Notas iniciais
Heeeey guuuriiss ❤ Fanfiction novinha! Espero que goste! Enjoy :3

Os anos se passaram. Eu poderia ter praguejado, batido em mim mesma, pronunciado palavrões bem feios e me afastado do mundo; mas uma coisa eu fui obrigada aprender na marra. Quando o destino faz algo de ruim pra você, o que lhe resta fazer é aceitar e tentar conviver da melhor forma com isso.
Meu pai foi tirado de mim, minha mãe é um ser vivo que habita em algum lugar distante vendendo seu corpo para sobreviver, apesar disso é uma boa pessoa, quer dizer; acho que é.
Eu sou uma fracassada, uma grande e estranha fracassada.
Pois é, o mundo não foi muito legal comigo e por mais que eu tente... tudo o que eu consigo é um emprego de garçonete explorador e dois melhores amigos.
A minha vida é assim. Henry, Mica e eu.
Henry e Mica são legais. Henry é todo metido a gostoso, vive se achando e contando fama com as garotas que pegou... contudo, suas histórias dão na cara que são apenas frutos de todos os contos eróticos que ele lê; não é por nada, mas Henry não leva jeito com garotas e não é bem o que eu chamaria de bonitinho, ah, pra piorar ele é entregador de pizza. Mica por sua vez é linda, loira, baixinha do corpão, tem olhos mel, mora com os pais e estuda feito condenada, porém além de ter um enorme complexo de inferioridade a garota é tão nerd que não consegue amigos melhores, por isso está fadada a ter como melhores amigos os mais fracassados da face da terra.
Bom, depois disso vem eu, vinte e dois anos, eu esperava nesta idade estar no chegando ao auge do sucesso, em uma faculdade bacana, mas tudo o que eu consegui apos a morte do meu pai foi: Uma gata preta com manchas brancas chamada Bela, um emprego de garçonete (que já mencionei), espinhas na cara, uns três quilos de sobra e uma casa de um cômodo com banheiro num bairro de drogados. Magnífico não? Puro sonho de consumo.
Você deve estar se perguntado por que diacho um ser humano fica pensando como se estivesse falando com alguém e ainda contando a historia de como sua vida é fracassada.
A resposta é bem simples.
Eu
Vou
Morrer
Legal não?
Tomo coragem e abro os olhos. Mica, Henry e eu vamos morrer juntos.
O homem está com uma toca preta no seu rosto. Ele é terrorista, eu sei que é pelo fuzil em sua mão e a faixa amarrada no seu ante braço, na faixa tem o desenho de uma estrela vermelha, dentro da estrela tem uma arma, em cima está escrito RAF.
Sei que ele é um terrorista por que ele vai nos matar, vai matar Henry, Mica, eu e mais algumas pessoas que estão em plena time square em fileiradas. Algumas choram, outras rezam, imploram, enfim, cada um espera a morte a sua maneira. Eu penso no quanto eu sou uma verdadeira fracassada.
Sou a primeira da fila. Vou morrer primeiro, olha que meu nome nem começa com A. Eu sempre pensei que quando eu tivesse um filho jamais colocaria seu nome começando com A, assim ele nunca seria o primeiro a se ferrar em nada. Estava enganada.
O homem sua feito um porco, eu sinto todo o seu nervosismo. Ele tem uma bomba além do fuzil, ele vai se explodir se não conseguir explodir a cabeça de nos um por um. Ele também tem dois filhos que estão na Síria. Ele grita coisas que não entendo, percebo o que ele diz quando sinto a dor de seu chute em minha perna me fazendo ficar de joelhos no chão. Ele quer me matar logo e acabar com sua missão. Assim ele acha que vai para o paraíso e lá terão não sei quantas virgens esperando por ele. Ele pensa isso graças ao Alcorão...Alcorão fudendo com a minha vida.
Mica está com olhos fechados enquanto as lagrimas escorrem, Henry a imita. Sempre soube que Henry é um frouxo. Eu me recuso a chorar, gritar ou fazer qualquer menção de medo, se for pra morrer vou morrer com dignidade.
Dignidade? A essa altura do campeonato eu nem sei o que é dignidade.
Vejo os policiais tentarem negociar com o terrorista. Ele é novato, se bem que acho que todos os terroristas são novatos, eles sempre se explodem então sempre tem vaga nova.
Ele agora vai atirar, eu sei que vai, ele destravou arma. Por um segundo eu penso no quanto seria bom saber lutar, mas tudo o que sei de luta se resume a um grande e gigantesco vazio.
Minha morte vai ser notícia no mundo todo.
Ele se prepara para atirar. O suor escorre de minha testa. Sei que ele vai puxar o gatinho em...
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(...)

Eu não morri, ao menos ainda; estou sentada na mesa de um policial.
"Então temos muito o que conversar mocinha" O policial gordo diz. Eu abro um sorriso tentando parecer simpática, mas sei que ficou mais para o coringa do Batman.
"Eu juro que não sei como fiz aquilo" Digo pacientemente. "Vocês vão me prender?"
"A senhorita é uma agente da CSI?" Ele indaga.
Eu nego.
"Do FBI?"
Nego novamente.
"Eu pesquisei sobre você e tudo o que diz aqui é que você trabalha em uma lanchonete pobre qualquer, aonde aprendeu a fazer aquilo, como sabia que ele tinha uma bomba? Quem é você afinal?" O homem gordo parece estressado, ele se vira em minha direção e aumenta seu tom de voz, sua saliva da um banho nada gostoso no meu rosto.
"Eu não faço idéia, eu simplesmente fiz" O nervosismo me atinge de forma que aperto uma mão na outra as sentindo molhadas de suor, sei que não foi apenas isso. Obrigo-me a mentir. "O senhor por acaso nunca ouviu falar que quando estamos desesperados o extinto fala mais alto?" Indago.
"Will" o delegado berra no meu ouvido, segundos depois um homem entra apreensivo. "Traga o vídeo" Will assente prontamente e corre tropeçando em seus próprios pés para buscar seja lá o que for.
São minutos de puro tormento psicológico da parte do delegado, ele me encara com seus olhos de peixe morto e eu o encaro de volta com olhar de...ah, não faço idéia! Will chega ainda tropeçando com um notebook na mão, ele coloca o mesmo na mesa. O delegado gordo vira o notebook em minha direção e dá play.
Eu me vejo de joelhos, com o cabelo ridículo, diga-se de passagem. O terrorista está com o fuzil apontado na minha cabeça. Quando ele ia atirar eu o dei uma cotovelada, rolei rapidamente para o lado direito e lhe dei uma rasteira, levantei em um salto esbelto, o homem se equilibrou, mas deixou o fuzil cair, ele ia explodir a bomba quando eu o atingi um chute bem no meio da face, ele levanta o seu rosto com dificuldade, então eu dou um soco de cima pra baixo, ele cambaleia para trás, por fim eu peguei seu braço e o entortei passando por trás de suas costas, apertei para que ele não se mexesse, atingi um chute em suas costas e ele gritou de dor, provavelmente deve ter quebrado algum osso de sua costela. Com uma joelhada em sua cintura sendo mais precisamente no bolso da calça; vejo o dispositivo da bomba voar, ele ganha altura, um metro, dois, três e começa a cair rapidamente. Eu solto o homem o jogando de face contra o chão, dei uma espécie de estrelinha para o lado do dispositivo, parando com a mão esticada em sua direção, assim ele cai em segurança e sem disparar em minhas mãos. O terrorista ia se levantar quando eu lhe dou outro chute.
Com isso o vídeo para.
O gorducho torna a me encarar.
"Uou, eu pareço a Scarlett Johansson não?" Meu tom de voz soa empolgado. O Will assente feliz. O gordo não gosta nada da atitude de seu serviçal.
"Quem é você garota?" O delegado pergunta novamente.
"A fracassada que o senhor já descobriu com a sua pesquisa" respondo prontamente.
"Chega de brincadeiras eu..." Desta vez, eu o corto rapidamente agora ficando mais irritada que de costume.
"O senhor não quer acreditar o problema é todo seu, eu já falei tudo o que tinha pra falar, agora se vossa senhoria me da licença vou voltar para o meu trabalho na lanchonete pobre qualquer" A frase ganha nuances irônicas e estressadas ao mesmo tempo. Será que foi desacato? Será que ele vai me prender?
"Tudo bem... mas saiba garota, tem peixe grande suspeitando de você" Ele me ameaçou? Ah não acredito que ele acha que vou ficar com medinho dos peixes grandes dele, o único peixe grande que esse cara deve conhecer é o que ele comeu no almoço de hoje.
Eu saio batendo a porta do seu escritório fedendo a café.
"Gordo escroto" Sussurro.
(...)
Eu menti, estou de folga. Então como já esta anoitecendo e não estou a fim de procurar saber de Henry e Mica eu vou pra casa por que sei que eles não iram me incomodar por hoje a não ser é claro pelo telefone.
Eu não moro em um canto nada prestigioso. O local fede a drogas, bebida e sexo. Tem traficantes no meio da rua, eles jogam piadinhas nada legais para mim e como sempre eu passo reto andando diretamente para a minha casa.
Abro a porta e fecho logo em seguida, Bela vem miando em minha direção, sei que é comida que ela quer então dou a Bela o que Bela quer, afinal Bela é o único ser que realmente se preocupa comigo, se não quem lhe dará comida?
A campainha toca.
Não acredito que aqueles dois não respeitaram o meu luto por ter espancado um terrorista, sei que eles estão curiosos, mas custa me deixar raciocinar um pouco.
Abro a porta.
Não é Henry
Não é Mica.
"Olá... Jemime Cartwright?" Um homem de terno preto indaga, ao seu lado está uma mulher de terninho feminino também preto.
Ambos não expressão qualquer tipo de emoção, o homem é alto, cabelos loiros, olhos verdes, seu corpo além de grande é musculoso. Definitivamente o típico gostosão de academia. A mulher por sua vez é uma versão feminina do loiro, alta de pernas longas, físico deliciado, porém forte, cabelos loiros e olhos também verdes. Eles realmente se parecem.
"Quem são vocês?" Franzo o cenho confusa.
"Sou Anthony Catwayner e ela é Anabeth Catwayner" O então Anthony continua sério, agora ele dá uma checada em mim, instantaneamente sei que Anthony costuma ser chamado de Tony, que mora em Miami e a Anabeth costuma ser chamada de Annie, eles são irmãos gêmeos.
A Annie da uma olhada em seu irmão que balança a cabeça em concordância para ela.
"Somos agentes da CSI Jemime" Diz a loira compassivamente.
É, olha ai meus peixes grandes

Notas finais
E ai gostaram? Tenho um presente pra quem realmente gostou na história a ponte de querer entrar nela... Maaas, vou deixar pra anunciar mais um pouco pra frente, quando vocês entenderam melhor *-* #amosurpresasComentemm? Quero saber se gostaram e até o que pode melhorar :3 Ps: Não mordo