Doki Doki
3 Pláteia - Capítulo 2
Notas iniciais
As coisas não sairam tão bem para os cientistas. Pessoas ruins também tem o preço da justiça em suas veias....
Os trovões cessaram e agora somente um suave sereno era perceptivel naquela cidade. As pessoas continuaram na Ceia da Prefeitura e as coisas eram menos normais naquele laboratório.
_Ding, você esta vendo o mesmo que Dong? — questionou Yong.
_Não sei, Dong você já consegue enchergar? — indaguou Ding ao olhar para seu amigo cego.
_Depende, acho que só vejo gente morta — concluiu Dong.
_Com que frequência? — retrucou Bruce Williams. Todo o tempo — balbucionou o corpo morbido a sua frente — inclusive estas olhando um neste instante — disse com um tom macabro olhando para os três cientistas. Um corpo mórbido, um corpo nu, um olhar triste, um olhar sem vida, sem alma...
_Quem são vocês — virando-se para os três o projeto recém concluido, seus longos cabelos lisos e negros cobriram seu rosto angelical.
_Nada mais que seus criadores — sorriu sacasticamente Yong.
_Porque estou aqui? — continuou sem nada entender. Para nos servir, nosso a d o rá vel projeto — frase em unisom de três cientistas para um modelo sem vida.
O projeto nem por um segundo piscou seus olhos brancos, sem iris, apenas olhos brancos, olhos de vidro fosco e passado alguns segundos sua voz quase falhara, mas a afirmação saira quase como um clichê:
_E com que direito vocês acham que podem ordenar algo a mim, nunca pedi para ser criado, nunca pedi para nascer — virou-se para a mesa em que antes estava, tirou os fios que conectavam seu corpo há equipamentos de alto voltagem, olhou novamente para os três — morram agora! — ordenou.
Um silêncio tomou conta daquela sala. Um silêncio inquietante, apenas as cigarras eram audiveis, som que acabou sendo quebrado pela gargalhada de três cientistas, risadas lindas, magnificas, que estourariam seus timpanos. Uma criação rebelde, oras essa — avançava Ding, cada passo em direção a nova \'vida\', tirando seu cinto — acho que temos que domesticá-lo — os três preparavam para aplicar o castigo.
Com um instinto, o novo ser que acabara de ser presenteado com uma respiração correu em direção a janela, pulou... Um ato precipitado, pois acabara de pular do terceiro andar.
Um corpo sem vida... Um corpo \'ensanguentado\'? Somente um corpo quebrado quebrado na rua.
Um... Dois... Três... Como se fossem normal os dias passaram.
Abri meus olhos e pude ver, três cientistas olhando com malícia. Fiquei com medo, mas não pude fugir, estava fraca, adquiri uma mente, programada, mas ainda sim uma mente.
Perguntei-me: E se eu fugir, onde poderia esconder-me? Alguem que nasceu para obedecer teria o direito de poder viver? Não tenho tempo para questionar, preciso encontrar respostas.
Era madrugada em Nemseiville, agora já não havia um corpo mórbido naquele laboratório, não somente um, mas três... Um número lindo se fosse lido \'quatro\'. Hoje a morte levaria três almas, eu estou vendo o sorriso em seu rosto agora...
No rádio, na televisão e nos jornais impressos sempre a mesma noticia: Achado corpo de três cientistas no Cemitério Mais um por Aqui, não sabe-se a causa da morte, mas os policiais com uma exaltação diferente dizem: O culpado vai ser encontrado e a ele devemos nossa gratidão, hoje é dia de FESTA!
Nunca aquela cidade pareceu tão feliz com uma noticia não tão feliz para os próprios ex-cientistas, ao troco de três veio um, pela felicidade uma lamentação: \'Quem pegou o meu Queijo\' gritava um porquinho esterico, hoje houve dieta naquele chiqueiro.
Nos confins da cidade andava um morto que ganhou vida a noites atras, em uma noite de Natal. Para onde ir ainda era uma pergunta que circulava em sua mente programada. Para alguém que nunca deveria ter nascido, hoje é um dia de festa, hoje é meu desaniversário! Preciso de um nome para o começo de uma jornada em busca de alguma coisa que ainda não sei o que é... Era... Sim, este será meu nome nesta jornada... Em busca do fim.
Continua...
* -crianças não façam isso em casa, ou em lugar algum! —
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