Notas iniciais
Este capítulo volta ao P.D.V de Robert, o segurança.

Growlithe esquentou o ar com uma rajada de labaredas e acertou as costas do invasor. Agora, a pilha de destroços se estendia por três metros, desde a plataforma onde os ossos do Tyrantrum deveria estar até o fóssil do Aurorus. Meu coração martelava contra meu peito, estive em êxtase por alguns segundos iluminando toda a cena com a lanterna acesa. Retornei Growlithe para a própria pokébola, antes que ele destruísse algo, e chamei a polícia enquanto tentava entender como ele tinha entrado no museu.

Vi a corda amarrada por sua cintura e presumi que viera de cima, e segui com a lanterna até ver uma janela redonda no teto, posta em vertical, como eram os vitrais de uma igreja. As horas seguintes passaram rápido no começo, e depois foram se alongando a medida em que eu repetia minha história para os investigadores. A ala, e depois todo o museu, foi cercado com uma fita amarela e preta. O homem desmaiado foi preso assim que acordou, uma maravilhosa coincidência, e sua tentativa de fuga foi inútil.

Enquanto colocavam-no na viatura, pensei tê-lo ouvido soluçar. Não expressei aos investigadores a minha suspeita do ladrão não ter vindo sozinho, e peguei a corda do corpo do homem antes da polícia chegar.

Talvez eu nunca ache o outro criminoso, mas foi um ato impensado, o de roubar a corda. Refiz toda a cena do crime para parecer que o homem tivera chegado ali sozinho, pulando da janela, e assisti as luvas de couro que eu usei ao fazê-lo queimarem naquela tarde.

Eu investigaria aquilo sozinho, pela primeira vez tendo coragem para acordar e fazer de meus sonhos uma realidade.