No meio daquela madrugada fria, a garota pegou uma capa quente e uma lamparina e saiu pela janela de forma furtiva. Se desse tudo certo, ninguém desconfiaria de sua escapada.

Ela sabia o caminho para a floresta das histórias, então não demorou muito para adentrá-la.

A escuridão da noite, acompanhada dos barulhos dos animais noturnos, tornavam aquela atmosfera ainda mais assustadora, mas não se deixaria intimidar fácil.

Foi quando ouviu o farfalhar dos arbustos atrás de si, acompanhados de rosnados e passos velozes, e, quando se virou, estava cara a cara com o olhar belicoso de um grande lobo cinzento.