Domadores de Dragões

29 Yue Ryuu - 190 anos


Notas iniciais
Na festa de aniversário de Akay e Kuro...

Akay leva sua sétima caneca de cerveja aos lábios e sorri. Sua bochecha está levemente vermelha. “Já está bêbada?”. Ela encara a caneca vazia e tomba para o lado, caindo em cima de mim. Caio na risada e levanto seu corpo bambo.

– Akay? – Tento não rir. – Você está bem?

– Oi? – Ela me encara, mas parece não me ver. Ela olha para algo atrás de mim e levanta sua caneca, um sorriso no rosto. – Hai! Um pouco mais aqui!

– Com prazer. – Diz a garota que carregava uma bandeja. Ela chega um tempo depois com mais uma caneca cheia de cerveja. Akay sorri e derruba a vazia no chão, pegando a outra.

– Obrigada! – Ela diz, levando a caneca aos lábios. Pego a caneca de suas mãos e a coloco em cima da mesa. – Yue! Pare com isso. Não é engraçado!

– Akay... – Começo a gargalhar. Minha risada chama a atenção de alguns jovens, que começam a rir ao ver o estado de Akay. – Vamos. – Pego-a no colo. Algumas pessoas assobiam. – Você já bebeu demais para uma noite.

– Mas Yue... – Ela apóia a cabeça em meu peito e murmura algo. – Yue... Yue...

Ela cai no sono. Sorrio e caminho na direção de nossa cabana. Quando chego lá, eu a deito na cama e tiro a tiara. Pego sua camisola. “Será que eu devo... Não. Seria estranho”. Abro o baú dela e percebo que o livro está no lugar errado. “Alguém entrou aqui?”. O coloco no fim do baú e guardo a camisola, como se nada tivesse acontecido. Tiro minhas roupas e coloco uma calça mais confortável. Deito ao lado de Akay e fecho os olhos. Acordo com Akay me encarando.

– O que foi?

– O que aconteceu? – Ela coloca a mão na testa e senta na cama. – Não lembro de quase nada. Apenas de cerveja. Bastante cerveja.

– Você bebeu mais que qualquer um.

– Quantas canecas?

– Sete.

– Só? – Ela encarou a parede emburrada. – Já bebi muito mais.

– Imaginava, com a reação das pessoas... – Lembrei de como a criada não ligava com a embriaguez de Akay. “Nada mais que o natural”. – Você tem essa fama de beber muito?

– O quê? – Ela riu. – Não. Mas gostei de ser carregada até aqui. – Ela me abraça e beija minha bochecha. – Obrigada.

Ela sorri e encara a janela, é meia noite e a lua brilha no céu. Observo seu rosto sereno. A luz da lua a deixa mais pálida, e o cabelo mais escuro. Suas mechas vermelhas brilham na cor de sangue. Ela olha para mim. Seus olhos estão vermelhos sangue. Respiro fundo e balanço a cabeça.

– Akay, o que você está fazendo?

– Nada. Apenas algo que eu li.

– Pare com isso, pode perder o controle novamente.

– Desculpe.

Ela pisca e seus olhos voltam ao normal. Posso ver a tristeza em seus olhos. "Ela esperava que eu ficasse feliz com seu avanço..." Abraço ela e dou um sorriso.

– Todos já lhe deram presentes. — Beijo sua testa e vou até minha bancada. Pego uma caixa de madeira e dou para ela. — Este é o meu presente.

Ela abre a caixa e seus olhos começam a brilhar. Sorrio. Akay pega o amuleto e o gira no ar.

– O que é?

– Um amuleto. — Prendo-o em seu pescoço. — Prometi que iria fazer pra você.

– Obrigada! — Ela se levanta com um pulo e abre a porta da cabana, o vento frio da noite entra. — Vamos testar!

A noite está fria e me arrependo de ter colocado apenas uma capa fina. Akay anda rapidamente ao meu lado, um sorriso radiante em seus lábios. Olho em volta e imagino se vamos encontrar alguém da vigia no meio do bosque. Ela para bruscamente e vira para me encarar.

– Mostre-me o que aprendeu. – Dou um sorriso brincalhão.

– Fique afastado.

– Com prazer.

Dou alguns passos para trás e observo seus dedos, que desenham um círculo mágico na terra. Ela levanta o braço e fecha os olhos. Um círculo de bolas de fogo se forma no chão em volta dela e começam a flutuar na altura da sua mão. Ela abre os olhos e as bolas começam a girar rapidamente. Então, ela atira. Uma após a outra, as bolas atingem uma árvore. Bato palmas. Ela sorri. Corro em sua direção e caímos no chão. Beijo sua testa e desço para o seu pescoço. Ela ri e puxa meu rosto para o seu. Uma barreira de água se forma a nossa volta, ninguém pode nos ver. Ela olha para mim, um sorriso malicioso brinca em seus lábios.

– Me mostre os seus truques. — Ela diz com um tom malicioso. Beijo seu pescoço.

– Se você insiste...

Ela ri e me beija. Ficamos deitados nos beijando por um tempo. Eu a levanto e a apoio contra uma árvore. Nos beijamos sem parar. Passo a mão pela sua cintura e sinto cada curva de seu corpo. Beijo seu pescoço. Ela ri.

– Yue... – Ela diz com a voz fraca. Sei o que ela quer. Sei que eu quero isso também. Desamarro seu corpete.

Notas finais
Um pouco sobre a história: Akay sempre bebeu muito, mas Yue "não" sabia sobre esse lado dela... Ok... Eu não sei o que escrever nas notas... É que o final... Eu fui obrigada a respeitar as normas do site e... Yeah... Pensando que eu conheço as outras pessoas do AKAdragon seria estranho escrever... Isso... Então, imaginem o resto (I don't know...)