Dois Rapazes, Uma Escolha De Amor
1 Dois rapazes, uma escolha de amor
Notas iniciais
Dois rapazes, uma escolha de amor
Raf POV
Eu vou apresentar-me. Chamo-me Raf, tenho 15 estrelas e estou neste momento no 1º ano de estágio. Antes de eu vir para cá namorava e ‘namoro’ com o Gabi que ao contrário de mim é já um anjo completo, 100%. Peguei no meu diário e comecei a escrever.
Pergunto isto a todas as raparigas que passaram ou estão a passar o mesmo que eu: alguma vez se sentiram confusas entre escolher dois rapazes? Já se sentiram num beco sem saída? É verdade eu tenho de escolher um: Sulfus ou Gabi.
E tudo começou a complicar-se quando…estão a ver aquela esquina ali perto do portão? Pronto foi aí que tudo começou…foi aí que eu o conheci…aquele demónio de olhos âmbar e cabelos azuis-escuros…Sulfus…eu sei que eu sou um anjo e ele é um demónio, mas eu apaixonei-me por ele e ele confessou os seus sentimentos por mim e disse que me amava…mas quando o Gabi descobriu…
Flashback on
Estavam na praia, era o pôr-do-sol. Raf e Sulfus estavam sentados sobre a areia macia e observavam aquele lindo pôr-do-sol…
“Raf, eu não aguento mais…eu preciso de te dizer uma coisa que já devia ter dito à muito tempo atrás” murmurou o demónio.
Raf olhou para ele como quem esperasse para ele falar “Eu…aa…amo-te!” exclamou.
Raf ia falar mas de repente Gabi apareceu do nada “Gabi” murmurou Raf.
Raf e Sulfus levantaram-se “Raf, desculpa, mas agora tens de escolher um de nós. Ou sou eu ou este demónio. Quando estiveres pronta dá-nos uma resposta” disse Gabi.
Desde esse dia que não saio do quarto para não ver a cara de nenhum deles, embora eu os visse pela janela constantaneamente a lutar um com o outro por causa de mim…eu amava o Sulfus, mas também não queria magoar o Gabi…o sentimento que sinto pelo Sulfus foi o mesmo sentimento com que senti há uns anos mas que agora tinha morrido.
Eu estava sentada na minha cama com o olhar desviado para os humanos que estavam a jogar basket.
Mas de repente o meu sétimo sentido dizia-me para ir à sala dos desafios e tentei ignorar mas não pude evitar e fui.
Dei com o Sulfus e o Gabi a lutar um contra o outro “Mas o que raio se passa aqui?” perguntei.
Eles os dois nem sabiam o que responder por isso decidiram permanecer calados até que Gabi falou “Raf mostra a este idiota que é a mim que tu amas não a ele!” exclamou Gabi. Sulfus ia-lhe saltar para cima mas eu meti-me no meio dos dois.
“Parem já com esta palhaçada!” exclamei eu e os dois olharam para mim surpresos por ter dito isto.
“Então quem escolhes Raf?” perguntou Gabi.
Eu senti-me bloqueada…eu amava o Sulfus mas não queria magoar o Gabi…mas tomei a minha decisão. Olhei para o Sulfus e suspirei e abracei o Gabi e ele retribuiu o abraço. Ouvi o Sulfus suspirar de desilusão.
Quebrei o abraço “Gabi tu és um rapaz muito simpático mas…o meu coração pertence ao Sulfus” disse eu e ele olhou-me surpreso.
“Pertence?” perguntou o Sulfus admirado.
“Pertence?” perguntou o Gabi admirado e irritado ao mesmo tempo. Era uma espécie de 2 em 1.
Eu afastei-me do Gabi e abracei o Sulfus “Raf como é que o escolheste?” perguntou o Gabi irritado “Tu com ele dão um amor proibido por todas as leis e tu és um anjo e eu sou um anjo como deve ser” disse eu.
Eu afastei-me do meu demónio e aproximei-me daquele anjo maldito “É verdade aquilo que dizes mas quando amamos verdadeiramente alguém as regras não interessam para nada e são apenas um obstáculo do caminho para se ser feliz. E se é com ele se eu sou feliz então deixa-me estar e se aquilo que sinto por ele é proibido o problema é meu e não teu. Deixa-me em paz e segue em frente tal como eu o fiz” disse eu. Ele saiu daquela sala irritado.
Eu aproximei-me dele e pus os braços em roda do seu pescoço e ele nos meus quadris “Raf tu com ele não tinhas problemas nenhuns e comigo já vais ter muitos” disse ele.
Eu pus o meu dedo indicador nos seus lábios como quem diz ‘não fales mais’ “Como eu disse, as regras só são um obstáculo para se ser feliz” murmurei.
Voltei a colocar o braço em volta do pescoço dele e ele sorriu e encostou as nossas testas e os nossos narizes “Só contigo é que sou feliz meu anjo” disse ele e eu sorri.
Não pudemos evitar e beijámo-nos. O melhor beijo na minha vida, apesar de viremos a ser castigados por termos cometido um sacrilégio não nos importamos e esquecemos disso por um pouco.
Quando nos separamos olhamos à volta e estava tudo de pé…não havia estragos ou o chão a abrir-se por causa de tremor de terra…não. Não tinha acontecido nada de nada, nada de mau, não estava ali presente destruição, dor ou tristeza…apenas felicidade, amor e paixão…finalmente eu estava mais feliz do que nunca, sentimento que nunca antes tinha sentido por um rapaz nem mesmo pelo Gabi.
Abraçamo-nos mais uma vez e não sabemos quanto tempo passou só sabemos que depois voltamos para os nossos quartos e à noite fizemos uma escapadela romântica em forma humana, em pleno luar sobre as estrelas.
Deitamo-nos sobre a relva fresca e eu pus a cabeça sobre o peito dele enquanto olhávamos para as estrelas “Raf tens mesmo a certeza que queres quebrar as regras e manter este segredo comigo?” perguntou ele olhando nos meus olhos.
“Quando estou contigo não somos anjo ou demónio, não existem regras, apenas nós…e jamais me vou arrepender de ter escolhido a ti” murmurei eu.
Ele sorriu e beijámo-nos. Podíamos quebrar as regras todas, mas respeitávamos a única regra que existia para nós que era: ‘Amar não é errado apenas uma certa’.
THE END
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