Doce sorriso
7 Parte VII – Eu sou coelho Cullen
Notas iniciais
Depois da vergonha que foi cair na frente das meninas, tudo que pude fazer, foi recolher o que restava da minha dignidade e começar lavar as minhas roupas, como se nada tivesse acontecido.
Estava trabalhando em ignora-las, mas a garota loira deixava meu trabalho cada vez mais difícil com seus sussurros e risadas.
— Apenas faça isso! Eu posso manter Anne entretida por algumas horas.
— Rosálie, já chega! – Ouvi Bella retrucar, fazendo a garota se calar, enquanto abafava a risada.
— Cinco anos é bastante tempo, Bella.
— Rosálie! – A ouvi gritar, deixando a minha tarefa quase impossível. Eu tinha um plano para está noite, mas ele de maneira alguma, envolvia tentar descobrir sobe a conversa de minha vizinha com sua amiga.
Uma vez que Maria, aquela traidora, havia rapidamente se retirado da lavanderia e corrido de volta para meu apartamento, me deixando sozinho, eu não tinha ideia do que fazer.
— Você pode me emprestar seu sabão? – Perguntei bobamente. Não foi uma grande coisa, mas foi a melhor que pensei para me inserir na conversa.
— Oh, ela pode te dar muito mais do que isso, querido. – A garota loira respondeu me olhando como se fosse uma grande puma e eu apenas um cordeiro indefeso. Aquilo me causou arrepios e não os do tipo bom.
— Rosálie, eu não estou brincando sobre te expulsar! – Ela ralhou com a amiga.
— Eu estou falando a verdade e você sabe. – A garota, chamada Rosálie apontou para Bella, a fazendo corar. – Apenas termine o que você queria ter muito começado. O elevador fica a dez passos daqui, pelo amor de Deus! – Gemeu jogando as mãos para o alto e saindo sem mais explicações.
Depois de algum tempo, finalmente terminei de lavar minhas roupas e estava pronto para voltar para meu apartamento. Bella havia saído alguns minutos antes. Então não esperava encontra-la encostada na parede, como se esperasse o elevador.
— Esperando alguma coisa?
— Sim e não. Está mais para alguém. Não gosto muito de elevadores, lembra? Pensei que não fosse demorar. — Respondeu corando.
— Será um prazer acompanha-la. — Respondi sorrindo, e entrando.
— Amanhã é o grande dia, hein?- Ela perguntou e eu mal conseguia me aguentar.
— Tania parece gostar muito dessa sua tradição dos ovos.
— Por que eu senti um tom de ciúmes em sua voz? — Perguntei incapaz de disfarçar um sorriso.
— Você está fantasiando sobre isso. Não existe tom de nada em minha voz. — Retrucou e eu estava pesando minhas possibilidades. O que de pior poderia acontecer afinal? Antes que pensasse melhor e me parasse, bati a mão no botão de parada, fazendo o elevador parar.
— O que está fazendo? – Perguntou dando um passo para frente, tentando tocar no interruptor, mas eu a parei.
— Resolvendo as coisas. Eu sou bem claro quando quero alguma coisa. Eu ouvi o que você disse para sua amiga na lavanderia.
— E o que eu e essa caixa de ferro temos com isso? Saia da frente!
— Não sem você admitir que se sente atraída por mim. — Declarei em um tom presunçoso, mas pude ver suas bochechas coraraem.
— O que você quer? Uma confissão oficial? Liga esse elevador! — Pediu, tentando passar por mim outra vez.
— Eu ligo assim que você confessar!- declarei a desafiando com o olhar.
Ela me observou pelo que se pareceram horas, até atirar os braços para o alto.
— Ah, que se dane. — grunhiu me atacando. Seus lábios não eram gentis eram selvagens, desesperados. E o melhor de tudo, era que desse vez, era real.
Suas mãos estavam em meu cabelo, puxando os fios com força.
Eu queria apenas apreciar e gravar cada momento, mas Bella parecia ter uma ideia diferente sobre nossa primeira vez.
— Por que a pressa? – Perguntei com um sorriso brincando em meus lábios, mas ela me empurrou, fazendo com que eu caísse sentado, então arrancou sua blusa, montando em meu colo.
— Edward, você ouviu o que ela disse. Cinco anos! A ultima coisa que eu quero, é ir devagar! – Rosnou arrancando os botões da minha camisa, enquanto a abria.
Minhas mãos apertavam sua cintura e abençoado seja quem inventou a saia! Tudo que eu tive que fazer foi afastar sua calcinha e estava dentro dela. E era quente, apertado e quase que insuportavelmente bom.
Suas mãos estavam em meu peito, apertando, enquanto meus lábios deixavam uma trilha de beijos pelo seu.
— Foda-me. – Implorou, tentando aumentar a velocidade e eu nunca fiquei tão feliz em obedecer uma ordem como estava agora.
Eu queria poder dizer que me controlei, mas eu queria aquilo já fazia muito tempo. Queria aquilo desde que havia a visto pela primeira vez.
Tudo que pude fazer foi tentar manter meu controle pelo maior tempo que consegui, enquanto a fazia gozar. E em poucos minutos, eu também estava sobre minha própria beirada, explodindo de prazer.
Tudo que se ouvia no elevador eram nossas respirações, buscando controle.
— Eu percebi que não sei nada sobre você. – Ela declarou, ainda respirando suavemente contra meu peito. – E não acho que aqui seja o melhor lugar para descobrir.
— Onde podemos ir? – Perguntei, acariciando seu braço. – No seu apartamento?
— Não. Anne está lá e não quero confundir sua cabeça até que eu tenha certeza sobre o que estamos começando.
— Eu posso entender isso. – Respondi beijando sua nuca, sentindo sua pele se arrepiar.
— No seu apartamento? — Perguntou me fazendo refletir. Maria não seria um problema, uma vez que ela provavelmente estaria dormindo. Jasper no entando...
— Mesmo? Está preparada para uma série de perguntas. Meu colega de casa não é exatamente muito normal.
— E você é? – Retrucou. – Ele me parece mais normal do que você, senhor cara da fonte de suco.
— O senhor Newton deveria sentir vergonha por ter uma língua tão grande. – Expliquei a fazendo sorrir. – Venha, vista-se e vamos procurar um lugar para conversar em meu apartamento.
Já estávamos refeitos e caminhando em direção ao meu apartamento. Assim que minha mão tocou a maçaneta, ouvi risadas e a voz de Jasper. Se ele estava acompanhando, então deveria se lembrar da regra de nada de sexo em espaço compartilhado.
Eu esperava surpreende-lo com a garota para que ele nunca mais fizesse nada assim novamente, mas a ultima coisa que esperava, era ser surpreendido.
— Santa merda amarela! – Soltei, fazendo Bella saltar ao meu lado.
— Não, Edward! Não era para você ter nos visto.
— Ei! – Jasper protestou.
— O que? – Perguntou o desafiando. – Nós juramos que não faríamos isso de novo!
— De novo?- Perguntei e seus olhos se arregalaram;
— Edward não é nada disso que você está pensando, está bem. – Declarou, mas eu não ouvi com clareza, uma vez que minha cabeça não parava de girar. De novo. Então aquela não era a primeira vez
— Meu melhor amigo e a minha irmã! – Vociferei, ainda sem acreditar. – Por que diabos vocês vivem brigando então? – Questionei. Agora eu estava irritado. Me sentia enganado e até traído. Jasper era meu melhor amigo. Assim que decidi conquistar Bella, foi para ele que me abri. Ele deveria supostamente fazer o mesmo.
— Vejo que conseguiu se aproximar da odiadora de chocolates. — Começou, mas eu o cortei antes que continuasse.
— Não mude de assunto, comedor de irmã alheia! – O censurei, ganhando um olhar mortal de Maria.
— Edward! – Maria me censurou, mas eu não poderia ligar menos.
— Não! Você é minha irmãzinha! Porra, olha como você anda pela casa. Nunca me importei porque Jasper é meu melhor amigo e você é minha irmã! Nunca imaginei que você pudesse ser uma das transas dele, está bem?
— Não é assim, cara! Ela não é apenas uma transa, está bem? Eu amo sua irmã. Estou realmente apaixonado por ela. E nunca me senti assim antes.
— Então por que diabos vocês viviam brigando? Alguma piada comigo?
— Edward, apenas pare. – Maria declarou, esfregando os olhos. – Você é meu irmão e não meu pai. Eu posso ficar com quem eu bem entender. Sinto muito que tenha descoberto assim. E o único motivo pelo qual fingimos brigar, foi para que quando nos aproximássemos e assumíssemos o namoro, você não estaria tão chocado quanto agora.
As palavras fluíam por sua boca, mas eu não conseguia liga-las a pessoa que estava a minha frente. Maria nunca havia falado daquele jeito comigo. E a maneira como se olhavam, apenas reafirmava o que ela havia acabado de dizer.
— Eu sou sua irmãzinha, Edward. Sempre serei. Mas você sabe que um dia eu encontraria alguém que me fizesse sossegar. E eu encontrei. E eu o amo, está bem? – Indagou, com Jasper passando os braços pela cintura dela.
— Meu melhor amigo e minha irmã. – Declarei, agora mais feliz e menos defensivo do que antes. Era reconfortante saber que minha irmã não seria mais uma na cama de Jasper. Ou ele mais um em sua cama, nesse caso. Eu sabia que um dia ela encontraria alguém que a fizesse sossegar. E realmente me deixava mais tranqüilo, saber que esse cara, era meu melhor amigo.
Me virei lentamente, mas apenas para encontrar um olhar fulminante sobre mim.
— Odiadora de chocolates? – Perguntou cruzando os braços e batendo o pé. No dia seguinte seria Páscoa. Por que eu não poderia ganhar meu presente naquele momento, voltar no tempo e calar a boca grande do meu melhor amigo? Eu não dava uma dentro, cara!
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