Doces Palavras

14 Capítulo 14 ஃ "Ele tinha pifado"


Notas iniciais
Boa tarde, galera! A sumida apareceu! Finalmente! Muito obrigada a todos que estão acompanhando a história! Aos que favoritaram e comentaram no capítulo passado: princesa de jade, sabrinavilanova, Ariane Munhoz, bruna, Nilla, Deby Costa, Neia Chan ♥ Vocês são demais e me motivam muito! Agradecimento especial a Babs, amiga e parceira de escrita e pra quem eu dedico essa fic ♥ E agradecimento especial a sabrinavilanova e a Karina que comparou Niconísio com Naruto e Sasuke e eu concordo XD Boa leitura!

Capítulo 14 — Ele tinha pifado

O despertador do celular pareceu ainda mais escandaloso naquela manhã. Dionísio sentiu vontade de lançar o aparelho na parede, como via alguns personagens de séries fazerem, mas foi sensato ao se lembrar que não teria dinheiro para comprar um novo. Caso o celular se espatifasse, ele teria que usar um antigo, o primeiro que conseguiu comprar e que ainda residia na gaveta de cuecas e meias para casos de emergência.

A manhã pareceu insuportável ao se deparar com a realidade. Estava desempregado agora, dormindo ao relento, na rua da amargura e o crush sequer o tinha notado. Bem, talvez ele fosse como as princesas da Disney, que sofriam como condenadas e depois recebiam um beijo de amor verdadeiro.

Ele gostou desse pensamento e moveu-se como um gato preguiçoso sobre o colchão. Pensar que Nicolai o beijaria, era um pedacinho de seu paraíso particular.

— Seis e meia da manhã e você fazendo bico…

Os olhos azuis se abriram e qualquer encanto escorreu como as lágrimas que deixaram seu rosto vermelho e olhos inchados noite passada. Não podia nem mesmo sonhar um pouquinho que já o arrancavam de qualquer fantasia onde teria um “Felizes Para Sempre”.

— 'Tá melhor? — Yuri perguntou. Como sempre, ele estava procrastinando para se levantar. Oras, o colégio podia esperar.

Dionísio observou o rosto do irmão, meio iluminado pela pouca luz da manhã. Yuri havia ficado ao seu lado até que adormecesse, confortando-o como já havia feito com ele no passado. As vezes, achava que não merecia a família que tinha. Yuri estava crescendo, tornando-se um homem e cheio de valores que traziam sorrisos e ares orgulhos a Dio. Ah, céus, estava sentimental.

— Você é incrível, sabia? — Foi o que disse ao se erguer no cotovelo. — Mas você já sabe disso. — Não precisava nem olhar para ver o arzinho orgulhoso de Yuri e seu topete bagunçado. — Eu vou ficar bem.

— Gastei todo o meu vocabulário de irmão bacana ontem, é bom você se esforçar pra ficar bem.

— Eu vou procurar alguma coisa. — Dio se moveu sob os lençóis, abaixando o tom de voz. — Eu tenho muitos talentos, em alguma coisa vão conseguir me encaixar.

Ele esperava conseguir alguma coisa em um bate perna naquele dia, embora soubesse que empregos não caíam do céu, ainda mais para alguém que não tinha curso superior. E sem contar que não poderia fazer muita coisa, justamente por falta de talento, mas tentar, não custaria nada.

— Eu… — Yuri começou, prevendo que as palavras não seriam bem aceitas. — Eu posso—

— Não. — Dionísio o cortou. Já tinham falado sobre aquele assunto antes, muitas vezes. — Você tem que estudar e se dedicar a isso. — Irredutível.

— Que porra! — O tom saiu mais alto do que deveria. Virgílio se moveu na cama acima da sua, mas não chegou a despertar. — Eu posso ajudar. Ia aliviar pra você e pra nossa mãe.

— Já não falamos sobre dizer palavrões? — Dio soou retórico, começando a se levantar. — Eu vou dar um jeito, eu disse.

Dar um jeito… Dionísio sempre daria um jeito em tudo. Yuri soltou o ar de forma audível e muito frustrada. Sentia-se um inútil assim, com proibições infantis. Desde que o pai os havia abandonado, o irmão mais velho quis assumir todas as responsabilidades, protegendo-os, como se compensasse alguma coisa, algo que ele achava estar compensando.

— Quando aquele homem abandonou a gente, você também não tinha idade pra trabalhar. — Yuri também se sentou, muito disposto a continuar a conversa.

— Mas foi diferente. — A resposta quis findar o assunto, mas assuntos de família, especificamente aquela parte, nunca terminavam assim, tão fáceis.

— Diferente por quê? — O mais novo quis saber, embora ele tivesse alguma ideia. — Não era sua responsabilidade. Nunca foi!

— Era sim! Você sabe que era. — A voz saiu um pouco falha, buscando não ser audível ao ponto de acordar o outro irmão, mas parecia tarde para controlar emoções.

— Por quê? — Yuri insistiu, levantando-se da cama e confrontando o mais velho. — Por que você acha que—

— Foi minha culpa! — Verbalizar o que vinha em seu coração e mente há tantos anos, pareceu o mais doloroso dos alívios. Dionísio odiava falar sobre aquela passagem da vida, sobre o abandono paterno e todas as complicações que vieram com ele. Doía pensar assim, que as coisas tinham mudado por simplesmente não ser aceito da forma que era.

— O que 'tá acontecendo? — Virgílio murmurou, sonolento e buscando ver as horas no relógio de pulso. — Por que 'tão brigando?

Yuri sabia dos motivos de Dionísio, mas ouvir, foi um choque. Ele ficou parado onde estava, encarando o irmão como se a coisa mais inacreditável do mundo estivesse materializada a sua frente. Pensar de tal forma, sentir culpa por um homem preconceituoso e que virou as costas para a própria família, era algo que para ele não fazia sentido algum.

Quando o pai os deixou, o que Yuri sentiu foi raiva e rancor, uma mágoa se fez presente durante um tempo, mas ele nunca, em hipótese alguma, acreditou ser culpa do irmão.

Dionísio quis dar um jeito em tudo, desde então.

Ele se privou de muitas coisas desde aquela época, cuidando de todos e se matando de trabalhar, sem usufruir do próprio salário para “consertar” a situação.

— O pai foi embora por minha causa. — Dio continuou, na falta de palavras dos outros dois. — Se eu não fosse… Se eu não…

— Se você não fosse gay? — Yuri terminou a frase, descrente do que estava ouvindo. — E desde quando a sexualidade de um filho é justificava pra abandono? Você 'tá se ouvindo?

Agora eles falavam alto, sobressaltando Virgílio que pulou do beliche para apaziguar a situação, colocando-se entre os dois.

— Não foi culpa de ninguém. Por que estão falando sobre isso? — Ele quis saber. Aquilo era passado, não tinham que ficar revirando o baú e discutindo assuntos que traziam antigas feridas. Não achava que chegariam a partir para alguma agressão, mas caso fossem, ele não conseguiria impedir, mas estava ali para tentar.

— O Dionísio acha que pode carregar o mundo nos ombros, é isso. — Yuri falou. Era o mais alto dos três, e quando estava nervoso, não era muito agradável de presenciar. — Você não tem obrigação de agir como se fosse nosso pai. Nunca teve!

— E-Eu concordo. — Virgílio se virou para Dionísio, apertando os olhos por estar sem os óculos. — E ninguém te culpa por nada. Nunca.

Virgílio era um doce, diferente do temperamento explosivo de Yuri ou do sentimentalismo de Dionísio. Se parassem para pensar, os três eram como um complemento. Cada um via a situação de forma diferente: Yuri ainda era rancoroso, não era alguém que perdoaria facilmente qualquer mancada, principalmente não aquela. Virgílio era mais indiferente, havia mágoa, mas nada que o fizesse parar e pensar sobre o assunto.

E Dionísio… A culpa estava estampada nos olhos azuis dele.

— Eu disse ontem a noite, que a gente ia dar um jeito. — Yuri voltou a falar. — Nós, a família, não Dionísio Barelli e a Fantástica Mania de se Culpar Pelo Passado. — Ironizou o fim da fala. Seu humor estava péssimo, mas havia algo ali dentro, no peito, que parecia frágil, ele só não saberia como dizer mais nada que fosse especificamente para confortar. Estava ácido e debochado.

— Eu posso ajudar também. — Novamente, Virgílio se anunciou. De fato, os irmãos o estavam ignorando, mas ele não os deixaria sozinhos.

— Faça o que quiser fazer. — Era para Yuri essa resposta. Dionísio cansou de sustentar o olhar cinzento como tempestade. Havia tido um dia de cão ao ser demitido. Estava tendo uma manhã ruim também, relembrando as palavras do pai e sentindo-se culpado justamente porque sentia culpa. Era complicado. E era uma ferida ainda não cicatrizada. — Vou fazer o café.

Yuri observou Dionísio deixar o quarto e alcançar o corredor.

Aquela merda de personalidade que tinha! As vezes, ele próprio se irritava com as coisas que dizia, mesmo que fossem verdades. Certas pessoas não estavam preparadas para ouvirem o que tinha a dizer.

— Por que estavam falando sobre o pai? — Virgílio perguntou. — Você sabe como é difícil pra ele.

Agora tinha que ouvir o irmão de quinze anos dizer que devia ter ficado quieto em vez de cavar o passado!

— E você faria diferente? — Yuri respondeu com uma pergunta. Não queria descontar o mau humor no pirralho sem óculos, mas era difícil e quase irresistível.

— Eu provavelmente seria menos, bem menos, em todos os sentidos. Já ouviu falar em manter a calma?

— Ele perdeu o emprego. — Yuri contou. Não viu mal algum em contar ao nerd da família. — E eu comentei… Ele nem me deixou terminar de falar. Eu ia dizer que posso arranjar alguma coisa, ser útil em vez de assistir a mãe e ele se matarem de trabalhar. Você conhece o seu irmão.

Virgílio buscou pelos óculos ao lado do travesseiro e viu Yuri com clareza. Era um problema sério aquele e também queria ajudar. Se todos ajudassem, não pesaria para ninguém.

— Fala alguma coisa inteligente! — Yuri soltou, suspirando em frustração. — 'Tá tudo uma merda. — E piorou quando pensou em um certo ruivo de olhos verdes. Soube do motivo logo depois; é que merda e o Cooper, combinavam na mesma frase.

— Tem uma vaga de emprego na oficina do senhor Harrison. — O caçula lembrou, atraindo a atenção do mais velho. — Eu vi um cartaz ontem a tarde.

O documento era uma página em branco e já fazia uns bons minutos que os dedos estavam sobre as teclas do notebook, parados enquanto a mente voava em busca de alguma inspiração.

A ideia estava toda formada na cabeça, como sempre acontecia, mas o maldito bloqueio o tinha alcançado de vez. E os pensamentos não estavam, de fato, completamente voltados para o capítulo que deveria escrever. Era sua profissão, amava escrever e havia café em uma caneca de porcelana.

Um café não tão bom quanto um certo que havia provado recentemente.

Era isso. Havia uma certa preocupação, não sobre o café, mas sobre a pessoa que lhe fizera a bebida. Nicolai não conseguiu evitar de se preocupar com Dionísio Barelli, o jovem barista que salvou a vida de seu filho e conseguiu algumas fotos polêmicas ao seu lado. Tudo isso em apenas alguns dias.

O notebook foi deixado de lado – novamente – e os olhos focaram no telefone celular sobre a mesa. Havia entregado um cartão ao amigo de Dio, caso o garoto tivesse problemas com sua visita fora de hora. Céus, ele devia saber que poderia complicar a vida do barista, mas estava claro que não fizeram nada demais naquela cozinha. A dona da cafeteria agiu como se tivesse pegado a ambos sem roupas e em cima da mesa, um exagero!

Dionísio não havia ligado, o que significava que ele não estava com problemas. Não devia se preocupar.

Mas talvez devesse ligar…

Os óculos foram retirados e os dedos cobriram os olhos. Precisava escrever, tinha um prazo, tinha muito o que fazer, mas seguia preocupado.

Talvez devesse mesmo ligar.

— O senhor pode me ensinar! — Yuri estava a um passo de implorar. — Eu aprendo rápido.

Era uma oficina de mecânica duas ruas abaixo de onde ele morava. Naquela manhã, Yuri saiu de casa como quem pegaria o ônibus para ir ao colégio, de mochila e tudo, sem remorsos por enganar a mãe com aquela mentirinha saudável. Desde o momento em que viu o irmão chorar e tentou confortá-lo, sentiu-se ele próprio como um inútil por vê-lo assim e não poder fazer nada mais que simplesmente abraçá-lo e dizer que tudo ficaria bem. Aquilo só funcionava em filmes de melodrama.

E por que deixar tudo nas mãos do irmão mais velho e da mãe? Ele também era um dos homens da casa e podia sim arcar com as despesas, mesmo que os adultos não o quisessem trabalhando enquanto ainda estava no colégio. Que bobagem! Ele poderia muito bem assumir as duas tarefas.

A escola exigia algum esforço da mente, mas não era um estúpido, tinha notas boas e, se parasse de faltar – e havia faltado uma vez mais – e se comprometesse a ter boas notas e bom comportamento, embora esse último fosse mais que complicado de seguir, se formaria muito em breve. Mas se no fim achasse melhor ter um emprego que concluir o último ano, ficaria com o emprego. Mas a dona Regina ia surtar…

— Precisamos de um jovem com experiência, rapaz, entenda. — O senhor Harrison comentou pelo que seria a sétima vez. O garoto queria vencê-lo pelo cansaço? Porque fazia vários minutos que ele estava ali, impondo aqueles olhinhos cinzentos de cão sem dono em busca de ser contratado. Quase sentia pena, mas ele era só um menino que precisava estudar, não devia estar ali. — E olha, não quero confusão com a sua mãe!

Ah, aquele ponto! O mais importante. Dona Regina era uma onça quando o assunto eram os filhos, se ela soubesse que o contratou quando claramente não queria o filho trabalhando antes de concluir os estudos, ele sofreria as consequências. Mesmo que…

— E por falar nisso, como a senhora sua mãe está? — Perguntou ao limpar a garganta, disfarçando um pouco das intenções que surgiram junto a fala.

Yuri estreitou os olhos para aquele sutil detalhe. Oras! Sabia muito bem que a mãe, jovem e bonitona do jeito que era, tinha alguns pretendentes pelo bairro, mas não era como se fosse achar aquilo algo incrível e sapatear feliz pelos velhotes interessados na única mulher de sua vida.

— A senhora minha mãe 'tá ótima. — Respondeu de forma quase irônica. — Mas ela ia ficar muito melhor se o filho dela arranjasse um emprego.

O senhor Harrison pareceu pensar sobre a situação. Não era como se o garoto estivesse prometendo qualquer coisa e ele queria ajudar no que pudesse.

— As coisas estão mesmo difíceis. — Comentou por alto.

— Muito, talvez a gente nem tenha o que comer amanhã.

Yuri estava exagerando, mas só um pouco. Um pouco de drama poderia ajudá-lo a conseguir alguma coisa.

— Eu não sei. — O senhor Harrison suspirou. — Eu vou pensar. — O garoto era jovem e talvez nem se empenhasse e não queria ter dores de cabeça, mas ao mesmo tempo, queria ajudar. — Certo, volte aqui amanhã.

Um sorriso aliviado surgiu no rosto de Yuri ao ouvir aquelas palavras. Não tinha sido lá muito difícil conseguir o primeiro emprego, embora soubesse que não teria um salário alto, já era algo que daria para ajudar em casa.

Seu primeiro emprego, estava orgulhoso.

— Depois do colégio. — O senhor Harrison fez questão de frisar. — Não quero ter problemas com ninguém, muito mesmo com a sua mãe.

— Eu sei, eu sei. Depois da aula eu apareço aqui. — Por mais que preferisse não ir para a escola, faria esse esforço. Dionísio teria um enfarte se largasse o colégio para trabalhar.

Quando se afastou do cheiro de óleo e tinta da oficina, decidiu caminhar até o dito colégio.

Dionísio pensou que deveria parar em uma loja de cosméticos e comprar qualquer coisa que escondesse as olheiras horrendas que marcavam abaixo dos olhos. Ele era uma caricatura de vampiro, mas felizmente não derretia ou brilhava no sol. Infelizmente ele não era belo como os vampiros da Anne Rice.

Estava andando pela avenida, de olho nos anúncios de emprego, perguntando às moças e moços que varriam as fachadas dos estabelecimentos, se não sabiam de um lugar que estivesse contratando. É claro que não pensou que fosse fácil, mas estava desanimado com o ocorrido ainda no quarto naquela manhã.

Quando se lembrava das palavras de Yuri, elas faziam muito sentido, mas não era tão simples como ele fazia parecer. Sua responsabilidade sempre estaria ali, mesmo que dissessem o contrário.

Por esse e por outros motivos, precisava arranjar algo estável, que desse para pagar as contas e, só então, comunicaria a mãe e aos dois irmãos a mudança de trabalho.

Enquanto caminhava e pensava, observando as anotações em um bloco de papel, deparou-se com a fachada da Doce Aroma. O peito apertou, porque era natural que fosse por aquele caminho, afinal, estava acostumado a ir para lá todos os dias.

Não conseguiu não espiar pela vitrine, mas logo teve a atenção de quem trabalhava ali dentro.

— Dio! — Leonel estava sorrindo, um sorriso de alívio, que logo desapareceu.

— Você me mandou umas cinquenta mensagens ontem, qual a surpresa? — Dionísio implicou, exagerando só um pouquinho na quantidade de mensagens recebidas. — Sentindo a minha falta?

— Você sabe que sim. — O loiro respondeu de forma rápida, algo que não costumava fazer. — E só faz a merda de uma manhã.

Eram amigos, estavam sempre implicando um com o outro e passavam boa parte dos dias juntos no trabalho, seria difícil se acostumar a uma nova rotina.

Houve um momento de silêncio entre eles e Leonel foi quem o quebrou:

— Eu deixaria o emprego se… Se eu tivesse—

— Não! — Os olhos azuis se arregalaram. — É melhor você nem pensar nisso, Leo. Seria horrível, nós dois, cheios de boletos pra pagar e sem trabalho. — E fez questão de olhar novamente para dentro do café, certificando se estava tudo bem Leonel estar ali, falando com ele.

— Eu pensei que a gente podia fazer alguma coisa. Juntos. — Leonel deu de ombros, levemente acanhado com qualquer proposta. — Não me olhe assim! Não estou propondo casamento!

— Você gosta tanto assim de mim? Eu não podia imaginar. — Dio acabou rindo, pois o amigo sempre se constrangia quando começava com insinuações. — E como seria isso? Aqueles Maid Café's? Eu usaria um avental e você usaria uma saia curta e rodada, mostrando essas suas coxas branquelas.

— Certo, você já está me irritando.

— Pense no quanto a gente ia faturar. Você com essa beleza de estátua grega e eu com meu carisma e talento natural. — Ele estava imaginando.

— Quando quiser falar sério, você me liga. Seu humor e fantasias ridículas sugam meu carisma e beleza. — Leonel rolou os olhos, tensionando voltar para dentro da cafeteria.

— Foi só falar em ligar. — O celular de Dio começou a tocar. — Vai ver é o amor da minha vida me ligando.

O loiro balançou a cabeça, mas ficou curioso sobre quem poderia ser e esperou, dando uma rápida olhada na mesa com alguns clientes.

Quando Dionísio retirou o aparelho do bolso dos jeans, foi como se algo explodisse em sua mente e ele parasse de funcionar. Foi exatamente como um dos robôs de Westworld,

Ele tinha pifado.

Notas finais
GOSTARAM? Espero muito que sim! Pois então, tivemos ali uma tensão entre os irmãos Barelli... Dio se sente culpado pelo abandono do pai e Yuri fica p* da vida com isso e acaba explodindo, não é algo que eles comentem e cada um vê e leva a situação de um jeito diferente. O Dio quer arcar com tudo, quer ver geral bem estudado e se preocupando somente com isso, mas menino Yuri é teimoso lalala E o Virgílio? Nenê sensato ♥ Apaziguando a situação dos irmãos mais velhos, muito bichinho :3 Nico anda com bloqueio criativo e acredito que a maioria aqui já passou por isso kkkk mas o escritor tem ae uma fonte de inspiração maravilhosa, é só ele ir atrás de um certo moço de olhinhos azuis * lua * Yuri conseguiu um emprego! Menino empenhado desses! Quer muito ajudar e foi atrás, que orgulho desse menino ♥ E olha o Dio com o Leonel! Amo demais a amizade deles e adorei essa ceninha. O Leo largaria o emprego pra começar algo do zero com o Dio, não é um amor? Affe, amizade linda dessas! E por último: Quem foi que ligou pro Dio, ein? Ahahah ele pifou, só pode ser o crush, ne? Galera, obrigada a quem está lendo! Por favor, comentem o que acharam, isso me motiva muito a continuar! Bjão e até os próximos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.