Dois mil e setenta, esse é o ano da "revolução mundial". Me chamo jonny, mas sou mais conhecido como "aquele cara", vivo na cidade de Manhattan, uma utopia caótica, com pessoas de todas as raças, cores, tamanhos e formas. Vivo em um prédio que fica 750 metro acima do chão, com meu pai e minha irmã, que não são lá as melhores pessoas para se conviver.

As coisas estão cada dia melhores, a tecnologia já está rompendo fronteiras, não temos mais guerras, já temos a cura para varias doenças que ate cinquenta anos atrás eram incuráveis, a qualidade de vida está bem melhor. Minha família é uma família de classe média, não tenho problemas com ninguém, a não ser comigo mesmo. Perdi minha mãe aos 5 anos de idade, quando acidentalmente eu entrei na frente de um carro e ela se jogou na minha frente para me salvar. Ouço histórias de que naquela época ela era muito conhecida, pois era neta de um homem muito importante que se chamava Harry, não sei muito sobre ele mas sei que ele fez algo de importante, eu herdei somente o sobrenome da minha mãe, que é Potter e o de meu pai que é Jackson. Jonny Jackson Potter, esse é meu nome. Todos falam que carrego grandes nomes, que venho de famílias importantes mas meu pai se recusa a me contar sobre meu antepassados. Minha irmã herdou o nome da avó do meu pai, que é Annabeth, um nome bastante incomum nesses tempos de hoje. Mas coisas diferentes tem acontecido comigo ultimamente, não sei porque, mas sinto que estou sendo vigiado, ouço vozes chamando o meu nome, vejo vultos, coisas se mechem sozinhas na minha frente, isso tem me assustado um pouco, mas tenho que esconder, pois não quero ser chamado de louco.

São 7:00 a.m tenho que ir para o colégio. O colégio, o que falar sobre aquele lugar? Talvez o melhor lugar do mundo? Não sei, mas me sinto muito bem lá. Quero ir logo pois hoje tenho prova de história.

Chegando na escola me deparo com rick, o cara que eu mais odeio nesse mundo. Dei um empurrão nele e entrei para a sala de aula. Meu professor de História é um cara velho barbudo de cabelos castanhos e anda em uma cadeira de rodas motorizada. Ele é um sujeito engraçado, me olha com um olhar fixo, como se eu estivesse brilhante ou algo do gênero. Ele passa do meu lado e entrega o teste de história, um texto enorme toma conta da primeira página, um texto bobo desses que ganhamos nas aulas de histórias, algo falando de bruxos e deuses gregos, pura bobagem. Li o texto inteiro e notei que meus dois sobrenomes foram citados algumas vezes, deve ser coincidência, um tal de Perseu Jackson era dito como filho de Poseidon, bobagens e mais bobagens.....

Capitulo II

Chegando em casa fui direto para o chuveiro, tomei uma ducha refrescante pra esfriar a cabeça, pois foi um dia corrido. Fui ate a cozinha, fritei alguns ovos e bebi um pouco de suco de blue-Berry.

Me deitei por volta das 11:30p.m, li algumas páginas de um livro e desmontei. Quando comecei a ouvir uma voz feminina chamando meu nome repetidas vezes, mas não senti medo, senti algo como paz. Me levantei e fui em direção a voz e me deparei com uma moça muito bonita, tinha cabelos acinzentados, olhos verdes como esmeraldas. Era a mulher mais bonita que eu já vi. Ela aparentava ter no máximo 35 anos, se parecia muito com minha mãe, das poucas lembranças que eu tinha dela. Suavemente ela disse.

- Jonny, você corre perigo! Afaste-se das pessoas a sua volta! Os tempos estão para mudar. Os deuses e os bruxos estão em uma intensa guerra. Você faz parte dos dois mundos, eles estão furiosos. Estão te procurando. Não confie em ninguém!

Ela simplesmente desapareceu.

Do que ela estava falando? Bruxos? Deuses? Devo estar sonhando com o texto de história.

-Nada disso aconteceu- disse jonny pra si mesmo.

Três horas se passaram e jonny levantou da cama com um pulo. Ele teve um pesadelo horrível. Eram 3:00a.m, ele pegou o celular e ligou para sua melhor amiga, Hayley, uma garota da escola, ruiva, baixinha, e super carinhosa.

-Hay, tive um pesadelo horrível. Não consigo dormir, estou muito confuso.- disse afobadamente

-hey jonny, o que houve? Como foi esse sonho?

- Foi assustador, um homem vestindo uma capa preta dizia algo pra mim em uma língua que eu não consegui identificar, ele era pálido, não tinha nariz e tinha uma cobra enrolada no pescoço. Mas enquanto ele falava uma luz forte brilhante apareceu e ele se foi em forma de fumaça. Dai eu vi uma figura brilhante, ao lado de um velho senhor com uma enorme barba branca, dizendo que eu corria perigo.

- Nossa... Um pouco sem sentido não acha- disse Hayley segurando pra não rir

-Estou confuso... Mas tudo bem, foi so um susto. Mesmo assim obrigado por ter me ouvido a essa hora da noite.

- Amigos servem pra isso — disse hay num tom bem doce e desligou o telefone

Vários pensamentos passavam pela minha cabeça, será aquilo um sinal? Dois avisos de que estou em perigo no mesmo dia? Devo estar maluco.

Simplesmente vou ignorar, e continuar com a rotina.

Capitulo III

Era uma manhã fria de sábado, eu iria viajar para a Flórida em menos de 30minutos. Malas prontas, dentes escovados, entrei no carro do meu pai e la fomos nos para o aeroporto.

Estava começando a chover, uma sensação ruim tomava conta do meu peito. Aquelas experiências na noite anterior me deixaram atordoado. Não via a hora de embarcar e ter um momento de sossego.

Assim que entrei no avião um calafrio me subiu a cabeça. Jamais senti algo desse jeito. Acho que estou delirando, mas na fileira do lado do meu assento, aquela mulher, ela era mesma! Não posso acreditar, como ela sabia que eu iria estar la? Quando olhei para ela, ela olhou na minha direção e sorriu. Comecei a suar frio, meu coração disparado. Quero voltar pra casa.

O avião decolou. Não da pra voltar atrás, e a mulher continua me encarando. Meu pai e minha irmã estão nos bancos da frente. Estou sozinho. A aeromoça olha pra mim e pergunta:

-O senhor deseja alguma coisa?

- Não, obrigado.- digo sem olhar para ela

- Tem certeza? Você parece assustado.

Naquele exato momento olhei para ela. A pior escolha da minha vida. Os olhos dela estavam vermelhos, como sangue. Sua pele era escura como carvão, mas todos olhavam para ela normalmente. So eu percebia aquilo? Estava desesperado. Queria sair correndo dali. Ouvi um chiado, e o piloto disse

- Caros passageiros, vamos passar por uma pequena turbulência, por favor coloquem os cintos de segurança.

Meu sangue gelou. Queria mais do que tudo estar fora daquele lugar. Tudo estava estranho, a aeromoça me fuzilava com o olhar, aquela mulher continuava me encarando. Por que? Simplesmente não sabia.

Alguns minutos se passaram, e um estrondo foi ouvido. O pior aconteceu. Estou dentro de um avião em chamas.

Capitulo IV

Frio. Isso descreve o que exatamente sinto neste momento. Está tudo escuro, sinto cheiro de gasolina e fumaça, está tão frio que meus pés estão dormentes. Então é assim que é a morte? Fria? Silenciosa? Vejo uma luz se aproximando de mim. É ela! Aquela mulher, mas os pés dela não tocam o chão, espere, estou na água? Como posso respirar? Ela estendeu a mão para mim e sem editar eu a peguei. Chego a superfície e logo quero voltar para o fundo. Somos os únicos sobreviventes. Vejo corpos dilacerados e queimados boiando em alto mar.

- O que houve? Onde está minha irmã? E meu pai?- digo com os olhos cheios d'água.

- Sinto muito pequeno jonny, você é o único sobrevivente.

Logo a minha frente vejo os corpos do meu pai e da minha irmã, estou desesperado. Queria ter dito adeus. Ele esta abraçado com ela, a pior cena que já presenciei. Nunca tive tempo de dizer um simples "eu te amo" para nenhum dos dois. Isso é demais para mim. Quero sumir, nadar para longe, quem sabe virar comida de tubarão.

-POR QUE ISSO ESTA ACONTECENDO COMIGO? ME RESPONDE! QUEM É VOCÊ E O QUE QUER DE MIM?

- Acalme-se criança. Tudo tem seu tempo.

A mulher se aproximou de mim e me deu um beijo na testa. Tudo escureceu novamente, mas quando abri os olhos estava em um lugar deserto. Parecia uma colina, com árvores e algumas vacas, mais nada.

Não consigo conter o choro. Quero minha família de volta. E todas aquelas pessoas que estavam a bordo do avião? O que será das famílias? Choro por mais longas duas horas, ate que de repente ouço um estrondo.

Me levanto rapidamente e verifico o que esta acontecendo e me deparo com uma criatura de 3 metros, ela não possuía face. Era pálida, tinha garras enormes e no lugar das pernas tinha uma cauda, como uma serpente. A criatura fazia um barulho terrível, como se fosse o choro de um milhão de crianças ao mesmo tempo, aquilo era ensurdecedor. Acho que aquilo não me viu, mas por pouco tempo pois pisei em uma folha seca e no mesmo momento a criatura virou na minha direção e deu um rugido feroz.

Posso dizer que eu me caguei. Mas do nada ela ficou parada, na mesma posição. Era como se o tempo tivesse parado. Olhei ao redor e novamente aquela moça surgiu e disse:

- Filho, essa é só a primeira. Use a cabeça, essa criatura se chama likon, é um monstro surgido do inferno, ele se orienta pelo calor e pelo som. Pegue estes artefatos e defenda-se.- disse ela entregando uma caneta e um graveto.

- Posso pelo menos saber seu nome?- pergunto jonny

- Selenia.- disse ela com uma voz doce e desapareceu em uma fumaça verde

Uma caneta? Um graveto? So pode ser brincadeira.

Examinando bem a caneta, jonny conseguiu ler entalhada na caneta a palavra anaklusmus. O que isso significa? So pode ser brincadeira. Deu dois passos pra trás e, outra folha seca.

Capitulo V

Eu estava aterrorizado, como me defenderia daquela criatura com uma caneta e com um graveto? Eu já sabia meu destino. Morte. Aquilo era demais para mim, um monstro? Eu estou órfão, morrer não seria uma má ideia.

O monstro corria em minha direção, corri o mais rápido que pude e me escondi atrás de um arbusto. Meu coração estava a mil. O que eu deveria fazer? "use a cabeça" ok, mas como em uma situação dessa? Eu fiquei desesperado e comecei a rezar por ajuda e de repente uma voz masculina ecoou em minha mente dizendo "puxe o gatilho". O que aquilo significava? Gatilho? Foi então que eu me dei conta, tirei a tampa da caneta e uma espada de um metro e meio surgiu em minha mão. Como aquilo foi possível, eu não quero nem saber, so sei que agora tenho algo para me defender.

Sem hesitar corri em direção ao monstro, aquela coisa fedia a enxofre. Por algum motivo, eu me sentia forte, e pulei pra cima do monstro e arranquei um braço da fera com um único golpe. Aquilo foi demais! Me senti ótimo. Assistir aquela criatura rugir de dor me fez me sentir mais vivo do que nunca, por algum motivo me senti como se tivesse nascido para isso.

A criatura novamente correu em minha direção sangrando sem parar, então me deu um empurrão e eu voei por três metros. Por algum motivo não senti dor alguma e corri novamente em direção a criatura. Uma espadada no peito e "bum" ela explodiu em um milhão de pedaços.

Me sentia aliviado, feliz, mesmo depois de tudo que havia passado.

Olhei para trás e Selenia estava lá, parada me aplaudindo. Cheguei a ela e perguntei

- Como fui?

- Excelente!- disse Selenia eufórica.

- O que acha de mais algumas respostas?- perguntei sucintamente.

- Primeiro -disse ela num tom doce- tenho algumas coisas para te mostrar.

Tudo escureceu novamente. E quando abri meus olhos estava em uma sala escura, com algumas esculturas e quadros, muitos livros espalhados por toda a parte, e no canto da sala uma coisa incrível. Uma ave vermelha, parecida com sangue. Era a ave mais bela que eu já vi! Podia pensar que era uma fênix, mas isso são lendas....

Ela anda pela sala, posso ver um olhar triste em seus olhos. Enquanto ela caminha, eu observo tudo a minha volta, na parede um brasão, empoeirado com umas cores fracas, acho que são vermelho, verde, amarelo e azul. Alguns quadros me assustavam, tinha a impressão de estar sendo observado. Um calafrio subiu a minhas costas quando vi um quadro de um senhor de cabelos pretos como os meus, ele usava óculos, e tinha uma marca estranha na testa, parecido com um raio ou algo do gênero. Aquele rosto era familiar. Algumas lembranças voltavam a minha mente. Aquele homem! É o meu avô! Aquela mulher...

-MÃE? MÃE É VOCÊ?

- Meu filho! Eu sabia que se te trouxesse aqui você lembraria.-disse ela com lagrimas nos olhos.

Capitulo VI

Corri em direção a ela e dei um abraço apertado, como era boa aquela sensação, minha mãe, viva, estou feliz, apesar de todo sofrimento.

- Por onde você esteve todo este tempo?- Pergunto com lagrimas escorrendo pelos olhos.

- Eu estava presa, o lord das trevas está vivo novamente, todos os bruxos foram extintos, menos você jonny! Mas você corre perigo, ele quer seu poder. Você é o mago mais poderoso que já existiu!

Eu um mago? Eu sei que aquilo é verdade, mas me recuso a acreditar, não passo de um simples garoto de 16 anos, quero uma vida normal. E quem é esse tal lorde das trevas em que ela falou?

Evito pensar neste assunto.

- Mago? Poderoso? Lorde das trevas?

-Sim, ele retornou das cinzas, está com sede de sangue, ele quer o seu poder para derrotar os deuses e os humanos. Quer escravizar o mundo.

- Deuses? Que história é essa?

-Me acompanhe.

Ela me levou ate um canto da sala onde uma cortina rasgada tampava metade de algo parecido com um lavadouro, em cima havia uma prateleira com alguns potes cheios de um líquido preto.

Ela pegou o ultimo pote da prateleira e jogou dentro d'água.

- Coloque o rosto na água, não se preocupe, nada de ruim vai acontecer.

Quando coloquei o rosto na água me assustei, não estava mais naquela sala, estava com um senhor bem velho, com uma longa barba branca, logo do seu lado, três homens altos, atléticos porem já de idade conversavam.

- Sinto muito Dumbledore, não podemos evitar isso- disse o homem do meio, que possuía cabelos grisalhos e um raio nas mãos.

- Ele é uma ameaça a sociedade magica! Você tem que impedir que aquela criança viva!

- O que já foi feito não pode ser desfeito -disse outro homem, esse era bronzeado, e usava bermuda e sandálias, tinha um tridente em uma das mãos.

_JÁ CHEGA!- Disse o terceiro homem rugindo de fúria.- EU SOU O SENHOR DAS TREVAS! QUER QUE O MENINO MORRA? EU O FAREI!

- CALE A BOCA HADES! O DESTINO DO GAROTO É VIVER!

Pulei da água muito assustado. Era de mim quem eles estavam falando?

- Quem são aqueles?

-Seus bisavós.

- Meus o que?

- Sim, eles são irmãos do seu avô.

- Quem é o meu avo?

- O de sandálias e bermuda, Posseidon.

- Espera, você quer dizer que sou bisneto de Posseidon?

- Sim, seu pai é filho de Percy Jackson, ou Perseu Jackson, como ele preferia ser chamado.

- O.k, entendi, sou neto de um meio-sangue?

- Sim!

Nada fazia sentido, mas eu prefiro concordar com minha mãe do que discordar, mas se aquilo era verdade, então sou um mago?

-Onde nos estamos? -perguntei

- Estamos no que sobrou de Hogwarts, ex escola de magia.

- Hog oque? Escola de magia?

- Me siga.

Ela me levou para uma varanda, que dava a visão para destroços e mais destroços. Parecia que uma guerra acabara de acontecer aqui.

- O que aconteceu aqui?

- A maior guerra que já ocorreu, deuses versus bruxos. E os deuses ganharam claro.

- Mas....

Não digo mais nada. Diante dos meus olhos só destruição, alguns esqueletos eram visíveis. Me parece que a única coisa viva ali era uma árvore enorme, que todo o tempo eu tinha a impressão de estar se movendo.....

Capitulo VII

Tudo aquilo era muito novo, um choque de realidade. Duas palavras resumiam o que eu estava sentido naquele momento: Sono e fome. Já tem dois dias que não durmo direito, comer então nem se fala.

Quero voltar pra casa correndo e contar tudo pra Hayley. HAYLEY! Meu deus, preciso dar notícias. Ela deve estar louca de preocupação.

-Preciso falar com uma pessoa.-digo sutilmente

- Acho meio difícil você conseguir falar com alguém aqui, mas fique a vontade.

- É, so mais uma coisa: Como?

- pegue isso e jogue num arco-íris e fale o nome de quem deseja falar- disse ela ne me jogando uma moeda de ouro.

Ok, tenho uma moeda e preciso de um arco-íris. Como? Acho difícil. Ok, pego a agua daquela fonte e jogo contra a luz. Um pequeno arco-íris se forma e eu jogo a moeda dentro e digo Hayley. Logo a imagem dela se forma em meio ao arco-íris.

- Hay! Não da tempo de explicar, so saiba que estou bem!

- O que? Como? Jonn......

A "ligação" caiu. Provavelmente ela deve ter pensado naquilo como um sonho. Mas ok, estou menos tenso.

Novamente me volto para Selenia.

- E agora? O que mais você precisa me mostrar?

- Preciso te levar a um lugar para você ser treinado para combate.

- ok...-,digo parecendo não muito surpreso.

- O nome do lugar é acampamento meio sangue. Treinando semi-deuses desde 10 a.C.

- Acampamento? Legal! Parece uma boa ideia.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.