Don't Be Afraid

2 Capítulo 2 - Swan Song - Parte II


Notas iniciais
Mais um capítulo saindo do forno. [Referência a torta salva com sucesso ✔] 🍰🍰🍰🍰🍰

Jane Prior
– Olá, Jane...- disse Chuck, pagando uma de suave.
– E aí, Pai de todos.-eu disse, irônica. -O que você quer que eu faça?
– Eu tive uma visão do futuro... -eu fiz sinal para ele continuar. — Como você sabe o Apocalipse acabou. Os meus filhos irão entrar em guerra pelo comando do Céu. Eu ressuscitei Castiel e eu preciso que você acabe com essa guerra.
– Quando ela começa?-eu perguntei. Já estava ficando interessante, admito.
– Daqui à um ano.- disse ele como se fosse normal.
– E oque eu vou fazer durante esse um ano?- perguntei, indignada.
– Se aproximar dos Winchesters.- Eu já tinha ouvido falar nos tais, eles eram famosos por atrair desgraças.
– Eles são idiotas.- eu falei.
– Eles são heróis. — ele disse.- e você vai fazer oque eu mandei ou eu boto os anjos atrás de você.
– Babaca.- disse entredentes.
– Por favor, Jane. Eu preciso da sua ajuda.
– Está bem. Como eu chego até eles?
– Isso eu posso fazer.- ele disse, botou dois dedos na minha testa e derrepente eu estava no meio de uma rodovia. Quando me virei, vi um carro vindo em minha direção e me lembro de sentir uma dor forte.

Dean Winchester
– Está tudo bem, Dean. Eu consegui. Peguei ele.- disse Sam, ele tirou os anéis dos cavaleiros do bolso, recitou o feitiço e jogou no chão. A jaula de Lúcifer se abriu e ele lançou um olhar para mim e Miguel se jogou em cima dele, os dois caíram na jaula, que se fechou logo depois.
Eu fiquei ajoelhado ali, não sentia dor física, apesar de estar machucado, eu só queria o meu irmão. Deixei algumas lágrimas caírem. Senti alguém ao meu lado.
– Você está vivo?!- perguntei. Como Castiel podia estar vivo, Lúcifer acabou com ele.
– Melhor que isso.- ele disse e botou dois dedos na minha testa, curando todos os meus machucados, os físicos ao menos.
– Cas, você é Deus?-perguntei, confuso.
– É um belo elogio, mas não. Entretanto eu realmente acredito que ele me trouxe de volta.- ele disse, num tom sereno. Ele se virou- Novo e melhorado.- acrescentou. Ele caminhou até o corpo de Bobby e o ressuscitou.
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Agora a noite já veio e eu estou na estrada
a caminho da casa da Lisa, eu fiz um juramento ao Sammy. Eu estou tão arrasado que quero matar alguém. Enquanto eu estava perdido em pensamentos uma garota literalmente surge do nada no meio da estrada, eu piso no freio com toda a força mas não consigo não atingi-la. Ela cai no chão inconsciente e sangrando, eu a pego no colo, a boto no carro e levo ela para um hospital.

– Sr. Roosevelt?- o médico pergunta. Eu me levanto e faço sinal.
– Ela está bem, doutor? -pergunto. Eu atropelei uma mulher, tenho o direito de ficar preocupado.
– Ela não tem ferimentos, senhor.- Como assim não tem ferimentos? Eu vi os machucados. Ela estava sangrando.- Ela está inconsciente ainda mas já deve acordar e receber alta.- ele disse e eu acenti.
– Eu posso vê-la? — perguntei. Alguma coisa nela era estranha. Ele concordou e me guiou até o quarto 214.
– Vou deixar vocês à sós. — ele disse e se retirou. Eu fiquei encarando ela. Oque ela seria? Um demônio? Eu realmente espero que não. Ela se remexeu na cama e abriu os olhos azuis lentamente. Eu, por intuito, levei a mão à minha arma na parte de trás das calças. Ela parecia inofensiva, era estranho mas eu não tinha vontade de machuca-la.
– Ei, calma aí, Winchester. Não atire em mim.- ela disse, debochando. Eu só agora percebi que estava com a arma apontada para ela. Ignorei o seu comentário e me fiz de policial malvado.
– Quem é você?
– Eu sou Jane Prior.
– Tá legal. Oque é você? -perguntei, meio inseguro.
– Eu sou a ajuda.- ela disse, se levantando e trocando de roupa ali na minha frente, tá admito que ela é muito linda mas mesmo assim me virei de costas. Ela riu e murmurou: "Homens". Eu dei um sorrisinho.
– Eu estou com fome e nós precisamos conversar. — ela disse, por fim. Eu concordei.
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Lanchonete do Bill
Detroit, Michigan
Eu levei ela até a lanchonete mais próxima, nós entramos e fomos para uma mesa na janela. A garçonete veio anotar os pedidos.
– O que vai querer? -ela perguntou diretamente à mim. Eu ignorei ao flerte.
– Nada, obrigado.- disse, seco. Ela suspirou.
– E você? -ela perguntou à Jane.
– Hm, um x- bacon e um suco.- a garçonete assentiu e se virou.- Ei, capricha no bacon.-acrescentou Jane, a garçonete assentiu.
– Você não está com fome?- perguntou Jane. Eu balancei a cabeça negativamente.
– Olha...- ela suspirou.- Eu sinto muito pelo seu irmão. — Eu olhei para ela confuso.
– Como você sabe sobre...- eu dizia mas ela me interrompeu.
– Eu sei. Ele fez a escolha certa. Vocês fizeram a escolha certa, Dean. — Ela falou e eu balancei a cabeça. — Mas que droga!- ela bateu na mesa com os punhos cerrados. Os demais clientes trocaram olhares assustados. — Não se culpe por tudo que acontece no mundo, idiota.-ela disse, menos alterada.
– Quem é você? -eu perguntei.
– Eu sou metade anjo... — ela mordeu os lábios.- e metade deusa.- eu franzi o cenho. — O que você quer comigo? -foi minha vez de falar.
– Eu vim para conhecer vocês...você .-ela corrigiu cabisbaixa. — E impedir uma guerra.
– Guerra? — perguntei.
– A Guerra dos Anjos.
– Eu estou cansado de anjos.- falei. Ela revirou os olhos. A garçonete trouxe o pedido. Jane praticamente atacou a comida.
– Você não precisa ficar aqui comigo.- ela disse de boca cheia, engoliu.- O que você estava indo fazer, você sabe, antes de me atropelar?- ela perguntou. Ela estava suja de molho, eu sorri, peguei um guardanapo e a limpei. Ela franziu o cenho por tal ação.
– Eu iria sair dessa vida.- ela me olhava atenta.- Você foi um sinal.- ela franziu o cenho novamente.
– Um sinal de que?- ela perguntou.
– De quê ainda tem muita merda para resolver. — eu disse. Eu sabia que ainda teriam monstros no mundo mas na hora eu estava abalado, eu perdi o meu irmão, não queria mais viver assim. Ela assentiu.- Então...para onde você vai agora?-eu queria muito fazer essa pergunta, eu gostei dela. Ela ficou pensativa.
– Eu tenho um ano antes da guerra começar.- ela deu um sorriso de lado.- Então, oque você sugere?
– Você quer caçar?- perguntei, ela fez um biquinho. Fofo.
– Eu poderia caçar com você? -eu fiquei surpreso com a pergunta. Eu não estava preparado para caçar. Estava pensando em ir para a casa do Bobby, ficar lá com o velho rabugento por um tempo.
– Eu não...estou preparado para isso, Jane.-Ela ficou...triste?
– Saquei. Então...- ela se levantou e largou uma grana em cima da mesa. — A gente se vê, Winchester. — ela sorriu para mim e saiu. Eu tive vontade de ir atrás dela e pedir para ela ficar mas não o fiz. Fiquei observado ela sair pela porta.
Narrador
Jane saiu de dentro da lanchonete e deixou que uma lágrima caísse. Como eu posso ter me apegado a ele? essa frase ecoou em sua cabeça.
– EU TENTEI, OUVIU, SEU BUNDÃO? EU TENTEI. — ela gritou para o nada mas Deus a ouviu e ele sabia que a história ainda não havia chegado a um fim.
Sem dúvidas, finais são difíceis. Mas, de novo, nada realmente acaba, não é?

Notas finais
xoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.