Dois idiotas,um diário e o apocalipse.
4 Coulrofobia
Notas iniciais
Olá...
Por favor, não nos matem!!! Sim, muito tempo se passou desde o último capítulo postado, esperamos que ainda acompanhem!
Mas vamos ao que interessa...CAPÍTULO NOVO MINHA GENTE!!!
Boa leitura!!!
Chloe
— Um palhaço incomoda muita gente, dois palhaços incomodam muito mais, três palhaços incomodam muita gente e...quatro palhaços...MATAM TODO MUNDO! – nesse momento, três palhaços apareceram, dois atrás de nós e um na frente, agora tínhamos que enfrentar quatro palhaços assassinos, sendo que não conseguimos, em três, matar um.Qualquer bobeira nos levaria a morte. Eles riam descontroladamente, um com um facão e outro com uma marreta. O primeiro quebrou a mesa e pegou seu pé. Eu rapidamente atirei na nuca de um, Jorge fingiu atacar por baixo mas largou o taco e acertou um soco na cara de outro, pulei em cima do mesmo com a adaga e a finquei em sua garganta. Thomas entretinha o primeiro palhaço que caia em sua distração. O que restara, avançava lentamente em sua direção. Corri e joguei a adaga no peito da criatura, não afundou muito mas tinha certeza de que o machucará. Quando ele se virou em minha direção, Jorge correu e chutou a adaga, a afundando até o cabo. Nesse momento, Thomas gritou, havia sido acertado na perna. Sangue escorria de sua calça e pingava na superfície de pedra. Ao ver a cena, enlouqueci e agi sem pensar. Tirei o taco da mão de Jorge e acertei na nuca do maníaco. Ele tombou, mas continuava vivo. A raiva me consumiu, peguei a motosserra que estava no chão e enfiei na barriga do palhaço, sangue voava pra todo lado deixando marcas irreparáveis na parede. O palhaço gritou por um segundo, depois calou-se e sorriu. Thomas puxou minha mão, tirando a arma do abdômen do palhaço.Senti a mão de Thomas me puxando, eu estava tremendo, ideias passeavam pela minha cabeça de como fui capaz de cometer tal ato. Olhei para todos os lados e vi a ruína de tudo o que houve, puxei minha mão que ainda segurava a de Thomas, eu estava tremendo, olhei para Jorge que tinha um olhar de pena, me levantei e fui a um canto, me encolhi e chorei baixinho, não me reconhecia mais. Senti braços me rodearem, por um único momento pensei que pudesse ser Jorge com seu instinto paterno, mas quando levantei a cabeça dei de cara com aquelas órbitas cinzentas, e então o abracei. Ficamos assim por alguns minutos até me lembrar que o mesmo estava machucado e disse:— Dói muito, não é? — Sabia que meu rosto demonstrava certa inquietação.— Não se preocupe comigo, eu ficarei melhor eventualmente — Disse Thomas achando que me enganaria.Levantei e fui até a bolsa de suprimentos. Separei o necessário e não fazia ideia de como realizar um curativo.— Chloe, precisa de ajuda? Eu sei como usar os primeiros socorros, posso te dar uma mão — Disse Jorge sendo prestativo. Era quase como se ele lesse minha mente.— Não, não. Preciso me virar e você parece extremamente exausto.— Você tem toda razão. Boa sorte aí, enfermeira Chloe – E se retirou da sala para o quarto.Peguei a última garrafa de água potável e despejei sobre sua perna, lavando o ferimento. Cortei um pedaço de gaze e enrolei ao redor de seu membro. Agarrei minha mochila e coloquei como apoio, para diminuir o fluxo sanguíneo. — Prontinho — Disse se sentando ao meu lado — Sabe que não precisa olhá-los, não é?Não respondo, não consigo, não posso.— Chloe, vai ficar tudo bem, ok? Eu estou aqui, Jorge está aqui! Vamos te proteger.— Até quando isso vai ser possível? Ou você acha que sempre conseguiremos escapar de um ataque? Não era pra isso ser real. Nesse momento era pra eu estar me arrumando pra ir ao colégio e então eu desceria as escadas e encontraria meus pais sorrindo me desejando um bom dia — Começo dizendo algo e termino quase em um sussurro.Ele apenas me abraça e diz baixinho:— Enquanto eu puder, será possível.(...)Desperto e dou de cara com Jorge. Mal posso abrir os olhos, mas já decorei sua enorme silhueta. Viro meu rosto em direção a Thomas. Ele parece um anjo dormindo em uma nuvem. Quando estou prestes a tocar seu rosto ainda sujo de sangue, ele acorda.— Algo aconteceu? — Pergunta sonolento.— Não, nada. Acho que teremos que procurar outro lugar pra ficarmos — Digo olhando-os. Meu coração ainda disparado.— POR QUÊ? — Os dois perguntam juntos.— Porque os palhaços não voltaram pra toca dos maníacos idiotas e eles com certeza sabem que eles vieram pra cá. Quando se derem conta dos quatro palhaços perdidos, irão procurá-los e eu não vou querer estar aqui quando isso acontecer — Digo tentando convencê-los.Encaro os dois que estão na minha frente. Ambos revelam uma expressão de “Faz sentido” e resolvo perguntar:— Quando formos procurar um abrigo melhor, podemos ver se ao menos tem água? Eu preciso de um banho! — Pergunto com esperança no olhar.— Por mim tudo bem — Jorge diz e olha para Thomas.— Um lugar com água, nada mais justo!(...)— Amanhã sairemos cedo atrás de um lugar, certo? — Falo ainda com esperança.— Certo — dizem em uníssono.— Eu fico de vigia esta noite — Digo.— Mas... — Thomas tentou protestar minha decisão, porém o interrompi.— Não vem com essa de “mas”. Você e Jorge precisam descansar, está escrito na testa de vocês — Lanço um olhar mortal para os dois que tentariam me fazer mudar de ideia. Felizmente, eles se calam.(...)A noite voa como pássaros no verão. Só ouço o vento passar e acariciar meu rosto. Tudo muito silencioso e calmo, como costumava ser, mas que hoje não passa de uma utopia. Pego uma barrinha na bolsa e penso “Esses malucos são fãs de barrinhas, não? Só tem isso na bolsa deles.” Passaram-se 5 minutos e as donzelas despertam, já digo:— Bom dia, belas adormecidas. Nada demais aconteceu. O cardápio de hoje é... Rufem os tambores... BARRINHAS!— Bom dia, engraçadinha. Fico feliz que tudo tenha ocorrido bem. E BARRINHAS DE NOVO? NÃO! Terminando de comer, cada um arruma suas próprias coisas. Saímos da escola e não há nenhum palhaço por perto. Percorremos rapidamente as ruas, Jorge e eu dando apoio a Thomas. Nos escondemos em becos, quando haviam. Andamos, andamos, andamos e andamos muito, até estarmos longe do Centro, mas não tão distante ao ponto de nos perdermos.
Chegamos a uma vizinhança com casas que pareciam muito novas, mas todas abandonadas. Não haviam resquícios de vida nenhuma ali. Havia uma casa que me chamou a atenção. Na entrada existiam pilares gregos e qualquer pessoa que já havia morado ali, tinha sido muito rica. Abri a porta e me deparei com um lugar aconchegante e com uma arquitetura rústica. Fui a cozinha e abri a torneira e...tinha água!— É aqui! — Disse com um sorriso que ia de orelha a orelha — Tem água e aqui é um lugar maravilhoso! O que acham?— Por mim tudo bem! Jorge?- Thomas o olhou.— Achamos um abrigo, aleluia! — respondeu animado pela primeira vez desde de que o conhecemos.— Então... se não se importam, preciso de um banho — Vou até a mochila que Thomas carrega, e pego roupas limpas, todas elas escuras. Entro no banheiro e para minha surpresa, ele é pequeno, mas para compensar é maravilhoso. No teto encontram-se duas claraboias que refletem o céu daquela tarde quente. Nas paredes brancas situavam-se azulejos azuis e o piso era de madeira assim como a pia e a privada. Mas a melhor parte está por vir. TINHA HIDROMASSAGEM. Entro na banheira e pela primeira vez em dias, relaxo.(...)Não consigo conter o sorriso e olho os garotos a minha frente na sala, conversando animados. Até que suas expressões ficam sérias e ouço meu nome. Decido ignorar e abro a geladeira da cozinha que está cheia e tem energia, fico surpresa e resolvo fazer um almoço digno do nome.Chamo os garotos que me olham chocados e felizes. Então cada um se serve.— MEU DEUS, ISSO ESTÁ DIVINO! — Fala Thomas com uma carinha de criança feliz.— EU QUERO TE GUARDAR NUM POTINHO – Jorge diz com convicção.Depois de comerem, Thomas indaga.— Vocês não acham isso tudo muito estranho? Água, energia, geladeira cheia, isso não é muito...Thomas é interrompido por batidas na porta. Nos levantamos todos assustados. Os meninos vão para sala e acabo correndo na frente deles. Assustada, olho pelo olho mágico e vejo um homem de uns 40 e poucos anos e um garoto que parece ter a idade de Thomas. Meio receosa, abro a porta e então o mais velho pronuncia:— Olá, viemos dar boas vindas a vocês. Percebi que se mudaram hoje mesmo! Sou Marcos e é um prazer conhecê-los! Esse aqui é meu filho Jack, acredito que vocês se darão muito bem juntos — Os mesmos sorriem.Então Jack diz:— Nos daremos realmente muito bem – Diz me olhando com um sorriso malicioso — Aliás poderia passar essa tarde com vocês? Meu pai sairá e como tenho vizinhos, não há o porque ficar sozinho não concorda, moça?Olho para Thomas e Jorge a procura de alguma ajuda. Thomas lança olhares mortais a Jack e Jorge está o observando com indiferença, então faço a pior escolha de minha vida:— Mas é claro será um prazer conhecê-lo melhor, Jack — Digo sorrindo falsamente ao dizer seu nome — Acredito que não será um problema aos meninos também.— Ótimo. Bom voltarei daqui a uma hora. Antes preciso fazer algumas coisas, até mais — Diz com o mesmo sorriso malicioso em seu rosto.E assim os dois saem da porta da casa e voltam a residência da frente. Fecho a porta lentamente e fito os dois garotos com que convivo agora. O rosto de Thomas suavizou e Jorge continua desinteressado, então digo:— Desculpem, tudo bem? Mas fiz o necessário. Esses dois parecem que não se deram conta do que está acontecendo a sua volta! — Digo isso tudo muito rápido — E ainda tenho suspeitas sobre eles, então peço que fiquem comigo quando ele vier pra cá. Confesso que ele não parece estar normal e afinal, pra onde o pai dele vai? — Finalizo e fico pensativa.Isso é tudo muito sinistro.
Notas finais
Um beijo pra quem quiser!
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Até o próximo!
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