Doce obsessão
28 Capítulo 28: Um desastre.
Notas iniciais
Brittany P.:
Alcanço meu celular no criado mudo e verifico as horas. Quatro e vinte e sete da madrugada. Bocejo e olho para a morena bonita ao meu lado. Sorrio para sua expressão tranquila e engraçada. Sua boca levemente aberta não me deixa dúvidas de que embaixo de sua bochecha está cheio de baba. Linda assim mesmo.
Volto a deitar a cabeça confortavelmente no travesseiro e fico a olhando, admirando os pequenos detalhes de Santana. Os olhos escuros fechados com cílios alongados, a pele de cor maravilhosa, algumas pintinhas quase imperceptíveis, o nariz fino e bonito e os lábios grossos formando um biquinho quase natural. Um conjunto perfeito e tentador.
Me aproximo de seu rosto e dou um beijinho em sua boca. Fico ali próxima a ela somente a observando. Não demora muito e eu volto a dormir.
~*~
A sensação de ter algo molhado em meu seios me desperta. Abro os olhos um pouco incomodada com a luminosidade do quarto e olho para baixo. Suspiro com visão de Santana chupando um dos meus mamilos e me olhando maliciosamente.
– Bom dia, querida. — Ouço-a dizer e subir para me beijar rapidamente.
– Um ótimo dia, eu diria. — Sorrio olhando para seu busto nu em minha frente. Santana ri e volta a me beijar. Sinto suas mãos apertarem meus peitos já sensíveis e mordo seu lábio inferior.
– Acordar e ter você nua ao meu lado é tão excitante, Britt-Britt. Estou tão molhada agora. — Ela diz esfregando-se em minha coxa. Apesar de tudo, sinto meu rosto corar com sua atitude.
Levanto meu tronco e a viro sobre a cama, ficando por cima dela. O olhar de Santana é malicioso em minha direção. Sorrio com isso e chupo seu pescoço. Tomo cuidado para não marcá-la e massageio seus seios macios. Passo as mãos em seu quadril e passo a beijá-la na barriga. Observo seus pelinhos se arrepiarem e abro suas pernas vendo sua vagina já úmida. Coloco meu rosto ali próximo e lambo os lábios.
– Eu gostaria de tentar algo. — Digo um pouco insegura e ao mesmo tempo determinada.
Santana apenas me olha com expectativa e apoia os cotovelos na cama, levantando o tronco.
– Vamos, Brittany. Faça isso, querida. — Diz abrindo ainda mais as pernas para mim.
Aproximo meu rosto de sua intimidade e passo a língua levemente na região. Não paro para pensar muito no quanto essa sensação é diferente para mim, apenas continuo o que comecei enquanto ouço Santana gemendo meu nome.
Seguro em suas coxas e mantenho meu rosto entre suas pernas. Gosto de sua textura em minha boca e aperto minhas pernas em excitação. Santana é deliciosa.
Sinto sua mão em meus cabelos os puxando e olho para seu rosto contorcido em prazer. A outra mão apertando fortemente a colcha de sua cama e os olhos agora me encarando. Ofereço-lhe um sorrisinho sacana e chupo meus dedos a penetrando em seguida com os mesmos. Volto a chupá-la enquanto meus dedos continuam a se movimentar em seu interior.
Afasto minha boca de sua intimidade e subo para beijar-lhe os seios.
– Oh, Brittany, não pare. — Ela pede arranhando minha nuca.
Sinto novamente a sensação de sua vagina apertando meus dedos e não demora muito para Santana gozar. Observo ela fechar os olhos com a respiração ofegante. Retiro meus dedos e lhe dou um pequeno beijo na bochecha. Um sorriso se abre em seu rosto e ela abre os olhos me encarando.
– Para quem era virgem, você soube muito bem o que fazer aqui em baixo. — Comenta arqueando a sobrancelha. Sinto meu rosto corar e deito ao seu lado, escondendo-me em seu pescoço cheiroso.
– Pode parecer bobinho e clichê, mas eu adoraria ficar com você assim para sempre.
– Para sempre, é?
– Sim, para sempre. — Digo sorrindo para nossa conversa boba. — Seus pais demorarão a chegar?
– Não sei, mas é melhor levantarmos para tomar café, o que acha?
– Por mim tudo bem.
Os pais de Santana chegam enquanto nós preparamos o café, que deveria ser o almoço levando em conta o horário avançado. Apesar de termos perdido o horário de aula, eles brincam a respeito disso. Ainda assim, fico envergonhada na presença deles. Eles não sabem das coisas que a filha deles e eu fizemos recentemente. Santana dá uma risadinha ao ver minha expressão desconfortável e termina por deixar minha cara 'no chão'.
– Mamãe, papai, Brittany e eu estamos namorando. — Arregalo os olhos e prendo a respiração. Deus do céu, o que essa mulher pensa que está fazendo? Certo que os pais dela são muito legais e compreensivos, mas ainda assim. O que eles vão pensar? E desde quando estamos namorando oficialmente? A partir de agora? Eu não sabia. Não dava para avisar antes? Eles ficarão bravos ou começarão a rir da minha cara e dirão que já sabiam? Não sei qual das opções me deixa mais envergonhada.
Abro a boca para dizer algo e nada sai. Um desastre de pessoa.
– Brittany querida, respire. Está tudo bem. — Diz a Sra. Lopez sorrindo em minha direção. — Uma novidade e tanto, hein?
Balanço a cabeça confirmando e olho para Santana que ainda parece achar graça da minha situação. Olho para o pai de Santana e o mesmo está de braços fortemente cruzados e com uma expressão mais que séria. Seu olhar é dirigido ao chão e eu diria que ele parece pensativo.
Sinto medo do que ele possa dizer. A Sra. Lopez não pareceu irritada, mas ele...
– Bem... Isso significa ausência de gravidez inesperada? — Ele pergunta de repente. Sinto vontade de rir com sua pergunta. Santana o faz por mim. Ela gargalha e balança negativamente a cabeça.
– Exatamente pai. Nenhuma gravidez na adolescência, não se preocupe. — Responde ainda sorrindo. — Então está tudo bem para vocês?
O Sr. e a Sra. Lopez se encaram e a mãe suspira.
– É uma situação inusitada e talvez demoremos a nos acostumar, porém, se você quer isso, só temos a lhe apoiar. — Santana abre um sorriso e abraça a mãe. O pai dá um beijo em sua testa e passa por mim bagunçando meus cabelos.
– Cuide dela, está certo? — Eles diz sério. Arregalo os olhos assustada e confirmo com a cabeça.
– Não assuste a menina, homem. — A mãe de Santana pede, provavelmente rindo da minha expressão apavorada.
Ambos sobem as escadas, deixando somente Santana e eu.
Finalmente respiro fundo e menos tensa. — Então estamos mesmo namorando? — Pergunto como se estivesse querendo confirmar que meu sonho se tornou realidade. Santana sorri docemente e se aproxima de mim segurando meu rosto.
– Você quer?
– Acho que agora não tenho muita escolha. Já até mesmo contou a seus pais. — Digo fingindo chateação. Santana sorri e me dá um beijinho.
– Exatamente, vai ter que me aguentar agora, querida Pierce. -Sorrio para sua sentença e penso que estar namorando com ela é incrível e será o maior prazer do mundo.
~*~
Assim que mamãe e eu ficamos sozinhas na cozinha após ela chegar do trabalho com Rose, Dona Susan sorri quase maliciosamente para mim. Quase como se ela soubesse o que fiz na noite passada. Como ela sabia?!
– Dormiu bem na casa da Santana, filha? — Pergunta como se não quisesse nada.
– Ahm... muitíssimo bem. — Respondo inocentemente. Ela apenas me olha ainda sorrindo e volta a mexer na panela quente em cima do fogão. O único barulho agora é de algo fervendo e o da TV da sala. Mamãe parece esperar que eu diga algo e fico agoniada com tanta pressão. — Droga, mãe! Como é que você sabe?
– Oras, Brittany. Você não tentou esconder, meu bem. — Responde rindo da minha frustração. — Olhe só para você. Parece um outdoor dizendo "Perdi a virgindade". E você perdeu o horário da aula hoje. Isso explica muita coisa.
– Mãe! Não é bem assim... — Digo envergonhada. É constrangedor conversar com a mãe sobre a recente virgindade perdida. Um desastre. Suspiro. — Sabe... nós estamos namorando agora.
Conto para minha mãe sobre nosso namoro e ela parece verdadeiramente feliz. Talvez orgulhosa por eu finalmente ter conseguido. Ela mais que ninguém sabe o quanto desejei esse momento. E bem, Santana é a nora que ela pediu a Deus. Eu acho.
Mamãe ficou feliz por nós. Disse que se você me decepcionar, corta sua boca fora para você não poder ficar com mais ninguém. — B.
Digito a mensagem para Santana e envio, aguardando sua resposta que é rapidamente recebida por mim.
Não seja tão absurda, Brittany! Dona Susan é um doce de mulher, jamais diria ou faria isso... Não é? :/ -S
Mostro para minha mãe nossa pequena conversa e ela ri, me repreendendo em seguida.
Bem, não tem como você ter certeza. Melhor não arriscar e ficar comigo para sempre. -B
Que ameaçadora, Britt-Britt. Um psicopata/sequestrador obsessivo e você ficaram muito semelhantes agora. Cruzes. -S
Dou risada e decido subir. Cumprimento Peter no jardim e vou para meu quarto. Tenho feito o possível para mantermos um bom relacionamento. Ele também está cooperando, então de certo modo está funcionando.
Deito em minha cama e suspiro. Parece tudo tão certo agora. A escola vai bem e daqui a pouco as férias começam, meu relacionamento com meus amigos não poderia ser melhor, minha família finalmente parece estar dando certo e, por último e jamais menos importante, eu enfim consegui estar com a garota dos meus sonhos. Parece um longo caminho percorrido desde o dia em que me vi perdidamente apaixonada por Santana e eu me sinto realizada agora. Foram decepções, frustrações, micos e momentos felizes até aqui. Santana sempre será capaz de me fazer ter milhares de sensações. Eu só posso tentar retribuir e fazê-la feliz.
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