Doce obsessão

30 Capítulo 30: Momentos.


Notas iniciais
Olá gente!! Agradeço pelos comentários de vocês. Gostei mesmo. Último capítulo! Espero que gostem e perdoem os erros. Nos vemos nas notas finais!

Brittany P.:

Eu estou animada com o natal. Mamãe permitiu que eu o passasse com Santana, enquanto que ela e Rose irão com Peter visitar sua família.

Santana gostou da ideia de decorarmos juntas sua árvore de natal e posso dizer que fiz um trabalho esplêndido ali. Ainda estamos em período de aula, então eu mal posso esperar para que as aulas deste ano tenham fim.

Pela primeira vez após o término do namoro, Noah conversou comigo. Ele parecia cauteloso sempre que estávamos próximos e parecia estar ''pisando em ovos''. Não me agradava que ele se sentisse dessa maneira, então sempre que possível eu lhe oferecia um sorriso simpático. Santana disse que na realidade eu parecia uma maníaca e que, se ele não conversava comigo, era porque estava com medo.

De acordo com a expressão no rosto de Noah, ele estava mais do que disposto a retomar nossa amizade do ponto em que parou. E isso era mais que eu poderia esperar. Conversamos durante as aulas que temos juntos e não precisei perguntar nada para saber que estava tudo mais do que bem entre nós.

Santana estava pensando em fazer uma festa em comemoração ao fim de mais um ano ou algo assim. Todos ficaram bem animados e sempre que passávamos pelo corredor, alguma garota estava pensando em qual roupa usar. Elas estavam enlouquecidas. Santana achava a maior graça e dizia que era sempre a mesma coisa: elas chegavam magnificas na festa e saiam de lá destruídas.

O Sr. e a Sra. Lopez disseram que toda festa é bem-vinda se for aproveitada com responsabilidade. Eles estavam certo de que assim seria. Questionei-me se eles estavam se fazendo de bobos ou se talvez nunca foram adolescentes. É óbvio que uma festa repleta de jovens não seria marcada pela responsabilidade e pelo bom comportamento. Concluí que estavam se fazendo de bobos, visto que Santana já deu outras festas como essa e eles nunca a impediram, mesmo com toda a bagunça.

— Ei, San, seus pais estarão aqui durante a festa? – Perguntei quando paramos de frente para seu armário.

— Nem pense nisso, Britt. – Pediu fazendo uma expressão assustada. – Eles farão uma visita para alguns tios durante o final de semana. Eles sempre fazem isso quando peço para usar a casa.

— Entendo. E eles não ficam com medo de destruírem a casa enquanto estão fora?

— Talvez. Mas apesar de toda a bagunça do momento, ninguém nunca quebra nada importante. A maioria fica na parte da piscina. – Comenta enquanto retira algumas coisas do armário. Como o ano está encerrando, nossos livros e cadernos precisam ser retirados.

Balanço a cabeça em entendimento e a ajudo a colocar seus materiais numa pequena caixa e a levá-la para casa.

O caminho é feito em meio a risadas. A caixa havia ficado pesada, já que ali também estavam meus materiais e, mesmo com quatro braços, o carregamento estava difícil e a todo momento uma de nós duas parava para descansar.

— San, você é uma fracote. Eu carreguei praticamente sozinha. Preciso urgentemente de água. – Peço ofegante assim que chegamos em sua casa.

— Não seja uma esnobe, Brittany Pierce. E não zombe de mim. Deveria deixá-la com sede. – Diz já pegando a água na geladeira.

— Você não faria isso com sua namorada, meu bem. – Esclareço dando-lhe um beijinho delicado na bochecha. Pego um copo e o encho, bebendo o líquido em seguida.

Santana revira os olhos e sorri carinhosamente para mim. O tempo nos trouxe intimidade e amor incondicional. Implicamos uma com a outra a todo instante pelos motivos mais bobos possíveis e, segundos depois, rimos e mostramos o motivo pelo qual estamos juntas.

Sinto ela se aproximando de mim e dando um beijinho no meu pescoço.

— Não, eu não faria, mas é mesmo muito interessante você assim toda ofegante. – Declara passando o nariz em minha pele. Santana é um felino silencioso. Eu nunca sabia o momento em que seria seduzida, mesmo que ela o faça com frequência. – O que acha de eu deixá-la assim um pouco mais?

— O que você quer dizer com is... – Não termino de falar ao sentir suas mãos me empurrando até o balcão da cozinha e seus lábios pressionarem os meus.

Abro a boca para reclamar do incômodo balcão, porém Santana não permite, simplesmente aproveita a oportunidade e adentra minha boca com sua língua espevitada. Sinto uma de suas mãos pousar em minhas costas e delicadamente massagear o local, como se para afastar qualquer dor que eu possa ter sentido. Sorrio para seu ato sensível e abraço seu pescoço.

— É uma tortura não poder fazer isso enquanto estamos na escola. – Comenta beijando meu pescoço.

— Imagino que seja, mas, bem, nós fazemos. O armário do zelador que o diga. – Respondo rindo.

— Bom, ninguém é santo por aqui. Muito menos eu. Preciso de um pouco de amor, às vezes.

— Às vezes? Querida, você é a carência personificada. – Ela olha para mim com a cara emburrada e volta para meu pescoço, o chupando fortemente. – Santana! Já conversamos sobre chupões em lugares visíveis e você sabe que não...

— Cale a boca, meu bem. – Manda me beijando novamente. Suspiro sentindo seu aperto em minha bunda e me rendendo aos seus carinhos.

Coloco as mãos em sua nuca e puxo os fios de cabelo da região. Santana morde meu lábio e resmunga. Ela não se agrada dos puxões que dou em seu cabelo. Segundo ela, isso somente é conveniente quando estamos transando, o que não impede que eu a incomode em outros momentos também.

Sua mão que antes estavam em minha bunda sobe e se infiltra em minha blusa. Sinto minha pele se arrepiar sob seu toque e suspiro. O suspiro tanto é por prazer quanto por frustração, já que a campainha toca, nos interrompendo.

— Droga, eu havia esquecido que os entregadores viriam hoje.

— Entregadores de quê? – Pergunto confusa.

— Bebidas.

— Alcoólicas?

— É claro, Brittany. Não será uma festa infantil, se é isto que está pensando. – Reviro os olhos.

— Mas não temos idade para beber, temos? – Santana ri e beija minha bochecha.

— E isso impediria a quem? – Reflito um pouco e concluo que ela está certa. Concordo com a cabeça e sento no sofá esperando que ela atenda ao entregador.

Observo o moço olhá-la de cima a baixo e um olhar malicioso se instalar em seus olhos. Respiro fundo irritada. Por que fui arrumar uma namorada tão bonita?

Vejo-o estender um papel em sua direção pedindo para que ela assine e noto o sutil passo que ele dá em sua direção, praticamente invadindo o espaço pessoal da minha garota. Santana olha para trás com uma cara confusa e até mesmo irritada e eu simplesmente sorrio balançando afirmativamente a cabeça, confirmando que o jovem tinha outras intenções com ela, além de entregar-lhe as bebidas.

Santana rapidamente assina o papel e espera impacientemente que o jovem galanteador e outro homem colocassem os produtos no lugar indicado. Acena seriamente quando passam pela porta e não dá oportunidade para que ninguém flerte com ela. Sorrio presunçosa e orgulhosa para a constatação de que Santana é minha.

—~*~–

Suspiro irritada, retirando pela terceira vez o delineado mal feito. Eu sou a última pessoa no mundo que deveria usar maquiagem. Não sei utilizar quase nada.

Olho com cara de sofrimento para Rachel e ela dá risada, retirando o delineador da minha mão e se aproximando de meu rosto.

— Eu pedi para ajudá-la e você recusou minha oferta. Eu deveria ficar ofendida e não ajudar a Sra. Teimosa. – Diz rindo da minha expressão emburrada.

— Essa seria eu?

— Sim, você mesma, docinho. Agora feche esses seus belos olhos azuis e permita que eu faça meu trabalho. – Fecho os olhos a obedecendo e evitando respirar para que não borrasse.

A deveria estar na festa de Santana há pelo menos trinta minutos, porém de último momento me deparei desesperada por parecer sensual sem ficar vulgar e isso deu um trabalhão.

— Prontinho, você ficou maravilhosa. – Sorrio agradecida e volto a respirar. – Santana irá adorá-la.

Bem, assim eu espero. Querendo ou não, eu me produzi especialmente para ela.

Ouvimos a Sra. Jones buzinar e descemos. Ela iria nos levar a festa.

— Querida, você e Rachel estão lindas. – Mamãe diz carinhosa.

— Obrigada, tia Susan. – Rachel agradece simpática.

— Eu não posso ir na festinha, Britt-Britt? – Pergunta Rose com feições tristes. Dou risada e nego com a cabeça.

— Você é muito pequena para festas assim. Para falar bem a verdade, você já deveria estar dormindo mocinha. – Digo a fazendo cruzar os braços e resmungar emburrada.

Mamãe ri e se despede de nós. Peter acena e pede para eu ter juízo.

Rachel e eu saímos de casa e Mercedes acena animada quando nos vê. Não demora muito e estamos em frente a casa agora cheia e barulhenta. Encontramos Kurt lá dentro totalmente animado. Sam também estava lá esperando por Mercedes, que rapidamente corre para seus braços.

Olho em volta a procura de Santana e não a encontro.

— Ela deve estar na piscina, venha, vamos até lá. – Rachel diz como se estivesse lendo meus pensamentos e puxando-me pelo braço.

Assim que chegamos Rachel arregala os olhos animada e corre em direção a um grupo que conversava no canto. Entre eles estavam Finn e Noah. Olho incerta se devo ir até eles também e penso que um cumprimento não faria mal.

Caminho descontraída e me assusto quando alguém ao meu lado mergulha na piscina. Noto que fiz algo errado quando seguro o braço da primeira pessoa que surge próximo a mim e segundos depois sinto a água gelada da piscina por todo meu corpo. Passo as mãos pelo cabelo molhado ao voltar à superfície e olho em volta Algumas pessoas parecem rir e por um momento a cena me parece familiar. Olho para o lado temerosa e faço uma cara de pura culpa ao ver Santana emburrada ao meu lado completamente encharcada.

— Eu achei que uma vez havia sido suficiente, Brittany. – Diz irritada. Faço uma expressão de cão sem dono que sei que amolece seu coração. – E não faça essa cara!

Suspiro e olho melhor para ela, observando o quão linda ela estava, mesmo molhada e com o cabelo em desordem.

Olho para o lado me sentindo verdadeiramente culpada. De novo.

Ouço Santana rir ao meu lado e dar-me um beijo a bochecha. — Como é que se faz para ficar brava com você, meu bem? — Abro um sorriso em sua direção e dou de ombros, feliz por ela não querer me bater.

Subo para a beira da piscina e observo as pessoas voltarem a atenção para o que faziam antes. Olho para minha namorada e penso que eu definitivamente tive um progresso em relação a ela. A última vez que a derrubei na piscina fiquei em pânico por achar que perderia minhas chances com minha pessoa favorita.

Olho para Kurt ali próximo e o vejo piscar em minha direção fazendo um 'joinha'. Pela sua expressão divertida, imagino que ele esteja se questionando como é que Santana gosta de mim mesmo eu sendo tão atrapalhada. Bem, eu também não entendo, mas ela gosta e sou grata por isso.

Santana, que estava em minha frente olha para onde eu olhava e me encara confusa. Dou de ombros e a sinto me puxar de volta para dentro na piscina para me juntar a ela.

Olho em seus olhos e fico feliz por ter a atenção deles naquele momento. Ela não parecia realmente se importar com a festa em sua volta. Parecia estar ali somente para mim. Abro um sorriso em sua direção e recebo outro de volta.

— Desculpe por estragar seu vestido novamente. – Peço próxima a seu rosto. Ela apenas concorda com a cabeça.– E a propósito, você está linda.

— E você está deslumbrante, querida. Uma pena sua maquiagem estar borrando seu rostinho. – Diz passando a mão pela minha face.

— Droga! Eu tive tanto trabalho. – Respondo chateada cruzando os braços. Ouço sua risada enquanto ela tenta limpar meu rosto.

— Eu amo você, sabia? Você simplesmente faz meus dias mais felizes. – Olho encantada para ela. Seguro seu rosto bonito entre minhas mão e aproximo minha face da sua.

— E eu também te amo. Você é o amor da minha vida e eu poderia passa-la inteira com você, sabe?

— É mesmo? — Concordo com a cabeça. – Pois eu também gostaria de passar toda a minha vida com você. O que acha de fazermos isso?

Sorrio com sua ideia.

— Acho maravilhoso. – Sussurro a beijando feliz com a nova perspectiva.

Notas finais
E foi isso! O que acharam tanto do capítulo como de toda a fic? Eu fiquei enrolando muito para escrever este capítulo. Aproveitei minha ansiedade de vestibulanda para aplacá-la escrevendo este final. Vou sentir realmente muita falta de Doce Obsessão e de todos os leitores. Agradeço imensamente a quem comentou, recomendou, favoritou ou somente acompanhou. Espero sinceramente vê-los em novas fanfics que eu venha a postar. Por enquanto é isso. Espero que eu tenha agradado a todos e que nos vejamos em breve. Até mais õ/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!