Domando meu irmão
4 Enfermaria
Lukas já está vestido para a escola. E ninguém imagina que por debaixo deste uniforme está uma calcinha bem apertada. Bem apertada mesmo.
Eu o chamo para irmos até a cozinha e ele vem andando bem vagarosamente.
Deve estar bem desconfortável, ele mal consegue caminhar sem fazer carinha de dor.
Mas sinceramente? Nem ligo, ele merece.
— Vai, vamos logo, não quero me atrasar pra escola. — provoco ele, batendo palmas para agilizá-lo.
— Por favor, Emily, tá muito apertado.
— Ótimo, a intenção é essa mesmo: espremer tudo aí embaixo. Agora faça meu café da manhã!
— Sim, senhora, o que você quer? — ele responde meio cabisbaixo.
— Ovos mexidos pra combinar com essa sua punição.
Ele fica sem graça com meu pedido. Deve estar constrangido em ver a própria irmã tirando sarro da situação dele.
— S-sim, senhora. Mas depois disso eu posso me trocar, por favor?
— Claro que não. — odeio quando ele faz pergunta idiota.
— Por favor, Emi, juro que já aprendi minha lição.
— E eu juro que se você me pedir isso mais uma vez, eu farei ovos mexidos com os seus ovos.
Ele faz uma expressão de assustado e apenas aceita a punição, pois aceitar será o caminho menos doloroso pra ele.
Sento na cadeira e fico de braços cruzados assistindo ele preparar nosso café da manhã.
Estou adorando essa cena.
Ele faz meu prato com muito capricho. Está entendendo como deve tratar sua dona.
E assim que a gente termina de comer tudo, ele lava a louça que sujamos e saímos para a escola.
Será uma caminhada rápida. Nós moramos há apenas três quarteirões do local em que estudamos.
Bom, seria uma caminhada rápida se o Lukas conseguisse caminhar mais rápido enquanto está com as bolas espremidas.
Ao virar a esquina da rua da nossa casa, vejo a minha melhor amiga, Luna, descendo a rua. Me encontro com ela e nós três começamos a caminhar juntos em direção ao portão da escola.
— Por que você está andando tão devagar, Lukas? — pergunta Luna, claramente incomodada pela lerdeza dele.
— Não é da sua conta. — meu irmão sendo babaca como sempre.
Eu dou um tapa na cabeça dele por ter sido grosso com minha amiga.
— Fala direito com ela, senão o próximo tapa será em outro lugar. — falo num tom ameaçador.
Ele protege a virilha e Luna ri, imaginando eu acertando o tapa no "lugar" ao qual eu me referia.
— Desculpa. — ele fala comigo num tom amedrontado.
— Não é pra mim que você deve se desculpar.
— Desculpa Luna.
— Nossa, essa ameaça surtiu efeito, hein? — ela ri novamente da expressão de assustado e arrependido de Lukas. — Relaxa, tá tudo bem.
A sorte dele é que a Luna é uma garota tranquila. A maioria das garotas que conheço não iria aceitar desrespeito de moleque folgado.
Continuamos nossa caminhada... No ritmo do meu irmão.
Mas ao passarmos pelo portão da escola, Lukas começa a diminuir ainda mais o passo.
Olho para trás e vejo que ele está parado, passando mal.
De repente, ele cai no chão. Eu e Luna entramos em choque e corremos até ele.
— Lukas? Lukas? — falo enquanto balanço ele e dou leves tapinhas em seu rosto.
Então, ele começa a abrir os olhos, meio zonzo.
— O que aconteceu? — ele responde confuso.
— Parece que você apagou por uns dois segundos. Tá tudo bem? — Luna pergunta.
Lukas sente dificuldade para falar, aparentemente sentindo muito desconforto e até mesmo um pouco de falta de ar.
Ainda estou incrédula em ver que isso está acontecendo só por causa da calcinha apertada que obriguei ele a vestir.
— Vamos levá-lo para a enfermaria. — Luna diz, aflita em vê-lo daquele jeito.
Nesse momento, eu acharia melhor que ele só fosse até o banheiro tirar a calcinha, mas fiquei sem reação quando Luna disse para levarmos ele para a enfermaria. Fiquei sem saber como recusar o pedido dela.
Portanto, eu apenas concordo com minha amiga e ajudamos o Lukas a se levantar.
Eu e Luna vamos caminhando lentamente, segurando ele pelos braços para que ele não caia de novo. As pessoas ao redor apenas observam preocupadas.
E naquele momento, eu também estava preocupada com a situação.
Na enfermaria, encontramos Olivia, a enfermeira da escola, que nos atende de forma muito atenciosa.
— Ele desmaiou por alguns segundos. Está passando mal. — diz Luna enquanto Olivia imediatamente o ajuda a se sentar numa cadeira.
— Lukas? Está tudo bem? Me diga o que você está sentindo.
Até então ele ainda estava meio tonto por causa do desmaio, não estava entendendo onde estava.
Mas parece que agora finalmente está caindo a ficha para ele sobre que está acontecendo. Então ele retoma a lucidez e responde a enfermeira.
— O-oi, não é nada, eu estou bem. — diz Lukas, claramente ainda sentindo desconforto.
— Você não parece muito bem, me conta o que aconteceu. — insiste a enfermeira.
— Eu só tropecei, que saco, me deixa em paz, estou atrasado para a aula. — ele responde enquanto tenta levantar da cadeira, visivelmente com dor.
— Desculpe, mas você vai ficar aqui até melhorar ou seus pais virem te buscar. Não se preocupe com a aula, fique aqui que eu vou medir sua febre.
— Eu vou embora, você não manda em mim. — ele empurra a Olivia e sai andando.
Porém, eu paro na frente da porta com os braços cruzados, impedindo ele de ir embora.
— Mas eu mando! — falo com tom de autoridade.
— Emily, por favor, eu só preciso ir ao banheiro tirar isso, está muito apertado. — ele fala baixinho para Luna e Olivia não ouvirem.
— Não se preocupe, eu vou deixar você tirar a calcinha, suas bolas já sofreram demais por hoje. — cochicho no ouvido dele.
— Obrigado. — ele responde e tenta passar por mim, mas eu o seguro pelo braço.
— Ei, calma aí, aonde você pensa que você vai?
— Ué, você deixou eu sair para remover aquilo.
— Eu disse que você pode tirar a calcinha, não disse que você pode sair daqui. — esse menino é um iludido mesmo.
— Emi, você tá maluca? Eu não vou tirar a roupa aqui.
— Maluco é você que acha que pode tratá-las desse jeito sem sofrer qualquer tipo de consequência. — quantas vezes esse idiota terá que ser punido para aprender a tratar bem as mulheres?
— O que está acontecendo? — a enfermeira questiona enquanto assiste eu e Lukas cochichando na porta.
— Você irá contar para elas ou eu conto? — pergunto para Lukas.
— Eu já disse, eu só tropecei. — ninguém acredita nessa desculpa fajuta dele.
— Nenhum de vocês três vai embora sem me explicar o que está acontecendo.
— Mas eu tô tão perdida quanto você. — responde Luna indignada.
— Ok, não iremos contar nada para elas. — eu falo no ouvido de Lukas.
— Muito, muito obrigado.
— Iremos mostrar! — eu digo ao abaixar de maneira abrupta as calças dele.
E antes dele conseguir se abaixar para levantar as calças, eu seguro os braços dele para trás, imobilizando-o.
Luna e Olivia apenas olham boquiabertas aquela cena.
— Por que você está vestindo... uma calcinha? — Olivia pergunta confusa.
— E... tão pequena? — Luna complementa, ainda mais confusa.
— Ai, ai, Emi, me solta, me solta.
— Emily, solta ele. — Olivia manda e eu obedeço.
Assim que eu solto os braços dele, ele levanta imediatamente as calças com o rosto vermelho de vergonha.
— Agora estou entendendo porque você desmaiou, olha o quão apertado está esse negócio aí. — Olivia diz incrédula.
— Por que você tá de calcinha? — Luna questiona enquanto ri timidamente.
Lukas ficou sem saber o que responder. Ele não sabe o que era pior, dizer que vestiu uma calcinha apertada porque quis ou porque a irmãzinha dele o obrigou a vestir uma.
— Posso ir no banheiro tirar isso?
À essa altura, o rosto dele já estava mais vermelho que um tomate.
— Pelo amor de Deus, vai logo tirar isso aí antes que você fique estéril. — diz Olivia e ele vai imediatamente para o banheiro para encerrar com a punição mais humilhante e desesperadora da vida dele... Até agora.
Fale com o autor