Doki Doki
9 Destino - Capítulo 8
Notas iniciais
Era não havia parado para reparar no rosto da pessoa que ajudara, ao olhá-lo perguntou-se o porquê daquele rosto ser tão familiar. Ficou confusa, tentou buscar em sua ‘mente’ de onde o conhecera e o porquê estava ‘sentindo’ um aperto em seu ‘coração’.
Um senhor velho e grisalho com feições tão perfeitas que eu diria ser um anjo, aproximando-se dela lhe abraçou, e com verdade em seu olhar pôs-se a chorar.
A gratidão do ser humano que é ajudado em momentos difíceis equivale à gratidão de uma mãe que recuperou seu filho que lhe foi retirado da maternidade. A bondade só existe no coração de um ser humano, mesmo que muitos com o percorrer do caminho tenham trancado esse sentimento para subir na vida a custa do sofrimento de outras pessoas, egoísmo, ou as tenha perdido por ter um amor não correspondido, que lhe tenhas feito sofrer a ponto de desejar somente a morte, perdendo-se em amargura.
Nenhuma palavra saiu da boca daquele senhor, só lágrimas inundavam o seu olhar, pareceu a mim que este ia falar, mas sua voz poderia estar sufocada, ou seria ele mudo? Os minutos passaram e finalmente após um longo tempo sem nada a fazer, sentaram-se logo após o senhor pôs-se a frente de Era, ajoelhando-se como em veneração, olhou para o céu e as primeiras palavras saíram de sua boca.
_ Obrigado senhor por devolver minha filha que uma vez eu tinha perdido, obrigado! Obrigado! – as lágrimas em seus olhos agora eram mais fluentes, abundantes eram lágrimas de felicidade.
Era esta perplexa com o que acabara de ouvir, como uma máquina pode ter um pai e o porquê daquele senhor ter proferido tais palavras. A confusão tomou conta de seu ser, levantou-se apertando seus punhos, muito forte, agachou-se tocou a face do senhor em sua direção – Por que o senhor está dizendo que sou sua filha – perguntou incredulamente.
O senhor parecia surpreso, olhou-a espantado – Vo-você não se lembra de seu pai Elizabeth? – sua voz era fraca e abalada.
O olhar de incredulidade e arrogância ganhou espaço e uma risada sarcástica era audível – Quem tu pensas que sou? – sua voz demonstrava deboche, mas pude sentir que havia tristeza por trás de suas palavras – sou uma máquina, com a idade que o tu deves ter, normalmente não há de estar bem de sua sanidade mental – as palavras saiam como um insulto, mas ela queria que essas palavras não fossem verdade, ser uma humana seria de todo um bem, ter uma alma, um espírito, no fundo ela deseja que aquelas palavras que o senhor havia dito pudessem ser verdade.
_ Ele a olhou, apertou suas mãos, abraçou-lhe muito forte – sim, tu és minha filha Elizabeth e vou conta-lhe como tudo aconteceu.
Continua...
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