Dois anjos e uma noite
1 Selar
Max:
Antes dessa noite acontecer.
Gostava de passar minhas madrugadas fantasiando.
Como seria?
Como iria acontecer?
Quem tomaria a iniciativa?
Pensamentos como esses me invadiam na mesma intensidade que lembrava de você.
As vezes me pegava olhando para as estrelas, tão belas, tão distantes.
Ir até elas é humanamente impossível porém, apaixonasse por elas não.
As vezes gostava te de comparar a elas.
Um sentimento um tanto quando familiar me acompanhava nessas noites sobre o telhado de minha casa.
Enrolado em um macho edredom acompanhando de uma boa xícara gay de café.
Suspirava entregue a esses pensamentos.
Que agora podem deixar de ser algo apenas da minha cabeça confusa.
Você é uma incógnita, infelizmente.
As vezes sinto que sente algo...outras não.
Meu deus! Porquê tão confuso???
É sério seu puto!
Essa é a última vez que passo pano para você, seu lerdo.
Agora vamos focar um pouco no presente, okay?
Estamos andando no meio da madrugada, do nosso jeito bem gay.
Meu braço sobre seu ombro, seu braço envolta da minha cintura, assim nos andamos numa perfeita diagonal.
Quem não nos conhecem poderiam pensar que eram dois bêbados na rua.
Um perfeito e desastroso desastre.
Dois azarados e uma lua.
Agora, finalmente, chegamos no nosso lugar.
Fomos direto para o nosso "esconderijo" vulgo caieira.
Nessa noite.
Sobe essa lua.
Com esse vento dos internos.
Que eu não pegue uma pneumonia amém.
Apenas nós e as estrelas.
Elas serão nossas silenciosos testemunhas.
Eu te olhava, logo ria.
Impossível um momento de seriedade!
Mais que merda!
A gente se olha e logo rir.
Duas hienas com parkinson.
Dois tabacudos...
Autora:
O vento soprava sem trégua.
Na teoria, era para ambos estarem assustados ou com medo.
Pense comigo jovem ou não leitor.
Em plena três da madrugada dois adolescentes no fim do mundo. Num escuro misteriosos, com o som do mar e dos cavalos.
Lugar mais que perfeito para um assassinato.
Porém, o destino aguardava outra desgraça aos jovens.
Quando menos se espera uma chuva começa a cair.
E os dois, em vez de seguir a lógica que seria. Sair da chuva e ir atrás de abrigo.
Fizeram o oposto.
Se acomodaram as gotas de chuva e ao vento.
Permanecendo assim, unidos pelo edredom e por um bom fone.
Escutando suas músicas gays.
Após longas horas.
(Que na verdade foram apenas 1h e meia porém a autora aqui é dramática.)
Um dois jovens estava preso num conflito interno.
Tentar ou não tentar algo.
Dito que o outro dava todos os sinais de interesse. Porém a passividade se tornava um mau.
Liam, seu passivo do caralho.
Dois passivos juntos, duas plantinhas.
Enquanto analisavam memes muito sem graça que para ambos tinha se tornado a coisa mais divertida do mundo.
Um humor questionável.
Max decide quebrar essa barreira.
"É agora ou nunca saporra"
"Mais e se ele não quiser..."
"E se eu perder meu melhor amigo???"
"Puta merda! Deveria ser mais fácil! Nunca mais escuto a Agatha"
Como é seu puto...
Respira, continuando...
Após um longa nem tanto, batalha interna ele descide agir.
"Hey, liam???"
"Ham???"
O outro garoto virar meio perdido. E se surpreende quando o mais novo tenta beija-lo e como num impulso se joga para trás rindo arrastando o outro consigo.
"Porra Max! Avisa antes!"
O outro meio desconcertado responde logo em seguida.
"Vou te beijar okay!?"
Dito isso ambos se olham riem, Max se aproxima de Liam o encarando para o mesmo entender, e milagrosamente ele entende que dessa vez não era mais uma das suas brincadeiras de "dar em cima" e finalmente (amém) unem seus lábios num beijo meio sem jeito e experiência.
Max:
"PUTA MERDA! MEU DEUS! ESTOU FAZENDO MESMO ISSO?! AAAHHH!"
"CALMA MAX! RESPIRA E NÃO PIRA!" repetia para mim mesmo as palavras da Agatha, certeza se ela estivesse aqui a gente já teria apanhado e ela estaria olhando para a gente e sussurrando um "mais que cu doce do caralho..."
Bem a cara dessa doida.
Mais agora voltando a parte boa.
Estou beijando esse neném lerdo.
Meu deus...
Que beijo, ual!
Sinto como se um universo estivesse passando diante de meus olhos, e de certa forma estava... Afinal, as estrelas essa noite viram nossas testemunhas.
E graças a Deus elas são silenciosas e confiáveis.
Após finalizar esse beijo apenas nos olhamos rimos e voltamos a encarar as estrelas sem falar nada.
Curtindo o vento, a chuva, as estrelas estrelas e todos os outros pequenos detalhes do mundo ao nosso redor.
Queria poder eternizar esse momento, porém, se fizesse isso as coisas boas perderiam seus encantos.
E antes que às sete horas cheguem, vou aproveitar o tempo que me resta calmamente...
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Fim.
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