Dois Mundos
8 8-O batalhão de magos assume.
No fim dos magos, uma menina alta, loira e com olhos castanhos, bem diferente de mim, surgiu.
-Bruna! –grite correndo até ela.
-Olá irmãzinha, estava com saudades? –perguntou ela. –quantas vezes eu lhe disse para não ir nas festas sem mim? Você viu a confusão que arrumou?!
Eu sabia que ela estava brincando, mas a cena era engraçada, eu era maior que ela, tínhamos a mesma altura, mas eu era mais forte.
-Você vai ajudar ou não? –perguntei.
-Claro que sim. –disse ela, e todos os magos correram para os monstros, lançando feitiços coloridos que iam destruindo-os, mas eles chegavam cada vez mais.
A batalha ia bem, mas eu não conseguia me aproximar de Kratos, ele estava cercado por raios enquanto lutava com Zeus. Eu não sabia o que fazer, Douglas estava ocupado incendiando um trio de ciclopes assassinos. Bruna destruía mais alguns, todos os seus magos usavam uma gravata vermelha e dourada. Roxie dançava de um lado para o outro com os monstros, tocando-os pelas costas e Andrés batia em alguns com um pedaço de madeira, parecia se sair bem.
Então me lembrei de Pedro e corri para o banheiro mais próximo. Ele não estava nos vestiários, corri por todo o campo e achei uma escada que dava para a arquibancada, subi correndo e sai em disparada pelos banheiros.
A cena era muito bizarra, o campo estava tomado por todo o tipo de cratera, magos e monstros se espalhavam por todos os lados, dentro da grande área, Kratos e Zeus se enfrentavam mas eu não tinha tempo.
Finalmente, depois de correr todo o estádio, no ultimo banheiro, encontrei Pedro jogado no chão, ele estava com a mão dentro de uma pia, sua camiseta pingava sangue, seus cabelos loiros estavam manchados por causa do sangue no chão, mas ele estava consciente.
Corri até ele e passei a mão pelos ferimentos em seu corpo.
-Hey, você está bem. –disse ele.
-Pois é, mas você já vai entrar na luta. Agora fique quieto. –peguei um pedaço de ambrosia e dei para ele comer.
Um minuto depois, nós corríamos arquibancada a baixo. Quando chegamos no limite, ele me parou, me deu um beijo leve e um sorrisinho maroto. E pulou para a batalha. Demorei alguns segundos para voltar para a realidade, quando um tiro de fogo me atingiu, Douglas estava na minha frente.
-Se você parar de namorar e entrar na batalha, seria muito legal. –disse ele.
Eu concordei e pulei a amurada para o gramado.
A cena estava pior, mais magos tinham se juntado, dezenas de magos vestindo pijamas brancos de linho e usando varinhas tortas. Vi minha mãe lutando com uma serpente gigante, então imaginei que estes deveriam ser os magos da Casa. Torci para ela não ter visto a cena. E entrei na batalha.
-Aonde estão Kratos e Zeus? –perguntei para Douglas.
-Lutando para ver que faz o gol primeiro. –disse ele apontando para a goleira.
Os dois estavam se matando quase dentro da goleira, não tinha como chegar lá. Um mar de monstros os separava do resto, e agora eu via era de propósito.
Um garoto conhecido lutava com um cajado contra um ciclope adulto. Era Carter, o faraó, pensei em ir até lá e me apresentar, mas não seria uma boa ideia. Reconheci Sadie no meio da multidão e também vi uma outra menina, de cabelos curtos e pretos, com pele escura, que estava dentro de uma carapaça de escaravelho magico, como um campo de força, ela brilhava como eu, e eu não gostava de ser imitada.
Achei uma flecha perdida no chão e mirei na cabeça de Kratos por entre os bichos. A flecha bateu inofensiva na orelha dele. Mas ele não deu bola.
-Eu preciso de uma espada. –eu falei quase me lamentando.
-Use isto. –e Douglas me entregou um pedaço de ferro.
Já era alguma coisa, e sai batendo em todos os monstros que via pela frente. Andrés surgiu do nada e me puxou pelo braço.
-Tenho um plano.
Eu segui ele para fora do gramado, subimos para as arquibancadas e depois os camarotes, não sei como, mas acabei no telhado do Maracanã.
-Daqui você tem uma boa visão de Kratos. Não erre. –disse ele.
Ele passou o tempo todo bolando esse plano, agora ele não parecia tão inútil assim. Posicionei-me na beirada, era muito alta, uma queda minha ali, e eu não sei se sobreviveria nem mesmo com minha regeneração, eu acho que seria muito difícil quase impossível.
Arrumei o arco, coloquei uma das flechas, seria bom se eu tivesse alguma para testar primeiro, mas eu não tinha nada, só a barra de ferro... Claro, uma flecha de ferro seria interessante. Coloquei o ferro na aljava e segundos depois, uma grande e pesada flecha de ferro polido me olhava. Coloquei-a no arco, mirei, a rota do voo apareceu na tela, e soltei.
A flecha fez uma curva na direção de Kratos, mais alguns poucos metros e a flecha bateu na cabeça dele. Ele virou, provavelmente procurando o autor, mas eu acho que não me viu. Isso deu tempo suficiente para Zeus acerta-lo com um raio cem vezes mais forte com o que eu fora atingida.
Mesmo longe, eu senti a eletricidade em meu rosto, não conseguia acreditar que Kratos continuava vivo. Mas ele estava lá, de pé, isso me deixou com muita raiva.
Meus amigos e os monstros ao redor do campo, pareciam ter sentido o choque também, alguns estavam caídos, outros meio tontos, alguns monstros tinham desaparecido.
Pensei se a flecha envenenada faria algum efeito na pele dele, resolvi arriscar, preparei a flecha, mirei por entre os raios, mas não consegui atirar, meus dedos suavam muito, eu estava nervosa de mais, com muito medo de errar.
-O que aconteceu? –perguntou-me Andrés, que estava ao meu lado.
-Eu não consigo, tenho muito medo de errar. –respondi.
-Por favor, você tem que conseguir, nossa única chance, nossa ultima esperança. –disse ele. Ele fez uma cara de cachorro pidão que era difícil resistir.
-Vou tentar. –eu disse me posicionando de novo.
Mirei na cabeça, eu tinha que acertar um headshot, só assim seria bonito e garantido. Tudo pronto, a rota estava feita, quando o visor deu o sinal verde, eu disparei, a flecha foi em direção à cabeça de Kratos.
Kratos foi atingido, a flecha perfurou sua cabeça e atravessou-a, o corpo dele caiu, de longe eu não conseguia ver muito bem, mas percebi que quase ninguém mais havia visto que a batalha estava ganha, Zeus levantou a mão e um raio caiu, ele abaixou a mão com violência, cravando o raio no corpo inerte de Kratos.
Eu estava aturdida, mas desci o mais rápido que pude, todos os monstros foram aniquilados, assim como algumas partes da arquibancada e do campo.
Todos os magos estavam reunidos em volta do corpo de Kratos, que se dissolvia lentamente. Cheguei em tempo de ver a sua destruição definitiva, sua pele soltava uma fumaça amarela, a flecha havia aberto um buraco na cabeça, de maneira que dava para ver o cérebro desmantelado dele.
-Nojento. –disse um menino ruivo ao meu lado.
Concordei com a cabeça.
Finalmente, o corpo se desfez em areia. Uma rajada de vento provocada por um mago, levou os restos deixando apenas as espadas como despojos de guerra.
Zeus desapareceu com um raio caindo do céu, logo após me dar um rápido aperto de mão, e me dizer que eu tinha um favor para fazer para ele. Só.
Eu não sabia o que pensar, estava feliz, claro, eu tinha matado Kratos, o herói dos games, Douglas surgiu ao meu lado e me deu um abraço, Roxie surgiu do outro lado.
-Agora ele se foi, permanentemente, provavelmente vai direto para os campos da punição. Posso sentir isso. –disse ela me dando os parabéns.
Os magos começaram a se dispersar. Vi minha mãe no centro do campo, conversando com mais alguns, resolvi que seria bom ir até lá.
-Lú. –disse ela me dando um abraço forte.
-Oi mãe. Que saudade. –não me aguentei, comecei a chorar.
-Estou tão orgulhosa de você. –disse ela, que não parava de sorrir.
Minha mãe vestia roupas de linho branco, seus cabelos estavam presos eu um coque e ela possuía um cajado preso nas costas. Junto ao corpo, pendia uma bolsa.
-Quero apresentar-lhe alguns amigos. –disse ela saindo da frente para que eu pudesse ver quem era.
Quando eu vi quem era, tive vontade de atirar uma flecha em cada um. Carter, o faraó do Egito, Amós, o sacerdote leitor chefe e Sadie, a menina com corpo de galinha.
Eu não falei nada, fiquei simplesmente parada, até que minha mãe fez as apresentações, Sadie foi a primeira a se mexer, esticou a mão para mim, eu apertei-a.
Graças ao curso de inglês, eu pude conversar com eles.
-Belo tiro. –disse ela.
-Obrigada. –respondi.
-Eu acho que você podia dar uma grande maga, sua mãe nos contou sobre seus poderes de cura. Uma curadora das boas. –falou Carter.
Eu não entendi muito bem aquilo, ele queria que eu fosse curadora? Respondi que não havia entendido, ele disse que não precisaria me preocupar, era uma coisa importante para se fazer. Mas recusei mesmo assim.
Enquanto nós conversávamos, tentando entender um ao outro, Bruna, minha irmã, chegou ao meu lado, ela vestia uma calça social preta, tênis, camiseta branca e um suéter cinza amarrado na cintura.
-É bom que tudo fique bem agora. –disse ela.
-Concordo. –disse Pedro, surgindo ao meu lado.
-Você nos deve algumas explicações, garoto. –disse Sadie, ela parecia bem brava, quando olhou para Pedro.
-Eu sei, eu sei, mas eu não podia contar, minha mãe me preveniu para não falar nada, que no momento certo, tudo se revelaria. –disse ele.
Eu lembrei que Pedro também era um mago, e que estudava na Casa do Brooklin. Mas eu não via como ele arrumava tempo, já que passava o ano todo em São Paulo, tendo uma vida normal, no verão, ele ia para o Acampamento, só se fosse nas férias de inverno, para morar na Casa do Brooklin.
Carter parecia sério, ele era mais alto do que eu, tinha uma pele mais escura que a minha também (o que era alguma coisa), seus cabelos encaracolados eram curtos e tinha um porte físico que não parecia grande coisa. Não fazia meu tipo. Ele usava roupas como as de minha mãe, o que eu acho que deve ser um uniforme padrão entre os magos.
-Foi melhor assim. Se você tivesse contado, uma guerra poderia ter acontecido. Agora nós sabemos porque você não passava o inverno na Casa do Brooklin. –disse Carter, finalmente.
Pedro assentiu, concordando com ele.
-E o que fazemos agora? –eu perguntei.
-Você tem 3 opções. –disse minha mãe. –Você pode passar o resto do verão, no Acampamento Meio-Sangue, aprendendo a ser uma semideusa, ou você pode ir para a Casa do Brooklin, aprender usar suas habilidades de maga ou passar o resto do tempo como uma pessoa normal.
-Eu convidaria você para ir à Hogwarts, mas você não tem as habilidades de bruxa, desculpe, mas pode ir me visitar lá, quando quiser. –disse Bruna, tentando ser prestativa.
Eu pensei um pouco, não era uma decisão muito fácil de fazer. Eu queria ir para a Casa do Brooklin e aprender a usar minha habilidade mágica, mas também queria ao acampamento, aquele lugar era de mais, mas com certeza, eu não queria passar o que me sobrava das férias, em casa, é um tédio mortal, literalmente.
-Eu preciso responder agora? –perguntei.
Minha mãe me olhou, ela pareceu entender que eu tinha que fazer uma escolha um tanto quanto complicada.
-Não precisa ser agora, tire o dia de hoje para pensar. Amanhã você me dirá o que escolheu. –disse ela.
-Obrigada. Vejo vocês depois então. –eu disse me encaminhando para as arquibancadas.
Os magos haviam feito um belo trabalho de restauração no estádio, tudo estava em seu devido lugar, pelo menos como estava quando chegamos. Convenci eles à saírem, porque os mortais poderiam chegar em qualquer instante. E de fato, quando saímos todo mundo, o primeiro operário chegou com a policia.
Eu ainda não tinha almoçado, e já eram quase três horas da tarde, eu precisava de alimento. Então convenci minha mãe em me levar no shopping, para comer alguma coisa bem gordurosa. Nada melhor que um hambúrguer após uma batalha. Pedro e Douglas foram com a gente, Bruna teve que voltar para a sua escola, desaparatando, eu teria que descobrir como fazer isso depois, Roxie levou Andrés para seu hotel, e teria uma conversa com o pai dele. Enquanto os Kane e seus magos, eu não sei o que aconteceu com eles, mas eles continuaram no Rio.
Após a refeição, eu pedi para irmos à praia, já que eu tinha minha roupa de banho na mochila. Ninguém contestou, Pedro inclusive, adorou a ideia. Ele havia trocado de camiseta, comprou uma nova, uma camiseta azul que combinava com seus olhos.
Eu pensava intensamente na escolha que tinha que fazer, e ficar no mar, normalmente me ajudavam a pensar. Eu adoro água, talvez já tenha dito isso, mas a verdade é sou viciada em ficar lá, boiando literalmente, sem fazer nada. E o sol não me queimava, o que me permitia horas a fio.
-Você já escolheu o que fazer? –perguntou-me Douglas.
-Não, as duas são muito tentadoras. –respondi.
-Eu escolheria o acampamento. –disse ele.
-Engraçado, porque essa escolha não foi dada para você também? –perguntei, só percebendo aquilo agora.
-Carter me perguntou se eu não queria ir para lá, com eles, disse que eu seria um elementalista do fogo excelente. –disse ele dando de ombros. –mas eu disse que não, por enquanto, meu lugar é no acampamento, sinto que temos algo importante para fazer lá.
Eu pensei naquilo, e uma coisa que eu não gosto de fazer, era pensar. Eu não queria ir para o acampamento sem conhecer minhas habilidades para a magia, e não queria ir para a Casa do Brooklin sem me aperfeiçoar com meus poderes. Um dilema muito difícil.
Pedro era outro motivo pelo qual eu não queria ir para a Casa do Brooklin, eu precisava falar com ele. Ele sendo filho de Poseidon, pode mergulhar e ficar muito tempo em baixo da água, eu não sabia o que ele estava fazendo, e ficou mais de uma hora lá em baixo.
Decidi que quando ele voltasse, nós iriamos conversar. Seriamente.
Quando ele voltou, já passavam das seis horas da tarde, e eu já havia saído da água, e estava na areia, observando o mar. Minha mãe estava caminhando com Douglas, então eu estava sozinha. Havia muita gente na praia, e muita gente de outros países também, é claro que eu fiquei com um pouco de medo, de ficar ali sozinha, mas eu era uma maga-semideusa, perigos mortais não me atingiriam com facilidade.
Pedro saiu do mar, e sentou-se ao meu lado na areia.
-Trouxe para você. –ele disse me entregando uma bolacha do mar. O que posso dizer dele ali? Bem, ele era lindo de mais, com porte atlético e músculos de causar inveja em muitos garotos por aí, o que me deixava envergonhada, porque eu era (e ainda sou) gordinha, mas ele pareceu não se importar. Os cabelos molhados estavam espalhados, como se tivesse passado em um ventilador mega-potente. Os olhos brilhavam ao pôr do sol.
-Obrigada. Aonde você estava? –perguntei, segurando a bolacha do mar com mais atenção.
-Fui fazer uma visita ao meu pai. Na verdade, ele quem veio até aqui, o que não é muito difícil para ele. –ele deu risinho e não pude deixar de acompanhar.
-E como ele está? –perguntei.
-Bem, ele disse para eu cuidar de você, já que você é uma boa menina. –ele disse e senti que estava ficando um pouco vermelha.
-E você vai cuidar? –perguntei levantando a sobrancelha.
-Possivelmente, só se você quiser, claro. –disse ele casualmente.
Era óbvio que eu queria, apesar de eu conhecer ele há menos de uma semana, mas nós vivemos algumas coisas interessantes juntos, o que uniria qualquer pessoa desconhecida.
Eu não respondi, fiquei em silêncio por um tempo, até que falei:
-Você acha que eu devo para onde? Casa do Brooklin ou Acampamento?
Ele pensou um pouco, até pensei que ele não fosse responder, mas finalmente ele disse:
-Eu acho que você deve ir para o acampamento, mas isso não quer dizer que não poderá trabalhar a sua magia, reveze, como eu faço.
Eu considerei a ideia, mas tinha outra coisa batendo na minha cabeça:
-Que profecia foi a sua?
Ele me olhou confuso, ele sabia sobre qual eu estava falando, talvez não acreditasse que eu soubesse.
-Que profecia?
-Você sabe, aquela que você estava conversando com o Douglas, essa noite. –respondi.
-Você ouviu nossa conversa? –perguntou ele incrédulo.
-Uma parte apenas, algo sobre uma profecia. –respondi, pensei que não gostaria de contar tudo o que ouvi.
-Quando cheguei ao acampamento, Quíron pediu para que eu visitasse o oráculo, ele disse que tinham pressentimentos fortes sobre mim, Rachel me disse uma profecia, que eu não via muito sentido na hora, mas depois comecei a entender. –disse ele, parecia mais aliviado.
-E você quer me dizer a profecia? –perguntei.
-Pode ser: ‘Em um berço salgado, o menino nasceu. Levado para o lado mágico, onde sempre viveu. Uma mudança em sua vida ocorrerá. Onde aqui no acampamento, o amor vai achar, quando a luz do sul chegar. Um destino importante aguarda-o distante. Para as escolhas certas poder leva-lo a diante. ’
Eu não sabia o que dizer ou fazer. A profecia se referia em parte, à mim, a luz do sul.
-Agora você entende o porque me apaguei em você? Claro que isso não explica todos os motivos. Mas você deve entender...
Eu não deixei ele terminar de falar, simplesmente beije-o. Por sorte, minha mãe e Douglas não estavam por perto e demoraram bastante para chegar, então tivemos tempo suficiente para conversar.
-Nós vamos ficar só assim? Só ficando? –perguntei colocando-o na parede.
-Não é isso que eu quero, eu queria seguir em frente, nós poderíamos tanto ser namorados como amigos. –ele disse.
-Eu acho um pouco cedo para passarmos da amizade. –eu falei.
Ele concordou sem dizer nada.
-Mas durante esse verão, nós veremos o que acontece, nunca se sabe o que pode acontecer no acampamento. –eu larguei a indireta. –você mesmo me disse isso alguns dias atrás.
Ele pensou um pouco, até que disse:
-Você vai ficar no acampamento? Sério? Isso é muito legal, vamos ter o verão todo para conversar. –disse ele me abraçando.
-Você me ajudou muito, decidi agora, não vou deixar que alguma filha de Afrodite roube-o de mim, mesmo você não sendo meu. Além do mais, o Brooklin não fica tão longe, qualquer coisa, eu posso chegar lá. –eu disse e ele começou a rir.
Ao longe, minha mãe e Douglas já estavam chegando e quando contei a novidade para ela, senti um pouco de desapontamento nela, era óbvio que ela queria que eu seguisse a magia.
Passamos aquela noite na casa de uma tia que eu não sabia que tinha, mas era óbvio que ela era maga também, e ela ficou bem feliz em nos ajudar.
No outro dia pela manhã, eu ainda pensava em como nós chegaríamos no acampamento, não daria simplesmente para pegar um avião no aeroporto, teríamos que ter um plano mais elaborado, mas a tia Olivia, uma senhorinha que deveria ter uns 80 anos, magrinha, baixinha e com um óculos redondo, resolveu, ela fez uma chave de portal para nós, uma magia muito interessante vinda de Hogwarts, já que ela não escolherá o Egito e havia se dado bem em Hogwarts, muitos anos atrás. De repente, um tênis velho nos levou para o acampamento.
Fale com o autor