Doce obsessão

3 Capítulo 3: Sem Santana, sem Artie e sem ninguém...


Notas iniciais
Olá gente!! Como vocês estão? Obrigada pelos comentários do capítulo anterior, eles me incentivam bastante. Me desculpem se o capítulo estiver insatisfatório. O ENEM sugou minha criatividade, que já é bem limitada... é. Me desculpem também se o capítulo conter erros. Me avisem sobre eles. :B Até lá embaixo õ/

Brittany P.:

Férias... Nunca havia sentido tanta necessidade de tê-las. Tudo contribuiu para meu cansaço, seja ele físico, psicológico ou emocional.

As aulas eram exaustivas e compreender algo quando Santana está em sua mente o tempo todo é muito complicado, acredite. Ela é mesmo muito cretina, mas ela vai ver só, quando acabarem as férias, eu já estarei livre dessa obsessão/paixão e então quando ela estiver disponível para virar lésbica e me notar finalmente, eu já não a irei querer mais. Ela não perde por esperar.

Certo, por enquanto isso não passa de uma teoria desesperada. Porém, de fato as férias me trazem um fio de esperança. Eu não a veria, tenho certeza, já que a sorte ainda está indisponível para mim, logo, conseguiria esquecê-la muito facilmente.

Era o último dia de aula e eu estava ansiosa para chegar em casa e dormir por um mês inteiro.

Estávamos no intervalo quando a vi pela última vez antes das férias chegarem. Por um momento me senti triste ao lembrar que não a veria por mais de um mês e triste por não ter conseguido nem ao menos chamar sua atenção desde o início do ano. Eu sou tão covarde.

Eu fazia o possível para passar próximo a ela e fazer com que ela me notasse, mas nada acontecia. Em alguns momentos eu achava que ela estava me olhando, mas então percebia que para ela, eu era apenas mais uma aluna num corredor cheio.

Eu queria tanto ser menos tímida e quem sabe contar para Mercedes desse meu sentimento. Sei que ela me ajudaria, mas eu ainda não estou cem por cento confiante em assumir minha sexualidade e existem boatos de que Mercedes é fofoqueira. Quem sabe o Kurt? Um dia, talvez...

Houve uma oportunidade em que eu poderia ter falado com ela. Me arrependo muito de não tê-la aproveitado. Foi o seguinte: já se passava do horário dos alunos estarem em suas salas de aula, porém, na sala de Santana estava faltando mesa e cadeira para ela, então ela foi pegar na sala mais próxima: a minha. A vi com dificuldade para carregar e como eu estava ao lado, poderia muito bem tê-la ajudado, mas não o fiz. Senti vontade de chorar por ser tão estupidamente tímida.

Depois disso eu senti vergonha, receio ou algo assim em olhá-la como sempre fazia, pois, quero dizer, o que eu estava sentindo exatamente? Eu sentia um friozinho na barriga ao vê-la, mas ao mesmo tempo não tinha coragem nem de dar bom dia. E eu me sentia cada vez mais estúpida.

Mas, as férias chegaram e eu resolvi descansar minha mente de tudo isso. Eu estava exausta e merecia essas férias, você sabe.

Admito: inicialmente foi complicado não lembrar de Santana a cada mínima coisa que eu via ou ouvia. Ela parecia se encontrar em vários lugares ao mesmo tempo e isso me deixava doidinha, porém o tempo foi bondoso comigo e eu acabei realmente esquecendo um pouco esses sentimentos confusos e indefinidos.

No final das contas, as férias me ajudaram um pouco (e com isso eu quero dizer quase nada). Aqueles casaizinhos pegajosos que eu via nas ruas não colaboraram muito, mas não importa... quando voltei às aulas, descobri que eu precisaria de muito mais que um mês para me desapegar de Santana. Ela mesmo que ainda não me conhecendo, fazia loucuras com meu mundo. Tudo nela mexe comigo.

Eu juro que não entendo como uma pessoa é tão linda, em todos os sentidos. Me revolta esse tipo de injustiça, pois veja, uns com tanto e outros com pouquíssimo. Tsc, Tsc. Ela parecia ainda mais bonita e encantadora quando as aulas voltaram, se isso é de fato possível.

Me senti de volta ao início do ano, como se nada tivesse mudado e eu nunca tivesse tentado nada. Pelo amor de Deus, que situação terrível. Estava tudo tão parado, monótono, sempre a mesma coisa... mas então eis que surge Artie Abrams e dá uma agitadinha naquilo que eu sempre chamei de vida.

Artie é um garoto encantador e muito simpático. É cadeirante, mas quando você passa a conhecê-lo, sua condição física acaba se tornando totalmente irrelevante. Ele pode ser meio parado como eu e tinha várias coisas em comum comigo e foi por isso que soubemos conduzir um bom assunto quando nos conhecemos, o que só veio a acontecer depois das férias, claro. Eu nunca tinha conversado com ele, mas ele –mais corajoso que eu– veio falar comigo e demostrar todo o interesse que tinha por mim.

Ele é bonitinho e sua personalidade me agrada, mas as qualidades de Santana me agradam muito mais, então acabei me sentindo mal por dar a ele esperanças de algo que não iria a acontecer. Ele era muito fofo para eu ficar com ele sem sentimentos fortes o bastante.

Mais uma vez, apesar de tudo, senti raiva de Santana. Ela estava até mesmo atrapalhando meus relacionamentos amorosos, indiretamente, mas estava. Eu dei um fora num cara adorável por algo muito incerto. Vou repetir quantas vezes forem necessárias: eu sou patética e estúpida.

Quando dei um fora no Artie, acabei dizendo que não queria me relacionar com ninguém e agora sinto vergonha por ter sido tão mentirosa. Ele não merecia que eu o tratasse daquela forma... Pobre Artie. Bom, isso acabou causando um certo afastamento entre nós, mas gosto de manter nossa amizade quase inexistente, embora muito importante.

Muitos dias se passaram e eu continuava da mesma forma: sem Santana, sem Artie e sem ninguém, apenas Rachel, Kurt e Mercedes... pois é. O momento em que fiquei mais próxima de Santana foi quando estávamos em uma mesma sala e eu fiquei rezando silenciosamente que ela me visse. Fiz todo um filme na cabeça imaginando ela também se apaixonando por mim de repente. Foi uma imaginação linda e que acabou logo nos dias seguintes, quando vi que eu continuava sendo apenas mais uma aluna daquela escola.

Apesar de toda a chateação que essa situação me gerava, de certo eu modo gostava da sensação de estar interessada realmente por alguém. Essa sensação de ter com quem se importar fora da família e da roda de amigos. Alguém que não só despertava meu interesse, mas me despertava por completo para a vida. Ela é tão cativante... Repito: Ela é perfeita. E recentemente descobri que não é só seu olhar que me deixa boba, seu sorriso é igualmente maravilhoso. Eu não costumava ser tão clichê, juro, no entanto me tornei obcecada em ressaltar suas qualidades, como é possível perceber, pois, apesar de tudo, ela preenchia meus dias e eu a adorava ainda mais por isso.

Notas finais
E é isso... O que acharam? Me digam suas opiniões, pois, como eu já disse antes: elas me auxiliam muito. Enfim, o Artie apareceu, yay õ/ Pretendo esclarecer melhor, em capítulos futuros, essa "relação" da Britt com ele, mas por enquanto é isso. Me avisem caso algo tenha ficado incoerente, confuso ou coisa parecida, ok? Bjo bjo :*