Dois Shows E Um Acidente!
19 19 - Mais que um mal-estar.
Notas iniciais
Vou postar sempre q conseguir pegar o PC (to de castigo, que feio).
O rumo da história agora vai ser decidido por vocês (ou você, Isa). É o seguinte, eu vou postar esse capítulo, vocês (ou você) deixam reviews com a continuação da fic, não precisa ser muito detalhado, tipo, não precisa ter as conversas e tal. Se não tiver reviews, eu continuo do meu jeito. Tá mais que explicado, beijos e boa leitura!!
[Isa's POV]
Levantamos, eu meio que levando ela quase no colo. Abri a porta do quarto, por dentro não se usava o cartão, só uma maçaneta simples. Antes de sair, resolvi chamar alguém pra me ajudar a carregar essa pessoa que, a cada passo, ficava mais pesada. Pensei no Billie, mas não, ele provavelmente estaria cansado, assim como Mike, Tré e Jason. Roberta tá bêbada, mal estava se aguentando em pé. Tiago, a última opção. Deixei a Lívia na cama e fui chamar o único ser vivo que poderia me ajudar agora.
Passei a mão muito rápido na maçaneta, quase correndo, com uma preocupação que estava estampada na testa, como se estivesse escrito 'Estou preocupada, muito!!'. Saí em direção ao 809, bati na porta desesperada. Em 2 segundos a porta se abriu. Ele saiu de lá, o cabelo voando, bagunçado, o pijama amarrotado. Devia estar dormindo.
— Tiago — 'Preocupação' estampado na minha testa -, é...A Lívia, ta passando mal. Eu resolvi levar ela pro hospital que tem aqui perto. O problema é que eu não consigo sozinha. Me ajuda?
— Claro! — Respondeu, sem nem pensar. Parecia tão preocupado quanto eu.
Ele saiu perguntando "O que ela tem? Em que quarto está? Onde é o hospital? Avisou o Billie? Ele vai ficar preocupado!" enquanto andava, tranquilo, pelo corredor, como se nada estivesse acontecendo. Ou seria eu que fazia tudo parecer mais grave? Talvez fosse só um mal-estar, nada de mais. Ela passaria a noite em observação, talvez tomasse um pouco de soro e voltaríamos ao hotel de manhã, ou de tarde, porque já eram quase quatro da manhã.
Ele entrou pela porta que eu tinha deixado aberta, achou ela ainda deitada na minha cama. Pegou-a no colo, sem ajuda nenhuma e se virou pra porta. Fez um sinal com a cabeça pra que eu abrisse a porta. Saimos direto pro início do corredor, para o elevador que subimos. Esperamos, entramos e fomos pro "T", de térreo, obviamente.
— Pede na recepção pra avisar o Billie, assim que ele acordar. Deixa o número do seu celular, pede pra ela passar pra ele também. — Disse, calmo. — Deixa o meu também.
— Pode ser... — Fui direto para a recepção. Era um balcão de pedra escura e gelada. Tinha uma mulher que aparentava ter seus 32 anos, de cabelos presos num coque, o úniforme preto e uma plaquinha onde se lia "Lara".
— Boa noite, eu estou hospedada junto com o Green Day, no oitavo andar.
— Sim, aqui consta a reserva deles. — Ela disse, enquanto teminava de digitar alguma coisa e analisava o monitor. — Em que posso ajudá-la?
— Bom, é que a minha amiga, que está junto também, está passando mal. Eu liguei aqui pra pedir ajuda e uma de vocês disse que eu poderia levá-la até um hospital aqui perto. — Ela me olhava, com cara de quem está entendendo. — A questão é, eu não tenho como avisar ao Billie e queria ver se tem como deixar um recado com você, posso?
— Claro, o quer que eu o diga? — E assim, começou a anotar tudo no computador, o telefone, o que aconteceu, o estado da pessoa que seria internada e etc.
Saimos do hotel em direção ao hospital, eu dormi no caminho mas acordei a tempo de ver, no finzinho da rua, um letreiro grande, no qual podia-se ler HPS — Hospital de Pronto Socorro. Entramos, a fila era pequena e a pouca gente que estava ali, logo entrou enquanto fazíamos a ficha pra consulta. Sentamos pra esperar e então, quebrando o silêncio, Tiago pergunta:
— Qual de nós dois vai acompanhar ela lá dentro? — Sem tirar os olhos do rosto da Lïvia, que agora, depois de mais um acesso de vômito, dormia enconstada no ombro dele.
— Eu queria ir, mas fique à vontade, se quiser, é claro! — Olhei pra ele, eu estava cansada, queria dormir um pouco, mas não me importava de ficar com ela.
— Eu fico então, você parece cansada, quando eu entrar com ela, se quiser, pode voltar pra dormir um pouco. — Parecia que sabia que eu precisava dormir mesmo.
Ficamos ali por mais uns 15 minutos, sem dizer uma palavra, até que o médico, um homem um pouco gordo, com cebelos grisalhos e meio alto chamou os dois e eles entraram. Assim que me despedi deles, voltei ao hotel, disse à Lara que não precisaria avisar mais nada e subi de volta ao quarto. Deitei e dormi, não vi nem que horas eram.
[Lívia's POV]
Acordei numa cama de hospital, uma agulha com um tubinho transparente que era ligado a um saquinho, do que parecia ser plástico, cheio de um líquido que não parecia ser água, mas eu sabia que era soro, e o Tiago do meu lado. A última memória que tenho foi de estar entrando no quarto da Isa, me sentindo muito mal, ter vomitado umas dez vezes e depois dormi, ai não me lembro de nada mais.
— Bom dia! — Uma cara feliz sorria pra mim. Era o Tiago com uma bandeja que parecia ser o café da manhã do hospital. Ele pôs na minha frente, tinha um copo de suco de laranja com biscoitos e torradas com manteiga derretida. Eu, morrendo de fome, devorei tudo em menos de meia hora. — Você parece melhor, tá com o rosto corado, de novo.
— Bobo!! — Brinquei. — O que o médico disse quando eu entrei aqui?
— Disse que você estava desidratada, perguntou se você tinha bebido alguma coisa nas últimas 48 horas e eu contei o acontecido.
— E o que ele disse? — Perguntei, mas não deu tempo de ele responder, uma enfermeira entrou no quarto e pediu pro Tiago sair, dizendo que eu precisava dormir mais um pouco. Ele me deu um selinho e saiu. Eu me virei e caí no sono de novo.
[Tiago's POV]
Fiquei aliviado quando soube que o que ela tinha era leve, nada grave de mais. Acho que tenho que mepreocupar é comigo, tenho pensado nela de mais e ela não dava nenhum sinal de que ao menos gostava de mim um pouco mais.
Quando saí do quarto a enfermeira disse que eu não precisaria ficar ali mais hoje, disse que eu poderia voltar mais à tarde, mais ou menos 4 e meia e ela seria liberada. Eram 9 da manhã. Decidi voltar ao hotel e tomar um banho, trocar de roupa e contar ao povo o que aconteceu, que ela já está bem e que volta com a gente hoje ainda.
Assim que saio do quarto do hotel, acho a Isa, na minha porta, com cara de preocudapa, acompanhada pela Roberta, com cara de assustada.
— Conta! Anda!! — Isa quase gritava comigo.
— Calma!! Eu conto, entrem ai. Eu já ia procurar você, Isa.
Elas entraram e eu contei tudo o que aconteceu. Que ela teve só uma desidratação, provávelmente pelo porre depois do show, que estava no soro, que estava bem melhor hoje de manhã e que voltaria pro hotel 4 horas.
Elas ficaram animadas, até de mais.
Quando deu 11 horas, encontramos o Mike no corredor. Parecia ter dormido uns 2 dias, de tão bem que estava.
— Ei, Mike, bom dia, hehe. — Cumprimentei.
— Bom dia, e ai? Eu ouvi uns passos de madrugada, mais ou menos três e meia. Sabe o que era?
— Aah, era eu, o Tiago e a Lívia. Ela está no hospital. Passou muito mal ai levamos ela. — Isarespondeu, quase de imediato.
— Aah, sim. Mas, o que ela tem? — Perguntou, com um ar preocupado.
— Ela tem o organismo fraco, bebeu de mais no último show e ficou assim. — Roberta respondeu, com ar de 'Eu sabia, ela tem cara disso.'
— Ah, sim. Mas vai dar pra ela sair com a gente pro show de hoje né?
— Acho que sim, eu vou lá buscar ela 3 horas. Que horas vocês vão sair?
— Ah, lá pelas 6 ou 7. Dá tempo sim. Vamos almoçar? Tô morrendo de fome!
E descemos pro salão o hotel, onde era servido o almoço.
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