Doce obsessão
27 Capítulo 27: Sem atrativo algum.
Notas iniciais
Brittany P.:
Dizer que meu rosto está corado seria um eufemismo. Sinto como se meu rosto fosse explodir em timidez. O que Santana pensa que está fazendo com esse sorriso e esse olhar malicioso em minha direção? E essa mão em minha perna?
– Com frio, Britt-Britt? – Pergunta ela com ironia e passando as mãos em minhas coxas. Ela sorri ainda mais com os arrepios que me provoca.
– E-eu? Ahn, um pouquinho só. – Digo como se fosse mesmo isso a causa dos meus pelinhos estarem em pé.
– Mesmo? Que curioso, não acha? – Ela diz levantando o corpo e sentando-se de frente para mim sobre minhas pernas. Sinto sua unha deslizar por minha nuca e fecho os olhos.
Apenas balanço a cabeça afirmativamente. Santana me tira do eixo. Um absurdo.
– Pois eu acho que aqui está suficientemente quente. – Ela sussurra com os lábios sobre os meus. Suspiro e mordo meu próprio lábio. Ouço sua risada sexy e sua boca pressionar a minha. Suspiro com a sensação gostosa de tê-la sobre mim me beijando.
Aperto sua cintura e deslizo minha língua por sua boca. Há quanto tempo não a beijo mesmo?
Santana segura em minha nuca e puxa os fios ali presentes.
Desço uma das minhas mãos e a coloco numa de suas coxas. Não sei ao certo o que fazer. Devo apertar? Apenas acariciar? Droga!
Sinto seus dentes puxando meu lábio inferior e abro os olhos. Ela apenas me encara e passa a beijar a região da minha mandíbula e do meu pescoço. Aperto sua perna ao sentir minha pele sendo sugada pela boca de Santana. Que sensação incrível.
Subo minha mão que estava em sua coxa e a coloco levemente em sua bunda. Certo, dessa vez acho que devo apertar. E o faço. Ouço o suspiro de Santana e sorrio. Sinto-a rebolar em cima de mim e aperto novamente. Sua boca volta a beijar a minha.
Suas mãos antes na minha nuca descem até a barra da minha blusa e a tiram do meu corpo. Seus beijos voltam ao meu pescoço e cada vez mais embaixo. Será que devo fazer o mesmo? Antes que eu possa pensar mais ou fazer o mesmo que ela, Santana coloca as mãos em minhas costas e abre o fecho do meu sutiã. Ela se afasta um pouco de mim e desliza as alças da peça por meus braços. Apesar da enorme vergonha que me toma, adoro a visão de Santana olhando-me com desejo enquanto morde o próprio lábio inferior.
Ela estende a mão para que eu vá para a frente e, assim que o faço, a sinto se inclinar sobre mim até que fiquemos deitadas. Levanto um pouco sua blusa, sentindo uma grande necessidade de ter sua pele contra a minha. Ela se afasta e termina de retirar a blusa. Deus do céu, que calor!
Seu abdômen não é sarado. Ela não tem o famoso 'tanquinho'. Porém, independente disso, é algo absolutamente desejável. Passo a mão naquela região e suspiro adorando a maciez de sua pele.
Santana não parece se importar com a minha falta de jeito. E eu de fato não o tenho. Nunca me relacionei seriamente com ninguém. Nada nunca passou de um beijinho ou outro e a sensação de ter Santana beijando próximo a meus seios é fabulosa. Por quanto tempo eu esperei por isso?!
Fico um pouco desconfortável quando seu rosto fica de frente para meu busto. Timidez e insegurança me dando um "olá".
Santana olha para meu rosto e retira o próprio sutiã, como se dissesse: "Ei, tudo bem. Ficarei sem o meu para que isso não fique injusto para você". Sorrio para ela e recebo seu sorriso de volta. Santana é maravilhosa. Em todos os sentidos possíveis.
Não sei como reagir ao sentir os dedos dela tocando meus seios. Apenas mordo o lábio fortemente e penso em como seria bom tocar os dela também. São tão grandes e bonitos. Magníficos. Não reflito muito sobre isso quando a boca de Santana entra com contato com meu seio. Fecho os olhos e seguro em seu cabelo o apertando ao sentir sua língua passando por meu mamilo. Minha respiração acelera com a sensação de ter seus beijos nessa região e gemo ao sentir uma de suas mãos apertando o outro.
Ela sobe o corpo e passa a beijar meu pescoço. Sinto uma mordida leve ser dada e não evito em apertar sua bunda novamente. Coloco a outra mão em sua cintura e a arrasto para cima até estar posicionada em seu seio. Queria ser menos babaca e não ficar tão estupidamente feliz por fazer isso. Essa minha alegria quase infantil é notada por Santana, já que ela solta uma risadinha abafada em minha orelha e sinto meus pelos se arrepiarem com a sensualidade com a qual ela faz isso.
Sinto seus beijos voltarem para meu busto e mordo o lábio ao sentir sua boca descer carinhosamente por meu abdômen. A sensação é gostosa, entretanto, ainda assim fico tensa ao senti-la colocando a mão no botão do meu short jeans.
Olho para baixo e coloco seu cabelo atrás da orelha para ver melhor os lindos olhos escuros. Santana me encara seriamente e desvia um olhar pensativo para seu dedo que agora desliza pelo botão.
– Você nunca fez isso, não é? – Pergunta ela com um olhar quase preocupado. Balanço a cabeça indicando que não. Ela suspira. – Eu estou com medo de fazer algo errado. De transformar isso num momento ruim para você.
– Você não vai. – Digo rapidamente. Apesar do constrangimento que sinto, tenho absoluta certeza de que Santana é a pessoa certa para eu perder a virgindade e de que esse é o melhor momento possível. – Você só tem que continuar o que estava fazendo.
Sinto seu beijo abaixo do meu umbigo em consentimento e sua mão abrir o botão do short. Levanto o quadril para facilitar a retirada da peça de roupa e tento não ficar tão envergonhada. Olho para baixo afim de verificar a calcinha do dia. Sorrio, discretamente aliviada por ter colocado uma em bom estado e bonitinha. Com desenhos um pouco infantis talvez, mas ainda assim decente.
Abro mais as pernas para que Santana possa se encaixar melhor entre elas. Antes de o fazer, San se afasta um pouco e retira a própria calça. Dou uma checada melhor em sua linda bunda e sinto-me contente por ter apertado algo tão... interessante.
Ela volta a colocar suas mãos em mim. Desta vez o alvo é minha intimidade e, inevitavelmente, solto um gemido ao sentir a carícia ainda por cima da calcinha. Seus lábios voltam a beijar os meus quase como uma distração enquanto ela retira minha peça íntima, me deixando do jeito que vim ao mundo. Que vergonha.
Após largar o pequeno pano, Santana coloca sua mão em minha coxa e a puxa um pouco para o lado para que assim eu a afaste da outra perna. Mantenho seu rosto próximo ao meu e não evito gemer e morder-lhe o lábio ao sentir seus dedos me acariciando lá embaixo.
Ela não enrola muito e fico agradecida por isso. Não digo simplesmente pela tensão que estou sentindo, mas também pela excitação deliciosa e ao mesmo tempo torturante.
Aperto o lençol da cama fortemente ao sentir seus dedos serem introduzidos em minha intimidade. Santana beija meu pescoço carinhosamente e eu suspiro tentando me adequar à sensação nova, diferente e inicialmente desconfortável.
San parece entender minha agonia, então apenas morde levemente minha bochecha e passa seu nariz no meu num ato absolutamente carinhoso. Olho feliz para seu rosto e espero que ela continue o que estava fazendo.
Senti-la movimentando de fato seus dedos em mim é alucinante. Qualquer pensamento coerente que eu pudesse ter se vai e eu apenas suspiro e sigo seu ritmo com gemidos que nunca pensei que eu fosse emitir.
Se eu fosse portadora de unhas muito longas, sem dúvidas as costas e ombros de Santana encontrariam-se em frangalhos. Independente disso, aperto sua pele o suficiente para deixar vergões realmente vermelhos.
Reviro os olhos quando seus dedos adquirem uma velocidade extasiante. Sua língua passa por meus seios enquanto jogo a cabeça para trás no máximo do meu prazer. São tantas sensações que nada que saí pela minha boca faz sentido. Com a respiração pesada e com as pernas trêmulas, sinto Santana retirando os dedos melecados e os passando pelos lábios grossos. Sua língua lambe a região da forma mais erótica que eu já vi alguém fazendo e só fica mais interessante quando ela coloca um dos dedos na boca e o chupa.
– Gostosa. – Ela simplesmente diz com um sorriso arteiro no rosto e se aproximando de mim, cheirando meu pescoço e afastando alguns fios molhados de suor. Sua mão encosta na minha e a coloca sobre sua vagina. Sinto meu rosto corar ainda mais do que provavelmente já estava. Novamente Santana dá uma risadinha da minha reação tímida e se esfrega contra minha mão. Mesmo com a roupa íntima, sinto perfeitamente a umidade ali presente.
Desajeitadamente, coloco a calcinha de lado e toco Santana timidamente, sem saber ao certo como fazer. Ela rebola mais intensamente sobre minha mão e parece exigir que eu a penetre. E eu o faço. A sensação é quase tão boa quanto receber o toque. Santana gemendo se tornou, sem dúvida alguma, um dos meus sons favoritos e faço o possível para ouvi-lo mais vezes e mais alto.
Ela joga a cabeça para trás e eu fico admirada com a imagem. A pele de lindo tom moreno fica maravilhosa com o brilho suave de suor e seus seios expostos parecem requerer o meu toque. Coloco as mãos ali e acaricio. Levanto levemente meu tronco e beijo um de seus seios grandes e tão maiores que os meus. Enquanto o faço, olho para seu rosto contorcido de prazer. As sobrancelhas franzidas, os movimentos rápidos e o aperto em meus dedos alertam-me do seu orgasmo próximo. Assisto o momento com grande expectativa. Sua boca se abre num grito mudo e seu corpo treme em espasmos. Puxo-a para cima de mim sentindo sua respiração arfante.
Deus!! Eu acabei de transar com Santana Lopez. O quão errado é eu me referir a Deus num momento desses?
Eu esperei e desejei por tanto tempo esse momento que parece surreal que eu realmente tenha conseguido. Justo eu, alguém sem atrativo algum. Minha felicidade não poderia ser maior.
Estar agora aconchegada com Santana – nua – e nos encarando com tanto carinho há alguns incontáveis minutos é muito mais do que eu poderia esperar. O sorriso lindo em seu rosto parece um sonho bom.
– Você sabe que mais cedo quando eu disse que você poderia ficar com quem você quisesse, era da boca para fora, não é? – Ela questiona de repente, me parecendo até mesmo preocupada. – Você não pode.
Dou risada da expressão chateada que ela faz. Acho incrível a habilidade que ela possui de num instante irradiar sensualidade e noutro instante ser tão adorável.
– Não se preocupe quanto a isso. Eu sou completamente louca por você, Sanny. – Sorrio acariciando seu rosto e suspirando apaixonada. Os momentos em que eu me achava obsessiva se transformaram numa clara percepção de que sou apenas uma apaixonada boba e perdidamente enlouquecida por ela, de uma forma que eu jamais poderei explicar.
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