Doce sorriso

9 Parte IX - O coelhinho Cullen está de volta a ativa ou quase isso


Notas iniciais
SIM!!! Olha uma parte final para essa familia!! Depois de muitos pedidos, resolvi dar um outro desfecho. Mas esse é realmente o final, então digam adeus hahaha E comentem e recomendem.

Dois anos depois

— Ainda é cedo! – Bella rosnou. Tão adorável!

— Já amanheceu. – A beijei, ouvindo um gemido baixo. – Vamos, amor. Vamos encontrar minha irmã no parque em duas horas.

— Você é tão matinal! – Resmungou abrindo os olhos.

— E vocês não. – Retruquei. Anne era tão difícil de acordar quanto a mãe. Mas quem disse que eu desistiria? – Você vai poder segurar o Eliot o quanto quiser. – Prometi, sabendo que funcionaria.

— Não é justo. Você sabe o quanto eu sinto falta de quando Anne tinha a idade dele. – Declarou se levantando e correndo para o chuveiro. Eliot, nosso sobrinho, sim Jasper e a doida da minha irmã continuavam juntos, e sim, por incrível que pareça, tiveram um filho.

Minha mãe havia surtado duplamente com as noticias. Seu coração não poderia se surpreender por um longo tempo. Imagine sua surpresa quando eu disse, Ei mãe, conheci uma garota e agora sou pai e uma ano e meio depois, minha irmã disse que ela seria avó de novo? Dona Esme não estava preparada para tanto. Mas isso não a impedia de amar loucamente os netos.

Me levantei indo até a cozinha e preparando o café da manhã. Depois de alguns minutos, voltei para o quarto e encontrei Bella parada na cômoda, olhando para um envelope.

— Tudo bem? – Perguntei e ela pulou, levando a mão contra o peito. – Não queria te assustar. – Declarei me aproximando e a vi apertar ainda mais o papel.

— Sim eu só... havia esquecido disso. – Explicou olhando para o envelope pardo.

— E o que é isso? – Perguntei, tentando pegar o papel, mas ela se afastou.

— Antes, eu preciso contar uma coisa. – Indagou se sentando na cama, e batendo no espaço ao seu lado. – Eu não sabia o que me incomodava tanto quando conheci você e...

— Obrigado pela parte que me toca. Pensei que tivéssemos passado dessa fase. – Declarei, tocando seu braço, quando ela cobriu o rosto. Foi aí e só aí, que notei que havia algo errado. – Ei, eu estou brincando. O que há de errado, Bella? Conversa comigo.

— Eu não sabia o que era. Então eu olhava para a Anne e via você. Mas foi só quando você contou sobre a aposta que fez com a Maria, que me dei conta.

— Se deu conta do que? – Perguntei, um pouco confuso com o raciocínio dela.

— Edward, faça as contas. Anne nasceu um pouco depois de você ter feito a doação. E vocês são tão parecidos! Como eu poderia não pensar que...

— Espera, você quer dizer que acha que eu sou pai da Anne? Quer dizer, eu sou o pai dela, mas o pai biológico? – Indaguei, me sentindo levemente tonto.

— Ela é tão parecida com você! Sua mãe não parava de olhar para ela! – Bella constatou se levantando, segurando o envelope com mais força.

— Bella, o que tem no envelope? – Perguntei, imaginando a resposta, mas ela não respondeu. – Bella?

— Quando me dei conta disso, eu quase enlouqueci. Não tinha notado as semelhanças até você se mudar, mas depois elas estava ali, gritando.

— Bella, o que é que tem no envelope? – Voltei a perguntar, me levantando.

— Eu não agüentei, está bem? Eu tive que fazer o exame para saber?

— E como diabos você fez isso sem que eu soubesse?

— Um fio de cabelo era tudo que eu precisava. – Respondeu dando um passo para trás, quando tentei pegar o envelope, mas ela era malditamente mais rápida e melhor coordenada do que eu.

— Você fez o que? Arrancou um fio e fez o exame sem que eu soubesse? E depois eu era o maluco por te perseguir quando t conheci? – Perguntei, levando as mãos a cabeça.

— Foi apenas um fio. Eu tinha que saber.

— Então você já sabe? – Perguntei. – Eu não sou um pai bom o bastante para Anne? – Indaguei, claramente ferido.

— Não! Nunca mais diga isso. – Declarou se aproximando de mim. – Nunca se tratou disso. A questão é que eu me dei conta disso. Foi quando Anne ficou doente. Era madrugada e eu a ouvi resmungar. Nem olhei para nossa cama e fui direto para o quarto dela. Foi quando eu vi você. Você estava com ela nos braços, a embalando. Ela estava com catapora e você não parecia ligar a mínima. Apenas cantarolava em seu ouvido enquanto a ninava. Você é o pai dela, Edward. Depois daquela noite, guardei esse envelope com o resultado sem nunca mais olhar para ele. Você é o pai dela. Seria mesmo se esse papel dissesse o contrário.

— Quer dizer que você nunca... Nunca o abriu? – Perguntei a observando e ela negou me entregando o envelope.

— Eu nunca mais precisei pensar nisso. Mas é um direito seu se quiser. – Olhei para o pedaço de papel em minhas mãos e sem pensar duas vezes, o rasguei. Eu era o pai da Anne e nada nem ninguém, jamais poderia dizer o contrário.

— O café está na mesa. – Disse, puxando Bella para os meus braços e a beijando. – Porque não vai na frente? Vou acordar a nossa filha. – Acrescentei e ela sorriu, me beijando de volta.

~*~*~*~*~*~*

— Está na hora de acordar. – Sussurrei tocando seus cabelos, enquanto ela resmungava e levava sua mãozinha até a boca. – O que eu disse sobre a mão?

— Que os duendes não visitam crianças que levam a mão na boca? – Perguntou se remexendo, mas mantendo os olhos fechados.

— Isso mesmo. Os duendes não vão te visitar se você continuar com isso, bonequinha. – Respondi, puxando sua mão e a virando para que acordasse.

Ela era um caso para levantar. Nunca conheci uma criança tão difícil. Ela era um amor em todo o resto. Não que eu conhecesse tantas crianças, mas ela conseguia ser pior que eu.

— Tudo bem. A mamãe disse que isso é lenda. — Retrucou puxando a coberta.

— Está bem, você me obrigou a isso. – Respondi lhe fazendo cócegas. Depois eu conversaria com Bella. Uma criança deveria ter um conto de fadas no qual acreditar. Ela só tinha seis anos e já não acreditava em fadas, duendes ou no papai Noel. E nunca havia tido uma páscoa. Algumas coisas precisavam mudar.

Continuei lhe fazendo cócegas, até que ela abriu os olhos, tão verdes quanto os meus, com um lindo sorriso.

— Para, papai! Isso faz cócegas! – Gritou, se contorcendo, enquanto eu continuei meu ataque.

— Você vai continuar enrolando, bonequinha? – Perguntei e ela negou, ainda rindo. – E quanto a mãozinha?

— Eu não faço mais! – Declarou, ainda gritando e rindo. – Eu prometo.

— Edward, ela vai fazer.... – Bella entrou, mas era tarde e o lençol estava perdido. Ops. – Você vai limpar. De novo.

— Eu esqueci que ela faz de manhã. – Me desculpei, enquanto Anne parou de rir. – Está tudo bem, querida. Papai vai limpar essa bagunça de novo. – Assegurei, quando ela se levantou, ainda olhando para a cama. – Qual o problema, bonequinha?

— Eu fiz de novo. A mamãe disse que eu sou mocinha. A Jessica vai rir de mim. – Sussurrou, baixando os olhos, quando me aproximei dela.

— Você é uma mocinha, mas acidentes acontecem. E como a Jessica riria de você, querida? Vai ser nosso segredo. – Sussurrei, fazendo seu sorriso crescer.

— Você promete, papai? – Perguntou e assenti, beijando a ponta do nariz. – Agora, peça para a mamãe te ajudar no banho.

— Porque eu sou menina e você é menino. – Declarou, fazendo meu sorriso aumentar.

— Exatamente por isso, bonequinha.

Se alguem me perguntasse naquela época, onde eu me imaginaria dali a dois anos, nem em um milhão de anos eu teria dito, namorando sério e pai de uma menina de seis anos. Mas ali estava eu. Morando com a Bella, pensando em pedi-la em casamento no nosso aniversário de namoro dali a duas semanas e pai da Anne.

Nunca pensei realmente em ser pai. Mas quando eu chegava em casa, depois do trabalho e via os desenhos que ela fazia. Quando brincávamos juntos e quando ela pedia que eu lhe contasse histórias para dormir, eu só pensava em como eu amava aquela menina. Em como toda minha vida havia mudado em dois anos e como eu era extremamente feliz com aquelas mudanças.

— Eu já arrumei o pequeno acidente, mas a cama é toda sua. – Bella declarou mexendo em meus cabelos, me tirando de meus devaneios. – Ela está tomando banho.

— Eu esqueci que ela não consegue segurar de manhã. – Murmurei, começando a trocar os lençóis.

— No que estava pensando? – Perguntou, ainda me olhando.

— Em como tudo mudou quando conheci vocês. – Respondei sem pensar duas vezes.

— Arrependido? – Questionou e eu tenho certeza de que a ouvi engolindo seco.

— Talvez de não ter te beijado quando você bateu a porta na minha cara. Mas do resto? Não mesmo. – Afirmei, terminando de arrumar a cama. – Antes do acidente, eu tive uma conversa interessante com a Anne. – Me lembrei, olhando para ela. – Sobre duendes.

— Eu até já sei... – Começou, mas a interrompi.

— Ela é uma criança, Bella. Precisa do faz de conta. – Expliquei e a vi bufar.

— Eu cresci assim. Não posso evitar. – Justificou, cruzando os braços.

— Mas eu posso. – Puxei seu braço, destruindo suas defesas e a puxando para mim. – Não precisa inventar as coisas. Basta não me desmentir e ela vai ter a melhor infância de todas.

— Isso é trapaça. Estaríamos mentindo para ela, dizendo que essas coisas existem.

— Isso é faz de conta! É diferente. Você vai ver. – Pedi. – Por favor? – Acrescentei, beijando seu queixo e a senti amolecendo em meus braços, quando ouvimos um grito.

— Mamãe! – Anne gritou e Bella se afastou. – Eu terminei!

— Nosso tempo acabou. – Bella me beijou, se soltando e correndo até o banheiro.

Já era mais do que hora de Anne ter uma infância normal. Começando com o dia de amanhã. Seria páscoa e depois de dois longos anos sem trazer chocolates para casa, Anne finalmente teria uma surpresa.

~*~*~*~*~*~*

Eu estava na cozinha, tentando soar o mais silencioso possível quando senti dois braços me envie envolvendo e Bella beijando minhas costas.

— O que está fazendo?- Perguntou olhando por cima dos meus ombros. — Edward, isso é chocolate? Anne vai acordar!- se sobre saltou e eu me virei, a envolvendo nos braços.

— Era para ser uma surpresa. – Respondi lhe dando um selinho e terminando de embalar o ovo que eu mesmo havia preparado especialmente para Anne.

— Ela não pode comer isso. Já conversamos sobre isso.

— Sim, ela pode. Ela já é grande o bastante para entender que não é tudo que se pode comer. Eu andei conversando com a médica dela e é ela mesma aprovou a receita.

— O que quer dizer? – Questionou estreitando os olhos.

— Esse é um ovo especial. Absolutamente seguro para Anne. — declarei e ela me olhou com descrença.

— Eu não sei.... — começou a dizer e eu envolvi seu rosto com as mãos para que ela visse que eu falava sério.

— Ei, você acha que eu colocaria a saúde de Anne em risco? Eu garanto que é seguro, Bella.

— Você promete? – Perguntou, e eu senti sua voz falhando.

— Sim, eu prometo. — respondi a beijando. — Está na hora de Anne ter sua primeira páscoa

— Então quer dizer que....

— Sim, o coelhinho Cullen está de volta a ativa. — Respondi a fazendo dar um doce sorriso, ou quase isso.

Notas finais
Espero que tenham gostado tanto quanto eu dessa história. Até a próxima!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!