A bruxinha pensou que a sensação era apenas imaginação e bateu na porta.

Quem a atendeu foi um homem alto, magro, de barba por fazer, que a olhou aborrecido.

— Doces ou travessuras! — ela anunciou sem se intimidar.

— Ah, certo, é aquele dia do ano de novo, né? Vocês, crianças, adoram extorquir doces dos adultos. Talvez eu tenha algum chiclete na... — O homem, que falava com tanta parrésia, parou, inclinando a cabeça ao prestar mais atenção na garota. — Espere, você não é uma criança.

— Obviamente pode ver que sou — retrucou surpresa.

— Espere aí, você é uma bruxa?