Domadores de Dragões
1 Akay Ichiro - 5 anos
Akay se sentou na cadeira. Seus pés balançavam no ar enquanto ela cantarolava uma música. Seu irmão, Kuro, estava sentado à sua frente. Ele desenhava enquanto lutava para ignorar a cantoria de Akay. Shiro, a mãe dos gêmeos colocou a comida na mesa e se sentou. Após um tempo, ela reconheceu a melodia que Akay estava cantando. Era uma melodia muito antiga, seu nome era “A canção dos dragões¹”. Shiro olhou para sua filha atentamente enquanto seu sangue ficava cada vez mais gelado.
– Akay...
– Sim? – Akay olhou para sua mãe. – Algum problema?
– Apenas pare de cantar essa música.
– Qual o problema com a música? É uma melodia tão bonita...
– Não! Essa música está proibida dentro desta casa! – Surpreendentemente sua voz mudou de tom.
– Desculpe mamãe.
Akay se calou. A porta se abriu e o pai de Akay, Haku, entrou na casa. Ele jogou sua mochila no chão e sentou à mesa. Uma tensão estava no ar. Haku olhou para seus filhos e depois para a mulher.
– Aconteceu alguma coisa?
– Depois nós devemos conversar.
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Akay encostou a cabeça na porta do quarto de seus pais. A primeira voz a surgir foi a de Shiro, ela estava inquieta e indecisa. Haku estava firme como sempre.
– Eu acho que... A Akay é uma “Domadora de dragões”.
– O que?! Como você pode provar isso?
– Ela estava cantando a canção dos dragões.
– Se for verdade, o que iremos fazer?
– Eu não sei... Nossa família nunca teve nenhum Domador de dragões.
Akay correu para o quarto.Domadora de dragões? Isso é impossível! Eu...
Uma velha senhora vestida em trapos estava parada olhando-a através da janela. A senhora segurava um ovo de dragão. Preso ao ovo estava um amuleto em forma de dragão na cor salmão. Akay segurou o grito e fechou a porta. A senhora colocou o ovo em cima da cama de Akay.
– Chame do que quiser, é seu.
– O dragão?
– Shhh... Não conte a ninguém. – A senhora jogou um fino pó laranja em Akay e sumiu pela janela.
– O que é isso?
O ovo começou a rachar e um pequeno dragão, da mesma cor que o amuleto, saiu do ovo. Akay olhou para a criatura e depois para o amuleto. Ela pegou o amuleto, colocou no pescoço e se virou para o dragão que a encarava.
– Eu sou Akay Ichiro, domadora de dragões. E seu nome é Gorny.
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