Cabelos negros cobertos por um chapéu pontudo, vestido roxo até os joelhos e uma cesta em formato de abóbora em mãos.

A menina passeava calmamente pelas ruas, em contraste com a azáfama das crianças ao seu redor.

Bateu na primeira porta.

— Doces ou travessuras!

Uma velhinha lhe atendeu, sorrindo, deu-lhe algumas balas. A menina aceitou e foi embora.

Segunda porta.

— Doces ou travessuras!

Dessa vez um homem, lhe olhou de cima a baixo com repúdio.

— Saia da minha varanda, fedelha — vociferou.

A bruxinha empurrou a porta, o impedindo de fechar.

— Doces ou travessuras — repetiu o encarando com um olhar sério.