Notas iniciais
Hihihihuhu, fala galera! estou aqui trazendo mais um episódio de:"Dois Lados" e esse capítulo promete, viu? então bora lá! boa leitura!

— Ora, ora, ora, o que temos aqui senhoras e senhores? um psicopata em ascensão, Hahahahahaha! — Revils olhava para mim.

— Foi você! que me fez matá-los, não foi? — o encarei.

— Ãhn? — virou a cabeça de lado como se não estivesse entendendo — eu matei? acho que não, quem os matou foi você! — levantou do sofá e cruzou os braços.

Corri até ele com a faca, o agarrei pelo rosto e o empurrei na parede, logo cravei a faca no braço dele.

— NÃO BRINCA COMIGO PORRA! EU VOU TE MATAR! — Gritava e enfiava a faca mais profundamente no braço dele — ME RESPONDE, FOI VOCÊ QUEM ME CONTROLOU, NÃO É?! — me aproximei do rosto dele, mostrando coragem.

— AHHHHHH!!!! HAHAHAHAHA — ria alto, parecendo gostar da dor.

— Seu cretino, filho da puta! — comecei a perder a paciência com aquele ser grotesco.

—Tick, tick, tock — deu um sorriso — sim, foi eu, Idai? acha mesmo que eu me importo de ter feito aquilo? — virou a cabeça de lado e arregalou os olhos — Humhumhunhahahahaha! você está igualzinho a mim! pena que...- tirou a minha faca com a outra mão.

Quando notei o que ele tinha feito, tentei acertar um soco no rosto dele, mas ele esquivou-se e cortou meu braço esquerdo com a faca. Logo eu perdi o equilíbrio e ele me puxou pelo braço direito me dando um soco no rosto.

Eu fui jogado longe pelo desequilíbrio, em uma estante de livros e não conseguia me mexer direito, pois a mesma derrubara livros em cima de mim.

— É uma pena — balançava a cabeça de um lado para o outro com desaprovação — falei a você que seria o seu amigo e tu me tratas assim — parou e ficou me olhando.

— Eu não sou igual a você! — exclamei — e muito menos me transformaria em um psicopata doente como você! — apontei para ele.

~Se agachou perto de mim e se aproximou do meu ouvido~

— Escuta, psicopatas só existem porque ninguém os entendem, você verá isso da pior forma, mas não se preocupe, eu não vou mais interferir na sua vidinha miserável, se quiser, morra para o Gordon e o Isaac. Nem sou mais seu amiguinho- começou a se afastar e desaparecia aos poucos:

— boa sorte, otário! Hahahahaha — sumia deixando sua risada por toda a casa.

— Merda! — levantava sentindo dor no braço — o que eu faço agora? — me perguntava.

A casa começara a rachar, enquanto eu escutava um forte zombido; ela estava quebrando em pedaços na minha frente e quando terminou, eu estava no:

— Banheiro? O...que?- não conseguia entender como parei alí dentro.

— SILVER! anda logo menino,você está atrasado! — Mamãe gritava do lado da porta.

— Desculpe, mãe! — desliguei o chuveiro, peguei a toalha e deixei o banheiro para poder me arrumar.

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Fui até o armário, peguei minha cueca box, minha bota, uma calça preta rasgada, um amuleto pedra da lua e um moletom que era preto e branco.

Me vesti o mais rápido que pude e corri pelas escadas para poder pegar o transporte à tempo.

Ví o ônibus chegando no ponto — Ei! ESPERA ! — o motorista me olhou assustado e parou o ônibus.

Entrei nele e avistei alguns bancos vázios no fundo, meu lugar favorito; me sentei próximo à janela para observar o lado de fora.

—Ufa! quase perdi a hora....- respirava um pouco aliviado — mas que droga....será que vou chegar na aula? — pensava botando a mão no queixo — aquilo realmente foi um sonho?parecia tão real — não parava de pensar naquela forma demoniaca minha.

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~Ônibus estacionando~

— Está aí a minha deixa!- saí correndo quando a porta de desembarque abriu, não queria perder tempo. Entrei no salão da escola, peguei a porta esquerda que levava os alunos até as salas e entrei na minha.

— Acho que você está um pouco atrasado.... — o professor Eduardo, olhava para mim com os braços cruzados, enquanto segurava a caneta.

— Desculpe-me, acordei tarde, mas vim o mais rápido que pude! — respondi constrangido na frente da sala.

— Pelo menos você deu uma desculpa coerente...pois bem, sente-se, tenho que explicar a minha matéria. — virou para a lousa e começou a escrever de novo.

Fui até a minha mesa, e quando cheguei, Michael (amigo do Akyra) estava no meu lugar.

Logo fui tentar ir até ele e botaram o pé para eu cair, quando ía cair, Asura, botou uma cadeira para eu sentar do lado deles.

— Hey! você é o irmão do Akyra, certo? — perguntou apontando o dedo indicador para mim.

—Sim, o que que tem? — perguntei levantando a sombracelha.

— Prazer, sou Asura e esse do seu lado esquerdo é o Michael, vamos ser amigos? — perguntou com olhos fechados enquanto me cumprimentava.

— Ungh — engoli seco, não esperava que estivessem alí para conversarem comigo.

— Sou Silver, claro que quero ser, ué! — respondi alegre.

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— Pela primeira vez naquele lugar, eu estava me dando bem, Michael era engraçado e inteligente ao mesmo tempo, as vezes puxava assuntos muito complexos ou aleatórios; enquanto Asura, falava de animes, séries, memes e músicas, porém era fechado.

Conversamos, zoamos e até atrapalhamos um pouquinho daquela aula, eu até esqueci do que havia feito ontem — pensava, dentro da biblioteca.

Estava procurando livros sobre as constelações, logo quando achei um, o peguei e abrí para lê-lo.

Fiquei fascinado e não me dei direção de onde estava indo e acabei trombando com alguém que também caiu.

— Cara eu sou tão desastrad.. — falamos ao mesmo tempo.

Quando olhei, era aquela garota que fiquei babando no primeiro dia de aula, também estava com um livro de constelações, eu tinha que conversar com ela de qualquer maneira, mas tinha vergonha...

— Bem..me desculpe — peguei os livros que ela deixou cair e entreguei para ela — bom..tenho que ir.. — fui me afastando rapidamente dela.

— Ei, espera! — me puxou pelo braço — você também gosta de livros sobre constelações? — falou de cabeça abaixada.

— Sim..eu gosto de livros que explicam as formações do universo... inclusive as fotos tiradas pela nasa são incrivelmente bonitas — respondi à ela.

— Eu também acho! — exclamou e logo ficou envergonhada — E..eu me chamo Gabriela! — falou empolgada de novo.

— Eu me chamo Silver — também falei empolgado, enquanto enrolava o amuleto da pedra da lua na minha mão.

— Eu estava pensando em ir ao planetário da cidade — enrolava os cabelos com o dedos — você quer ir comigo, depois da aula? — ela perguntou.

Certamente eu não iria deixar uma oportunidade daquela escapar, não é?

— Não — respondi.

— Perai, OQ??!!! — minha mente me perguntava.

— Entendo.. — Gabi respondeu de cabeça baixa e foi se afastando.

— Ô sua mula! — respondeu o meu cerebro — dá pra fazer alguma coisa antes que ela vá embora, SEU TAPADO! — ficava me chingando mentalmente.

— EI, EI, EU NÃO QUERIA TER DITO AQUILO — peguei no braço dela, e quando notei que ela olhava nos meus olhos, fiquei vermelho igual pimenta — e..eu..eu quero ir com você! — respondi.

— Então.. — olhava para o nada, vermelha — na frente da escola após a última aula? — perguntou.

— Claro, me encontre lá baby — respondi.

— WTF???!!!!! — respondeu meu cerebro -TÁ QUERENDO PERDER ELA, Ô SUA MULA! — ele ficou putasso.

~ Ela deu risada ~

— Até lá, Boy — respondeu devolvendo a brincadeira, e acenava enquanto saía.

— Tchau! Gabi! — fiz o mesmo.

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— Cara.. — pensava enquanto entrava na sala — ela é muito gataaa — dei uma risada malicios..

— Eae baby! — pararam na minha frente, eram Asura e Michael.

— Olha só que safado, mau chegou e já foi atrás da Gabi.. — Michael falou com um sorriso no rosto.

— É, é mau ligeirinho esse BOY — Asura respondeu, e os dois começaram a rir.

— Ei, ei, vão cuidar da vida de vocês — respondi irritado.

— Calma mano.. — respondeu Asura — só estamos zoando você.. BOY! Hahahahaha — começou a se rachar de novo com o Michael.

— Filhos da puta! vou me vingar dos dois — fiquei 200% potássio com os dois.

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— Sentem-se — entrou um professor novo na sala, interrompendo os três patetas em pé:

— Sou Merphes — segurava um livro no peito com uma das mãos e colocava a outra atrás das costas como se fosse do exército — e sou o professor de história que dará aula à vocês esse ano — respondeu seriamente.

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O professor Merphes, estava passando sobre a Revolução Francesa.

Aquele cara é muito estranho: era alto; porte físico comum, mas resistente; uma queimadura que ía do olho até o queixo; cabelo branco e repicotado e ainda possuía uma lábia de soldado do exército.

Eu não sabia o porquê, mas a sala sentia uma pressão muito grande em relação à presença dele, tanto é que Asura e Michael não estavam zoando e nem conversando, assim como a turma do fundão que também estavam com feições de med...

— Senhor Silver — interviu o meu pensamento — será que poderia me responder, quais foram os dois grupos que se organizaram e cuidaram da revolução francesa? — Merphes perguntou.

— Jacobinos e Gerundinos? — respondi, mostrando dúvidas na minha resposta.

Ele mostrou-se surpreso e logo aquela feição de surpresa sumiu — certo, preste atenção na aula ao invés de ficar no "piloto automático" — respondeu e voltou a escrever sobre a revolução na lousa.

— Por que ele perguntou aquilo logo para mim? — pensava frustado.

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~ O sinal toca encerrando a aula~

— Cara...- falou Asura — aquele Merphes me dá um frio na espinha.. — cossava as costas.

— É verdade... — Michael respondeu olhando para o piso.

— Por que vocês têm tanto medo dele? — levantei a sombracelha.

— Ele era de um exército rígido por ter grande habilidades de combate extremas, infiltração, assasinatos e poder de fogo, conhecidos como Merchas Vermelhos.

Eles só eram chamados uma vez, pois possuíam um poder de fogo destrutívo e eram úteis para combates em cadeia — respondeu Asura.

— Conte-me mais! — exclamei.

Notas finais
Uíííí, aquele Merphes (Merphisto :v) parece ser o diabo, huahahaha