Domadores de Dragões
14 Ari Dilling - 23 anos
Notas iniciais
Ari mirou no lobo negro que estava deitado no chão. Ela atirou e o lobo gemeu de dor. Ela sorriu e correu até ele. A magia vazava pelo seu ferimento. Ela beijou o ferimento e sugou a magia para si mesma. Um barulho a assustou fazendo-a se transformar em um lobo negro e se esconder atrás de um arbusto. Uma garotinha de no máximo 6 anos surgiu. Atrás dela, um ogro a seguia.
– Não vejo nada. – A menina disse. – Tem certeza que ela veio para este lado?
– Sim – O ogro respondeu. – Vi uma mulher ruiva correndo nessa direção. Vê aquele lobo? Deve ter sido morto por ela.
– Então ela não está muito longe... – A menina gargalhou e subiu nas costas do ogro. – Vamos encontrá-la!
O ogro rugiu e correu na direção de Ari, por sorte ele passou a um metro de distancia dela. Ari observou a menina gargalhar nas costas do ogro e fez uma careta. Sempre odiou Crianças Imortais. Elas podem perseguir uma mesma pessoa por messes até se cansar ou até matar a pessoas e começar outra “brincadeira” com outra pessoa. Fazia três semanas que a menina estava seguindo Ari. Ela relaxou e se transformou em humana novamente. A magia do lobo já havia ido embora. “Criança filha da mãe!”. Ela recolheu suas coisas e correu na direção contrária da criança.
Ela foi correndo por horas até escutar um grito. E então o rugido de um ogro. “Aquela mesma menina?”. Um tempo depois ela escutou um tiro. “Alguém da cidade!”. Ari correu na direção do tiro e encontrou o ogro morto no chão e uma mulher segurando a menina no ar pelos cabelos.
– Me solta! Me solta! – A menina chorava.
– Solte ela! – Ari se ouviu gritando. – Você já matou o ogro, agora ela não passa de uma garota.
– Crianças Imortais... – A mulher jogou a menina no chão e atirou em sua cabeça. – Todas elas continuam imortais mesmo depois de seus guardiões morrerem. E também, ela pode conseguir outro ogro em qualquer parte da floresta. Você não gostaria que isso acontecesse, certo?
– Não. – Ari encarou a menina morta e depois a arma. – De onde você vem?
– Uma cidade do leste. A menos tecnológica. Qual o seu nome?
– Ari Dilling. Qual o seu nome?
– Ane Rom. Nunca ouvi falar de você, mas já ouvi histórias sobre uma mulher que vaga as florestas matando lobos negros. Seria você?
– Também nunca ouvi falar de você. E se quer saber quem mata os lobos, sim sou eu.
– Bem. Fique sabendo que eu sou simpatizante com esses lobos. – Ane levantou a arma na direção de Ari.
– Que legal. Eu não.
Ari se transformou em lobo, pulou em cima de Ane e saiu correndo. Ane se levantou e atirou três vezes, mas não conseguiu acertar. Ela cerrou os dentes e correu na direção de Ari. “Eu vou matar essa assassina de lobos!”.
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