Doce obsessão
10 Capítulo 10: Me sinto bem.
Notas iniciais
Santana L.:
Brittany era a pessoa mais doce e adorável que já pude conhecer. Noah me disse que ela era realmente legal e divertida, o que estranhei um pouco. Ela sempre se retrai e fica tímida quando estou por perto, o que lamento muito. Me sinto realmente confortável quando converso com ela, seus olhos passam uma tranquilidade imensa.
Ela não parece muito disposta a conversar nesse momento, na verdade ela parece um pouco envergonhada.
Estamos agora comendo em total silêncio e eu me sinto horrível. Ela é a visita, portanto eu que deveria conversar com ela. Certo, vou tentar.
– E então, Brittany, há quanto tempo você conhece Mercedes e Kurt?
– Há dois anos, e tem a Rachel também. – Ela diz, me fazendo lembrar de sua amiga baixinha que eu não conheço muito bem.
– Entendo. Conheci Dani há mais ou menos dois anos também. Quinn e eu nos conhecemos desde o sexto ano do fundamental. – Digo empolgada e tentando deixá-la mais confortável.
Brittany por um momento parece refletir sobre algo e depois acena a cabeça, concordando e me sorrindo amigavelmente.
– Sabe, Brittany, sinto que você não está muito bem aqui. Se eu estiver te chateando, é só me dizer. Ou me jogar na piscina, se preferir. – Digo rindo, relembrando o episódio da festa. Ela arregala levemente os olhos, mas acaba rindo também.
– Está tudo bem. Podemos começar! – Ela diz um pouco empolgada.
Pego as coisas que vamos usar e as coloco em cima da cama, a puxando para sentar mais próxima a mim.
Começo explicando a ela algumas técnicas básicas e a ajudando nas coisas em que ela tem dúvidas. Ela na realidade não é tão ruim como eu cheguei a imaginar.
– Você está indo muito bem Brittany. Só precisa praticar mais. – Digo a incentivando.
Antes que ela possa responder qualquer coisa, meu celular faz um barulho indicando alguma mensagem recebida. Olho para Brittany e ela passa a encarar o caderno de forma concentrada. Pego e celular e vejo que é um torpedo do Puck.
E aí, gatinha. Muito ocupada agora? -N
Respondo ao meu namorado e o lembro de que estou ocupada com a Brittany, o que nos faz ficar um bom tempo conversando por mensagens. Puck sabe como fazer alguém ficar interessado em conversar.
– Santana, eu já vou indo. A porta está aberta lá embaixo? – Ouço Brittany perguntar. Olho em volta e vejo que ela já arrumou tudo e está em pé preparada para ir embora. Sinto-me péssima na mesma hora. Ela vem na minha casa e ao invés de eu ajudá-la, eu a ignoro completamente.
– Não vai embora não, Britt. Me desculpa, sério. Você veio aqui para eu te ajudar e eu nem te dei atenção, não é? Eu sinto muito. – Digo, chateada comigo mesma.
– Tudo bem, Santana. Não quero tomar o seu tempo e você tem mais coisas para fazer. – Ela afirma, sorrindo levemente
– Eu estou me sentindo péssima. Olha, por enquanto acho que já está bom, então que tal eu te pagar um sorvete e te deixar em casa? É o mínimo que posso fazer. – Sorrio de forma convincente, como se fosse a melhor coisa do mundo.
Brittany sorri envergonhada e balança a cabeça positivamente, concordando.
–~*~-
– Sim, e ela não para de falar, assim como minha amiga Rachel. – Brittany ri, me contando sobre sua irmãzinha Rose, enquanto tomamos nossos sorvetes sentadas numa das cadeiras da sorveteria.
– Ela parece adorável, Britt. – Digo sorrindo, sincera.
Brittany se permitiu conversar e se abrir mais comigo. Sorvetes fazem pequenos milagres. Ela nem mesmo parece irritada comigo. Na realidade, está bem sorridente e amigável. Me sinto bem sabendo que ela não ficou magoada.
– Já está ficando tarde, San. Acho melhor irmos. – Ela diz, parecendo preocupada com o horário.
– Tudo bem, apenas irei pagar e nós já vamos. – Falo, gostando do som que meu apelido tem, saindo da boca dela. Muito agradável.
Pago pelos sorvetes e Brittany e eu saímos da sorveteria, passando a caminhar até sua casa em um silêncio confortável. Não há necessidade de sempre estar conversando com a Brittany, a tranquilidade que ela transmite já é o suficiente.
– Sabe, queria ter conhecido você antes, Britt. Com certeza seríamos grandes amigas. – Digo, sorrindo com a possibilidade.
– Sim, seríamos. Ainda podemos ser grandes... amigas, temos tempo. – Brittany diz sorrindo fraco, sorriso esse que não chega em seus olhos azuis.
Andamos mais um pouco e logo chegamos a uma casa um pouco menor que a minha, mas muito bonita. O jardim é cheio de pequenas flores e parece ser bem cuidado. Numa das árvores na lateral da casa tem um balanço de pneu e nele há uma pequena criança loira se balançando.
– Esta é minha casa, e aquela ali é a Rose. – Me informa Brittany, quando vê para onde estou olhando.
– Ela é uma graça.
– A casa ou minha irmã? – Pergunta Britt. Dou risada da forma curiosa que ela está me olhando.
– As duas. – Digo e Brittany balança a cabeça, compreendendo.
Fomos nos aproximando da porta e antes de chegarmos até ela, um ser pequeno e loiro para na minha frente, com um enorme sorriso. É Rose.
– Oooi. Eu conheço você. Tenho certeza que já vi você. Qual é seu nome? – Ela diz eufórica, ignorando completamente sua irmã mais velha
– Hum... Rose, essa é Santana. Ela é lá da escola. Agora vai brincar. – Manda Brittany.
– Sim, eu já vi você. Já vi fotos suas uma vez em que a Britt-Britt estava usando a internet. – Diz Rose, agora ainda mais empolgada por sua descoberta e novamente ignorando a irmã. Olho confusa para Brittany, mas ela parece um pouco mais pálida que o normal e com os olhos levemente arregalados.
– Você deve estar confundindo, Rose. E ouça, eu acho que ouvi a mamãe te chamando. Vai logo, antes que ela se aborreça. – Alerta Brittany, mesmo que eu mesma não tenha ouvido nada.
A garotinha olha a irmã um pouco desconfiada, mas Brittany mantém o olhar sério e Rose entra correndo em casa, gritando pela mãe.
– Não ligue para ela, San. Mas eu acho que é melhor você ir logo. Daqui a pouco escurece. – Britt diz um pouco tímida agora e corando um pouco.
– Certo, tudo bem. Diga a Rose que adorei conhecê-la. – Sorrio e Brittany balança a cabeça, concordando.
Por alguns segundos não nos movemos, o que a faz ficar ainda mais corada. Ela me olha com expectativa, então a abraço como modo de me despedir e sinto Brittany me abraçando de volta, me acolhendo no calor de seu corpo. Me sinto bem com essa sensação de aconchego.
Suspiro e me afasto, sorrindo docemente para ela, que me sorri de volta, um pouco envergonhada. Dou-lhe um beijo na bochecha e me afasto, acenando. Com certeza posso lidar com o fato de que Brittany e eu seremos grandes amigas, mal posso esperar por isso.
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