada.
- Boa noite – respondi também sendo simpática e educada como minha mãe sempre me ensinou. Dei as pipocas a ela, que prontamente passou, dizendo o total de minha compra: — São £ 3.10. – Abri minha carteira e lhe dei o dinheiro. Esperei ela me dar o troco, querendo sumir logo de lá, queria minha cama, com minha "dura" vida, estava muito cansada, sabe como é…
- Aqui. Obrigada. – finalmente disse ela, me empurrando algumas moedas.
- Brigada você, tenha uma boa noite. – sorri e sai apressada novamente.
Certo, agora são 21h15min, tenho tempo de sobra pra chegar em casa e fazer tudo com tempo. Abri minha bolsa, peguei meu Ipod, coloquei os fones de ouvido e abri a playlist, colocando "Duality", do Slipknot para tocar. Não sei explicar, mas acho essa música relaxante, apesar de ser Heavy Metal. Passei pelo centro, agora, estava em um lugar que aparentava ser mais sossegado, exceto por um movimento, devido ao Pub que se encontra aqui. Tirei os fones e guardei o Ipod, uma música desconhecida por mim tocava. Eu não gosto de Pubs, não sei explicar o motivo exatamente, acho que é por que sempre dá alguma merda. Sabe… Brigas passionais, gente muito bêbada, não são de se esperar muita coisa… Fui caminhando, chegando a frente do Pub, segui, a música está estourando meus tímpanos. Ao lado, há um beco, que está parecendo sinistro, tipo os de filme, onde o bandido encurrala a mocinha e…
- Georgia, sua vadia! – Quem disse isso? Eu estou ouvindo coisas, não é possível, disse que becos são perigosos, é um estupro ou… Essa voz é familiar… Bem que todos me acham ingênua, vai que é algo mau que está acontecendo, mas minha curiosidade é maior, melhor eu ir ver, vai que alguém precisa de ajuda. Nossa! Isso aqui está fedendo. Fui entrando de sorrateira pelo beco e vi um ser sentado no chão, todo jogado. Disse que isso não poderia ser coisa boa, pode ser um Serial Killer ou alguém parecido com o Dexter, pronto pra pegar a mocinha ingênua. Foco, Brubs, vai que é alguém que está precisando de ajuda, vai lá perguntar. Mais essa, preciso parar com minha mania de conversar mentalmente em terceira pessoa e também com a de falar sozinha.
- Er, você está bem? – perguntei a criatura a minha frente. Caramba, estou com medo agora. Isto aqui está muito escuro.
- Que bosta! – respondeu uma coisa meio indecifrável, parece bêbado, ou drogado… Vai saber. Calma, não devo ficar com medo por ele ter dito "bosta", devo?
- Moço, você está bem? – tentei novamente. Será que ele está me ouvindo? Ele morreu? Estou com mais medo ainda, ele pode muito bem estar se fingindo pra me roubar ou sei lá o quê. Tá, calma e respira. Vou lá vê-lo.
- Moço? Está me ouvindo? – pergunto chegando perto o suficiente para ver seu rosto com a pouca luz.
- MEU DEUS DO CÉU! NÃO ACREDITO NISSO! – Exclamei com uma expressão totalmente assustada e surpresa. Não é possível. Estou meio cega, vendo coisas…
Continua…
Notas finais
Nota da autora² (Duda): OH MY GOD! Não acredito! Vicky eu estou MUITO honrada de estar escrevendo com você! Sério, amiga, de coração. Bom, meninas nós estamos escrevendo esta fic com muito carinho, então curtam!
Nota da beta (Duda): Todo e qualquer erro nesta atualização, é meu, só meu e deve ser enviado para: duda_azuaga@hotmail.com; Não usem os comentários para isso, por favor.
Au revoir, até a próxima. Xx Cherry B.
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