Doce obsessão

12 Capítulo 12: Um passo de cada vez.


Notas iniciais
Olá gente!! Como vocês estão? Me perdoem de verdade pela demora da atualização da fic. Eu acabei ficando um pouco ocupada. Me desculpem. Eu fico muito agradecida pelos comentários, obrigada mesmo. Espero que gostem do capítulo e me digam sobre qualquer erro. :B Até lá embaixo õ/

Brittany P.:

Santana e eu passamos o caminho todo conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Santana é absolutamente divertida e adorável. Ela insere diversos assuntos enquanto conversamos e jamais deixa a animação de lado.

Minha casa era mais próxima que a de Santana, portanto, chegamos a ela primeiro. Eu não queria ter que me despedir de Santana e acabar com a boa conversa que estávamos tendo, porém também me sinto insegura em convidá-la para entrar. O medo de receber um não me faz recuar, o que é terrível.

– Bom... acho que agora eu sigo sozinha, Britt-Britt. – Diz Santana, sorrindo de lado e olhando para o fim da rua.

– Ah, é verdade. Foi tão rápido. – Digo chateada. – Então nos vemos em breve San.

– Claro, Britt-Britt. – Ela sorri e me abraça, se virando e seguindo seu caminho logo após.

A observo indo embora, lamentando por não passar mais tempo com ela. Me sinto nas nuvens quando estou com Santana. Parece que nada nem ninguém jamais poderá me afastar dela. Ela me passa tranquilidade, como se tudo fosse dar certo. É reconfortante estar com ela.

–~*~-

Os dias rapidamente se seguem e pouco mais de um mês havia se passado. Santana não vive grudada em mim, como eu queria que fosse. Ela ainda tem um forte vínculo com Quinn e Dani, é claro. Seu namoro com Puck não mudou muito. Eles são o típico casalzinho de ensino médio. Nunca parece ter nada de especial no relacionamento deles na verdade, porém Noah continua sendo um doce e eu continuo o adorando.

Apesar disso, Santana e eu nos aproximamos muito. Ela sempre me convida para a casa dela e é sempre muito divertido. Não gosto de levá-la em casa, pois Rose possivelmente irá soltar algo constrangedor, como da vez em que Santana finalmente foi em casa e Rose disse que eu não parava de falar dela. Foi bem vergonhoso, mas o caso é que agora eu passo muito mais tempo com Santana.

Noah e Sam também viraram muito amigos nesse mês. Sam ainda não pediu Mercedes em namoro, mas Santana e Noah vivem saindo com eles para parques e programas divertidos num encontro de casais. Eu apenas desfruto da minha lástima todos os dias por não ser eu no lugar do Noah.

Kurt e Rachel continuam na mesma. Kurt cada dia está mais afoito e louco para namorar. Ele acha que vai envelhecer com muitos gatos ao redor. Isso é tão triste. E Rachel... bem, Rachel se desenrolou de Finn e está orgulhosa de si mesma, claro.

Mas o caso é que em um mês, minha vida e a de meus amigos não mudaram muito. Todos continuam na mesma.

– Britt, está sem aula agora? – Ouço Santana perguntar, enquanto estou parada no corredor, refletindo sobre a vida.

– Sim, tenho essa aula vaga. E você, o que faz andando por aí? – Pergunto curiosa.

– Nadinha. Meu professor não veio. Podemos ficar nas arquibancadas, o que acha?

Balanço a cabeça, concordando. Ficar com Santana é sempre bom, independente do tempo que passe.

Chegamos nas arquibancadas e estão todas vazias, assim como o campo. Subimos e ficamos no canto, aproveitando o sol fraco que nos aquecia.

– E então... como vão as coisas? – Pergunto, sem ter o menor assunto.

– Britt-Britt, nos vimos na hora do intervalo. Nada aconteceu desde então. – Responde Santana, rindo da minha tentativa de conversar e me fazendo corar. – Ai, Britt. Você é uma gracinha.

Eu acho que ela não sabe que isso me faz ficar ainda mais envergonhada, mas pelo jeito ela me acha fofa desse jeito.

– San, não ria da minha timidez. – Peço, me encolhendo com vergonha. Santana me deixa tímida de uma forma absurda.

– Britt, saiba que você tímida é a coisa mais adorável que eu já vi. Sinto vontade de te apertar. – Ela afirma, me abraçando forte logo em seguida. Me senti um ursinho.

Santana aparentemente amou ficar abraçada a mim, pois não me largou pelos próximos trinta minutos. Eu simplesmente não pude afastá-la, não pude mesmo. Apenas cedi ao abraço e passei meus braços por seus ombros.

Ficamos entre conversar sobre qualquer coisa e ficar num silêncio confortável, aproveitando o calor do abraço e do sol. O dia está lindo.

– Sabe, Britt, eu tenho adorado passar o tempo com você. Você é uma amiga e tanto. Quinn e Dani são ótimas, mas não demonstramos tanto carinho uma com a outra e sinto que com você eu tenho essa liberdade, como se pudesse fazer qualquer coisa perto de você. – Declara Santana, levantando a cabeça para me olhar. Eu preciso dizer, apesar de estar surpresa, que quero levantar e gritar de felicidade, mesmo que ela só pense em mim como amiga. Eu me sinto feliz assim mesmo.

– San, é claro que podemos ter essa liberdade uma com a outra. Você não faz a menor ideia de como é especial, e eu realmente gosto dessa sinceridade que desenvolvemos. – Afirmo, sincera e olhando em seus lindos olhos, tentando passar todo meu carinho.

– Você é perfeita, sabia Britt-Britt? – Ela diz, olhando meu rosto e se aconchegando em mim novamente.

– Você é ainda mais San. – Digo suspirando. – Pode contar comigo para qualquer coisa.

Santana concorda com a cabeça e fica em silêncio, assim como eu. Estar com Santana é maravilhoso. Eu poderia ficar com ela por horas sem me cansar ou enjoar.

Logo o sinal soa, indicando o fim da aula e ainda assim Santana e eu não nos largamos, apesar de precisarmos fazer isso.

– Acho que temos aula agora, não é? – Santana pergunta, sem se mover.

– Sim, temos. Eu não quero sair daqui, sabe. – Informo, sorrindo e olhando para ela.

– Está querendo dizer que quer matar aula? Que coisa feia, hum? – Ela diz, me olhando e rindo, me fazendo corar um pouco.

– Eu não disse isso. Só estava expondo o fato de que eu estou com preguiça. – Santana ri da minha cara indignada e fica me olhando. De repente levanta e oferece sua mão para que eu também levante.

– Vem, Britt-Britt. Essa é a última aula. Depois, se você quiser, posso ir na sua casa, o que acha?

– Tudo bem, podemos fazer isso. Noah não vai se importar de não passar o dia com você? – Pergunto, temendo que ele passe a se irritar comigo.

– Britt, o Puck te adora, ele não se importa nem um pouco. E além do mais, não temos a necessidade de ficar juntos o tempo todo. Ele tem a vida dele e eu a minha. – Ela esclarece, dando de ombros.

Santana e Noah não são o tipo de casal que vive agarrado, o que é ótimo para mim. Eles só ficam juntos os finais de semana e geralmente conversam por mensagens ao longo do dia. Eles não se importam muito com o que o outro estará fazendo. A relação deles é feita de pura confiança e amizade.

– Entendi... vocês são mesmo muito amigos, não são? – Pergunto, enquanto caminhamos para dentro da escola.

– Somos. Mais amigos que namorados na verdade, sabe? – Ela diz, olhando para frente. Balanço a cabeça, em sinal de compreensão.

Ficamos em silêncio até cada uma ter que seguir para sua aula, confirmando antes de nos encontrarmos na saída.

A aula seguinte acabou sendo divertida, pois Kurt tinha essa aula comigo e ele passou a maior parte do tempo colocando centenas de defeitos no professor, que alheio a tudo simplesmente dava sua aula.

– E então, Britt, vamos? – Ouço Santana perguntar, assim que alcanço a saída. – Já me despedi do Noah e podemos ir.

– Ah, sim. Vamos, então.

Saímos e seguimos o caminho até minha casa, enquanto Santana cantarolava baixinho alguma música.

Chegamos em minha casa e mamãe e Rose estavam na sala assistindo algum desenho animado. As duas estavam bem concentradas e se assustaram quando fechei a porta, com Santana logo atrás de mim.

– Brittany, meu bem. Nem ouvi você chegando. – Diz mamãe, se levantando e seguindo até nós. – Santana, querida. Que bom que veio.

Mamãe vai até Santana e lhe dá um abraço. Mamãe a adora, vive falando do quanto Santana é educada e adorável.

– Olá, Dona Susan, como vai? – Pergunta Santana, sorrindo. Antes que ela possa responder, Rose vem correndo até nós.

– San, você vai brincar comigo hoje? Por favorzinho, San. – Pede Rose, afobada. Santana ri da carinha que Rose está fazendo e olha para mim, pedindo ajuda.

– Hum... olha, Rose. Santana e eu estamos cansadas. Que tal outro dia, hein? – Digo, já subindo para meu quarto e puxando Santana junto. Ouço minha mãe rir e chamar uma Rose chateada para voltar a assistir o desenho.

– Britt, tadinha. Você viu o quanto ela ficou triste? – Lembra Santana, sofrendo de dó.

Dou risada e ligo a televisão do quarto.

– San, você não pode ser mole assim com a Rose. E além do mais, ela daqui a pouco sobe e aí você pode brincar, relaxa. – Santana revira os olhos e ignora o que eu disse.

Bom, foi dito e feito. Rose realmente aparece no meu quarto, dizendo que mamãe foi preparar o jantar e que estava entediada. Santana boba como é, a pegou no colo e ficou a paparicando. Não mereço.

– Eu vou descer para ver se mamãe precisa de algo. Rose, por favor, se comporte. Já volto, San. – Digo, mesmo que nenhuma das duas esteja prestando atenção em mim, totalmente concentradas nas barbies que Rose trouxe.

Desço e mamãe está cantando enquanto cozinha. A admiro tanto por continuar sendo uma mãe tão incrível, mesmo com um marido que só a coloca para baixo.

– Hey, mãe. Precisa de algo? – Pergunto, olhando ela cortar os alimentos.

– Não, meu bem. Pode ficar tranquila com sua amiga. Está tudo bem por qui. – Ela diz, sorrindo.

– Rose roubou a Santana de mim. De novo. – Desabafo, chateada. Minha mãe me olha e ri do bico que provavelmente tenho na cara.

– Cuidado então, querida. – Ela ri. – E como vão as coisas com ela?

– Lentas, muito lentas. Mas só em tê-la por perto já é ótimo, eu não me importo. – Afirmo, suspirando. Depois da segunda vez que levei Santana em casa, minha mãe, como a boa mãe que é, simplesmente soube dos meu sentimentos. Sempre converso com ela sobre isso e ela me apoia em tudo.

– Você só precisa ter paciência, anjinho. Um passo de cada vez. – Aconselha ela, voltando a cozinhar.

Mamãe tem razão. Eu preciso de paciência e avançar um pouco a cada dia, sem atropelar nada.

– Certo, obrigada mãe. Vou subir então. – Aviso, já correndo até meu quarto.

Me aproximo e não ouço nada além do som da televisão. Não ouço nem ao menos Rose imitando a voz de alguma boneca. Será que Santana conseguiu fazer ela dormir? Isso seria uma conquista e tanto.

Entro no quarto e vejo Rose em cima de uma cadeira, fuçando alguma coisa que com certeza me pertence. Santana está sentada na cama, olhando algumas folhas.

– Acho que a Britt-Britt não tem mais nada escondido San. Eu posso ver com você o que tem aí nessas folhas? Ela não me deixa ver, sabe? – Comenta Rose, descendo da cadeira com cuidado e se aproximando de Santana, com olhos curiosos.

– Rose, não acredito que eu saio por cinco minutos e você simplesmente expõe meu quarto e minha vida assim para a Santana. – Me revolto, me aproximando com raiva. Totalmente irada. Ela não tinha o direito e mexer nas minhas coisas. É nisso que dá ter irmã mais nova.

– O que é expõe, San? – Pergunta Rose, cochichando para Santana, que larga as folhas, como se não tivesse visto nada.

– Rose, olhe para mim quando falo com você! – Mando, ainda chateada. – Olha, já deu de brincadeiras com a San por hoje. Tchau.

Abro a porta, esperando ela sair. Ela caminha e olha para Santana, como se pedisse ajuda. Santana apenas dá risada e acena, dando tchau.

– Britt, você fica incrível quando está brava. – Ela comenta rindo. – Você está com o rosto totalmente vermelho.

– Para, não tem graça. Ela não pode ficar invadindo minha privacidade desse jeito. E você ainda a apoia, não é? – Digo, sentando ao seu lado e pegando as folhas.

– Não Britt, mas quando ela disse que você tinha uma "pasta misteriosa" eu não contive minha curiosidade. Não fica com esse bico, vai. – Ela pede, me abraçando de lado. – E eu adorei os desenhos dessas folhas Brittany. Você deve ter praticado muito. Estão lindos.

Sim, nas folhas que Rose achou continham desenhos. Mas em sua maioria, eram desenhos de Santana. Santana rindo, Santana pensando, Santana tímida. Eu não queria que ela os visse. Que pensasse que sou uma idiota.

– Para, ok? Eu sei que estão ruins. – Digo, tímida. – E você não tinha que ter visto isso.

– Eu tenho o direito de saber que sou sua musa inspiradora. Nada mais justo do que eu vê-los, B. E se o motivo da vergonha é esse, eu já te desenhei também. – Ela informa, me surpreendendo.

– Mesmo? — Questiono, realmente curiosa e esperançosa.

– Sim, mesmo. Fiz um hoje mesmo, durante a última aula. Veja. – Fala ela, pegando sua bolsa do chão e retirando um caderno de dentro, me entregando logo em seguida, aberto em uma página aleatória.

O desenho é lindo. Meu rosto cobre toda a folha e eu estou maravilhada. É perfeito. Santana deixou todo o desenho em preto e branco, com exceção dos meu olhos, que ela coloriu de azul.

– San, está incrível. Você é uma desenhista maravilhosa. – Digo, ainda boba. Era tão simples, porém tão facinante. Eu poderia beijar a Santana agora se ela não fosse estranhar.

– Não exagera, Britt-Britt. Foi só um momento de tédio e, bom, achei que seria interessante desenhar você. – Ela diz um pouco envergonhada. – Espero que não se importe.

Dou risada e a abraço, dando um beijo em sua bochecha. Santana consegue fazer meu dia ficar perfeito com qualquer coisa. Um sorriso com covinhas, um olhar, um abraço. Ela ter feito um desenho meu pode significar o mundo para mim. É o sentimento de ter o coração aquecido, de ter uma esperança além da esperada. É também o medo de estar se precipitando, mas sem conseguir fazer parar.

– Ei, está tudo bem? – Pergunta ela preocupada, acariciando meu rosto.

– Está. Você sempre faz tudo ficar bem, San.

Notas finais
É isso. O que acharam? Vou tentar não atrasar tanto no próximo. E como passaram o carnaval? Espero que tenham curtido bastante, porém com moderação. Até o próximo. Bjo bjo :*