Doce vingança

2 Momentos depois


Notas iniciais
Boa leitura minhas lindas!!!!!!!

POV Jacob

A raiva dominava todo o meu corpo. Meu instinto selvagem gritava para que eu matasse Tylor. Como ele ousava tocar em Lucie?

Acho que ele percebeu minha intenção, pois simplesmente fugiu. Covarde. Ele sabia que eu não desistiria de matá-lo tão fácil.

Eu o segui, mas ele desapareceu.

Voltei correndo ao encontro deles, rezando para que minha gatinha estivesse bem, e então retornei à minha forma humana.

Meus olhos caíram sobre algo que eu jamais imaginei ver em toda a minha vida.

Lucie estava nos braços da híbrida.

Fiquei completamente paralisado. Meu olhar desesperado ia de Lucie para a filha de Bella, que tinha sangue no rosto. Talvez ela tivesse tentado ajudar o meu amor, mas isso não importava. A única coisa que importava era essa dor castigando meu peito — uma dor conhecida, porém muito mais intensa.

Primeiro Bella, que eu não consegui salvar das garras daquele sangue-suga. Agora Lucie, meu pequeno raio de sol.

Será que todos que eu amo estão destinados a morrer ou desaparecer?

Caminhei a passos vacilantes até ela. Meus joelhos afundaram na areia. Ajoelhei-me em uma dor muda e corrosiva. Meu rosto estava encharcado de lágrimas, mas eu não conseguia pronunciar uma única palavra.

Puxei Lucie para o meu colo e a abracei.

Seu rosto estava sereno, sem expressão alguma, completamente inerte. Parecia apenas dormir.

— Ah, meu amor… me perdoa por não conseguir te salvar — murmurei, beijando seus lábios agora gelados. — Volta pra mim, minha gatinha… eu te amo tanto…

Beijei sua testa, minha visão completamente embaçada pelas lágrimas.

— Antes de partir, ela disse que te amava — disse a híbrida, ajoelhada à minha frente.

Fitei-a sem realmente enxergar seu rosto.

— Eu sei… — murmurei.

Sequei as lágrimas com força e peguei Lucie no colo.

— Vamos voltar para a tribo — avisei aos garotos, que assentiram em silêncio.

Olhei para a garota e seus dois amigos.

— Quanto a vocês…

— Nós vamos com você — ela respondeu com convicção.

Eu não tinha forças para discutir.

— Faça o que quiser, só não arranjem confusão — respondi, virando as costas.

Caminhei com Lucie nos braços até a tribo. Quando chegamos, o dia já amanhecia. Todos estavam nos esperando, como se já soubessem o que havia acontecido.

Entreguei minha gatinha a Sam, que a levou até Sue para prepará-la para o enterro.

Sentei-me em frente à minha casa e chorei. Chorei de verdade, como uma criança. Meu peito parecia prestes a explodir.

Será que essa dor nunca teria fim?

— Hã… err… posso falar com você? — uma voz melodiosa surgiu à minha frente.

Levantei os olhos e encontrei a filha da Bella.

— Não! — respondi seco e cortante.

— Mesmo assim eu vou falar — ela disse.

Claro que ia. Irritante como a mãe quando resolvia teimar comigo.

— Você não sabe de nada — rosnei, virando o rosto.

— Eu sei sim. Seu irmão matou toda a minha família! — gritou. — O que ele fez com a sua namorada foi injusto. Ela era especial.

Levantei-me.

— Não fale o nome da Lucie. Você não a conhecia.

Virei as costas, mas ela veio atrás de mim.

— Pelo pouco que conheci, deu pra ver — disse, segurando meu braço.

Arqueei uma sobrancelha, pasmo. Mal perdi minha namorada e já tinha que lidar com a filha da Bella. Só podia ser carma.

— Tá legal, garota. O que você quer afinal?

Olhei diretamente em seus olhos.

E foi o meu erro.

O mundo virou de cabeça para baixo. Minha vida passou diante de mim como um filme. Bella, Lucie… tudo se conectou a ela em segundos, como cabos de aço presos ao meu peito.

Ela havia se tornado o centro do meu universo.

Pisquiei, completamente atordoado.

IMPRINTING.

A palavra ecoou em minha mente.

Dei um passo para trás.

— O que aconteceu? — ela levou a mão à cabeça.

Ela sentiu também.

Virei as costas, meu coração disparado.

Raiva. Ódio. Frustração.

Não era Lucie.

Era ela.

— Nada que seja da sua conta — rosnei.

Ela se colocou à minha frente.

— É da minha conta sim.

— Me deixa em paz! — soletrei.

Ela não saiu.

— Eu quero falar de algo sério — insistiu.

Respirei fundo.

— Fala.

— Tylor não pode ficar impune. Quero que sejamos parceiros.

— Como é? — arregalei os olhos.

— Isso mesmo. Juntos, para acabar com ele.

Levei a mão ao queixo. Não era uma má ideia.

— Caçar e matar? — questionei.

— Não, caçar e jogar cartas — ironizou.

— Vou pensar — respondi.

Passei por ela, empurrando-a sem cuidado. Ela caiu, mas se levantou logo em seguida.

Eu tinha um enterro para ir.

E uma vida sem Lucie para enfrentar.

POV Renesmee

Cara grosso, viu?

Desde que cheguei, tudo o que faço é tentar ajudar. Mas eu entendia. Ele estava sofrendo demais.

— Coitado do grandão — Rick comentou, surgindo com Alicia.

— Onde vocês estavam? — perguntei.

— Caçando — Alicia respondeu, forçando um sorriso.

— Ele tem raiva de mim — analisei.

— O Jacob? Também não sei por quê — Rick disse, me abraçando de lado.

Ficamos na aldeia enquanto acontecia o enterro. Não seria apropriado irmos.

Horas depois, procurei Jacob com os olhos. Não sei por quê, mas estava preocupada.

— Com licença — chamei um casal. — Sou Renesmee.

— Quil, e essa é Claire — ele se apresentou.

— Sabe me dizer onde Jacob está?

— Ele ficou no cemitério — Claire respondeu.

Agradeci e fui até lá com minha velocidade vampiresca.

Jacob estava ajoelhado diante da lápide de Lucie.

Engoli o nó na garganta e toquei seu ombro. O vento forte chicoteava meus cabelos.

— Por quê? Por que me fazer sofrer de novo? — sua voz estava rouca.

Corri até um campo de flores e voltei em minutos.

— São flores que só nascem na primavera — disse, colocando-as no túmulo.

— Eu não sei o que vou fazer… eu a amo tanto.

— Ela também te amava.

Ele se levantou, beijou a lápide.

— Eu sei o que você deveria fazer — falei.

— Me trancar no quarto pro resto da vida? — ironizou.

— Vingá-la.

Ele me encarou com atenção.

— Alguém já te disse que você tem os olhos da sua mãe?

— Eu te ajudando e você manda essa? — brinquei.

Ele riu.

— Ok, híbrida. Vamos atrás do meu irmão.

— Renesmee — me apresentei.

— Posso te chamar de Nessie?

— Como o monstro do lago Ness?

— Não — ele riu.

— Então tá.

Voltamos para a tribo.

— Se arrumem. Vamos acampar perto da fronteira — Jacob ordenou.

— Obrigado — ele disse antes de sair.

Assenti.

POV Jacob

Estávamos acampados havia dois dias. Não houve um único momento em que eu não pensasse em Lucie.

Passar tempo com Renesmee amenizava a dor, e isso me assustava.

Eu não contei a ela sobre o imprinting.

Temia o futuro.

Naquela noite, acordei de mais um pesadelo. Estava olhando o fogo quando senti o cheiro de morangos.

— Pensei que estivesse dormindo — ela disse.

— Perdi o sono.

— Você gritava o nome da Lucie.

— Tenho pesadelos todas as noites.

— Eu também tenho — respondeu.

— Ele acabou com a gente.

— Sofremos sem merecer.

— Queria ser forte como você.

— Eu não sou forte. Se fosse, teria salvado minha família.

— Não se culpe — falei. — Você não podia enfrentá-lo sozinha.

Ela assentiu.

— Amanhã teremos um dia longo, chefe. Dorme um pouco. Eu fico de vigia.

— Boa noite.

Beijei sua cabeça e fui para minha barraca.

Notas finais
Comentem bastante, para eu saber se estão gostando hein. Beijos!!!!!!!