Dois Mundos,um Destino
4 Finale ?
Notas iniciais
Os dois jovens andaram cuidadosamente pelos telhados antigos,tinha impressão que se pisasse em qualquer telha iria desmoronar e os levar para baixo facilitando o trabalho do italiano. Mantendo os olhos bem abertos,andaram até a borda do edifício que estavam.
– Estamos no Rose In Fiore! — disse Anne,chamando a atenção do moreno — Eu conheço essa parte,parece que estive aqui!
– Como sabe desse lugar? — perguntou curioso. Desmond nunca havia falado de suas aventuras como Ezio em Roma para Anne.
– Eu sonhei com esse lugar,mas...mas o que?Eu achei que... — a voz de Anne estava confusa,não sabia explicar os sonhos naquele lugar.
– Não temos tempo para isso! — Desmond falou rápido — Temos que descer daqui logo e achar Ezio!
– Espere! — Anne levou as mãos a cabeça — Não podemos sair daqui!
– Que bobagem,Anne! — riu Desmond da garota,sua risada saiu de uma forma nervosa.
– É sério! — Anne olhou para todos os cantos. — Tenho aquela sensação de ser..ahn...observada!
– Vamos! — Desmond ficou em pé e saltou para um monte de feno.
Anne olhou para trás,certificando que não tinha ninguém te observando ou atrás. Olhou para baixo e depois para o Desmond,que saia do monte de feno,o moreno protegeu seus olhos do sol e a fitou.
– Não é difícil,você já fez isso! — Desmond disse para ela.
Ficou de pé como Desmond e pulou para o feno,o frio na barriga e o vento gelado se uniram e percorreu incontrolável pelo seu corpo. A mesma sensação que havia sentido ao saltar junto com ele. Os fenos começaram a incomodar sua pele,mesmo protegida pela roupa,pareciam agulhas e atravessando seu corpo. Resolveu sair do monte de feno,olhou ao seu redor,estava sozinha. Tinha jurado que tinha visto Desmond assim que pulou do edifício.
– Desmond! — chamou baixo. Tinha medo que Ezio estivesse por perto. — Desmond!
Ela retornou à olhar para todos os cantos,aquela cidade estava abandonar. Não havia pessoas caminhando por ali,o trotar de cavalos,os comerciantes,estava diferente não era a Roma que tinha visto em seus sonhos era uma cidade sem vida.
– Anne! — a voz de Desmond a chamou
Ela se virou e começou a dar tapas nele. Não soube como tinha conseguido guardar o grito que iria soltar,a vontade de matar Miles falou mais alto e assim se realizou.
– Para! Isso dói! — falou ele protegendo seu rosto com os braços
– É pra doer,seu idiota! — continuou a bater furiosa nos braços dele — Você me assustou!
– Eu tentei,mas foi forte! — riu segurando os braços dela.
Aquele momento durou pouco,pois ambos ouviram o barulho de passos se chocando contra o telhado. Anne olhava atenta para os edifício altos,sempre protegendo seus olhos dos sol forte. Então o impacto do corpo atingindo o chão fizeram os dois olharem para a sua frente,o Ezio jovem na época de Veneza sorria galanteador para Anne.
– Tão jovem,e tão linda para morrer! — a voz do italiano causou arrepios em Howard que mordia os lábios para não sorrir. Desmond não estava gostando nada daquela encenação toda.
Outro impacto,fez que os dois olhasse para a frente e o Ezio de Roma apareceu,se levantando e arrumando a roupa branca. Desmond engoliu seco,ter que lutar contra ele seria algo difícil. Já estava sendo difícil "matar" seus antepassados, mas o que estava sufocando ele era aquele momento de enfrentar Ezio.
Ouviu a barulho da lâmina vindo dos dois. Desmond tropeçou em uma pedra solta assim que o Ezio,a sua frente,avançou com a tentativa de cortar a garganta. A bota de Ezio parou em seu peito,o moreno olhou para o italiano que sorria. Ezio apertou seu pé no peito de Miles,e em seguida inclinou-se.
– Pronto para morrer? — perguntou Ezio sorrindo
Ezio colocou o seu peso no pé,Desmond começou a sentir falta de ar e a dor causada pela a bota e agarrou na calça do Auditore. Ele acionou a lâmina e enfiou na perna,fazendo ele gemer de dor e cambalear para trás e livrando Desmond. Ele se levantou rapidamente e bateu o tênis no rosto de Ezio. Dando tempo para conseguiu recuperar o ar,olhou para Anne que estava caída no chão com a mão no estômago.
Desmond correu na direção do outro Ezio,que estava distraído, vendo a dor de Anne e o derrubou no chão. Enfiando a lâmina oculta em seu braço e tentou cortar a gargantas não fosse o outro Ezio jogou uma faca no ombro de Miles. Desmond levantou e andou em direção ao outro e sempre atento,não podia vacilar tinha dois alvos para matar. Mas algo o fez parar,o barulho de tiro ecoou fazendo olhar para trás. O corpo do Ezio jovem caiu de joelhos,a lâmina estava acionada e pronta para matar ele se não fosse Anne que estava de pé e com a pistola na mão.
– De nada! — sorriu para ele.
Revirou os olhos,mas tinha que agradecer a ajuda. Ezio não iria desistir. Em uma tentativa de ganhar uma vantagem tática, Ezio rapidamente escalou uma parede, usando cada janela e borda para facilitar a escalada. Desmond correu e começou a escalar a mesma parede. Conseguiu avançar Ezio,e agarrou pelo tornozelo. Ezio chutou para cair com o outro pé,Desmond estava quase caindo e Ezio sorriu. Ele pulou para o telhado próximo de um edifício que poderia ir abaixo,a qualquer momento.
– Desmond! — Anne apareceu na borda do telhado ao lado — Pegue!
A garota jogou em suas mãos a pistola.
– Anda atira nele! — falou ela apressada
Desmond mirou no Ezio. Mas Ezio vi isso acontecer, e jogou uma bomba no telhado que estava. A fumaça branca cercava ele,começou a tossir assim que respirou. Através da escuridão da fumaça, Ezio apareceu, e Desmond agarrou pelo pescoço por sorte.
Lutando para se libertar, Anne assistiu com horror como Ezio segurou Desmond por cima da borda do telhado, pendurado sobre a rua abaixo. Ela olhou para baixo procurando algo que poderia ajudar a livrar Desmond das mãos de Ezio e achou a melhor coisa.
– Não! — Desmond sussurrou,Ezio ergueu a mão esquerda e acionou a lâmina.
Todo o edifício ruiu. Chocado, Ezio soltou Desmond, e pulou com ele para baixo na rua, como a construção e vários outros explodiu. Desmond empurrou uma placa de madeira fora de si mesmo, olhando ao redor.A poeira flutuando no ar, iluminada por fogos que queimaram os edifícios destruídos.
– O que aconteceu? — Desmond perguntou,quando Anne apareceu sorrindo.
– Só te salvei pela vigésima quinta vez! — respondeu rindo — Achei uns fogos de artifício!
– Um truque patético! — disse Ezio se levantando de uma pilha de telhas e tijolos.
Desmond se levantou,seu corpo doía por inteiro mas tinha que terminar aquilo tudo e tinha que ser logo. Antepassado e descendente ficaram frente à frente. As lâminas já estava acionadas,e foi Ezio que deu a iniciativa. Ezio cortou a frente, mas Desmond bloqueou, criando uma chuva de faíscas entre os metais.
Desmond afastou as lâminas e tentou acertar a cabeça de Ezio, mas ele se abaixou e cortou o peito de Desmond. Miles bufou alguns palavrões, e sentiu seu corpo sair do chão. Ezio o levava para o fogo que se alimentava da madeira. Desmond parou, segurando o chão, quanto sentiu o calor do fogo atrás dele.Não poderia terminar assim e não tinha que acabar assim. Rapidamente,colocou os dois tênis no peito de Ezio e o empurrou com toda sua força para trás,que tropeçou e caiu nas chamas.
– Não! — gritou Ezio, a luz dourada atravessava seu corpo.
– Está feito — disse Desmond.
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