Doce obsessão

22 Capítulo 22: Bem próximas.


Notas iniciais
Olá gente!! Antes de agradecer pelos comentários, peço milhares de desculpas por toda essa demora. Definitivamente não estava em meus planos atrasar tanto. Enfim, muito obrigada pelos lindos comentários e agradeço muitíssimo pela maravilhosa recomendação que a história recebeu do Leitor Fantasma. Espero que gostem e me desculpem pelos erros que podem existir. :B Até lá embaixo õ/

Brittany P.:

Puck, Santana e eu entramos na escola em silêncio e sigo em direção ao meu armário. Pego apenas o livro de biologia, olhando em volta em seguida a procura de um dos meus amigos. Apesar de pequena, Rachel é a única que consigo encontrar no meio de tantos alunos.

Sigo em sua direção e, ela assim que me vê, sorri largamente, vindo em minha direção também. Antes mesmo que ela possa chegar até mim, vejo uma pessoa loira parar em sua frente e a puxar para o outro lado. Rachel olha para trás e me olha pedindo desculpas.

Observo a cena um pouco confusa, pois não me recordo de Rachel ser amiga de Quinn e há menos de um minuto vejo minha amiga ser levada pela loira. Dou de ombros e decido ir para a aula. Santana disse para eu encontrá-la durante a primeira troca de aula, já que a aula seguinte será vaga, então não há nada que eu possa fazer a não ser sentar e estudar.

Entro na sala e caminho para o lugar ao lado de Mercedes. Ela abre seu grande e lindo sorriso quando me vê.

– Olá, loirinha. – Cumprimenta.

– Oi, Cedes. Como tem passado? – Pergunto enquanto o professor organiza seus materiais.

– Muito bem e você, Britt? Não temos conversado com muita frequência, estou totalmente por fora.

– Sim, você está certa. Rachel, Kurt, você e eu devemos encontrar um dia para nos divertimos juntos. O que acha?

– Acho a ideia perfeita. – Ela concorda satisfeita.

O professor inicia a aula e eu passo a prestar atenção, anotando as coisas que acredito serem importantes. Sinto Mercedes cutucando meu braço e quando olho ela aponta para a porta.

Olho para o local indicado e vejo Noah que, ao notar que o olho, me chama lá para fora com um gesto de mão. Peço licença ao professor e me retiro da sala, um pouco confusa com a presença de Puck.

– Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? – Questiono preocupada.

– Não, nada. Eu só quero conversar com você. Podemos ir para a biblioteca? Lá é mais tranquilo. – Concordo e nos encaminhamos em silêncio até lá.

Cumprimentamos a bibliotecária da escola e nos sentamos a uma das mesas disponíveis.

Noah não demora muito para iniciar o diálogo. Parecia até ansioso.

– Sabe, Brittany, você e a Tana se tornaram amigas em pouquíssimo tempo e devo dizer que nunca fui contra essa amizade. Vocês fazem bem uma a outra. – Ele comenta, folheando uma revista qualquer que estava na mesa.

– Santana e eu nos entendemos muito bem, apesar de sermos tão diferentes. – Respondo, encantada com esse fato. Santana é o total oposto de mim e tenho certeza que já exaltei essa informação antes. Não somos apenas diferentes do quesito aparência, mas a personalidade de uma em nada reflete a da outra e, independente disso, eu consigo amá-la sem qualquer sombra de dúvidas. Deve ser aquela coisa da física de que os apostos se atraem. Mais que isso: é aquela coisa clichê que diz que uma completa a outra.

– Essa diferença entre vocês não parece afetar muito. Vocês não agem como se isso fosse um problema. Na realidade, vocês têm estado bem próximas, não? – Ele pergunta erguendo uma sobrancelha. Com esse pequeno gesto noto que ele está querendo inserir a pequena confusão de mais cedo. Suspiro, querendo que ele seja mais direto.

– Você, por favor, pode ser mais direto? Está me deixando agoniada. – Digo, expondo meu desconforto.

Ele me encara por alguns segundos e suspira, passando a mão por seu moicano.

– O que a Rose quis dizer? Por favor, me diz que não é o que eu estou imaginando.

Desvio o olhar, querendo de fato dizer que ela só disse por dizer. Magoar Noah me dói e, apesar de não sentir arrependimento algum, meu coração lamenta ser a causa do olhar trsite de um garoto tão doce.

– E-eu... – Tento dizer, mas percebo que na realidade não sei o que falar. Nada parece bom o suficiente para acalentá-lo.

Ele volta a folhear a revista, entendendo que ele imaginou corretamente.

– Por favor, nos perdoe. Não queríamos te magoar, mesmo que fosse inevitável. Eu sei que é ridículo eu dizer isso. Na verdade estou me achando absolutamente estúpida e peço desculpas por isso também. – Disparo a falar, ouvindo uma leve risada dele. – E por favor, não se zangue com a San. Se não fosse por mim, nada disso teria acontecido. Claro que sem ela também não, mas você entendeu, certo?

Noah sacode a cabeça e ri.

– Ei, calma aí. Não precisa ficar tão agitada. – Ele diz, me fazendo corar e relaxar um pouco. Vejo-o tirar o sorriso e ficar sério novamente. – Olha Britt, eu preciso de um tempo, tudo bem? Não é todo dia que eu descubro estar sendo traído. E bem, ainda estou com o coração partido. A Santana é realmente minha motivação para tudo, sabe? E agora... não sei, de repende não sei e valeu mesmo a pena confiar tanto. Mas eu estou magoado e me sentindo um idiota, além de estar com a cabeça cheia de coisas. Achei melhor vir conversar com você primeiro. Não quero ser ríspido com a Tana, apesar de tudo. Nem com você, claro. Descobri agora que não tenho jeito para ser grosseiro, na realidade.

– Você é tão amável e eu queria tanto poder pedir desculpas mas isso seria extremamente egoísta da minha parte. Eu sei o quanto você ama a San. Ela é perfeita, quem não amaria, não é? E peço, por favor, que converse com ela e leve todo o tempo o mundo para pensar bem sobre tudo isso. Você é um homem incrível e eu não poderia estar me sentindo pior. – Digo levantando e segurando seu rosto delicadamente, beijando-o na testa em seguida.

Ficar muito tempo com o Noah sempre foi muito agradável, mas agora, com essa situação, eu me sinto envergonhada o suficiente para querer me afastar.

Saio da biblioteca e espero os últimos minutos de aula acabarem para que assim eu possa voltar para a sala e pegar meu material.

Ouço o sinal batendo e sem demora estou novamente conversando com Mercedes enquanto caminhamos pelos corredores.

– Hoje você está bem disputada pelo casal, hum? – Ela diz me fazendo olhá-la confusa. – Ali, olha. Santana está te olhando como se quisesse falar com você.

Olho em volta e vejo Santana no fim do corredor me esperando. Despeço-me de Mercedes, a prometendo que teremos um dia inteiro entre amigos para que assim possamos fofocar.

Vou para o lado da San e começamos a caminhar em silêncio, nos dirigindo automaticamente para as tranquilas arquibancadas.

– Eu conversei com o Noah ainda há pouco. – Ao ouvir isso, Santana vira bruscamente o rosto, me olhando esperando explicações. – Ele queria confirmar suas suspeitas. E me desculpe, San, mas eu não poderia mentir.

Ela vira o rosto para frente, pensativa. Não diz nada, parece absorver a informação de que agora, de um dia para o outro, o seu até então namorado é possivelmente seu ex.

– Por que ele não quis falar comigo? – Ela questiona chateada.

– Ele só precisa pensar um pouco, San. Tenha paciência. – Ela suspira e concorda, pegando minha mão e enrolando seu dedinho ao meu.

Chegamos até as arquibancadas e nos sentamos, ainda com os dedos unidos.

– Ao mesmo tempo que você perturba meu mundo, você me tranquiliza e me dá paz. Eu consigo me sentir segura apenas por olhar em seus olhos ou ouvir sua voz calma. – Ela diz de repente com pesar.

– E isso é ruim? – Pergunto insegura.

– Não sei. Eu estou me sentindo péssima nesse momento. Me sinto culpada e idiota.

– Me desculpe por ser a responsável por esse seu desconforto. Você não é idiota, San. E é totalmente compreensível você estar se sentindo mal, mas preferimos ignorar a situação e não quisemos resolvê-la. Não acha que está tarde demais para arrependimentos?

– Eu não me arrependo! – Ela trata de dizer rapidamente. – Eu só... eu não sei. Não tenho o menor direito de ficar lamentando agora.

Suspiro, novamente sem saber o que dizer. Eu realmente espero tranquilizá-la e fazê-la sentir-se melhor.

Ela aconchega a cabeça no meu ombro, colocando o rosto próximo ao meu pescoço e dando um pequeno cheiro ali. Sinto um beijinho no local e me arrepio inteirinha. Não poderia ser diferente.

Inicio um lento cafuné nela, adorando o cheiro que seu cabelo exala. E ficamos assim, aproveitando nossa aula vaga uma com a outra, eu a fazendo cafuné e ela passando o nariz dela levemente por meu pescoço. Ambas deixando subentendido que permaneceremos juntas, nos apoiando da forma mais terna possível.

Está tudo muito silencioso, então quanto ouvimos passos, nos afastamos a procura do causador do barulho. Ouço risadinhas femininas e olho para Santana, que vira a cabeça para mim, me olhando com um ponto de interrogação na testa.

– Desde quando Quinn e Rachel são amigas? Acho que perdi alguma coisa. – Ela sussurra ao notar que elas são as responsáveis pelas risadas.

Dou de ombros, como se dissesse que também não sei. E realmente não sei. Faço sinal de silêncio e passamos a observá-las, vendo-as caminhando para um cantinho quase debaixo das arquibancadas. Quem entrasse não as veria, mas nós, que estávamos relativamente próximas, conseguimos ver tudo. Ao contrário delas, que não conseguem nos ver por estarmos num canto da parte alta da arquibancada.

Fico imensamente curiosa, lembro do episódio de mais cedo, quando Quinn puxou Rachel. Abaixo-me um pouco para ver melhor o que está acontecendo e em menos de cinco segundos levanto bruscamente, assustando Santana que também tentava ver melhor.

– O que foi? Por que essa cara pálida? – Pergunta ela baixinho.

Faço um gesto para que ela olhe e ela abaixa, levantando tão rápido quanto eu após ver a cena.

– Elas... elas estão mesmo se beijando? Ah meu Deus! – Ela sussurra, cobrindo a boca com a mão e rindo. – Eu não acredito. Vadias! Nem nos contaram.

– Ei, também não contamos para elas sobre nós. Acho justo. – Digo defendendo-as.

Santana ri e balança a cabeça, ainda inconformada. Bem, eu também estou. Eu nem ao menos sabia que Rachel e Quinn se conheciam. Não ao ponto de se encontrarem para terem relações. Para se beijarem loucamente da forma como estão fazendo.

– Britt, eu acho que a Quinn vai engolir a anã da Rachel. Essa menina é mesmo pequena. – Comenta ela, observando embasbacada o amasso intenso das meninas.

– Ei, não fale assim da Rach. Você é quase tão pequena quanto ela, mocinha. – Digo, fazendo em seguida uma careta de nojo ao vê-las quase se engolindo. Não é todo dia que se vê uma de suas melhores amigas aos beijos com outra garota, não é?

– Acho que podemos parar de observá-las e fazer disso o nosso próprio momento, hum? — Pergunta Santana ainda sussurrando e me puxando de volta, aproximando-se de mim e roçando seu nariz pelo meu rosto. Fecho os olhos e balanço a cabeça concordando com um sorriso.

Sinto rapidamente os lábios de Santana sobre os meus e prendo minha mão direita em sua nuca. Não importa o quanto possa parecer clichê, mas eu de fato já estava enlouquecendo por não tê-la beijado ainda. É a melhor sensação do mundo poder sentir sua língua com a minha.

Não é como se estivéssemos nos engolindo como Rachel e Quinn estão fazendo. Estamos simplesmente curtindo o prazer de estarmos juntas, sentindo a outra bem próxima.

Apesar da situação quase cômica, Rachel e Quinn os deixaram menos tensas, mesmo que não tenham consciência disso. Santana precisava dessa dose de tranquilidade. Vejo em seus olhos a agonia que ela ainda sente por ter magoado uma pessoa tão amável quanto Noah, então o alívio que tenho por senti-la mais relaxada em meus braços é indescritível. Eu quero poder ter mais momentos assim com ela. Poder acalentá-la em meus braços, rir de coisas bobas e fazê-la feliz.

Notas finais
E é isso... O que acharam? Digam-me se algo ficou estranho e confuso. Prometo tentar consertar. Novamente me desculpo pela demora. Eu definitivamente não sei lidar com o tempo e não o tive muito nos últimos dias. Enfim, espero que tenham gostado. Bom restinho de semana para todos vocês. Até o próximo. Bjo bjo :*